Glee-21-Faberry

2 Rolling in the deep


Notas iniciais
Saudades de vocês pessoal!!! Obrigada pelos comentários, eu esperava uns 2 ou 3 quando eu vi tinha 14 o.O!!! Fiquei surpresa de uma ótima maneira. Sobre a fic, ela terá a princípio um total de 11 capítulos, porém eu com certeza terei que dividir alguns capítulos em partes senão ficará muito pequeno!!! O começo dos capítulos sempre trará o trecho da música correspondente a ele, e eu adicionei tmb observações que estão centralizadas ao longo do capítulo( ideia tirada do livro: A menina que roubava livros.) Alguém chegou a comentar sobre isso!! Eu recomendo o livro para quem nunca leu, quem leu sabe que é ótimo!!! Em itálico estão os pensamentos das personagens!!! Boa leitura!!!

“You're gonna wish you, never had met me, tears are gonna fall…”


Dezessete anos se passaram. Lima cresceu tanto quanto a economia da África. Aquela cidadezinha, porém sustentava uma interminável enxurrada de conflitos. Era dividida igualmente entre dois povos.


Dois rivais:

“ Berrys e Fabrays”


“Quinn, abaixe-se!”_ bradou Russel.


Era uma manhã comum como todas as outras, com aquele sol de cegar os olhos e queimar a pele. O clã Fabray estava ativo em seu treinamento matinal habitual. Quem eles estavam treinando?


A primogênita da 12ª geração. Quinn Fabray para os desconhecidos, Quinnie para os mais íntimos( muito íntimos porque ela odiava aquele apelido brega), Loira oxigenada para os implicantes( Nesse caso, Santana Lopez) e Fabray para os inimigos.


Chame-a como quiser, não é mesmo isso que importa.


O que importa é que o lobo branco que agora era Quinn agachou na hora em que um lobo cinza investiu contra seu corpo. A menina-lobo foi mais rápida e lhe deu uma espécie de coice, jogando-o longe.


“ Vai ter que fazer melhor do que isso se quiser me acerta, Sam.”


“ Medita!”_ sibilou seu irmão de volta.


Uma pequena observação:

Os lobos se comunicam através do pensamento.


Mais alguns lobos apareceram e lhe deram golpes e mordidas violentas, porém ela conseguiu sair quase ilesa daquele pandemônio.


Os treinamentos eram para valer.


Em outras palavras:

“Bata ou apanhe.”


Quinn já havia quebrado mais ossos do que sabia ter no corpo. Era uma verdadeira aula de anatomia todas as vezes que ia ao médico engessar ou suturar alguma parte de si.


O lobo branco olhou para os lados e abaixou a guarda lentamente. Foi um erro, que numa verdadeira batalha seria fatal.


Um lobo incrivelmente maior e mais ágil a atingiu em cheio em cima das costelas. Ela só ouviu seu próprio uivo agoniado e o estalo de alguma coisa quebrando.


“ Parem!”_ ordenou o chefe do clã, também conhecido como Russel Fabray.


Todos saíram da zona de visão do lobo branco e voltaram logo em seguida devidamente vestidos para socorrê-la. Os lobos tinham essa desvantagem vergonhosa de terem que ficar sem roupas depois da transformação, então todos escondiam as vestes perto do local onde treinavam ou amarravam na pata.


Ainda bem, imagine ter que imaginar uma multidão de gente correndo pelada? Não era uma visão muito bonita de apreciar!


E o pior é que você acabou de tê-la.


_ Sua lesada!_ gritou Santana se aproximando e agachando perto dela para cobri-la com um cobertor facilitando sua volta a forma humana._ Não acredito que foi atingida dessa maneira vergonhosa! Use seus neurônio, se é que ainda tem algum nessa cabeça de vento!


Ela era um amor de pessoa, assim como Saddam Hussein.


_ Aprecio sua preocupação, Santana!_ a loira falou entre gemidos.


