Golden Years
3 Cicatriz
Notas iniciais
Nada dura para sempre, muitos menos contos de fadas, talvez as coisas poderiam ser diferentes. Não aguento mais ouvir o ronco do motor, o inverno esta acabando e a temperatura já esta mais alta. Não gosto de calor, ainda mais neste inferno escaldante de deserto. Só consigo ver areia para qualquer direção que olhe. Areia e o asfalto quase novo, devido a passagem mínima de carros nesta estrada. Um carro na vida e outro na morte, deve ser assim a visita de automoveis nesta rodovia. Três mil milhas para o inferno, é assim que e sinto a cada vez que coloco o pé no acelerador. Nunca tive um destino tão longe. Não suporto mais olhar a paisagem seca, não tem nada além de areia e uns galhos secos que denominam-se arvores. Asfalto, a única coisa que estou vendo a cinco horas. O pneu do meu carro, a única coisa que ele me deixou, furou atrasando a viagem, a mais horrivel de minha existência. Deixar tudo para trás não é facil, ainda mais quando a coisa mais importante da sua vida fica para trás.
O meu destino já esta próximo, mais uma hora e eu chego lá. Não custa atender os últimos desejos de meu pai. Acendo meu cigarro para me acalmar, depois da morte de meu pai, Hyuuga Hizashi eu ando meio alterado. Não o culpo, afinal todo mundo morre não é? Ele foi um ótimo pai, sempre presente, meu pai e meu melhor amigo eram a mesma pessoa, mas será que realmente ele precisava fazer isso comigo? Ligo o rádio, não quero pensar na morte de meu pai, já faz dois meses, esta na hora de superar.
Toca uma música alegre, que eu não conheço, melhor assim, olho para o céu e vejo as nuvens. Estou com destino marcado, mas não sei o que vai ser de minha vida. A música acabou e a voz do locutor invade meus ouvidos. Que droga, penso em desligar quando ele anuncia a próxima música, vou dar mais uma chance.A melodia começa e a voz inconfudivél alcança meus ouvidos.
Eu queria que você visse a cicatriz
Sarcástico senhor sabe tudo
Sinceramente eu gostaria, meu pai que você visse a cicatriz que deixou quando partiu, sarcastico senhor sabe tudo. Realmente meu pai sabia muita coisa. Aperto o volante, acho que ligar o rádio não foi uma boa ideia, como queria que as coisas fosse diferentes, pai, você era a única coisa que eu tinha e eu fiquei parado, sem fazer nada assistindo sua morte lenta.
Feche seus olhos eu vou te beijar porque
Com pássaros eu dividirei
Com os pássaros eu dividirei
Esta paisagem solitária
Com pássaros eu dividirei
Esta paisagem solitária
Paisagem solitária, você sempre esteve comigo em todos as ocasiões possiveis e eu nem dei o devido valor. É com os pássaros dividirei esta paisagem solitária, não porque eu quero, mas sim porque não tenho opção. Droga, meu cigarro acabou e eu nem percebi resultando na queimadura istantânia em meus dedos. Fiquei muito centrado em meu sofrimento de perda que não cedi atenção suficiente ao meu pai, não o tanto que ele merecia, tentei afogar a lenta perda de meu pai nas drogas, mas aposto que ele não gostaria de ver seu único filho usando estas porcarias, resultado: Já estou limpo a um mês.
Me empurre contra a parede
Jovem garota de Kentucky com sutiã de enchimento
Caindo sobre mim
Para lamber seu coração e saborear sua saúde porque
Com os pássaros eu dividirei
Esta paisagem solitária
Deixei tudo, uns porque não tinha como trazer comigo e outros por me abandonarem no meu periodo dificil antes mesmos de partir. Minha namorada foi a primeira, quando mais precisei da vadia ela me abandonou, resultado: Não quero mais relacionamentos sérios por um bom espaço de tempo. Depois foram os amigos, quando descobri logo após a morte de meu pai, que a empresa estava falida, as propriedades hipotecadas e eu na pobreza. Acho que foi isso, isso que matou meu pai, o estresse por ver tudo aquilo que ele construiu a vida inteira ir para o ralo feito água.
