Good Gone Girl

15 Capítulo 15 - Quem eu quero ser.


Notas iniciais
OLAAAR NÃO, NÃO FUJA! JURO QUE NAO FUI ABDUZIDA E SUBSTITUIDA POR UMA PESSOA MELHOR e.e Então... tipo, sei que nem demorou muito para sair esse capítulo... E que isso é estranho dado ao jeito que minha vida anda.... Mas é que eu peguei um hype que resolvi escrever mto e.e Tipo, muito mesmo (tenho pelo menos mais 2 capitulos dessa história já completos, todos com 4k de palavras e.e). **** EU PROVAVELMENTE VOU POSTAR CAPITULO EM "NOSSO NOME NA LISTA" NO FIM DE SEMANA OU SEMANA QUE VEM, DO JEITO QUE AS COISAS ESTÃO ANDANDO, ENTÃO DEEM UMA PASSADA LÁ QUEM ACOMPANHA! o> Hoje eu não dormi pq tava escrevendo galera ♥ Então curtam o cap por favor! Tem putaria! Me amem ;-; Bisou ♥ Obrigada a quem comentou: > Sophia > PannyAraujo > Matry-chan! > Lily > Uma Leitora Qualquer > Mente Bugada OBRIGADA POR SEMPRE ESTAREM AQUI ♥

Capítulo 15 – Quem eu quero ser.

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— Você acha que Mike estava com ciúmes?

Esta parece uma pergunta idiota para se fazer à Alexander (o cara que acabei de combinar que íamos ficar nos pegando). E não era como se eu me importasse, de qualquer jeito... Ou talvez eu me importasse, pois havia uma parte de mim que só queria que ele se sentisse um lixo. Como eu me senti depois que vi ele com aquela garota, andando por aí sem se preocupar com nada.

Geralmente eu não era vingativa... Mas havia situações e situações.

— Claro que estava – Alexander respondeu indiferente, concentrado em tirar o carro da vaga. – Pessoas como Michael acham que o mundo é uma caixa de brinquedos e eles são o dono dela. Eles acham que as pessoas estão ali para servi-los; que pertencem a eles.

Alexander falou com tanto desprezo e nojo, que até parece que ele conhecia Mike. O que era uma ideia absurda. Mesmo assim eu pergunto:

— Você já conhecia Michael?

— Não... Mas conheci pessoas como ele – o ruivo respondeu, fazendo uma expressão de desgosto. – Posso estar sendo injusto (o que eu acho difícil)... Mas aposto com você, dez libras, que esse cara não vai te deixar em paz depois de nos ver juntos.

Eu apenas dei de ombros.

— Desejei que ele se sentisse do mesmo jeito que me senti quando vi ele com aquela outra garota – eu confessei. – Não gosto de me sentir assim... Vingativa, mas...

— É difícil evitar, né? – Ele diz, como se entendesse do que eu falava. – É. Eu também já passei por isso. Más experiências com garotas más... Então, acho que, às vezes, coisas assim acontecem... E vida que segue.

Eu cruzei os braços e lhe fitei incrédula.

— Sério Alex? – Provoquei. – Pensei que você fosse o cara mau.

Ele apenas respondeu com aquele sorriso misterioso.

Eu queria perguntar quem era essa garota má, e que mal experiência ele teve... Mas não quero que entremos num assunto chato que ele pode nem querer conversar. Poderíamos falar sobre outras coisas que não decepções amorosas. Seria mais confortável, talvez.

Eu devia pensar num assunto legal para conversarmos, mas não conseguia pensar em nada, por mais que eu tentasse. Aquele era o momento em que seria legal ter um aplicativo no celular que soltasse um assunto aleatório para a conversa não morrer.

— Então... Me explica essa sua decisão de fazer tatuagem – ele pede.

Eu mordo o lábio inferior e dou de ombros.

— Se eu falar você vai achar que eu sou maluca – eu disse.

— Se isso faz você se sentir melhor, na verdade, eu acho que é impossível você ser mais maluca do que eu já acho que você é – ele diz com um sorriso, me provocando.

Eu dou de ombros.

— Talvez... eu só queira um pouco mais de... risco. — Ele arqueia uma sobrancelha. — Sabe... Minha vida toda eu tenho me preocupado com as coisas. "Não arrume briga, você não quer ficar sozinha", "Estude, você não quer repetir de ano e destruir o seu futuro", "Não faça tatuagem, elas vão ficar feias quando você envelhecer"... E quer saber de uma coisa, Alex... Minha vida continua um poço de decepção que parece não ter fim.

