Gotten

13 12. Party Girl


Notas iniciais
Oi, cupcakes! Primeiro: tenho que agradecer às recomendações do Yossef e Demons, obrigada! =) É, eu consegui arranjar tempo na correria pra postar o capítulo, mas ainda assim vou voltar aqui no dia 1/12 (isso se eu conseguir terminar o próximo até lá, e eu espero que consiga 'u') pra receber os parabéns, ouviram? u.u Também quero que LEIAM AS NOTAS FINAIS pra entenderem o pulo que o capítulo deu, bem como as mudanças num dos personagens - que eu não vou dizer quem foi... mwahahaha u.u ~~q Boa leitura! x)

Estar apaixonado é muito estranho.

Os pensamentos acabam sempre se voltando para essa pessoa, independentemente do que se está fazendo; ao pegar um copo no armário, ao escovar os dentes ou ao ouvir alguém contar uma história, sua mente começa a vagar pela lembrança do rosto, do cabelo e do cheiro da pessoa amada, a imaginar a roupa que ela está vestindo e o que dirá na próxima vez que a vir. E junto com constante estado de sonho, o estômago parece estar preso a uma corda elástica, descendo e subindo por horas até enfim se acomodar perto do coração.

Lembro-me de uma vez ter lido na escola que cargas opostas se atraem, e talvez fosse isso o que me fazia tão caidinho por ela, o que me fazia desejá-la com todas as minhas forças, tanto física quanto emocionalmente, e eu não mudaria nada nisso.

Agora, vendo-a brincando com um dos copos de plástico cheio de uma mistura de bebidas, vejo que ela não combina com espaços como esses, e aprecio – de verdade – o esforço dela em simplesmente estar aqui comigo, suportando todos os flertes desnecessários das meninas que, mesmo que eu diga que estou acompanhado, parecem não ter nada melhor para fazer da vida.

– Rick! – ouço – Seu grande e estúpido babaca!

Rio, sacudindo a cabeça enquanto Lanie corta caminho pelas pessoas da multidão de gente que pula e dança com animação. Javi vem logo atrás, com as sobrancelhas franzidas, quase juntas, enquanto olha diretamente para Kate – que, incrivelmente, ainda mexe no copo como se estivesse decidindo o que fazer com ele. Antes, era meu, mas deixei que ela o tomasse nas mãos para averiguar a bebida.

– Kate! – Lanie ri, puxando-a para um abraço apertado, o que faz com que ela solte o copo no chão, surpresa com o gesto súbito – Eu quis procurar você, mas não sabia onde você morava, e nem chegamos a trocar os números, né? Também não encontrei o babaca do Rick depois de… oh, meu Deus. Tem alguma coisa que vocês dois não estão me contando, não tem? Javi, eles estão me escondendo alguma coisa, não estão?!

– E sou eu quem vai saber, chica?

– Lanie… – tentei.

– Oh, meu Deus! – ela praticamente gritou, jogando o copo que carregava longe, cobrindo a boca com as mãos espalmadas – Vocês dois dormiram juntos!

O quê?! – gritamos juntos; certamente, ela tinha perdido a cabeça.

Não é que eu não queira, que nunca tenha pensado nisso, mas agora a ideia parecia-me tão insolúvel que achei absurdo que Lanie tenha pensado na possibilidade de já termos dormido juntos. Olhando para Kate, notei que suas bochechas estavam extremamente vermelhas, o que, com certeza, passou a informação errada para nossos colegas ansiosos por detalhes mórbidos que sequer existiam.

– Nós não dormimos juntos, Lanes – sacudi a cabeça; Kate suspirou – Nós não fizemos nada e…

– Então por que é que a Kate parece tão vermelha?

– Calor – ela rebateu; Javi sacudiu a cabeça, enquanto tudo o que Lanie fez foi estreitar os olhos.