_ Quinn._ Russel chegou e observou o ferimento, tinha uma costela fraturada._ Vai melhorar logo, levante-se! Nada de choro!


Deus. Aquilo parecia o exército, como é que a menina fratura um osso e pedem para ela se levantar? Era o mesmo que pedir para uma pessoa sem pernas sair sambando.


Ela fez o esforço mais tortuoso do mundo e ficou de pé de uma maneira meio desengonçada. Parecia que ia cair a qualquer momento. Não era para menos.


_ O que aprendemos hoje, filha?_ questionou.


_ Que...


Uma costela fraturada dói para cacete!

_ Nunca devemos baixar a guarda!_ completou ele._ Mesmo que a situação pareça sob controle! Entendido?


Ah, isso também!

_ Sim, pai!


_ Agora vá para casa se arrumar para a escola!


A sorte da menina é que as células dos lobos funcionavam de uma maneira diferente.

Uma pequena aula de anatomia:

Um corte foi detectado. A célula-chefe ordena:

“ Vamos logo suas bolas de DNA inúteis! Mexam-se!”

Então várias bolinhas corriam e se juntavam para formar uma rede ainda maior e mais poderosa que a anterior, enquanto a célula-chefe nunca satisfeita continuava gritando:

“ Corre vagabundo!_ para a pobre célula trabalhadora._ Mexa sua bunda!

As células tinham bunda? Bom, isso não vem ao caso.

Fim da aula.

Espero que tenha ficado claro como água destilada: Os lobos se curam com uma rapidez fora do normal. Uma fratura demoraria um dia para se regenerar.

O azar da menina é que a dor era a mesma dos humanos. Não que alguém ligasse muito para isso.


Saiu andando, ou bem, mancando como pode em direção a sua casa. No meio do caminho sentiu seus ombros sendo puxados e apoiados sobre outro corpo.


_ Nessa rapidez você vai chegar em casa só no natal!_ implicou a latina._ E não estou afim de ficar presa a essa porcaria de profecia para o resto da minha vida, então é melhor servir de apoio para você!


Bom, parecia que alguém ligava.


_ Obrigada, Sant!_ sorriu sincera._ Você é uma ótima muleta!


A latina estreitou os olhos e bufou. Ainda bem que a loira já estava com uma costela ruim, porque senão muito provavelmente estaria com a cara quebrada agora.


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Do outro lado da cidade, na parte sul. Ficava a residência dos Berry. Onde morava a salvação do clã.


Rachel Berry.


Um metro e meio de beleza, mistérios e um coração encarecido. Uma fortaleza morena que guardava muita mágoa.


A menina estava se vestindo para ir para a aula. Trajava uma camisa xadrez vermelha e preta, botas de cano curto com vários desenhos abstratos despojados e seu short jeans curto desfiado.


_ Rachel!_ seu pai bateu a porta._ Você viu as chaves do meu carro?


A menina deu de ombros enquanto passava o batom vermelho nos lábios. O homem botou um pé dentro do quarto e ela encarou-o pelo canto dos olhos.


_ Já pedi um milhão de vezes para você não entrar no meu quarto, Adam!


Ela o chamava pelo primeiro nome. Estranho, não?


_ Claro!_ voltou para o corredor._ Desculpe!


E saiu.


Ela voltou-se para a imagem cansada no espelho. Respirou fundo e prendeu as lágrimas, fechou seu diário sobre a mesinha de cabeceira e arrumou a mochila nos ombros.


_ Vamos logo, nanica!_ falou seu irmão mais velho olhando-a pela fresta da porta._ Senão você vai a pé!


_ Eu gosto de andar, Noah!_ deu de ombros._ Vou dar uma olhada na vovó antes de ir!

_ Ok!_ jogou as mãos para o alto em rendição. _ Aproveite o asfalto quente por mim.


Ela jogou um livro nele, mas o agrupamento de papel bateu de encontro a parede. Ele já tinha saído.


