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Quinn abriu os olhos de repente. Estava encharcada de suor, seu cabelo pingava. A respiração ofegante, o coração acelerado. “Sr. Shuester!” sussurrou, levantando-se da cama num pulo. Olhou ao redor, em seu quarto, na esperança de achar alguma arma ou algo que pudesse usar contra o misterioso homem da blusa listrada.De repente as luzes piscaram. Quinn ouviu um choro de bebe vindo de um berço no canto de seu quarto. Isso a atingiu como um soco. Ainda estava sonhando. Caminhou a passos lentos até o berço. Não era a primeira vez que sonhava com sua filha, e arrependia-se amargamente de tê-la dado para adoção. Mas sabia que isso havia sido o melhor para a pequena Beth, uma vez que ela e Puck não teriam condições de criar um bebe. Céus, eles ainda nem haviam terminado a escola! Chegou ao lado do berço e encarou o pequeno bebe. Tão linda. As luzes piscaram novamente, e quando estavam outra vez acesas, o berço estava vazio.Virou-se rapidamente, assustada, apenas para se deparar com uma cena adorável. Seu bebe brincava, no tapete, com seus amigos, os Rugrats. Quinn sorriu. Adorava o desenho dos Rugrats. Ninguém sabia, mas Quinn ainda assistia os episódios sempre que podia. Se perguntava se a pequena Beth era como os bebes animados, e se um dia voltaria a vê-la. Quinn ainda chorava quando assistia o desenho. Ouviu um barulho atrás de si. Virou-se e se deparou com uma imagem assustadora. Freddy Krueger parado em sua porta, com um sorriso diabólico estampado em sua face, e com suas garras arranhando o batente da porta. Num movimento rápido, Quinn virou-se e pegou sua filha no colo, colocando-se a correr em seguida. Ela não tinha para onde ir, então tomou uma atitude desesperada. Num ato de loucura atirou sua filha da janela e pulou em seguida. Ao aterrissar no gramado, pegou o pequeno bebe enrolado em uma manta, e surpreendeu-se ao notar que o bebe havia se transformado numa boneca.

“A Fada Azul não realiza desejos de meninas más, Quinn.” O homem queimado apareceu diante da loira, com um sorriso no rosto.

“Do que está falando?!” Quinn berrou, desesperada, recuando.

“Não se faça de desentendida, garotinha.” Freddy sorriu, aproximando-se ainda mais. Passando a mão em seu rosto e colocando seu cabelo atrás da orelha “Trair o namorado? Ficar grávida? Dar o bebe pra adoção, e ainda jogar a menina da janela do segundo andar? Quinn, você não tem sido nenhum anjinho...”

Quinn estava em pânico. Sentiu as garras de Krueger em seu pescoço, e a respiração do homicida em sua face.

“Não se preocupe” Freddy sorriu “Não vai doer nem um pouco.”

“Ah, vai!” Quinn atingiu a cabeça do assassino com a boneca que estava em seus braços. Aproveitando que Krueger estava desnorteado, Quinn saiu correndo pelo jardim de sua casa. Tudo ao seu redor foi ficando cinza, envolvido por uma neblina assustadora que não a permitia ver nada. Logo, tudo ao seu redor havia se tornado uma grande tela em branco, esperando que um mundo fosse pintado sobre si. A velocidade de seus passos diminuíram. Havia apenas uma grande quantidade de nada, para qualquer direção que a loira olhasse. Logo, estava no mais deserto de todos os desertos. Estava no limbo. Continuou andando. Uma hora chegaria em algum lugar. Ou pelo menos esperava.

Após horas caminhando, Quinn finalmente voltou a ver a neblina. Logo, os vultos acinzentados. E finalmente, o jardim da frente de sua casa.

“Estou de volta?” a loira surpreendeu-se. “Mas... eu só andei para frente, o tempo todo!”

“O que acontece se você sair caminhando em direção ao norte?” Disse uma voz misteriosa, vindo de algum lugar.

“Vou ficar cansada?” Respondeu a garota, olhando ao redor, procurando pelo dono da voz.

“Sim.” Respondeu uma boca sem corpo se movimentando suspensa no ar “Mas eventualmente também dará a volta ao mundo.” Completou a boca, enquanto seu rosto surgia como uma mancha que se espalha.

“Que mundo pequeno.” Retrucou a jovem mãe solteira.

O gato listrado, rosa e roxo, riu. Encarava-a com os olhos amarelados numa perfeita expressão de desafio.

“De fato” O gato continuou “É um mundo bem pequeno.”

“É...” Disse uma voz arrepiante, vinda de outra boca sem rosto flutuando ao lado do gato “Mas é o meu mundo, manes.” Garras apareceram como que numa chama e atravessaram o corpo do gato. Os olhos amarelos se abriram ao máximo na expressão de susto e Quinn pode ver a vida se apagar na face do gato. O resto da figura macabra de Freddy apareceu como uma enorme chama diante da garota, que recuava em pânico.

Quinn voltou a correr em direção à neblina.

“Não pode fugir de mim, queridinha!” Freddy gritou “Esse é o meu mundo!”