– Ainda assim, vocês estão me escondendo alguma coisa, e eu vou descobrir o que é, nem que tenha que rodar o mundo vinte vezes para descobrir – depois, apontou um dedo para mim – E você sabe que eu sou maluca, Richard; você sabe que eu faço as coisas mais impossíveis do mundo para descobrir se estão mentindo para mim.

– Eu sei – balancei a cabeça e, depois, olhei para Kate – Flor, tá tudo bem mesmo?

– Eu acho que preciso de um pouco de ar – ela sorriu, já sem graça; depois, engoliu em seco e começou a se enfiar pelo meio da multidão de gente suada.

– Flor!

– Eu já volto!

Olhei para Lanie e Javi que já tinham encontrado outras coisas para entreter-nos; suspirei, e então corri para o meio da multidão, pisando em pés alheios e ouvindo risadinhas, sentindo as mãos femininas correndo pelos meus braços e pernas, ouvindo meu nome saindo de inúmeras bocas diferentes e, então, eu pulei para fora do bolo de gente. Respirei fundo, sentindo o ar puro envolvendo os meus pulmões, deixando-me com a sensação de leveza que eu ansiava desde que Lanie se aproximara de nós.

Kate estava apoiada na cerca branca da frente da casa, olhando para um ponto fixo à nossa frente; aproximei-me lentamente, controlando-me para não tomá-la pela cintura, tascar-lhe um beijo no pescoço, nos lábios, em todos os lugares. Controlei-me para qualquer coisa que pudesse fazer com ela àquele momento.

– Oi. – ela soprou – Eu não sou uma party girl, Rick; não sei como agir nessas festas, passo mal com a mera menção de que esteja dormindo com alguém e… e eu não quero mentir para Lanie, não quero mentir para ninguém. Sair escondido da minha casa para que meu pai não o visse foi a coisa mais rebelde que já fiz em toda a minha vida, Rick, e isso parece errado; eu não posso fingir que sou alguém que nunca vou conseguir ser, e eu odeio decepcionar você, mas…

– Eu não quero que você mude – beijei o topo de sua cabeça – Nunca pedi que se tornasse uma party girl, e cogitei dispensar essa festa pelo simples fato de já ter você; poderíamos ficar lendo na sua casa, assistindo a algum programa na televisão ou simplesmente… não sei. Podíamos só ficar olhando um para o outro, e ainda assim acho que meu tempo teria sido mais bem gasto.

– Pare de dizer essas coisas – ela olhou para mim, rindo – Não quer que Lanie descubra que estamos juntos, não é? Pelo menos não por enquanto, então trate de manter essas mãos e essa boca bem longe do meu corpo.

– O quê?! – fingi tristeza, mas tudo o que eu queria era rir – Ah, mas…!

– Sh – ela chiou, rindo.

Ouvi meu nome sendo chamado por um grupo de meninas e bufei, ajeitando os cabelos que, agora, precisavam urgentemente de um bom trato. Kate riu, escondendo o rosto nas mechas rebeldes que se recusavam a ficar no lugar; respirei fundo, inclinando o corpo e sussurrando baixinho em seu ouvido:

– Que tal nós sairmos daqui, Flor?

Senti sua mão entrelaçando-se à minha e ri baixinho, puxando-a comigo para as ruas escuras. Se não queríamos que Lanie soubesse do nosso relacionamento (!), precisávamos sair dali com a maior rapidez possível.

‘…’

Talvez possa dar certo com Kate.

Por que preciso me torturar e me privar do que mais quero, quando este deveria ser o momento em que conquistei o direito de ter tudo o que desejar? E se eu abrir mão dela e nunca mais a vir, e então passar o resto da minha vida saciando desejos momentâneos com um monte de mulheres que nunca vão ser boas o suficiente?

Porra! Meras desculpas…

Kate e eu fomos a dois bares, e nos dois ela conseguiu se passar por maior de dezoito. Só em um chegaram a pedir a identidade, mas como o aniversário dela estava chegando, a mulher deixou passar sem dar queixa.

