Gota a Gota

10 Deixe a água escorrer... Gota a Gota...


Notas iniciais
Penultimo capítulo.
Há!
Waaaaaaaaaaaaaaaah!
Eu adorei esse tbm *_*
Fiz o que pude pra deixar a essa história toda com um motivo "lógico" xDDD
Well, espero que gostem. ^^v
Obrigada galera que está lendo!
Mesmo até, quem não tem conta do NYAH, e está lendo eu agradeço :D.
Kisses

A chuva ainda caia, mais forte do que nunca. Era incrível a quantidade de água que havia ficado naquele poço gigante que se formara no terraço.
A cada trovoada, tudo parecia tremer. O barulho era incrivelmente alto.
As chamas subiam o prédio inteiro, tudo parecia inflamável. O fogo já estava muito próximo aonde nossas personagens se encontravam.

Com Aoi morto, bem ali na frente deles, já haviam perdido a esperança. Nada mais fazia sentido, não havia por onde passar, não havia para onde correr.

— É isso? É apenas isso? – suspirou Ruki, exausto de tanto desespero, exausto de tanto chorar.

Todos estavam muito confusos, as palavras simplesmente estavam engasgadas.
De repente, uma voz veio aos ouvidos deles...

— Etteuog al a etteuog ...tnassilg ertê à uae\'l zessial...

Ruki bateu com toda força naquela parede pichada de sangue:

— QUE DROGA!! Eu não sei o que é isso!!!!! – exclamou Ruki, todos o olhavam.

— Ruki... – suspirou Reita – O que...

— EU NÂO SEI!! Não sei o que essa merda de frase quer dizer! – fez uma parada, respirou, continuou – FLEUR! Se você está ai, o que você quer? Se foi Ange quem armou tudo isso, o que você quer?

Reita e os outros acharam que Ruki estava pirando, talvez o calor, talvez o medo, talvez a dor, tenham o mudado.

— Fleur... – sussurrou Anna com Aoi nos braços.

— O que foi Anna? – perguntou Shou.

— Que estranha à coincidência... Fleur significa Flor em Francês e Ange, Anjo.

— Legal, duas francesas ferraram a gente... legal. – disse Uruha revoltado. – E Ange não tem nadinha de Anjo!

— Hoje... na padaria... – suspirou Anna, mais baixo, ninguém ouviu.

— Que dia era hoje mesmo? – perguntou Saga.

— Dia 22 de junho. Por quê? – perguntou Kai.

— Pelo menos não é 24. – brincou Saga, abrindo um breve sorriso, de tristeza, por mais irônico que isso pode parecer.

Novamente, a voz veio a mente deles...

— Etteuog al a etteuog ...tnassilg ertê à uae\'l zessial...

— AAAAAAh! – Gritou Ruki.

— As letras... na parede... são o que ela está dizendo? – perguntou Anna.

— São. – disse Ruki, sentando no chão.

— SAIAM DA FRENTE DO ESPELHO! – gritou Anna, bem alto. – Saiam! Anda, saiam!

— Por-

— Não faça perguntas Kai, apenas saia! – gritou Anna.

— Olhe Ruki, olhe para o espelho, a frase... De trás para frente.

Laissez l\'eau à être glissant... goutte à la goutte...

— O... O que... – Ruki estava ainda mais chocado.

— O que isso quer dizer? – perguntou Uruha – Que... Anna, você sabe ler isso?

— Está escrito: Deixe a água escorrer... Gota á Gota...

— Como que... Você sabe ler francês? – perguntou Shou.

— Como... Você descobriu isso? – perguntou Ruki.

— Sim Shou! Tomei interesse desde que eu descobri o que significa L’Arc~en~Ciel. E, Ruki, lembra da menina de hoje de manhã na padaria?

— Lembro.

— Na hora de se desculpar ela disse “Pardon”, que é desculpe em francês; e disse que meu nome dava pra ler de trás para frente, e não mudava o sentido, e... Que isso poderia significar respostas. Era isso!

