Glee: a Dream Is a Wish Your Heart Makes
4 Capitulo 4 – Quinn
Quinn corria, e correu até voltar ao perfeito nada. Não sabia o que fazer. Se continuasse em frente, voltaria ao ponto de partida, aonde Freddy certamente a esperava. Mas se... Se era um mundo tão pequeno, talvez ela pudesse dar a volta nele em outro sentido. Afinal, se não houvesse nada além de sua casa nesse admirável mundo novo, Quinn logo retornaria a esse ponto, e poderia seguir rumo ao norte em direção à sua morte certa. Mas... como reconheceria o aqui? Afinal, ela acabaria por esbarrar em sua casa correndo para o norte num raio de alguns metros, mas e se ela desse meia volta ao mundo para o leste e simplesmente voltasse a andar para o norte? Teria de abusar da sorte e de sua noção de espaço. Respirou fundo e decidiu seguir para Leste. Uma hora esbarraria em algo.
Após um bom tempo caminhando, Quinn realmente esbarrou em algo. Era uma casa grande, branca, com grades pretas nas janelas. Parecia abandonada. Quinn respirou fundo. Olhou ao redor. O vento frio parecia cortá-la, ela achou melhor entrar na casa.
Abriu a porta lentamente. Deu um passo para dentro. O chão rangia, havia teias de aranha em todo o lugar, e poeira era algo que não faltava ali. Quinn olhou ao redor. Não sabia aonde estava, mas sabia que não devia estar ali. Deu uns passos para o interior da casa, e respirou fundo. Decidiu esconder-se no porão. Por quê? Porque sempre via nos filmes a mocinha subir a escada, e a próxima coisa que acontecia era ela ser esquartejada. Não, obrigada, Quinn preferia se esconder no porão. Correu até o porão e fechou a porta atrás de si. Havia uma luz muito fraca lá em baixo. Desceu as escadas bem devagar, e logo encontrou a fonte de tal luz. Uma fornalha acesa. Um arrepio subiu pela espinha da garota. Deu dois passos para trás, subindo a escada, quando sentiu que havia alguém em pé atrás de si.
“Bu” disse debochadamente o assassino dos sonhos
Quinn deu um grito, e logo pôs-se a correr. O porão agora havia se transformado numa caldeira, e Quinn estava parada bem no meio dela. Krueger, porem, não estava lá. Pelo menos não ao alcance da vista da loira. Quinn recuava, assustada. O som da risada de Freddy ecoava pelo lugar. As garras sendo arrastadas nos canos... Lágrimas escorriam no rosto de Quinn. A loira não queria morrer, muito menos hoje.
Quinn começou a correr. Corria pelos corredores e gritava em pânico. Precisava acordar. Precisava sair dali. Deu-se por vencida e parou. Estava diante de um grande abismo. Embaixo de si um grande caldeirão cheio de lava fervente. Teria de escolher entre as garras de Krueger e o fogo. Virou as costas para o abismo e encarou os olhos de seu assassino.
Era o fim. Sua vida não passava diante dos seus olhos como um filme. Nenhuma luz, nenhum flash. Apenas uma coisa. Apenas uma pessoa.
Krueger ria. Quinn respirou fundo. Era isso.
“Eu vou te pegar, garotinha.” Krueger deu um passo a frente, apontando para Quinn com uma das garras.
“Não.” Quinn tomou fôlego uma ultima vez “Você não vai.”
Num passo para trás, Quinn se jogou. Tudo acontecia muito rápido, o coração de Quinn estava acelerado e o calor tornava-se mais infernal a cada instante em que ficava mais próxima da lava. Não havia esperança. Foi quando aconteceu.
Quinn acordou. Debatia-se em sua cama. Estava suada, seu cabelo pingava. O coração acelerado e a respiração ofegante. Era como um déjà vu. Estava em seu quarto, havia um berço e um bebe chorando.
Quinn levantou-se, olhando ao redor surpresa. Encarou o relógio em sua parede. Estava parado. Krueger estaria ali à qualquer momento, Quinn precisava sair. Caminhou até o berço para dar uma ultima olhada em seu bebê. Sabia que Beth não era o alvo de Krueger, e que ela estaria à salvo. Ainda mais por que não era real.
Respirou fundo e olhou ao redor. Um brilho passava por debaixo da porta de seu armário. Caminhou lentamente e abriu-a com cuidado. Por trás das roupas, havia outra porta. E era por ali que Quinn sairia.
A porta dava num corredor, muito branco. Quinn lembrou de fechá-la atrás de si, mas sabia que não seria o bastante. Quinn reconhecia o corredor. O Sr. Schuester havia estado ali. Encarou as outras portas. Vários nomes. Sabia onde estava e o que fazer. Se queria resgatar o Sr. Schuester, precisava de ajuda. E sabia à quem recorrer.
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