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_ Dá para você ficar quieta!_ gritou uma latina muito irritada._ Vamos acabar escorregando e quebrando alguma coisa de verdade!


Santana estava tentando ajudar Quinn a tomar banho. As meninas eram amigas desde as fraudas e cresceram juntas. A latina era não só a melhor amiga da loira, como também o seu braço direito.


_ A água está fria!_ retrucou a loira._ E eu estou sentindo muita dor!


_ A água está fria porque esse maldito chuveiro não esquenta!_ bradou passando o sabonete no corpo pálido._ Largue de ser pobre e compre um novo!


Quinn estava torta, apoiada contra a parede, buscando não escorregar e quebrar os restos de ossos íntegros que ainda tinha. Apesar deles serem poucos.


_ Tome!_ esticou o sabão._ Passe nas zonas proibidas!


Ridícula!

_ Santana, eu mal consigo ficar de pé!


A latina começou um monólogo sobre como sua namorada iria matá-la se soubesse que tinha passado a mão em locais inapropriados de pessoas inapropriadas. E que se morresse sendo do jeito que era provavelmente iria para o inferno. E não estava afim de queimar a bunda por toda a eternidade.


Quinn tomou-lhe o sabonete, mas para que ela cala-se a boca do que por vontade própria.


_ Muito bem!_ saiu do box em direção ao quarto de Quinn._ Vou pegar uma toalha para você! Não esquece de lavar a princesa!


Anotando mentalmente: Depois de matar a Berry para o bem do meu clã, matar Santana para o bem da humanidade!

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Rachel subiu as escadas em caracol até o quartinho mais alto da casa. Abriu a porta devagar e entrou lentamente. Sua avó estava na cadeira de balanços abraçada a sua fiel bengala e roncando ruidosamente.


Lá vamos nós!

Ela roncava com muita substância e energia, não era aquele ronquinho agradável que pode ninar uma pessoa, estava mais para o princípio de um terremoto.


A menina se aproximou devagar e cutucou a avó.


_ Vovó?


Com uma rapidez impressionante a velha senhora acordou e investiu a bengala horizontalmente contra Rachel, a menina já esperava por aquilo e se abaixou, desviando-se de uma dor de cabeça desnecessária.


Esse era sempre o bom dia que a menina recebia.


_ Oh, Rachel! Desculpe!_ colocou a bengala no canto._ Força do habito!


_ Tudo bem, vovó!


Abygail Berry ou Vovó Abby para os mais chegados era uma veterana da segunda guerra. Uma mulher de fibra, que sempre estava pronta para a luta.E uma excelente jogadora de poker. Nos últimos anos, porém começou a falar coisas desconexas e a agir estranho.


Todos achavam que ela tinha ficado caduca.

Uma defesa necessária:

Ela tinha um motivo plausível para estar naquele estado.


_ A senhora já tomou o café?_ perguntou Rachel se sentando na cama de frente para ela.


_ Eu tentei!_ respondeu e pegou um objeto na mesa ao seu lado e começou a tentar mordê-lo._ Essa maçã está dura demais!


_ VOVÓ! Isso não é uma maçã!_ retirou o objeto das mãos dela._ É o seu despertador!


É, talvez morder um relógio não fosse sinal de sanidade.


_ Tinha gosto de maçã!_ deu de ombros.


Rachel se pegou perguntando: Como diabos um relógio tinha gosto de maçã? Mas afastou aquele pensamento, provavelmente ficaria louca se tentasse entender.


_ Vou visitar a mamãe hoje antes da escola!_ falou a pequena._ Acha que ela gosta de rosas brancas?


_ Oh, sim!_ sorriu ao ouvir o nome da filha._ Ela vai amar!


A baixinha se levantou num salto, deu um beijo na sua avó e caminhou até a porta.


_ Rachel!_ ela parou e se virou para a voz._ Você pode perguntar a ela quando ela vai vir me visitar?


O sorriso da morena morreu. Ela engoliu em seco e disfarçou a voz o melhor que pôde.