Com os pássaros eu dividirei
Esta paisagem solitária
Com os pássaros eu dividirei
Esta paisagem solitária
Perda de sangue num bosque do banheiro
Garota do sul com um sotaque de Scarlet
Dê adeus a mamãe e papai porque
Acendo outro cigarro e aperto ainda mais o acelerador, o carro de oito cilindros chega a voar, o carro que meu pai mais adorava o Dodge Charger R/T 1979 na cor preta, a única coisa que fiz questão de ficar, além da única coisas que foram excluida da hipoteca para pagar as dividas. Com o dinheiro da venda da casa que meu pai deixou irei começar minha vida onde meu pai desejou em uma carta antes de morrer.
Com os pássaros eu dividirei
Com os pássaros eu dividirei
Esta paisagem solitária
Com os pássaros eu dividirei
Esta paisagem solitária
Não sei como vou começar, mas uma coisa é certa, farei o possivel para que meu pai se orgulhe. A paisagem começa a mudar após uns quilometros, os ponteiros do relógio denuncia que já são meio dia e quarenta e cinco. Noto a placa da cidade, dando a boas vindas aos visitantes. Bem vindo a Konoha, que castigo.
Falando levemente com a mandibula quebrada
Espere lá fora, mas não para brigar
Outono é doce, assim os chamamos
Eu alcançarei a lua nem que seja rastejando
Com os pássaros eu dividirei
Esta paisagem solitária
Eu queria que você visse a cicatriz
Sarcástico senhor sabe tudo
É senhor sarcático, você conseguiu, seu filho atendeu seu último pedido, estou passando pela a entrada de sua cidade neste exato momento, a arvores enormes no bosque, chego na parte do perimetro urbano e o comércio já começa, umas lojas e restaurantes, pelo visto a cidade não é muito grande.
Feche os olhos e vou te beijar porque
Com os pássaros eu dividirei
Com os pássaros eu dividirei
Esta paisagem solitária
Com os pássaros eu dividirei
Esta paisagem solitária.
A música acabou e outra lhe tomou o lugar, chega de rádio por hoje, dobro uma esquina e percebo que aquela area já é destinada a bairros, a casas bonitas e calçadas bem conservadas, mas com bastante folhas que o vento leva para dançar no ar. Uma cidade que aparentemente é calma e boa, diminuou a velocidade do carro enquanto pego o endereço no bolso. Abro o papel com dificuldade, leio o papel todo amaçado
" Konoha, Avenida Europa, número 312."
Esse era meu destino final e uma das vontades de meu pai. Um nome: Hyuuga Hiashi, irmão gêmeo de meu pai. Nunca vi esse homem na minha vida, mas soube da rincha entre ele e meu pai. Tudo pelo dinheiro maldito de meu avô, a empresa Hyuuga, a maior frabricante de carros do país, tem filiais espalhada pelo mundo, feito filhotes de rato. Meu tio ficou com a empresa quando meu pai abriu mão para se casar com minha mãe e sumiu para sempre. Meu pai deseja que eu more com meu tio que nem desconfia de minha existência. Passo do bairro classe média para a parte rica da cidade, julgo eu pelas mansões espalhadas elegantemente. Rua Europa, numero 312, corro com olhos a numeração das casas até conseguir achar o endereço. Chego no fim da rua e lá esta a mansão, como eu esperava. Toda branca e com portões enormes para amornizar com o tamanho da casa. Desligo me carro após estaciona-lo, mas não desço. Observo uma garota descendo do carro com o simbolo Hyuuga gravado em um das portas do automovel. Julgo eu que a garota é filha do meu tio pela aparência similar a do meu pai. Reflito se devo ou nao descer do carro e ir até a casa, não sei se é uma boa ideia, não pela possivel aceitação de meu tio, e sim pela possivel reprovação de minha parte desta familia.