Mas agora ela está bêbada – o que eu imaginava ser impossível – e eu não sei se ela vai conseguir voltar a pé para casa sem chamar a atenção dos pais.

– Vou chamar um táxi – decido, sustentando-a ao meu lado na calçada.

Casais e grupos de amigos entram e saem do bar atrás de nós, alguns até cambaleando um pouco. Estou com um braço firme rodeando a cintura de Kate; ela levanta uma das mãos e segura o meu ombro pela frente, mal conseguindo erguer a cabeça.

– Acho que um táxi é uma ótima ideia – ela concorda com os olhos pesados.

Ela vai desmaiar ou vomitar logo e eu só torço para que consigamos chegar ao meu apartamento antes que isso ocorra. O táxi nos deixa na frente do meu prédio e eu a ajudo a se levantar do banco de trás, mas acabo carregando-a, porque ela mal consegue andar sozinha mais. Eu a levo até o elevador com as pernas por cima de um braço e a cabeça encostada no meu peito.

Os meus vizinhos estão olhando, e tudo o que quero é mandá-los ao inferno nesse exato momento.

– Noite divertida? – um homem pergunta assim que as portas do elevador se fecham.

– É – respondo, balançando a cabeça – Nem todo mundo aguenta beber.

A sineta do elevador toca e o homem sai depois que as portas se abrem. Mais dois lentos apitos e então eu posso levá-la até o meu apartamento; colocando-a prensada contra a parede apenas por um momento, eu tateio os meus bolsos à procura da chave. E tenho pressa ao colocar a chave na fechadura, girando-a com habilidade e rapidez.

É claro que ela já esteve aqui antes, já dormiu em minha cama, e tudo isso volta à minha cabeça enquanto a levo para cima dos lençóis e montes de roupas bagunçados, transformados em um único bolo de tecido que não consigo desfazer. Rapidamente, ela se ajeita, colocando a cabeça para fora da cama como se soubesse o que há por vir.

– Tô me sentindo uma merda – ela geme.

– Eu sei – rio baixinho, sentando-me à beirada da cama – Precisa dormir pra passar.

Tiro suas sandálias com lentidão, colocando-as no chão.

Ela grunhiu, pondo a cabeça para o lado de fora, inclinando o corpo – Eu acho que vou…

Estico o braço, pego a lata de lixo encostada no criado-mudo e consigo aparar a maior parte, mas pelo visto, vou ter muito trabalho e muita coisa pra limpar mais tarde. Kate vomita tudo o que tinha no estômago, o que me surpreende muito, já que comeu tão pouco hoje. Ela para e deita a cabeça no travesseiro; lágrimas causadas pela regurgitação escorrem dos cantos de seus olhos, molhando as bochechas. Ela tenta olhar para mim, mas sei que está zonza demais para conseguir enxergar o meu rosto.

– Tá tão quente aqui…

– Tá mesmo – concordo, e me levanto para ligar o ventilador ao máximo; maldita foi a hora que deixei de comprar o ar-condicionado!

Depois, vou ao banheiro, molho a toalha de rosto com a água fria da torneira e torço; volto para o quarto e me sento ao lado dela na cama, passando o pano em seu rosto, molhando sua testa, bochechas e até mesmo os lábios sujos. Kate grunhe enquanto começo a passá-lo sobre o pescoço.

– Desculpa – ela murmura baixinho – Eu devia ter parado depois do quarto copo… agora você vai ter que limpar o meu vômito.

– Nada de desculpas – ajeitei seus cabelos – Você se divertiu, e só isso importa, tá legal? – sorrindo, acrescento: – Além disso, agora eu vou poder me aproveitar completamente de você!

Ela tenta sorrir e bater no meu braço, mas está fraca demais para conseguir fazer até isso; seu quase sorriso se transforma numa careta de angústia, e o suor começa a aparecer instantaneamente na sua testa.