_ Claro, vovó! Eu perguntarei a ela!


Fechou a porta e respirou fundo. Deus. Porque aquilo tinha que ser tão difícil?


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Santana jogou “delicadamente” a toalha na cara de Quinn e mandou ela se apressar para que não chegassem atrasadas. A loira foi para o quarto e vestiu a roupa de baixo com um pouco de dificuldade.


Ficou de frente para o espelho, proporcionando uma visão completa de si mesma. Havia muitas cicatrizes pequenas e que mal dava para enxergar, mas a dor ainda estava lá para lembrá-la do motivo de estar assim.


Isso é tudo culpa sua Rachel Berry!

Ela retinha um ódio descomunal pela inimiga. Cresceu ouvindo o quanto aquela gente não prestava e sendo sempre lembrada de que precisava destruí-la.


Não vejo a hora disso acabar!

Segundo a profecia ela só poderia matar a morena quando atingisse a transformação completa, ou seja, quando completasse seus 18 anos. Isso valia para as duas.


_ Puta Merda, Quinn!_ Santana socou a porta._ Vai dar uma de modelo e ficar se admirando no espelho?


Irritante!

_ Se você quiser pode ir embora!_ retrucou a loira._ Eu vou andando!


_ Andando? Desse jeito? Você vai chegar adiantada para a última aula!


_ Eu vou no meu carro então!


_ Então você vai morrer antes da última aula!_ a latina revirou os olhos._ Anda logo! E nós vamos no meu carro! Aquele seu cadilac tem um motor muito barulhento!


Senhor, eu te rogo: Jogue um raio nela!

_ O meu carro é um mustang, Santana!


_ Tanto faz!


Tanto faz? Oh, como eu queria uma pedra bem grande e pontiaguda para jogar na cabeça dela!


Quinn tinha um amor platônico pelo seu mustang 1970 verde-musgo. Falar mal dele era o mesmo que comprar uma passagem só de ida para o céu, ou no caso de Santana, para o inferno.


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O abalamento era visível ao longe. Tão pequena e com um coração tão destroçado, ninguém merecia aquilo. À passos arrastados Rachel Berry chegou a escola a tempo do primeiro sinal, depois de uma visita rápida a sua mãe.

Um breve flashback:

“_Espero que goste de rosas brancas!_ falou a menina depositando

as flores num jarro._ A vovó disse que você gosta..._ respirou fundo._ Ela sente a sua falta.”

Não houve resposta. Não era mesmo como se ela pudesse falar.

“_ Eu também sinto!”

_ Rachel Berry!


Um garoto de jaqueta preta, causas jeans rasgadas, lenço no pescoço e cílios com rimel surgiu, Deus sabe de onde, na frente da menina, barrando sua passagem.


_ Jesse!


Jesse St. James.Um roqueiro que simpatizava com ervas e tinha sua gangue de baderneiros. A encrenca em pessoa.


_ Quando é que terei o prazer de lhe arrancar um sorriso?_ perguntou dando um sorriso de lado.


_ Quando os porcos criarem asas!_ respondeu seca.


Rachel era assediada por Jesse desde criança. Ele era até charmoso e estiloso, porém a menina não se afeiçoava a ele, não do jeito que ele queria.


Desse jeito ela nunca havia se afeiçoado a ninguém.


_ Talvez isso possa persuadi-la!_ esticou uma rosa vermelha e fez uma reverência._ Uma rosa para uma flor!


A menina cruzou os braços e olhou ao redor procurando alguma coisa.


_ Você deve estar precisando de óculos._ estreitou os olhos._ Não vejo flor alguma por aqui!


Ele revirou os olhos. Rachel Berry era uma pedra feita de chumbo.


_ Você é bem difícil! Mas saiba que uma das minhas virtudes é a persistência!


_ E saiba que uma das minhas virtudes é a intolerância a maconheiros!_ descruzou os braços e seguiu seu caminho.