Ele aperta os lábios.

— Acho... Que, no final de contas, não adianta eu me preocupar com o que pode acontecer no futuro... Por que, quando eu me preocupo, meu futuro só parece cada vez mais... Decepcionante — eu digo.

— Talvez, você esteja sendo... Um pouco radical? — Ele sugeriu. — Qual é, não deve ter sido tão ruim assim...

Eu olho para ele, de canto do olho. Não tenho palavras para explicar.

— O que eu quero dizer, Alex... É que eu estou cansada dessa... Inércia que tem sido a minha vida — eu lhe explico. — Estou cansada... De ficar sentada esperando que as coisas melhorem... Sei que parece loucura, mas... Só cansei. Talvez você possa não entender, mas...

— Eu não preciso entender — ele diz, com um sorriso de canto. — Você é quem tem que saber o que está sentindo. Se você sabe, então você pode fazer qualquer coisa com isso.

Eu estreito meus olhos para ele.

Alexander era uma pessoa estranha.

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Fazer uma tatuagem é uma tortura.

Parecia que alguém havia pego uma agulha, colocado a ponta dela no fogo até ficar quente, e então começado a riscar na minha pele com ela. Eu conseguia sentir a agulha se movendo, cortando e desenhando no alto da minha costela, um pouco abaixo da linha do meu sutiã. Mais tarde, eu descobriria que aquele era uma péssima escolha.

Eu o havia escolhido porque era discreto e bonitinho.

Alexander me ofereceu a sua mão assim que eu deitei na maca do tatuador (um homem simpático e grosseiro, se é que isso faz sentido), mas eu recusei, porque achava que conseguiria lhe dar com as agulhadas. Ledo engano. Assim que começou eu agarrei a mão do ruivo e não soltei mais.

Eu não estava preparada para aquela dor.

Mesmo assim, acho que não fui tão mal. Não chorei, não gritei, eu só... Fechei os meus olhos e fiquei em silêncio, apertando a mão de Alexander. Só dei graças a Deus por ter escolhido um desenho pequeno em simples. Tratava-se de uma prateleira com livros, em traços finos e minimalistas. Não devia levar mais que meia hora fazendo isso, certo?

Errado. Parecia uma eternidade.

— Já está acabando? – eu perguntei à Alexander algumas vezes.

Ele dava uma olhada e dizia que já, mas de algum jeito eu sabia que ele estava mentindo. Em algum momento, eu apenas parei de perguntar e fechei os olhos de novo. Contemplando a dor agonizante que marcava a minha pele.

Quando acabou (e eu soube porque o tatuador fez questão de me contar que havia acabado e ficado "uma gracinha") Alex me ajudou a me sentar na maca e eu pude analisar o trabalho em um espelho pendurado numa das paredes do pequeno estúdio.

Havia ficado fofa.

Pequena e discreta e... Parte de mim.

— Sua tatuagem é meio... Nerd – Alexander me provocou torcendo o nariz.

— Ah, então quer dizer que eu sou meio nerd? – Retruquei arqueando uma sobrancelha.

O tatuador alto e largo que se aproxima para colocar um pedaço de plástico sobre a tatuagem é quem responde:

— Só meio... Mas ficou bonitinho.

Depois que ele cobre minha tatuagem recém-feita, Alexander me devolve minha camiseta (sim, eu quase morri de vergonha por ficar num estúdio de tatuagem de sutiã para duas pessoas do sexo masculino), e eu a visto com cuidado.

Enquanto arruma o seu estúdio para o próximo cliente, o tatuador passa várias instruções sobre os quinze dias depois da tatuagem para que não haja problema de cicatrização e nem de infecção. Sinceramente, eu não sabia de todo esse cuidado.

— Então, parece que você sobreviveu – Alexander comentou.

— Yep! Mesmo quase desistindo no meio – eu confessei, sem graça. – Meu Deus, dói muito. Como você conseguiu?!

Ele deu de ombros.

— Tem lugares que doem mais que os outros – ele respondeu dando de ombros. – Onde você escolheu dói muito. Fiquei surpreso por você nem chorar.

