Grávidos II
9 Oi papais … AI PAPAI !!
Notas iniciais
Dite com sua avantajada barriga de quase 4 meses descia as ruas do vilarejo em direção ao Medico, pois estava indo fazer uma consulta, era um dia quente para ajudar na caminhada ate lá, vestia uma calça de e uma bata de tecido leve e sandálias, havia ganhado peso e mesmo de roupas largar não poderia esconder a gravidez de gêmeos.
Gêmeos essa era a palavra que ecoava na cabeça do platinado desde a descida das casas ficara imaginando o que seriam, dois meninos, duas meninas, um casal, se seriam idênticos, se não, o sueco estava perdido em seus pensamentos.
Sem perceber Dite era atentamente observado por seu companheiro, Mascara que caminhava ao seu lado se divertia em ver o nervosismo do loiro pois o mesmo quando ficava assim mordia a unha do dedo mindinho.
— Mio fiore, se continuar a morder sua unha, vai chegar sem dedo ao medico— O italiano disse divertido vendo o loiro se assustar por fazer aquilo sem ao menos perceber.
— Desculpe é que estou muito ansioso Masck.— O loiro falava eufórico.— Eu fico imaginando se forem dois meninos, eles serão parecidos comigo ou com você ou uma mistura de nos dois?
— Dois piccolo …— Pietro parou para pensar.
— Se forem meninos gostaria que parece-se com você.— Afrodite disse sorrindo imaginando os bebes com feições fortes como o italiano.
— Ma se forem bambinas, devem se parecer com você.— O italiano disse galanteador — Delicadas como uma fiore.
— Duas menininhas.— Afrodite acaricio o ventre volumoso.— Acho que não, se mexem de mais acredito mais que podem ser um casal?
— Um bambino e uma bambina.— O italino sorriu com a ideia.— Uma mistura nossa.
— Gostaria que tivessem seus olhos.— O platinado falou surpreendendo o mais alto.
— Non, non fiore.— Mascara negou.— Eles devem ter seus olhos azuis como piscinas.
— Com seus cabelos.— O sueco disse divertido.
— Caspita agora também estou nervoso.— O italiano gargalhou.
— O que você prefere masck?— O sueco perguntou.
— Sinceramente Dite, meninos.— O italiano respondeu.
— Por quê?— O sueco agora estava curioso.
— Io , tu , siamo tutti Cavalieri , mesmo non estando em guerra, nossos bambinos também serão— O italiano ficou sério.— Se forem bambinos fica mais fácil, ainda mais que eles serão treinados por aqueles irmãos dos infernos!
— Pietro.— Dite riu divertido.— Sua preocupação é com Saga e kannon?
— Caspita fiore, eles sono doidos.— Mascara falou alto.— Non quero deixá-los com mio bambinos.
— E ainda me chamam de escandaloso, que absurdo.— Dite revirou os olhos.— E nomes?
— Nomes?— Pietro perguntou.
— Sim, também já temos que pensar nisso.— O loiro parou de andar.— Masck vamos sentar um pouco estou cansado.
— Vamos ali naquela restaurante e tomamos um suco e descansamos.— O italiano guiou o sueco.
Era um pequeno restaurante, arejado com várias mesinhas redondas espalhadas pelo pequeno salão que tinha uma parte coberta e uma parte ficava um uma area aberta voltada para rua bem de frente a uma floricultura.
O casal assim que entraram foram atendidos por uma jovem muito educada que os levou para uma das mesas na área aberta.
— Boa tarde, sou Yanica e irei atendê-los, o desejam?— A moça perguntou entregando os cardápios.
— Vou querer uma suco de abacaxi e hortelã.— Pietro pediu e devolveu o cardápios a jovem.
— E a senhorita?— Dite riu ao ouvir as palavras da moça, antes já o confundiam com uma mulher agora gravido tinha se tornado algo normal ate divertido.
— Um suco de morango e uma salada de frutas por favor e sem abacaxi.— Disse suave.
— Um momento por favor.— A jovem saiu com os pedidos.
— Você se diverte quando lhe confundem com una mulher non é Dite?— O italiano perguntou.
— Sim, não me incomodo.— O loiro olhava as flores na loja a frente.— Se eu disser que sou um Homem e estou gravido, imagina como seria explicar isso?!
— Verdade.— O italiano disse derrotado.
— Então Masck já pensou em algum nome?— Dite segurava a mão do italiano por cima da mesa.
— Non…— O moreno parou e pensou. — Gosto muito de Enzo.
— Enzo … mas que nome combinaria com esse?— O platinado questionou.— São gêmeos não esqueça.
— Porque tem que combina Saga e Kannon não combinam fiore.— O italiano falou.
— Eles são esquisitos, quero um que combine.— O loiro disse sério.— Se bem que gosto muito de Camélia e Victor.
— Camélia?— O outro olhou o platinado curioso.
— É o nome de uma flor pequena e delicada.— Deu uma risada leve.— Outro seria Victo, Vitorioso.
— Nome forte para un bambino.— Passou as mão pelos cabelos.— Que …
— Com lisença.— A jovem trazia seus pedidos.— Dois sucos e a salada.
— Obrigada.— O casal agradesceu.
— De nada, qual quer pedido me chamem.— E deixou os casais na mesa.
— Um nome...— Afrodite sorveu um pouco de seu suco.— Söt.
— Como fiore, non entendi a pronuncia.