O menino deu um sorriso presunçoso observando-a ir embora. Um de seus amigos veio ao seu encontro.


_ Jesse, porque você fica atrás dessa garota?_ deu uma batidinha no cigarro._ Poderia ter qualquer outra!


Ele negou veemente.


_ O que é mais difícil é sempre melhor!


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O campo estava claro e quente, um dia perfeito para ensurdecer as líderes de torcida gritando com seus pulmões de aço no megafone.


A treinadora Sue Sylvester. Uma espécie quase em extinção de ditadora dos campos. Muitos acreditavam que a mulher fora treinada pelo próprio Adolf Hittler em pessoa já que seu estilo de liderança se assemelhava ao dele. Tirando a parte de queimar judeus.


_ BERRY!_ gritou no megafone._ Pode subir para equilibrar o lado esquerdo!

Um pequeno teste, diga quatro nomes de lideres de torcida:

Santana Lopez, Britanny S. Pierce, Quinn Fabray e Rachel Berry.


Você passou.

Apesar das rixas elas praticavam o mesmo esporte, porem por razões diferentes. Santana praticava porque gostava da hierarquia escolar que o esporte lhe proporcionava. Brittany praticava por causa de Santana. Quinn porque não podia ser inferior a sua inimiga. E Rachel pelo simples fato de que o exercício ajudava a descarregar a adrenalina extra que tinha devido sua condição especial.


Rachel tinha que subir na base da pirâmide, ou seja, nas costas de Santana Lopez que estava de péssimo humor. Bem, o humor dela sempre era ruim, mas hoje em especial estava mortífero.


_ Muito bem, Berry!_ berrou a treinadora._ Agora busque um apoio para ficar firme!


Ela empurrou o pé um pouco mais para trás, buscando equilíbrio. Foi um erro fatal. Seu pé escorregou e Santana se ergueu jogando a pequena e consequentemente todas as outras meninas no chão.


_ LOPEZ!_ bronqueou Sue._ QUE MERDA VOCÊ FEZ?


_ Ela pisou na minha bunda!_ responde a latina espumando de raiva.


_ NÃO ME INTERESSA ONDE ELA PISOU, VOCÊ É A BASE! TEM QUE SUPORTAR DE BOCA FECHADA.


Qual o ponto de gritar num megafone? Bom, talvez ela realmente quisesse ensurdecer alguém, se fosse ela estava fazendo um trabalho fantástico.


_ Se ela malhasse as pernas teria um apoio melhor!_ reclamou Santana babando veneno.


Rachel não queria encrenca, estava realmente entediada com aquilo, mas ameaças diretas merecem uma resposta a altura.


_ Se sua bunda não fosse tão mole meu pé não teria escorregado!


Pronto. O caos se instalou. A latina deu um solavanco na direção da pequena e só não a acertou porque Brittany entrou na frente, segurando seus punhos.


_ LOPEZ! PARA O CHUVEIRO!


_ Mas treinadora...


_ AGORA!


A latina trotou carregando seu descontentamento e xingando a mãe do vento. Rachel revirou os olhos e foi até a arquibancada pegar suas coisas.


_ ONDE VOCÊ PENSA QUE VAI, BERRY?


A menina não respondeu pegou a mochila jogou nas costas e saiu em direção a escola.


Sue quase teve um derrame de ódio.


_ FABRAY! EU TENHO UM TRABALHO PARA VOCÊ!


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O sinal para o intervalo tocou. Quinn saiu bufando da aula de matemática. A costela já estava melhor e a dor era ínfima, porém estava prestes a falar com sua inimiga diretamente. Isso lhe estava embrulhando o estômago.


Mas ela tinha um trabalho a fazer.


Flashback on


_ Fabray!_ a treinadora puxou um bloco de cartazes escritos: Pontos extras para quem queimar a sala do gay clube! E entregou a loira._ Peça para a Berry espalhar esses cartazes pela escola, como castigo por ter me desobedecido!