Hiashi deve estar na empresa, não vou ir na casa do homem sendo que ele esta ausente, mesmo que seja para eu morar junto dele. Decido resolver outro negocio pendende que meu adorado pai fez questão de me deixar. Antes de morrer solicitou que o advogado da familia, que me matriculasse na melhor instituição de ensino de Konoha, e pagasse toda mensalidade até o termino de meus estudos. Também fez uma reserva para minha futura faculdade antes que a receita federal penhorasse todos seus bens.
Meu pai deixou tudo nos conformes, afinal a morte dele foi lenta o suficiente para deixar tudo programado. Mas pai, acho que não vou seguir o roteiro, pelo menos a parte de morar com meu tio. Escuto o motor do carro roncar novamente após eu virar a chave, por Deus eu tenho que sair deste carro senão vou pirar. Dou partida e sigo para qualquer rumo, diminuou a velocidade depois de um tempo, ainda estou em partes de moradia, mas agora do outro lado da cidade, uma parte mais vuneral para não dizer pobre. Dobro uma esquina e vejo uma placa em letras garrafais escrito aluga-se.
Vou arrumar um lugar para morar antes de ir no tal de Lions, o colégo que meu pai me matriculou. Paro meu carro e visualizo a casa, um prédio de três andares, a cor meio desboatada, mas não vejo problema nisto. Desço do carro, não o tranco, não vejo necessidade o lugar é vunerável, mas acho que as únicas crianças jogando bola no fim da rua não queiram roubar meu carro. Entro no quintal e vejo uma senhora regando as plantas. Ela não percebe a minha presença e continua em seu afazeres cantarolando uma musica dos anos 80.
— Senhora. — Espero ela me responder e depois de algum tempo ela se vira de lado a procura de quem a chamou. Suas rugas em volta do olhos não apagam a intensidade da cor de suas orbes, um azul intenso, seu vestido florido de rosas vermelhas costrastando com um verde de fundo. Combina com ela, depois de ela me achar abre um sorriso e com dificuldade começa a andar com um sorriso nos lábios.
— Olá rapaz em que posso ajuda-lo? — Me pergunta com a voz rouca e suave, o regador ainda esta em sua mão manchada pelo tempo. O cabelo grisalho que não tem resquisios de tinta, sera que minha mãe ficaria assim?
— Oi, eu vi a placa de aluga-se na calçada. — Foi a única coisa que eu disse e a velha sorriu, fez um sinal com a mão para que a seguisse e assim eu fiz. Fomos para area do local, olhei para dentro e vi uma sala de costura. creio que seja dela, notei uma escada que cede acesso para os apartamentos.
— Você quer alugar um apartamento? De dez eu só tenho um no momento. — Sai de meu desvaneios quando ela me perguntou. Observei ela ir pegar um molho de chaves e começar a subir as escadas.
— Venha vou te mostrar. — Subi atrás dela para qualquer eventualidade de ela cair,chegamos no segundo andar com três portas no total. Uma localizada na parede esquerda, outra na direita e uma no fundo, no fim do corredor encerado.
— O único livre é da porta a esquerda, ainda quer olhar? — Me perguntou e apressei a responder já que a senhora estava me estranhando.
— Quero sim, por favor. — Ela abriu o sorriso novamente e começou a andar até a porta que não era longe, começou a procurar no molho de chaves a do número da porta, 92. Começou a falar enquanto procurava a chave.
— Você é um bom rapaz não é? Não usa aquelas porcarias de drogas usa? — Apenas balancei a cabeça em sinal negativo e ela acalmou o semblante. Sorriu novamente e abriu a porta, o lugar não era grande, mas para apenas uma pessoa era agradave. Notei que tinha um moveis antigos no apartamento.
— Os moveis são meus, mas se for alugar eu acho outro lugar para coloca-los, se você não quiser utiliza-los, pois estão para doação, só falta achar alguma alma bondosa para tirar eles do prédio.Venha vamos ver o resto dos comodos. — Fez sinal para eu segui-la, já me decidi em ficar com o apartamento, afinal estou com sorte achar um apartamento e ainda com alguns moveis é muita sorte para minha primeiras horas na cidade. Visualizei toda casa, era ideal.
