Gotten

12 11. Enrascadas


Notas iniciais
Oi, cupcakes! o/ Desculpem por não atualizar as outras fanfics, mas eu acho que a minha inspiração tá me levando pelo caminho de 'Gotten', e eu vou pra onde a minha inspiração me leva, thus, não me culpem! JSAOJSIJA XD Eu, particularmente, estou apaixonada por esse capítulo e não queria terminar onde terminei, mas ficou tão cômico que resolvi deixar por onde! PORÉM, aviso logo que uma atualização mais rápida pode demorar, apesar de estar escrevendo Gotten como louca; os motivos? Primeiramente: a minha festa de 15 anos é em duas semanas (tipo, exatamente duas semanas) e eu tô correndo como louca pra terminar de arrumar as coisas, mas prometo vir aqui no dia 01/12 pra postar pra vocês - o aniversário é meu e quem ganha presente são vocês, viram como sou fofa? ❤ Segundo: tenho os resultados finais da escola, então caso eu fique em alguma final... bom, vocês já sabem, né? =6 Sem mais enrolações... ... Boa leitura! ❤

Anteriormente, em 'Gotten':

– Depois de tudo o que eu passei, não devia acreditar mais na felicidade; eu sei que não, mas você me fez acreditar nela de novo, você me deu um motivo para viver, Flor; foi você quem me fez sorrir todos os dias, só você. – ele, finalmente, ergueu os olhos para olhar para mim – Por favor, eu peço que não me faça viver sem você porque, e agora eu digo pra valer, que estou pateticamente apaixonado por você.

Abri a boca para respondê-lo, mas de repente, o ar faltou-me aos pulmões e a minha cabeça parecia uma imensidão negra, onde nada existia, onde nada se atreveria a entrar, nem mesmo as mais singelas palavras, então eu só fiquei olhando para ele, olhando em seus olhos e, então…

… oh, merda.

Ele calou-me antes que eu pudesse sequer começar a produzir a sentença.

E eu não pude pensar em mais nada porque, de repente, ele estava me beijando.

O mundo podia desabar naquele exato momento, e eu nem ia me importar, porque tudo no que eu conseguia pensar era em como os lábios dele cabiam bem nos meus, como suas mãos encaixavam perfeitamente no meu rosto, e em como o meu coração palpitava enquanto eu sentia que ele começava a aprofundar o nosso beijo.

Eu queria me afogar no oceano que eram os seus olhos e nunca mais voltar.

Senti suas mãos tremendo conforme íamos quebrando o beijo, e tudo o que eu queria era que continuássemos, embora sentisse que, a qualquer segundo, meus pulmões poderiam explodir de exaustão. E, quando finalmente ele soltou o meu rosto, arfei, ainda de olhos fechados, e senti as bochechas começando a queimar; não sabia ao certo se era por vergonha ou por qualquer outra coisa, mas, àquele ponto, resolvi pensar que estava, sim, envergonhada de tê-lo beijado daquela forma.

– Eu amo você – ele sussurrou baixinho – Eu estou apaixonado por você; admito que tentei matar o sentimento aos poucos, mas não consegui porque era forte demais, não consegui, e não acho que seja algo que eu queira fazer… porque eu estou apaixonado por você.

Lentamente, abri os meus olhos, encontrando os olhos azuis imensamente escuros, marejados e cintilantes; tão lentamente quanto abri os olhos, ele começou a estampar um sorriso tímido no rosto, e tudo no que eu pensava era em como desejava beijá-lo àquele mesmo segundo. Respirei fundo enquanto ele puxava o meu rosto para cima com o polegar, levando-me a olhá-lo enquanto lambia os lábios.

– Da primeira vez que eu a vi, eu soube que era verdade, que eu ia amar você para sempre – ele suspirou – E é isso o que eu vou fazer, mesmo que você não deixe. Você não sabe o que faz comigo, como mexe com a minha cabeça; você não sabe, não tem a menor pista, de como é, para mim, olhar para você e vê-la mordendo os lábios, sorrindo e fazendo aquelas expressões de incredulidade que só você consegue fazer.

– Eu sou só uma garota – balbuciei com dificuldade; ele riu e sacudiu a cabeça, acariciando as minhas bochechas com os polegares.

Eu quis dizer a ele que tudo o que ele via poderia, sim, ser uma máscara, mas de que iria adiantar? Ele conseguia me ler como um livro aberto, embora eu ainda escondesse muitas e muitas coisas; olhando dentro de seus olhos, eu soube no exato instante que ele sabia exatamente o que dizer para me fazer sentir melhor, que ele sabia como agir perto de mim e que, ao mesmo tempo, tudo o que ele desejava era não saber tanto.