_ Mas...


_ Sem mas!_ olhou-a no fundo dos olhos. Ameaçadora._ Se ela não colocar os cartazes vai perder o uniforme...


Ótimo, por mim tudo bem!

_ E você também!


Merda!

Flashback off

Levou as mãos a testa massageando para acalmar a tempestade que estava se formando ali. Sua cabeça doía periodicamente, ninguém sabia explicar o porque, as vezes a dor era tanta que ela chegava a vomitar e ficar quase febril de tão quente.


Virou alguns corredores e seguiu para a próxima aula. Literatura. Sua ruína particular. Entrou no recinto e se sentou na ultima cadeira da fileira do meio, havia alguns alunos e um certo murmurinho no ar.


Rachel estava sentada na quarta cadeira da fila do canto esquerdo.


E agora? Como é que eu vou falar com ela? Olá inimiga mortal, a Sue pediu...não, ofensivo demais! Oi, Berry, a treinadora pediu... não, amigável demais. Merda! Como é que eu vou...


Mas ela não teve tempo de terminar seu monólogo mental. A porta foi “aberta” quase sendo arrancada da fechadura. Bateu de encontro a parede e tirou um lasco de tinta.


_ Bom dia crianças!_ respondeu a professora dando aquele sorriso sarcástico e ajeitando os óculos._ Hoje tomei meu remédio e estou calma.


Imagina se não estivesse? Tinha demolido a sala!


Molly Morland. Uma senhora gorducha que beirava os cinquenta anos, de pele amarronzada, rugas inexpressivas e óculos meia lua. Ela era uma excelente professora, mas tinha um certo “apresso desagradável” por uma de suas alunas.


Quem era a aluna?

Ela tinha a pele pálida. Cabelos dourados. E olhos verdes pontilhados de ouro.

_ Abram seus livros na página 38!


Os alunos obedeceram e ela começou a ler, cinco minutos depois alegou estar exausta( como sempre fazia) e pediu para um aluno vir a frente continuar a leitura.


_ Fabray!_ entoou por trás dos óculos de meia lua.


Começou!


_ Venha ler aqui na frente em voz alta!


Quinn engoliu em seco. Já sabia o que estava por vir.


Que é mais nobre para a alma: suportar os dardos e arremessos... do fado sempre adverso, ou armar-se..._ parou e respirou fundo._ contra um mar de desventuras e dar-lhes fim tentando resistir-lhes? Morrer...

Hamlet eu te odeio!

_ Nossa, cale a boca!_ ordenou a Srª.Morland._ O meu cachorro cego, surdo e mudo lê melhor do você!


As orelhas de Quinn pegaram fogo.


_ Como você conseguiu chegar ao último ano lendo dessa maneira ultrajante eu não sei, o que sei é que não passará dele se não melhorar!_ apontou o dedo para a menina._ Você vai acabar morrendo de fome se depender do seu cérebro, a única coisa que salva são os seus olhos, você poderia tentar ser garota propagando de uma ótica ou propaganda de colírio.


Os punhos da loira se fecharam com tanta força que quase quebraram seus dedos.


_ Obrigada, professora!_ isso saiu mais debochado do que ela queria.


_ De nada!_ indicou o caminho da cadeira._ Casar com um homem rico também é uma opção para quem não tem futuro.


Sobre Molly Morland:

Ela tinha uma implicância. E essa implicância

tinha um motivo.

Quinn voltou para o seu devido lugar e sua cabeça estava queimando, em chamas. Tinha certeza de que estava com febre e pediu aos céus forças para não desmaiar.


___________x____________



Santana guardou a caneta que usou para rabiscar um papel e jogou-a dentro da bolsa, estreitou os olhos com determinação.


Você me paga projeto de anã!


_ Sant!_ sua namorada bateu os pés no chão com os braços cruzados._ O que você está planejando fazer?


Bancar a Exterminadora do Presente!