— Irei ficar sim, e se a senhora não se importar gostaria de usar os moveis. — A senhora abriu ainda mais o sorriso, acho que eu sou a solução para seus problemas, mas ela fechou a cara quando ouvi uns passos fortes no corredor que ela também escutou.
— Sakura não corra no corredor eu acabei de encera-lo. — Gritou em todos os pulmões, nem parecia a velhinha que subiu com dificuldade a escada. Sorriu para mim.
— É a enquilina do lado, as vezes cortam a luz porque ela não paga sua conta, mas nada sério.
— A próposito quanto custa a mensalidade? — Perguntei, pois não tinhamos tocado neste assunto ainda. A senhora olhou para o apartamento e deu o seu preço.
— 3OO esta de acordo? — Não é barato, mas também não é caro.
— De acordo. Assino o contrato onde? — Perguntei para senhora alegre. Ela me entregou a chave e começou a andar novamente.
— Depois você assina, tenho que custurar umas roupas lá em baixo, pode começar a arrumar suas coisas jovem tem material de limpeza lá embaix, vamos. — Já estava no corredor quando ela perguntou.
— Qual é seu nome? — Chega ser engraçado,ela me aluga um apartamento pergunta se sou viciado em drogas e só depois questiona meu nome, sem duvida ela é uma peça.
— Neji senhora, e qual é o seu?
— Ah,meu nome é Marieta, mas pode me chamar de vó, como quase todos meu enquilinos. — Sorria e já estavamos na escada quando ela escorregou, mas consegui segura-la antes que encontrasse o chão.
— A senhora não devia subir estas escadas dona Marieta. — Disse a ela quando chegamos no terreo ela mal escutou e sentou-se na maquina de custura.
— E você devia sorrir mais Neji, agora faça me um favor quando for até seu carro se é que ele ainda esta lá fora, tire a placa de aluga-se da calçada para mim? — Realmente ela merecia a nomenclatura de avó. Fui até o meu carro com um monte de criança do lado admirando a lataria. Sairam correndo quando me viram, mas uma garotinha permaneceu.
— Tio você tem doce, a tia Sakura sempre tem doce. — Droga sera que eu tenho cara de quem tem doce?
— Não, eu não tenho doce, espere sua tia chegar. — Ela fechou a cara, notei sua roupa surrada e suja de terra, mantia duas maria chiquinhas no cabelo e seus olhos estavam tristes pela noticia de doce zero. Procurei pelo carro algum sinal de qualquer coisa, mas só encontrei cigarro e minha malas de roupas. Ela ainda esperava com um bico enorme um pouco afastada do carro. Abri o porta luvas e vi a salvação, um pacote de bolacha. Peguei o pacote e estendi para ela.
— Serve ou tem que ser doce? — Ela pegou o pacote e leu o sabor.
— É pode ser. — Disse fazendo uma cara de tanto faz,não conseguir conter o sorriso quando ela pegou no meu cabelo,já sabia o que ela diria em seguida, que criança ousada.
— Você não é menina porque tem cabelo grande? — Perguntou praticamente dentro do carro.
— Você não devia conversar com estranhos e se eu sou um homem que mata menininhas intrometidas como você hein? Vai procurar sua mãe. — Vi ela se afastar e fechar a cara.
— Eu não tenho mãe e eu vi você entrando na casa da vó Marieta.- Sai do carro com minha mochila e o traquei, fui até o porta-malas e retirei o resto da minhas coisas com a garotinha no meu encalço. Entrei no prédio e ela ainda me seguia. O que foi, ganhei uma filha agora? Subi a escadas e a sobra de menos de um metro continuava a me seguir.
— Quer ajuda? Eu posso te ajudar se você quiser, quer? — Perguntou animada já pulando, crianças me assustam, não quero ser pai de maneira nenhuma.