Eu apenas dei de ombros, enquanto caminhamos pelas ruas de Nottingham em direção ao carro que ele estacionou no início da quadra. Então Alexander para de repente, como se houvesse se lembrado de alguma coisa.

— Preciso passar numa farmácia. Tem problema? – Ele perguntou.

Eu neguei com a cabeça, e vamos numa farmácia não muito longe dali. Eu fico olhando revistas e chocolates enquanto ele vai comprar algum remédio. Decido que, já que estou ali, compro alguns alcaçuz e bombons doces. Quando nos encontramos perto da porta, eu já estou devorando a segunda barra de alcaçuz.

— É o remédio do meu gato – ele diz mostrando a sacola.

— Você tem um gato? – Eu perguntei surpresa. Então eu franzi o cenho e perguntei: – Espera, e o remédio dele vende em farmácia normal?

— É um remédio que se usa em pessoas também – ele explicou, achando engraçado.

Eu apenas soltei um “ah” e fizemos o caminho de volta.

Quando entramos no carro dele, há um silêncio confortável. Como se, pela primeira vez desde que começamos a conversar, não houvesse pressão para que nós continuássemos conversando e a sensação era ótima.

Eu peguei mais uma barra de alcaçuz, não deixando de perguntar à Alexander se estava tudo bem eu comer doce no carro dele, e fiquei olhando pela janela. Sem pensar em nada na verdade. Ou talvez pensando em algumas coisas como: “eu havia feito uma tatuagem e nada havia mudado”. Ou “Eu havia feito uma tatuagem linda e vou protege-la”... E em algo como “esse dia foi bem divertido, tirando o constrangimento inicial”.

Estou sorrindo comigo mesma com esse último pensamento.

De repente eu sinto a mão de Alex na minha perna. E eu não a tiro dali porque eu meio que gosto dela naquele lugar. Fazendo carinho na parte interna da minha coxa... Sem ao menos tentar subir. Parte de mim quer que ele suba. E essa expectativa me excita, de certa forma. Como se eu não soubesse o que esperar.

Eu espero até o sinal vermelho para ver se ele faz alguma coisa. E quando ele não faz, eu me sinto um tanto frustrada e arrisco um olhar. O cretino estava me provocando com aquele olhar. Aqueles olhos claros cheios de desejo, que me lembram de quando estávamos no meu quarto, envolvidos no meio do sexo... E da expressão dele de quando entrava e saía de mim.

Um arrepio percorre a minha espinha.

Devia ser crime alguém ter olhos tão sexys.

Não sei se eu continuo esperando por alguma coisa dele, ou se talvez eu devesse só pular em cima dele e lhe beijar. Seus olhos pareciam pedir por isso. Por um beijo, ou por muito mais... Será que eu conseguiria essa coragem?

Olhei para ele de novo e então me decido. Sou a “Belle Descolada”.

Eu não espero mais por ninguém, certo?

Rápido, para que eu não tenha chances de repensar nada, eu tiro o cinto de segurança e me debruço sobre ele para lhe dar um beijo. Os lábios de Alex parecem demorar a responderem. Mas quando respondem, ele me beija com tanta vontade quanto eu estava. Talvez até com mais.

Enquanto nos beijamos, coloco minha mão em cima da sua e a puxo mais para cima. Para que ele sinta o quanto eu estava desejando o toque de alguém naquele momento. Ele arfou contra os meus lábios ao sentir. E me beijou com mais força, enquanto enfiava a mão dentro da minha calcinha e passava os dedos na minha entrada já úmida. Ele arfou novamente.

Uma parte desconhecida de mim, quase geme de prazer com a vontade dele.

— Você está bem com isso? – Ele pergunta, quase sem fôlego.

Eu estou morrendo de vergonha por dentro. Tenho certeza que meu rosto está vermelho, mas eu queria... Então eu apenas mordo o lábio inferior e digo:

— Talvez... Você pudesse me mostrar... O seu gato?

Eu espero, de verdade, que minha voz houvesse soado mais sexy do que eu havia parecido para mim. E eu esperava muito que ele houvesse entendido que havia sido somente um pretexto para ficarmos juntos... De novo.

Ele não responde, apenas fica me olhando. Até que acorda quando o carro de trás buzina para nós. O sinal tinha aberto havia um tempo. Então ele volta a dirigir, mas a mão dele ainda estava entre minhas pernas, debaixo da minha saia e dentro da minha calcinha. Acariciando-me e me estimulando.