— Söt, significa doce em Sueco.— Falou pensando em nomes de sua terra natal.— Poderia ser Britta que significa Deusa ou Blenda que significa encantadora, deslumbrante.
— E para bambinos?— O moreno estava encantado com as feições de felicidade que o loiro.
—Erik, significa rei para sempre, é o meu preferido.— O loiro começou a comer sua salada.
— Afrodite … Que tal um nome grego fiore, com o seu mesmo deriva de uma Deusa Grega.— O moreno já quase terminava seu suco.
— O nome de um Deus como Apolo?— O moreno concordou.— Talvez...
— Pode ser um nome de outro país que tal um nome japonês?— O moreno terminou de beber o suco.— A maioria de nossos amici é tutti japonês?
— Verdade.— O loiro paltinado terminara de comer a salada.— Isso estava bom.
— Emi, para una bambina é bonito e delicato.— O moreno disse chamando a jovem com um aceno.
— Emi...— Dite pareceu pensativo.
— Emi, abençoada coma beleza como tu mio fiore.— O moreno sorrio amoroso.
— Pietro.— Afrodite corou.— E para um bambino mio amore?
— Ken, belo, nascido do fogo ou Ren Lirio d' água, nome de una fiore para o filho de uma fiore.
Afrodite corou novamente algo que não era normal, fazendo o moreno gargalhar com seu pequeno desconcerto por receber um elogio simples, era isso que encantara o italiano, Afrodite podia ser escandaloso, chamativo e seguro mas ainda sim consegui deixá-lo sem jeito por coisas simples.
— Devo estar vermelho como um tomate.— O loiro levou as mão ao rosto o sentindo quente.
— Ma esta Bello.— Mascara olhou para o relógio de pulso.— Vamos se não nos atrasaremos.
O casal deixou o pequeno restaurante, o clima agora mais ameno tanto que a descida para o consultório medico foi realizada com rapidez sem nem mesmo perceberem. Ao chegarem estavam dentro do horário, ao passarem no guichê a atendente disse que já seriam os próximos.
O nervosismo parecia ter passado enquanto aguardavam o casal ainda divagava entre os nomes possíveis para os bebês .
— Sr. Afrodite pode entrar, o Sr. Pietro também.— A jovem os encaminhou para sala, assim que o casal entrou fechou a porta.
— Ola, tudo bem?— O medico estava do outro lado da maca olhando o prontuario do platinado.
— Sim Doutor.— Afrodite respondeu.
— Bom hoje será o dia da descoberta nervosos?— O Sr. se levantou e se sentou perto do aparelho.
— Um pouco.— O italiano olhava o medico ligar o aparelho.
— Por favor Sr. Afrodite se deite e erga a camisa.— O loiro logo lhe fez o que foi pedido.— Vou colocar o gel em sua barriga, poder um pouco incomodo por ser gelado eu vou fazer um pouco de pressão, tudo bem?
— Sim. — O loiro agora demonstrava ansiedade pois já olhava a tela do aparelho.
O medico passou um pouco de gel pela barriga do loiro e um pouco no aparelho e começou a deslizar o mesmo pela barriga do platinado fazendo um pouco de pressão. Em poucos minutos as imagens começaram a aparecer.
— Bom vamos lá, digam olá para seus bebês.— O medico disse divertido.
O loiro ao olhar para tela e ver ali seus filhos não pode se conter e seus olhos se encheram de lágrimas, neste instante sentiu sua mão ser segurada pela do moreno que também tinha os olhos marejados.
— Olhe Masck nossos bebês...— O loiro já deixava as legrimas correrem livres pelo rosto.
— Eles são lindo mio fiore.— O italiano secava as lagrimas do sueco.— Eles estão bem dodtore.
—Sim, fortes e saldáveis.— O Sr. passava o aparelho.— Aqui olhem o pesinho de um, aqui a mãozinha do outro.
O casal sorria ao olhar as imagens na pequena tela em sua frente.
— Doutor já dá para saber qual o sexo, bom o meu pedido pelo ultrassom com mais rapidez foi mais para isso.
— Bom ainda não é certeza, o ideal é a partir da 20 semana em diante mas posso tentar.— O medico fez uma pouco mais de pressão e dite pode sentir os bebês mexer.
— Bom.— O medico olhava a tela — Hum, eu acredito...
O casal olhava ansioso para o homem de jaleco branco que soltava alguns murmúrios e voltava a passar o aparelho na avantajada barriga.
— Diga doutor, diga.— Dite tinha os olhos esperançosos.
— Eu acredito…— O italiano dobrava seu corpo na direção do medico.
— Eu acredito que sege dois meninos… — O italiano já abria um sorriso.— De fato são duas meninas.
— Duas meninas?— O loiro repetiu.
— Sim eu estava um pouco com duvida, mas lembrando os exames anteriores o de energia, é quase certeza.— O medico sorriu em direção aos pais.— São duas meninas.
— Masck teremos meninas.— O loiro olhou para o rosto do italiano.— Masck?
O moreno agora tinha uma tonalidade branca como se tivesse visto um fantasma e não dizia uma única palavra somente balbuciava.
— Senhor, acho melhor se sentar está se sentindo bem?— O medico se levantou.
— Meninas.— O moreno ao falar aquilo caiu no chão desacordado.
— Acho que essa notícia foi demais para ele.— O loiro ria enquanto via o medico ir ajudar o maior. — Minhas meninas nem nasceram e já dão trabalho.
Afrodite sorria.
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