— Esta bem, esta bem, mas perguntei para dona Marieta primeiro se você pode. — Acho que vou me arrepender daqui cinco minutos quando ela retornar, apenas ouvi ela correndo pelo corredor. Balancei a cabeça em sinal negativo e suspirei, observei os moveis. Se tratava de uma mesa, uma poltrona vermelha e um armario de cozinha. É já ajuda bastante. Mal desceu e já subiu com um balde e vassoura nos braços pequenos.
— O que eu vou fazer? — Largou o balde no chão enquanto eu acendia um cigarro.
— Esta vendo aquela poltrona ali? — Apontei em direção do objeto e ela fez que sim.
— Então sente-se lá e coma seu pacote de bolacha primeiro. — Ela cruzou os braços e emburrou a cara, mas depois de alguns minutos sentou se na poltrona alta demais para ela. Pegou o pacote e abriu. Fui até a vassoura e comecei tirar as teias de aranha do canta do teto branco.
— Quantos anos você tem e qual é o seu nome intrometida? — Perguntei e vi ela me olhar com olhos redondos.
— Tenho 6 anos e me chamo Coral. E você? — Falou com a boca cheia de bolacha. Realmente ela é uma intrometida, já tirei as teias de aranha e comecei a varrer o chão com o piso cheio de poeira, não estava tão sujo assim.
— Me nome é Neji e tenho onze anos a mais que você. — Ela desceu da poltrona e começou a me seguir.
— Sai de perto de mim estou fumando. — Avisei, mas ela não me deu ouvidos.
— Toma a balacha eu não quero mais. — Disse com a boca toda suja de bolacha, levantei minha sobrancelha para ela a questionando o que eu faria com aquilo. Peguei o pacote e ela voltou para a poltrona vermelha e sentou-se de cara emburrada sem motivo algum. Larguei a vassoura e fui ver o que estava acontecendo com ela, não quero ser responsavel pela intoxicação alimentar da garota, aquele pacote devia estar a tempos no porta luvas.
— O que foi Coral, sua barriga esta doendo o algo do tipo? — Ela levantou a cabeça para olhar me nos olhos já que estou de pé.
— Você não vai querer ser meu amigo, você já tem um montão de anos na minha frente. — Abriu as duas mãos e deixou oito dedos a mostra, que para ela devia ser onze. Fiz sinal positivo com a cabeça e ela sorriu, mas depois de me ver colocando o cigarro na boca fechou o semblante novamente.
— Você também bebe? — Não entendi, mas ela deve estar falando de bebida alcoolica, não respondi afinal eu bebia, mas nunca ao ponto de ficar bebado.
— É que meu pai também fuma e bebe e sempre que ele bebe ele batia na minha mamãe. — A minha ficha caiu, não sabia nada de crianças e ainda mais crinaças traumatizadas. Vi ela se levantar novamente, mas antes de ela ir para onde pretendia a peguei pelos braços e fiz ela sentar-se novamente, me agachei para ficar na altura dela.
— Não, eu não bebo. — Falei e fiquei novamente ereto, deu a volta da poltrona e arrastei o objeto para o canto próximo a janela ainda com a garotinha sentada, ela riu pelo divertimento instantaneo.
— Onde sera que esta aquela garotinha intrometida que disse que iria me ajudar. — Forçei a voz ao máximo para sair mais simpatica, mas acho que não deu muito certo, não consigo ser gentil, uma das caracteristicas que atribui a minha personalidade após a morte de meu pai. Queria que a menina não lembrasse disso, ela era só uma criança e já parecia ter sofrido o bastante, depois conversaria com a Marieta sobre a Coral, não que eu esteja me apegando a ela, não é isso, estou apenas curioso. Ouvi ela dizer estava aqui, mas fingi não ver, o divertimento já tomava conta da criaturinha pequena, mas seria só por hoje, não sou responsavel nem por mim, imagine por ela.
Gaara povs.