Fazendo-me gemer no banco do carona.

Ele me olha, quase o tempo todo, pelo canto do olho e diz:

— Você vai me fazer sofrer um acidente... Merda.

Apesar do palavrão, ele não parecia irritado.

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Ele me leva para o seu apartamento, mas nós nem passamos da sala.

Assim que ele fecha a porta atrás de mim, Alexander me empurra contra ela e me beija com intensidade e fome. Como se quisesse me beijar assim há algum tempo e estivesse se segurando. Suas mãos, sobem pelas minhas pernas e me carregam para que eu envolva seus quadris com elas.

Eu gemi ao sentir seu pênis duro dentro da calça.

Uma de suas mãos agarram as minhas e as colocam acima da minha cabeça, enquanto a outra sobe por baixo da minha blusa e aperta o meu seio. Solto outro gemido. Há algo no jeito como as mãos do Alex trabalham (algo naquela mistura de firmeza e gentileza) que me faz gemer e me viciar no modo como ele me aperta.

E então ele desce seus lábios para o meu pescoço e faz a mesma coisa que eu fiz na cafeteria. E é bom. Sinto sua língua na extensão do meu pescoço, e então sinto seus dentes sobre a minha pele. Um arrepio percorre a minha espinha e eu me roço nele. Mal conseguindo esperar o momento em que ele entrasse em mim.

— Se você ficar se esfregando em mim... Eu não vou conseguir me controlar – ele murmurou no meu ouvido, só para me excitar ainda mais.

Meu deus, que voz.

— Não quero que você se controle – eu respondo, incrivelmente, sem gaguejar.

Ele me olha nos olhos por um instante, e então me solta e me carrega para o seu sofá. Um sofá cor de caramelo queimado, de couro. Ele me deita entre as almofadas pretas e tira a sua blusa, então eu também tiro a minha. Mas quando ele revela aquele museu cheio de obras de artes em que ele havia transformado o seu corpo. A minha vontade de passar a língua, de tocar, e sentir cada uma daquelas tatuagens é maior do que eu esperava.

Acho que não vou me acostumar com aquilo, nunca.

Eu me ajoelho no sofá e passo minhas mãos por seu corpo, só para me abaixar um pouco mais e lambê-lo em uma tatuagem em seus quadris e então passar o dentes sobre ela. É tão perto de seu membro, ereto e duro, que eu penso em chupá-lo. Em metê-lo em minha boca e sentir o seu gosto... Mas não sei o que Alex pensaria se eu fizesse alguma coisa dessas. Michael adorava, havia vezes (quando ele me chamava para ver televisão no seu quarto) em que eu somente ficava chupando-o.

E por que diabos eu estou pensando em Michael agora?

Talvez porque ele fosse a única pessoa que eu já chupei na vida?

Meu Deus, eu não acredito nisso... Eu só chupei o Michael na vida? Isso não pode acontecer! É inadmissível.

— Bell? – Alex me chama, quando eu desabotoo a sua calça e acaricio seu membro sobre a cueca. Seja lá o que ele quisesse falar, ele não consegue, pois joga a cabeça para trás e geme.

E é neste momento em que eu puxo sua cueca para baixo, e seu pênis ereto e firme balança perto do meu rosto, que eu o coloco em minha boca. Como eu queria fazer desde aquela noite no meu quarto.

Alex arfa, enquanto eu chupo a cabeça do seu pênis, e então a acaricio com a minha língua. Como se ele não conseguisse acreditar, ele olha para mim e segura o meu cabelo, para me ver acomodar toda a sua extensão em minha boca, até a garganta. E então fazer movimento de vai-e-vem, chupando-o, roçando meus dentes levemente em sua extensão. E então o engolindo completamente de novo.

— Meu Deus... Bell... – Ele geme novamente, com a respiração pesada. – Que boca... Meu Deus.

Parte de mim se envaidece.

Talvez eu faça um bom boquete. Era muito bom, sentir que faz alguma coisa bem.

Eu chupo sua cabeça novamente, como se fosse um pirulito, e então o contorno com a minha língua, enquanto o estimulo com minhas mãos, subindo e descendo por toda a extensão de seu membro pulsante. Então, quando eu sinto o gosto de seu pré-gozo, ele não goza. Na verdade, ele me afasta (o que meio que me desaponta porque eu estava pronta para engolir).