_ Nada, Britt!_ deu de ombros abrindo um sorriso artístico._ Vou só pegar uma coisa no carro e já volto, ok?


A loira fungou vencida enquanto a latinha saia rumo aos corredores. E a sua vingança.


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O último sinal bateu martelando a cabeça de Quinn. Parecia que estavam batendo um tambor com o seu cérebro. Virou um corredor e deu de cara com sua vítima, sozinha, lendo um bilhete em seu armário.


Era agora ou nunca.


Se aproximou vendo-a amassar o papel e jogá-lo no lixo ao lado dos armários, o papel bateu na tampa da lixeira e caiu no chão. A morena fechou o armário com um soco e colocou os fones de ouvido.


É melhor ser direta!

A loira formou uma barreira sólida na frente da pequena que levantou as sombrancelhas em surpresa.


_ Berry!_ coçou a garganta._ A treinadora mandou você colar esses cartazes...


Com um giro Rachel abriu caminho e deixou a loira falando sozinha. A cabeça de Quinn estava prestes a explodir.


Ok! Chega de ser boazinha!

As mãos pálidas fizeram um gancho e puxaram os ombros de Rachel jogando-a sem pudor contra os armários. Quinn segurou-a lá e manteve contato com os olhos de chocolate. A baixinha estava incrédula.


_ Eu disse que...


_ Não me interessa!_ pegou os pulsos da loira e com um impulso bruto jogo-a de encontro a parede de armários opostas._ Já tenho problemas suficientes com gente da sua laia! Fique longe de mim!


O zelador da escola apareceu nesse exato momento.


_ Algum problema aqui?_ perguntou olhando para as feras a sua frente.


_ Nenhum!_ negou a morena e partiu porta a fora.


Quinn respirou todo o ar que estava prendendo. Expirou a raiva. Levou as mãos a cabeça e percebeu que a dor tinha parado. Um alívio.


Uma breve observação:

Ela só não percebeu o porquê.


_ Isto é seu?_ o homem pegou um papel amassado do chão e entregou a menina._ Lixo a gente joga no lixo.


Ótimo, a Berry suja a escola e eu que recebo fama de porca!

Ela ia jogar o papel na nuca do zelador quando ele se virou, mas a curiosidade do conteúdo a impediu. Ela abriu e reconheceu a caligrafia.


Venha até a zona neutra, no Terceiro Pico, depois da escola e vou te mostrar quem é bunda mole. A menos que você tenha medo de me enfrentar.


Zona Neutra:

O clã Fabray detinha as terras da região norte, assim como o clã Berry as do sul, porem existia uma terra que não pertencia a ninguém, chamada Zona Neutra. Era nela que aconteciam os vários conflitos entre os clãs. Era formada por sete montanhas( Os Sete Picos) que eram mais altos gradualmente do primeiro até o último.

Quinn estremeceu diante da ameaça. Se Rachel morresse pelas mãos de outra pessoa e antes do dia previsto a profecia jamais se realizaria e só Deus para dizer as terríveis conseqüências daquela situação.


Merda, Lopez!

A loira largou o papel e correu em direção a floresta. Tinha uma tragédia para impedir.


___________x___________


Rachel Berry não tinha amigos, por escolha própria, mas para compensar a lista de inimigos era maior do que ela. Não ligava para essa briga ridícula entre clãs, não ligava para profecia e pouco se importava se alguém treinava arduamente para matá-la.


Ela tinha coisas mais importantes para cuidar.

Uma auto-correção:

Rachel Berry não tinha nada de salvadora.

A pequena judia tinha sonhos, achava-os muito mais nobres do que uma sede de vingança barata. Não ia desperdiçar sua vida se fortalecendo para destruir outra.


Mas haviam mexido com sua paciência, confrontado-a. E ela precisava responder. Era uma questão de honra.


Agora ela andava sobre 4 patas, tinha dentes maiores em formas de navalhas, olhos chocolates dilatados e um cobertor de pelos avermelhados. O lobo vermelho.