– Você é mais do que uma simples garota – ele beijou a minha testa – Eu nunca pensei que fosse gostar tanto assim de alguém, e também nunca planejei ter uma pessoa na minha cabeça durante tanto tempo, mas você mudou toda a minha vida quando chegou aqui, Flor.

– Tudo bem – sacudi a cabeça, afastando-me dele por um momento; de repente, os pensamentos começaram a ficar embolados, e eu não soube direito o que pensar – Você pode estar dizendo todas essas coisas bonitinhas pra mim agora, mas… – mordi os lábios, obviamente nervosa – Mas para quantas outras garotas você já não pode ter dito a mesma coisa?

– Não vou negar que a minha fama procede – ele engoliu em seco – Mas eu nunca quis nenhuma outra garota para o resto da vida, eu nunca me senti tão incomodado ao vê-las com outros caras como me senti quando vi você conversando com Josh; eu posso ser o maior galinha do mundo, Flor, mas quando eu digo que amo alguém e estou disposto a lutar por ela, eu digo a verdade.

– Rick…

– Eu acabei gostando mais de você do que eu havia planejado, e talvez isso seja absurdo – ele riu, dando um passo à frente e fechando a porta de casa; prendi a respiração – Mas é exatamente o que aconteceu. Eu estou apaixonado por você, e isso seria impossível há alguns anos, mas agora… agora a única certeza que eu tenho é que estou apaixonado por você e eu odeio a ideia de mais alguém tendo você, conseguindo o que eu almejo há tempos.

– Por que está dizendo isso agora? – senti os lábios formigando e, de repente, a única coisa na qual eu conseguia pensar era em ter os lábios dele sobre os meus – Por que esperar até justamente hoje?

– Porque eu fui estúpido demais para aproveitar as chances que o destino me deu, Flor – ele riu, e depois coçou a cabeça – Lembra-se do dia que dormiu comigo? Lá em casa, quero dizer.

Sacudi a cabeça.

– Eu podia ter dito a você como me sentia naquele exato instante – e eu queria gritar para ele que sabia que me amava desde aquela noite –, mas não pude; não consegui dizer que amava você porque tinha medo da sua reação, medo do que você poderia dizer.

– Rick, na verdade eu…

– E eu sei que estou colocando a nossa amizade em risco, mas… – ele se aproximou de mim a passos largos, tocando o meu rosto com as duas mãos mais uma vez e encostando nossas testas; fechei os olhos por um momento, e então sua voz ressoou nos meus ouvidos como uma singela música: –… eu amo você, e talvez nunca me canse de dizer isso.

– Posso contar um segredo? – murmurei.

– Contanto que diga que também me ama – ele riu, e eu pressionei um lábio contra o outro, aumentando o espaço entre nós – O que foi?

– Eu já sabia.

– Lanie deve ter contado e…-- – ele riu baixinho, fechando os olhos e balançando a cabeça.

– Não, Rick – choraminguei – Naquela noite, quando dormi na sua casa, eu ouvi o que você disse. Bem, quando obviamente pensou que eu estivesse dormindo, e me sinto horrível por ter escondido isso de você e…

Os lábios dele me impediram de continuar falando, e de repente, ele estava em todos os lugares que eu poderia imaginar. Puxei-o para mais perto, como se isso ainda pudesse ser possível, e ele enlaçou a minha cintura com seus braços, grudando-me ao seu corpo, fazendo-me sentir cada palpitação que jamais achei que sentiria; arfei, quebrando o beijo, ainda com os olhos fechados, envergonhada demais para olhá-lo nos olhos.

– Desculpe – sussurrei.

– Tudo bem – ele beijou o canto dos meus lábios e, por um momento, quis mais – Eu não me importo com esse pequeno fato porque, se não tivesse escondido isso, eu não teria batido no Josh, e isso é uma coisa que eu sempre quis fazer…

– Rick! – bati em seus ombros, e tudo o que ele fez foi rir alto.

– Desculpe – ele suspirou – É só que… eu não me importo que existam outras milhões de pessoas no mundo porque eu só me importo com você; eu só quero você e isso pode ser ridículo agora, mas… mas eu só consigo pensar em você.

– Eu também amo você – murmurei baixinho.

– Como é? – ele apertou um pouco mais os braços ao meu redor e, por um momento, perdi o compasso da respiração; nossos rostos estavam próximos demais, e tudo no que eu conseguia pensar era em como estaria ferrada caso os meus pais chegassem justamente agora – Repita; céus, por favor, eu preciso ouvir isso de novo.

– Eu amo você – mordi as bochechas por dentro – Quando nós nos conhecemos, eu não tinha ideia de que você seria assim tão importante para mim, mas… na verdade, eu te achava um babaca, e continuo achando, mas agora você é…

–… o seu babaca – ele sorriu, e eu sacudi a cabeça.