Ele me levanta do sofá e me vira de costas para ele. Não entendo o porquê. Sinto seus lábios no meu ombro e no meu pescoço, distribuindo beijos, mordidas e lambidas. Eu jogo a cabeça para lhe dar espaço e gemo quando sinto suas mãos no meu corpo, tirando o meu sutiã e apertando os meus seios; e quando sinto sua ereção cutucando minhas costas.

Para então me debruçar no encosto do sofá e descer minha calcinha pelas minhas pernas, até tirá-la. Por um instante, fico nervosa. Não estou vendo-o, não sei o que ele pretende. Mas dura pouco tempo, até eu sentir seus lábios em mim.

Eu solto um suspiro de surpresa.

Eu o sinto me chupar e me lamber, e é como sentir o céu. Alexander sabe mexer a língua e usar a boca. Eu sinto como uma carga de eletricidade quando ele abre um pouco mais as minhas pernas e chupa meu clitóris para sua boca e brinca com ele com a ponta da sua língua... Eu o sinto fazer o primeiro oral da minha vida, e tudo o que posso fazer é gemer e cravar as unhas no sofá.

Sinto-o meter um dedo, depois dois, e fazer aquele gesto de vai-e-vem que eu tanto ansiava, com o dedão mexendo com meu clitóris... Sinto seus lábios roçando em minhas costas, e acho que o sinto morder a minha bunda. A sensação é melhor do que parece. Então ele roda seus dedos maravilhosos até quase me fazer ver estrelas diante de meus olhos.

E aí, quando estou tão perto... Ele para.

E enquanto estou atordoada me perguntando porquê, ele abre uma camisinha, a coloca e se senta no sofá. Ele me puxa para o seu colo. De frente para ele.

Tudo o que eu consigo ver são aqueles olhos claros e famintos. Naquele rosto maravilhoso, de maçãs-do-rosto definidas, queixo quadrado e lábios finos. Eu estou fazendo o contorno de suas expressões faciais, quando ele me penetra. E eu tenho que jogar a cabeça para trás e gemer porque é uma das melhores sensações que eu já senti. Eu seguro os cabelos ruivos dele com força.

E suas mãos me apertam enquanto ele geme no meu ouvido.

Com aquelas mãos em minha cintura, ele conduz o ritmo como se fosse uma dança sensual. Primeiro bem devagar, como se nós precisássemos saborear cada segundo de prazer; cada segundo de todas aquelas sensações prazerosas. E depois um pouco mais rápido, com mais urgência. Mais necessidade.

É muito bom.

Sinto seus lábios no meu ombro, na minha clavícula. Eles me mordem, me lambem, me saboreiam, e então descem para meus seios. Onde eles os chupa e brinca com os meus mamilos. Uma de suas mãos sobe para ajudar sua boca. Enquanto ele me chupa um seio, sua mão está dando atenção ao outro. Apertando delicadamente meu mamilo entre um polegar e o indicador, e então esfregando a palma da mão nele, e apertando-o.

Eu sinto que nunca estive tão perto de gozar em toda a minha vida.

Meu corpo começa a estremecer de prazer, arrepios me percorrem como se fosse pura estática. Como se eu fosse feita de eletricidade, ou algo inflamável. Que pegaria fogo ou explodiria depois de tanto atrito... E é exatamente isso o que eu sinto, quando eu gozo e quando Alex me beija.

Sinto que eu explodi em um milhão de partículas; que eu peguei fogo. Eu vejo as estrelas diante de meus olhos, e ouso dizer que vejo toda o sistema solar. Enquanto gemo contra os seus lábios, e ele geme contra os meus, eu estou em vários lugares, e ao mesmo tempo estou ali.

No seu colo, gozando.

Era incrível.

Meu corpo treme de prazer nos braços de Alexander antes de me deixar cair em seu peito e apoiar a cabeça em seu ombro. Com a respiração irregular, o corpo coberto de suor e o coração batendo como se eu houvesse participado de uma maratona.

O melhor sexo da minha vida. Com um cara que ainda era um estranho, mas ainda assim... Um estranho melhor do que qualquer outro cara que eu conheci.

— Meu deus – é tudo o que eu consigo dizer.

Ele está tão ofegante quanto eu.

— Você é incrível – ele murmurou no meu ouvido, beijando meu pescoço.