“ Estou aqui, Lopez!”


O lobo vermelho caminhou até o meio da relva, aguçou as orelhas esperando ouvir o ruído de alguma coisa se aproximando. Não demorou nem dois minutos um lobo marrom surgiu do meio das árvores.


“ Passou no pet shop antes de vir para cá, Berry?”_ a latina tentou implicar com a cor da morena.


“ Na verdade, as cores dizem muito sobre nós. Eu sou vermelha como o sangue e você é marrom como a merda!”


O tiro foi dado. O lobo marrom investiu a mandíbula contra o ombro de Rachel que girou ao sentir as lâminas a dilacerando. A baixinha meteu a pata na costela de Santana afastando-a.


A luta prosseguiu.


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Quinn correu pela mata sem estar transformada, porque seu corpo não estava completamente curado. Alcançou o Terceiro Pico com muito esforço e se escondeu atrás de uma moita vendo absorta a luta sanguinária que rolava a sua frente.


Latina dos infernos pare de bater na Berry! É MINHA obrigação matá-la!

Ela viu o lobo marrom dar um pulo e atracar o pescoço de Rachel.


Puta Merda!

Ela não estava torcendo para a morena, mas também não estava contra ela. Ela não podia ficar. As duas tinham que sair vivas. Pensou em se colocar no meio da luta, mas pensando melhor Rachel a “odiava” e não hesitaria em matá-la, Santana enfurecida dava no mesmo. Era melhor ficar protegida e rezar para que acabasse logo.


A morena não era treinada. Santana tinha a vantagem de ser treinada e experiente, mas Rachel era mais forte. Foi uma luta equilibrada e justa para os dois lados.


Ela viu a latina tentar um golpe certeiro e a esquivada da morena, depois a investida do lobo vermelho bem no centro do lobo marrom, Santana bateu de encontro a uma árvore e desmontou.


Para quem não treina até que a Berry luta bem!

O lobo vermelho venceu.


Quinn baforou todo o ar preso em seus pulmões e continuou em seu lugar observando Rachel dar as costas e se dirigir para a beirada do penhasco, o lobo vermelho uivou e fechou os olhos sentindo a brisa do vento aliviando seus ferimentos.


Ela parece estar muito ferida, a Santana também...


Uma corrente elétrica abalou seu corpo quando ela olhou para o lobo marrom que já estava novamente de pé se aproximando sorrateiro do lobo vermelho que continuava de costas.


Ela se lembrou de seu próprio treinamento, “ Nunca baixe a guarda mesmo que a situação pareça sob controle.”


Não faça isso! Lopez senta, rola, deita....


Tarde demais. Uma cabeçada na barriga e o equilíbrio se foi. O lobo vermelho caiu do pico de encontro as ondas enfeitadas por rochedos enormes. Correndo para os braços da morte.


Quinn saiu do seu esconderijo e correu para a beirada do penhasco.


Merda Santana! O que você fez?


Notas finais
Deixem seus comentários se puderem!!! Tentei escrever usando humor( não sei se consegui), mas vou avisando que essa fic será um pouco mais pesada que a outra, com possíveis mortes!!! Com relação as personagens, a Rachel dessa história naõ será igual a outra do tipo " Me dê bom dia senão queimo seu carro." Ela vai ser mais fechada, cheia de segredos e com um leve toque de rebeldia, prefiro ela batendo de frente com a quinn do que como um coelho assustado! Para resumir a relação faberry dessa fic diria: Joguei fogo em cima de fogo e deixei o incendio se alastrar para ver até onde ele pode ir!! Agora a notícia ruim, semana passada minha vida saiu dos eixos em um unico dia, eu sei que nao é culpa de vocês, mas eu preciso me recuperar!!! Com os problemas e a faculdade as postagens seram feitas de 2 em 2 semanas ou 3 em 3, me desculpem por isso, só peço que tenham paciência comigo e se divirtam lendo essa história!!! Bjus e até o próximo!!