— Fico na mesma, essa frase não faz o mínimo sentido. Fleur queria ajudar a gente? Por quê? Pra que ajudar desse jeito? O que ela é? – perguntava Shou sem parar.

— Nós não sabemos. – disse Reita. – E também não entendi nadinha.

TROUNF!

Um pedaço de madeira em cima da primeira porta, havia se partido e caído no chão..

— COF! COF! – tossiam todos, por causa da fumaça e do fogo que estava cada vez mais próximo.

— E... Cof, Agora? – perguntou Saga.

— Acho que esse é o fim galera... – disse Kai.

Os pedaços do teto iam se partindo e caindo no lugar onde estavam todos. Interessantemente, nunca abrira um buraco no teto. Havia uma placa de metal para que isso não acontecesse.

Os pedaços foram caindo e os oito amigos iam ter que se separar, para desviar dos “ataques”. Kai ajudou Anna para mover o corpo do Aoi, não o deixariam ali, nem morto.

Ruki correu para o outro lado da sala, pra perto dos espelhos. Muitos deles já estavam todos partidos.
Virou-se, gritou o nome de alguém, mas as repostas vinham baixo, agora tudo estava caindo, a situação estava se tornando insuportável e incontrolável.

Foi quando Fleur apareceu no espelho:

\"Fleurnoespelho\"

— Ruki... – disse ela.

Ruki se virou rapidamente.

— FLEUR! Fleur o que está acontecendo? O que está havendo? – perguntou Ruki a ela.

— Eu te conto no caminho.

— Caminho?

— Depois da outra porta, aquela depois da armadilha, o que há?

— Há uma parede pouco depois da porta.

— Não. Passe por aquela enorme porta, encoste-se à parede e olhe para o lado esquerdo. Você verá uma escadaria de ferro, suba-a, você encontrará um alçapão preso ao teto. É um corredor pequeno e apertado, você vai se sentir num quadrado quando estiver bem em frente à porta do alçapão.

— O que isso tem haver? O que eu faço?

— Como sempre fazendo muitas perguntas.

— Fleur... O que eu devo fazer, por favor.

— Deixe à água escorrer... Gota á gota...

— Ainda não entendo.

— Esse é o ultimo andar, e o alçapão é a única abertura existente para se chegar ao terraço.

— Você... Quer que nós nos afoguemos? – perguntou Ruki.

— Não... Você precisa fazer isso. Enquanto estiver indo para lá, minha voz estará em seus pensamentos e você entenderá tudo isso de vez.

— Por que confiaria em você?

— Porque sou a única razão por estar vivo até agora. Não fui eu que preparei as armadilhas, foi Ange.

Nesse momento um enorme pedaço de mármore caiu bem perto de Ruki, trincando o espelho onde Fleur “estava”.

— COF, COF. – tossiu Ruki.

— Você não tem muito tempo, corra! – gritava Fleur.

Ruki obedeceu, foi desviando de todos os entulhos que tinha a sua frente. Vários pedaços do teto estavam caindo sobre o buraco, Ruki aproveitou a oportunidade. Não conseguiria dar outro salto incrível como fez para salvar Shou, pulou em um dos pedaços, e pulou para o outro lado.

Enquanto Ruki ainda corria, a voz de Fleur veio em seus pensamentos, como ela havia dito.