– O meu babaca – estiquei o pescoço para beijá-lo mais uma vez.

– Você disse que me amava – ele interrompeu a minha leitura; baixei o livro para olhá-lo.

Estávamos deitados na minha cama; eu estava recostada à cabeceira, com uma almofada sobre as pernas onde Richard repousava a cabeça. Sorri de leve, marcando a página com os dedos enquanto fechava o bendito livro que, há tanto tempo, não consigo simplesmente terminar. E, depois, mordi os lábios, olhando dentro de seus olhos.

– Você já sabia disso – dei de ombros – Eu já tinha dito isso pra você.

– Mesmo assim – ele sorriu, rastejando até ficar ao meu lado, apoiado nos cotovelos – Foi muito bom ouvir.

Ri baixinho enquanto ele se esticava para tomar os meus lábios; recuei um pouco e, quando ele arqueou as sobrancelhas, soprei um beijinho para ele, que só fez rir e se acomodar nas minhas pernas mais uma vez.

– Eu amo você – murmurei baixinho, retomando a leitura.

– Por que eu acho que nunca vou me acostumar a isso? – ele suspira.

– Idiota – murmurei.

– Seu idiota – ele rebateu e, pouco tempo depois, estava respirando pesadamente.

Mas minhas pernas também precisavam de um pouco de descanso.

Lentamente, fechei o livro e coloquei-o sobre a mesinha de cabeceira; respirei fundo temendo, por um segundo, acordá-lo, mas assim que a pressão sobre as minhas pernas começou a ficar insuportável, eu o cutuquei. Rapidamente, seus olhos se abriram, e ele sorriu ao olhar para mim; movi-me desconfortavelmente debaixo de sua cabeça e ele entendeu o que eu queria.

Tão rapidamente quanto abriu seus olhos, ele se sentou na cama e puxou-me para seu peito, recostando-se onde eu estivera há pouco. Semicerrei os olhos para ele e deixei que me beijasse; uma, duas, três vezes, mesmo quantas vezes quisesse e eu tinha certeza de que nunca me cansaria.

– Preciso aquietar – ele riu – Sem noites de bebedeira…

–… inclusive com meninas desconhecidas – cutuquei-o com força.

– Inclusive com meninas desconhecidas – ele repetiu, com um sorrisinho convencido surgindo no rosto – Eu detectei um pouquinho de ciúmes?

– Eu? Com ciúmes? – ri como se fosse a coisa mais engraçada do mundo, mas, no fundo, sabia que tinha lá o meu ponto; ele ergueu as sobrancelhas, apertando-me um pouco mais contra seu peito e, quando percebi, nossos rostos estavam a poucos milímetros um do outro – Tudo bem, mas só um pouquinho mesmo.

– Eu sabia que você não conseguia resistir a mim, mas – ele piscou – também não tinha ideia de que você, algum dia, teria ciúmes de mim, Flor.

– Não é que eu tenha ciúmes de você propriamente dito – revirei os olhos – Mas tenho ciúmes de você com aquelas meninas que costumam se jogar em cima de você nas festas; é comum que as…

– As?

– Cale a boca – ruborizei, escondendo a cabeça em seu peito; senti suas mãos espalmadas em minhas costas, e tudo o que quis era que ficássemos assim para sempre – Estou cansada de tudo, e só consigo pensar em dormir.

– Eu dormiria com você – ele deu de ombros e, sorrindo, ergui a cabeça para olhar para ele que, automaticamente, ruborizou – Digo, no sentido inocente e tal…

– Eu entendi, Rick – ajeitei-me em seus braços, respirando fundo e inalando seu perfume – Eu entendi…

– Eu dormiria com você em qualquer lugar – ele suspira, beijando o topo da minha cabeça.

Sentindo o cheiro dele – que, admito, de uns tempos para cá melhorou muito – e as carícias que ele me fazia nas costas, mal notei quando o sono fez as minhas pálpebras pesarem, quando meus olhos se fecharam, e muito menos quando caí no mundo dos sonhos ainda abraçada com ele, me sentindo protegida de tudo o que o mundo pudesse mandar.

E, eu juro, naquele momento eu não queria mais nada…

– O quê?!

Pulei, e Rick fez o mesmo; nós, literalmente, caímos da cama. Pus-me de pé com rapidez, encarando minha mãe sobre os lençóis bagunçados da cama com o pavor escorrendo dos meus olhos como nunca antes. Sua expressão era de terror e, ao mesmo tempo, incompreensão; ela o conhecia, e sabia como era ridiculamente impossível que estivéssemos juntos, principalmente depois das noites lotadas de potes de sorvete e conversas intermináveis.