Eu me arrepiei.

Há algo no modo como ele diz “você é incrível” que faz com que eu me sinta muito bem. Como se eu houvesse feito algo incrível que só eu poderia fazer. Como se eu fosse “especial” de algum jeito. Sei que é um perigo me sentir assim, mas até então eu me achava uma bosta fazendo sexo. Nada melhor do que ter alguém que parecia ter gostado.

Ou melhor, que parecia ter ficado sem fôlego.

Eu tenho que confirmar que ele está sendo verdadeiro levantando meu rosto de seu peito e o olhando nos olhos... Só para perceber, meio constrangedoramente, que ainda estou de saia e que ele ainda está com a calça jeans e a cueca até o joelho.

Meu Deus.

— Isso foi meio... Desesperado – eu digo envergonhada.

— Isso foi meio... Selvagem – ele corrige, beijando-me na boca. – Foi tão bom para você quanto foi para mim?

Meu rosto fica vermelho porque eu simplesmente não sei o que responder. E se eu for o tipo de pessoa que se contenta com pouco? E se o que o Alex sentiu não foi tão bom quanto o que eu senti? E se enquanto para mim tudo foi “uau, incrível”, para ele tivesse sido: “meh, ok”?

Como não respondo, ele estreita os olhos para mim e pergunta:

— Por favor, me diga que você gozou e que você não fingiu para mim.

Eu fico mais vermelha ainda.

— Claro... Que eu gozei... – eu respondo nervosa.

— Vez passada você não gozou – ele lembra. Meu deus, ele tinha notado. Que vergonha... Será que eu devia dizer que não era culpa dele e sim, provavelmente, culpa de que eu sou uma pessoa muito nervosa? – E me prometi que da próxima vez que ficássemos eu ia fazer você gozar... Eu sabia que eu não devia ter perdido a cabeça, mas você me deixa louco, Bell.

Não sei se digo “own”. Ou se eu fico vermelha. Ou se eu apenas surto.

De qualquer forma, a preocupação dele me deixa tocada. E quando ele me beija de novo, eu tenho que lutar muito para não me derreter no seu colo. Sinto seus braços me envolverem, num lugar aconchegante, até que achamos ouvir um barulho na casa.

Alex me afasta com delicadeza e ouço novamente o barulho. Um som baixo de alguma coisa arranhando madeira e um miado bem baixo. Acho que nós dois suspiramos de alívios por não ser nenhuma visita inesperada.

Pergunto-me a quanto tempo estaria o gato dele arranhando a porta daquele jeito.

— É o meu filho – ele diz com aquele sorriso de canto. E então ele me provoca dizendo: – Você veio conhecer ele, se lembra?

Eu fico vermelha e solto uma risada sem graça.

— Hum... Claro – eu digo.

Eu saio de cima dele e o observo tirar a camisinha para jogá-la fora e ajeitar suas calças e sua cueca. Enquanto isso procuro minha camisa, porque parece errado eu ir conhecer o gato do Alex só de saia... Quer dizer, era estranho não era? Tudo bem que para ele poderia não fazer diferença, mas... Sei lá.

Eu a encontro sobre a mesa de centro e a coloco rapidamente, enquanto o ruivo abre a porta para um gato branco sair do quarto.

Quando Alexander abre a porta, o gato branco estava sentado lambendo a pata, e então, quando se viu livre, ele se levantou e caminhou em passos lentos para fora. Ele lança um olhar indiferente para Alex e mia para o dono, esfregando o rabo na perna dele como se estivesse agradecendo. E então olha para mim e caminha para perto com cautela. Ele chega perto de mim, dá uma cheirada a distância, e então pula na mesa de centro, depois pula no sofá, e se esfrega no meu braço como se pedisse carinho.

— Ele é meio carente com qualquer pessoa que não seja eu – o ruivo diz. – Ele me trata como se eu fosse... Um escravo. Ou um empregado. Sei lá.

— Gatos — eu digo.

O ruivo revira os olhos em resposta e some para dentro do que eu acho que é o quarto dele, e eu fico fazendo carinho no gato. Percebendo então que ele tinha uma marca no meio de todo aquele pelo branco. Uma marca que vinha de sua pata dianteira até o início do rabo. Uma marca longa e irregular, parecia uma cicatriz. Havia algo que parecia um nó no rabo dele também.