Mais um colégio para a coleção, aquele velho pode me colocar onde ele quiser, pelo menos desta vez estou a milhas dele. Uma coisa positiva, tenho que morar com minha irmã Temari, faz tanto tempo que não via ela e agora estamos na mesma classe. Espero que nos demos bem, ela fica na dela que eu fico na minha. Ela já foi para casa e estou enrolando numa praça qualquer da cidade. Faz um mês que estou em Konoha, o único colégio que me aceitou foi o Lions, também meu pai deve ter enchido o cofre da escola para que isso fosse possivel. Esta certo que meu temperamento é dificil, isso fica evidente quando um sem graça enche meu saco. Porra eu não incomodo ninguém porque eles me incomodam? Hoje foi o primeiro dia de aula, gostei da sala até, quase ninguém conversa com ninguém e isso é ótimo para meus ouvidos, aquela diretora louca até parecia saber que eu iria gostar da sala, já que ela mesmo afirmou isso antes.
Minha estadia em Konoha vai ser curta, é isso que pretendo, quando acabar os estudos vou sumir no mundo para meu pai nunca mais me achar, eu não preciso dele e muito menos de seu dinheiro. Sou um Sabaku, um dos futuros herdeiros da industria Sabaku, a maior industria de alimentos do país. Uns crianças bem vestidas me encaram, deve ser pela olheiras profundas causadas pelo mau abito de ficar acordado a noite. Estou na parte rica da cidade, não poderia ser diferente, é claro que meu pai iria deixar Temari em uma boa moradia, não acho ruim, alias é o dever dele de manter minha irmã segura.
Fui expulso de todos colégios, no último porque soquei um garoto até seu nariz quebrar, mas até agora não precisei falar com ninguém do novo colégio, isso é realmente ótimo. Sentei com uma garota de cabelo rosa, ela não me questionou nada e nem virou o rosto para mim e isso foi maravilhoso. Olho em meu relógio já são três horas da tarde. O tempo esta agradavel, o irverno rigoroso esta cedendo a primavera, mas ainda passa uma brisa gelada, porém nada que mate um sem teto. Vou-me embora antes que estas crianças encham meu saco. Tenho carro, mas não estou com ele,vou a passadas lentas para casa, o movimento não é intenso como no centro, as ruas são quase desertas. A minha nova casa é a duas esquinas para frente, observo um moça quase em uma corrida devido a seus passos apertados, ela não poderia correr nem se quisesse, os saltos altos que ela usa a impossibilita, acho que ela é da mesma classe que eu. Dou pouca importância a isso quando dobro a esquina da minha casa. Rua alameda monaco, número 502. A porta esta fechada, entro e retiro meu casaco leve. Vejo Temari lendo seu livro na poltrona, de calça moletom,meias e uma regata preta. Meu relacionamento com ela chega ser bom.
— Se quiser comer alguma coisa tem lanche em cima do balcão. — Escuto ela dizer quando já estou na cozinha, ótimo eu não tenho muita fome e nem gosto muito de comer, mas um lanche agora seria bom já que estou sem comer nada até agora. Pego o lanche e abro uma cerveja após pega-la na geladeira.
— Então gostou da sala? — Nem me dei conta de quando Temari chegou, minha irmã é uma pessoa madura, mas as vezes é explosiva.
— É. — Não estou a fim de falar e ela sacou isso, levantou uma sobrancelha e pegou um lanche, quando estava de saida já no batente da porta ela mordeu seu lanche e disse.
— A emprega esta de folga, se quiser comer algo depois você já sabe. — Saiu mastigando em direção a seu quarto. Além de Temari eu tenho outro irmão, mas este não mora conosco ele vive com meu pai.
Como o lanche e lavo o prato, não quero ver Temari reclamar da sujeira. Não tenho nada para fazer, talvez poderia sair e ir para o bar sempre saiu com uma garota no final da noite, mas hoje não estou disposto. Talvez eu vá ao ponto alto da cidade, levo uma garrafa e fico lá, é silencioso e ninguém sobe no almirante, pelo menos não subiram a um bom tempo. Chego em meu quarto após subir as escadas,a decoração é minima, a cor das paredes são brancas e os movies todos de uma cor, nude. Decido tomar uma banho, um banho quente mesmo que eu não goste de água quente e sim gelada, mas ninguém quer morrer de frio não é?
Fale com o autor