Rick gaguejou, e tudo o que minha mãe fez foi olhar para ele com os olhos acusando-o de algo que jamais teria acontecido. Ouvi a voz de papai vinda do andar de baixo, e tudo o que eu queria era poder voltar no tempo e ordenar a mim mesma que não adormecesse nos braços de Rick, mas já estava feito e eu não podia fazer nada para mudar o fato – e isso me aterrorizava, de certa forma.

– O quê? – mamãe sussurrou, olhando diretamente para mim; encolhi os ombros – Já estamos descendo, querido!

– Tudo bem! – papai gritou de volta.

– Kate, eu acho melhor eu ir embora e…

– Nada disso! – mamãe se revoltou imensamente, entrando no quarto como uma bala e batendo a porta atrás de si; Rick empalideceu consideravelmente quando ela contornou a minha cama e ficou frente a frente com ele, apontando-lhe o dedo indicador – O que é que aconteceu aqui, rapaz?

– Mamãe…

– Não estou falando com você, Kate – ela retrucou, e senti que era a minha deixa para ficar quietinha num canto qualquer; olhei para Rick, que olhava para mim como se eu pudesse salvá-lo, mas a questão era que eu não fazia ideia do que fazer também – Eu não posso ficar aqui para sempre, entende isso?

– Sim – ele respondeu; depois, corrigiu-se automaticamente: – Sim, senhora.

Mamãe cruzou os braços, e depois olhou para mim com aquele olhar que normalmente usa para analisar processos penais do tipo “já ganhei, você não tem chance nenhuma contra mim”, e tudo o que pude fazer foi encolher os ombros; eu devia estar num estado deplorável, com os cabelos desgrenhados, as roupas amassadas e os lábios inchados – céus, por favor, que minha mãe não tenha notado os lábios inchados!

– O que é que aconteceu aqui? – mamãe repetiu, mas, desta vez, achei que a pergunta tinha sido feita a nós dois; de qualquer forma, porém, eu não sabia como respondê-la porque, afinal, o que é que tinha acontecido ali?

– Nós só dormimos – Rick tossiu – Juro que não fizemos nada demais; foi só…

– Nós nos beijamos – sussurrei; mamãe arregalou os olhos, descruzando os braços por um momento, a surpresa beirando o desespero – Mas não passamos disso.

– Eu devia estar desconfiada – mamãe suspirou, baixando a cabeça como se sentisse derrotada – Mas tudo o que consigo pensar é que está tudo bem; confio em você, embora não devesse ceder assim, como se não soubesse do que se trata tudo isso e…

– Jo! – papai grita – Estou subindo!

Olhei para mamãe com os olhos quase pulando das órbitas e, então, encarei Rick, que parecia tão apavorado quanto eu – se não mais – e tudo no que pude pensar era no banheiro; pela primeira vez, senti-me como aquela adolescente rebelde de filmes clichês que faz tudo escondido dos pais. Bufei, empurrando-o para o único esconderijo que consegui pensar naquele momento, e mamãe riu baixinho quando papai abriu a porta, perguntando o motivo de estarmos demorando tanto.

Uma vez que fechei a porta, recostei-me à madeira, com o ouvido pressionado ali como se quisesse obter informações, detalhes que poderiam me ajudar a prosseguir com a farsa que imaginei que mamãe criaria, mas tudo o que ouvi foram os sons de beijos estalados e, logo depois, sons que eu não gostaria de ter ouvido em momento algum da minha vida.

Então, olhei para Rick, que pressionava os lábios um contra o outro na tentativa falha de não rir; bufei e sacudi a cabeça em negação.

– Não ria! – movi os lábios, mas sem fazer som.

– Não estou rindo! – ele gesticulou ao redor do rosto, com o sorriso convencido aparecendo em suas feições mais uma vez.

E então, ouvi o tão característico ‘gemido’ e soube que precisava sair dali o mais rápido possível; a questão era: como eu sairia se meus pais resolveram justamente começar a ‘agir’ no meu quarto? Justamente quando eu estava escondida – mas isso não vem ao caso – no banheiro ao lado?

Francamente...

Notas finais
Então? XD Sei que a Kate pode ter aceitado tudo muito rápido, mas cá entre nós: ela já estava caidinha por ele, né?? Confesso que fiquei surpresa com as sugestões nos comentários anteriores, mas nada que possa ter me apavorado demais SJOIAJSIAJS ou não, né '-' aoieoai Divulguemmm! Comentem, favoritem, recomendem, acompanhem e mandem pros coleguinhas, fóruns e grupos de fanfic! =D Cupcakes, sugiram coisas para o próximo capítulo! =) ^^^ talvez assim ele saia mais rápido u.u Até os comentários! o/