— Mas você é um gato lindo – eu digo, afinando a voz e fazendo carinho na cabeça dele. – Quem é o gatinho bonitinho? Você é um gatinho bonitinho. É verdade, é? Você é um gatinho bonitinho?

— Eu também sou um gatinho bonitinho – Alex me provoca quando ele volta para a sala. Eu fico vermelha. – Faz carinho em mim também.

Eu corei até a raiz do cabelo.

— Qual o nome dele? – Eu mudo de assunto, porque estou morrendo de vergonha.

— Kurt – ele respondeu. – Tipo, Kurt Cobain.

— Ah – eu digo. – Bom nome.

Alex sorri e então chama o animal para a cozinha e o gato me abandona para segui-lo. Provavelmente, estava na hora de colocar comida para ele.

Enquanto estou na sala de estar, dou uma rápida observada no apartamento do ruivo. A sala de estar tinha as paredes laranjas, que combinavam com o sofá cor de caramelo queimado com almofadas pretas e com a poltrona na mesma cor de caramelo. Havia uma mesa de centro de vidro, um tapete, uma televisão, uma mesa para quatro pessoas e então a cozinha americana. Toda na cor amarela e laranja.

Dou uma procurada no meu sutiã e minha calcinha, mas não faço ideia de onde o ruivo os enfiou. Que merda. Eu chego a me levantar para procurar atrás do sofá, mas também não estão por lá.

— Está procurando alguma coisa? – Alexander pergunta atrás de mim, balançando o meu sutiã na minha frente.

Eu fico vermelha, pela terceira vez desde que o sexo acabou.

Ele está com um meio sorriso provocador nos lábios.

— É isso mesmo... Você pode me devolver? – Eu perguntei, esticando-me para tentar pegar de volta.

Ele puxa para longe, fazendo-me topar com seu peito. E então ele passa um braço por volta da minha cintura, mantendo meu corpo junto ao seu. Meu Deus, eu ainda não estava completamente sã para lidar com o contato do torso desnudo daquele homem. E que homem... Alexander devia saber que era um cara atraente para ser tão confiante.

— Acho que não vai dar, linda. Eu estava pensando em guardar – ele me provocou. – Sabe, para me lembrar de um dos melhores momentos da minha vida.

Eu fico vermelha, mas então ele me beija. E me devolve, colocando na minha mão junto com a minha calcinha. Meu Deus, que vergonhoso... Só não era mais vergonhoso do que perceber que eu estava usando uma calcinha de bolinhas cor-de-rosa naquele dia... E que Alexander obviamente a havia visto.

Meu Deus. Eu não paro de passar vergonha.

— Que horas você tem que voltar? – Ele perguntou, dessa vez, sério.

— Hã... – Eu preciso desanuviar os pensamentos depois daquele beijo. – Acho que até o último metrô para o campus? Tipo umas... 23hrs.

Aquele meio sorriso misterioso se esgueirou pelo rosto dele novamente.

— Você poderia ficar por aqui até a hora de ir embora – ele sugeriu, puxando-me contra o seu corpo.

Quando seu membro se encosta contra a minha barriga, um pensamento nada recatado se passou pela minha mente. Sinto tanta vergonha dele que tento apagá-lo. Enquanto isso, não sei o que responder ao ruivo. Há uma voz em minha cabeça que diz: “essa não é você. Você é uma boa garota tímida”.

Porém, digo a mim mesma que essa é quem eu quero ser. Eu não estou fazendo nada de ruim. Não estou prejudicando ninguém e, por mais que me constrangesse admitir a mim mesma... Eu me sentia bem transando com Alex. Ele me fazia sentir... Desejada.

— Isso seriam cinco horas – eu digo, olhando para uma tatuagem na sua clavícula. – Você iria se cansar de mim... Meu repertório sexual não é tão vasto assim.

Eu não acredito que havia dito isso.

Definitivamente, essa não era quem eu costumava ser... Mas era uma pessoa legal.

— Eu posso te ensinar umas coisas, e você me ensina outras – ele murmura no meu ouvido. – Para mim parece algo justo.

Eu me arrepio novamente.

Alexander ainda ia me matar.

Notas finais
Vou deixar vocês escolherem o proximo dia de postagem porque o proximo capitulo já está pronto xD Desculpem pela cena de sexo meio bugada, eu ando meio bugada e.e BISOU ♥