Rapidamente, ela levanta o corpo da cama – Oh, não… preciso ir ao banheiro – diz, se segurando em mim para tentar se levantar, por isso a ajudo.

Eu a levo até o banheiro, onde ela praticamente se joga sobre a privada, segurando a porcelana com as duas mãos. Suas costas se arqueiam para cima e para baixo e ela começa a regurgitar em seco e chorar um pouco mais; fico de pé atrás dela, segurando seus cabelos para que não sejam atingidas pelo bombardeio, e mantenho o pano úmido pressionado contra sua nuca. Sofro por ela, vendo seu corpo se agitar violentamente assim, sem botar para fora quase nada. Sei que a garganta, peito e estômago vão doer como o inferno depois disso…

– Você devia ter comido alguma coisa lá na festa, Flor – murmuro baixinho.

Quando termina, ela se deita no chão de azulejos frios e sujos do meu banheiro. Tento ajudá-la a se levantar, mas ela protesta baixinho. – Não, por favor… eu quero ficar deitada aqui; o chão tá fresquinho…

Seu fôlego está curto, e sua pele levemente bronzeada está mais pálida do que nunca, doentia como a de um paciente de pneumonia. Pego um pano limpo, molho e continuo limpando seu rosto, pescoço e ombros nus. Depois abro sua calça e a tiro cuidadosamente, aliviando a barriga e as pernas da pressão do jeans apertado.

– Calma, não vou te molestar – digo num tom de brincadeira quando ela agita as penas, mas desta vez ela não responde.

Ela praticamente desmaiou, deitada de lado, com o rosto encostado no chão. Eu sei que se carregá-la para fora agora, ela provavelmente vai acordar e ter ânsia de novo, mas não quero deixá-la desse jeito, deitada perto da privada. Por isso me deito ao lado dela e passo o pano em sua testa, braços e ombros por horas, até que finalmente adormeço com ela.

Nunca pensei que eu dormiria intencionalmente no chão de um banheiro ao lado de uma privada, sóbrio, mas falei sério quando disse que dormiria com ela em qualquer lugar.

Notas finais
O tão inspirador comentário da RbW: "Primeiramente: eu AMEI o final XD Segundamente (isso nem existe, masokey): eu acho que podia ter o POV do Rick no próximo, e que seja um capítulo de tamanho normal (mas normal tipo os seus mesmo, viu? ♥), porfa; acho que ele podia levar a Kate pra uma festa, assim, só pra deixar registrado que eles são um do outro e que estão juntos e blá blá blá. Lá, a Kate recebe umas provocações de umas meninas escrotas que já queriam ficar com o Rick há uns tempos (ó eu viajando aqui, mamãe o/) e acaba entrando na pilha... resultado: fica trêbada (não, não é nem bêbada, é trêbada mesmo kk u.u) e o Rick acaba levando a pobre coitada pro apê dele, onde ele cuida dela - com direito a limpeza de vômito e tudo kkk -, e no final tu pode colocar assim: "Eu falei sério quando disse que dormiria com ela em qualquer lugar/situação", mas vai da tua imaginação fértil tbm SHAUSH' =P Posta mais! =) ~espero que as minhas sugestões tenham ajudado~" Cupcakes, o próximo vai ser - TEM QUE SER - no POV da Kate, então peço que não venham nos comentários pedir pelo POV do Rick porque não vai rolar u.u HAUEHUAH tá, eu gostei bastante desse capítulo, principalmente no fim =) Mas, de qualquer forma, divulguem! Comentem, favoritem, acompanhem, recomendem, mandem pros fóruns/grupos de fanfic e enviem pros amiguinhos! Mandem sugestões também! :) Qualquer dúvida que tenham, mandem pelos comentários ou pelo twitter, prometo responder a todos, mesmo que possa demorar, tudo bem? =) Beijo, e vejo vocês nos comentários o/