Há muito tempo atrás, havia um guerra, uma terrível guerra oriental pegou essa cidade. Eu e Ange somos irmãs... e, nossa... Como naquela época éramos unidas. Nosso pai era japonês e nossa mãe, francesa, sabe? Foi ela que escolheu nossos nomes. Nós morávamos por aqui mesmo, meu pai trabalhava como domador, e era muito doce.
Sabe Ruki... Eu sempre admirei minha irmã. Ela era mais velha, era corajosa, tinha um namorado que daria a vida por ele. Era lindo ver os dois juntos.
Um dia, essa cidade, que não lembro o nome naquela época, mas não era Tókio, e era uma província, sofreu um ataque de outra província. Eles queriam essas terras. Todos lutaram, inclusive meu pai, meu pobre pai. Ele morreu, e logo depois, minha mãe. Talvez sentisse muito a falta dele. E então apenas Ange e eu estávamos vivas.
A guerra continuou, e o namorado da minha irmã veio a falecer. Foi ai que ela enlouqueceu... ficou chorando em cima do corpo dele por horas, até por dias. Eu ficava muito preocupada, mas ela não sairia dali.
Um dia, um dos guardas inimigos, a matou, bem ali, em cima do corpo em decomposição de seu amor. E fizeram daquele lugar seus túmulos. “Aquele lugar”, é onde foi construída a PSC.
Ela realmente acreditou que seu amor voltaria pra cá, e nada aconteceu. Sua alma prometeu se vingar, e escolheu hoje. Eu descobri, precisava avisar uma das pessoas daqui, escolhi você.

Os únicos artistas que estavam presentes aqui eram o the GazettE, o alice nine., e o Miyavi. E vocês foram escolhidos e dados como parte do jogo doentio dela. O resto do pessoal que estava no prédio devem fazer parte da coleção de servos dela a muito tempo.

Ruki estava chocado, mas não podia parar. Fez exatamente o que Fleur disse, seguiu aquele corredorzinho depois da porta gigante. E continuou subindo os degraus de ferro. Ouviu alguns de seus amigos gritarem, mas não parou. Naquela altura alguém já estava morto, Ruki sabia disso, talvez precisassem de ajuda, mas ele não parou. Não podia parar. Confiava em Fleur, incrivelmente confiava nela. Mesmo sabendo o quanto Uruha havia se enganado com Ange, confiava em Fleur.

Chegou ao alçapão. Algumas gotículas de água passavam pelas frestas da porta.
Viu o gancho. Bastava puxar aquilo para frente e tudo viria para cima de Ruki, e tudo inundaria por completo.

— Antes de tudo isso acabar, por que essa água? – perguntou Ruki.

Minha irmã controla o fogo e eu a água. Se eu cair no fogo, eu desaparecerei. Mas, se ela tocar na água, ela desaparecerá.

— O que você é?

Eu também não sei Ruki...

— Por que me escolheu?

Por que... Todos confiavam tanto em você. Eu via você e seus amigos juntos. Era tão, tão, inexplicável. Eu e minha irmã éramos unidas, mas... Não era nem a metade de vocês. E eu também via o quanto eles depositavam esperanças e confissões em você, achava aquilo incrível.

Ruki colocou a mão no gancho, pensou naquele dia maluco. Em tudo. Fechou os olhos, lembrou do sorriso de cada um de seus amigos. Lembrou se situações cômicas que tinham vivido.
Lembrou de quando Miyavi colocou uma roupa ridícula e foi encher o saco do GazettE. Lembrou de como Tora e Hiroto brigavam, de como ele ria litros quando Saga e Uruha se juntavam para dar aqueles ataques femininos. De como Kai sempre separava as brigas e Aoi, aquele cara lesado, mas engraçado. Lembrou de Reita, riu, talvez nunca mais viria aquela faixa. Lembrou dos shows, sempre tão originais e engraçados. Cheios de vida.

De olhos fechados, sorriu. Um sorriso diferente, cheio de amor e simpatia.

Puxou a porta, questão de milésimos a água empurrara seu corpo para frente. Caíam sobre o fogo, se espalhando rapidamente por todo o prédio, tudo inundado, tudo se acabando ou se salvando?

A única coisa era que, tudo se desfazia, gota a gota.

Notas finais
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E ai? O que acharam do penultimo capítulo?
:DDDD
Amanhã, dia 22 junho -Há!- eu posto o ultimo õÔ!
Não percam! Se vcs quiserem xDDD

Kisses =*