Notas iniciais
Oi gente, nem deixei vocês sentirem minha falta!!! Fiquei muito contente com a repercussão de HANDS ALL OVER que decidi continuar por aqui escrevendo. Então essa história me surgiu na cabeça( já está me dando insônia) e vou ter que postá-la. Esse é um pequeno prólogo para explicar como surgiu a rivalidade entre elas. Boa leitura.

Vastas florestas cobriam os quilômetros que preenchiam Lima. A pacata cidade abrigava um arsenal de seres humanos de boa e má índole. É com tristeza que informo que a magia surgiu através de um infortúnio passado.

Uma notinha inicial:

Uma coisa boa nasceu de uma ruim, quão irônico isso pode ser?

Ironia ou não, assim foi o princípio.

Flocos de neve caiam sobre as vidraças da janela fria. O pequeno menino de 9 anos, pele clara e olhos mel chamuscados de dourado olhava atento e sorria a medida que os flocos iam se juntando ao imenso véu branco que cobria o horizonte.

_ Já disse para deixar a comida pronta quando eu chegar!

A voz de seu pai ecoou do andar de baixo e cavalgou até seus ouvidos. Todos os dias eram assim. Uma guerra. Mãe e pai em desacordo constante. Adivinha para quem sobrava?

Uma verdade difícil:

É exatamente quem você está pensando.

Leo Summer era apenas uma criança que já vira o suficiente para sua idade. Vivia a mercê de uma mãe alcoólatra e um pai com o talento de alcançar notas altas em ameaças e sorrisos sínicos em pancadas. Não é o que pode se chamar de sorte.

_ MOLEQUE!

O cinto entrou no quarto e estalou entre os dedos imundos do homem, foi uma surra memorável e sem razão, não perdão, tinha uma razão sim: Pura diversão. O pior é que ele deveria ser seu pai. O pior é que ele era só uma criança.

Ninguém consegue viver no inferno por muito tempo, não quando há uma saída alternativa. O pobre menino, ainda dolorido e sangrando se embrenhou pela janela somente de pijama e fugiu.

Andou a passos trôpegos e rápidos pela mata e se embrenhou cada vez mais para o fundo da vastidão verde de sombras negras. A lua estava atenta no céu, iluminando seu caminho e o frio vinha a seu encontro abraçando-lhe e provocando-lhe cala-frios. Depois de muitos suspiros, árvores, rios e neve ele parou. E agora, para onde iria?

Não tinha o que comer e com certeza a fome logo lhe faria uma visita, não tinha onde dormir e o frio logo estilhaçaria seus pulmões, não tinha ninguém e logo a solidão o esmagaria.

O que fazer? A resposta veio de uma forma assustadora.

Um uivo o fez virar e seu coração dar cambalhotas. O menino se viu frente a frente com a morte em pelo branco e olhos azuis. Um solitário lobo olhava-o de uma maneira curiosa, ultrajante. O que estaria pensando? Provavelmente estava aguardando sua vítima cair morta no chão de medo para simplesmente devorá-lo sem trabalho, ou devia estar esperando para ter certeza que o menino não guardava nenhuma arma para atacá-lo e também devorá-lo.

Estranho ele pensar no que o lobo estaria pensando, já que os animais são seres irracionais. Irracionais?

Uma pequena observação:

Os animais matam para se alimentar e se proteger. Os seres humanos são capazes de matar por prazer. Quem é o irracional agora?

Uma vida se passou e os dois continuaram aquela briga de olhares. O lobo se aproximou sorrateiro, o garoto deu um passo para trás, então o animal parou. Curvou a cabeça e se apoiou em suas patas da frente, fazendo uma reverencia. O menino de coração avoado imitou o gesto. Depois de alguns minutos o animal se aproximou e roçou o nariz gelado na mão estendida do menino.

Uma amizade acabara de nascer do nada. Isso era bonito. Surreal.

O animal o guiou até sua toca e o abrigou lá. Na manhã do dia seguinte foi caçar e trouxe um pedaço de coelho cru para o menino, a fome cantou em seu estomago e ele o devorou sem pudor.

Com o passar do tempo, o menino começou a observar o lobo e seguir seus passos. Ele andava normalmente, não estou dizendo que ele se abaixou e começou a uivar de maneira alguma. Mas a observar-lo caçar e aprender a caçar, a beber água e se aquecer na neve. Aquele lobo se tronara sua família.

Ele aprendeu todos os critérios necessários para sobreviver.

Depois de alguns anos, ambos estavam brincando na beira do rio, numa noite enluarada e algo aconteceu, surgiu da água e envolveu os dois. A magia nasceu ali. Uma força misteriosa da natureza que os uniu.

Logo o menino percebeu que suas mãos encolheram e suas unhas alongaram, seu corpo se tornou mais rígido e aquecido por um emaranhando de pelos, sua mandíbula criou vida e se tornou uma arma. O menino virara um lobo.

Mas como isso era possível? É facilmente explicável. Algumas pessoas dizem que: “Você é o que você come. Você é o que você fala. Você é o que você faz”. Permita-me discordar e resumir você em uma única sentença.

Sentença resumida:

Você é o que você ama!

Alguém que ama escrever é um escritor. Alguém que ama a música é um músico. Alguém que ama pintar é um pintor. Aplique essa certeza a história e vera que a única explicação plausível era que o amor pelo lobo o transformara no que ele realmente era.

Sim! O amor transforma tudo, porque ele tudo pode.

O menino-lobo percebeu que podia se transformar e voltar a forma humana. Viveu na selva por tempo suficiente, até que o lobo que o criara morreu e ele se viu sozinho novamente. Voltou a cidade e observou o comportamento das pessoas para tentar imitá-las e se ajustar, foram anos até ele aprender a prática, aguardar de longe que seus pais morressem para sair do anonimato.

Voltou a cidade de Lima. Arrumou um emprego como entregador e numa noite qualquer de verão foi entregar uma encomenda na casa de uma família muito respeitada e conheceu a mulher que se tornaria sua esposa.

Jessica Baker casou com o entregador, que logo se tornou proprietário da loja de imóveis( já que o dono gostava muito dele e não tinha filhos para deixar suas riquezas, deixando-as assim nas mãos de Leo)e juntos construiram uma família. Tiveram seis filhos.

Todos os filhos puxaram o pai. Se é que vocês me entendem!

Assim o clã Summer se expandiu e nasceu a primeira civilização de homens-lobos de Lima. Com o passar dos anos outros clãs surgiram, mas o clã Summer sempre foi a hierarquia suprema e inquestionável.

Foram muitos anos de paz que precederam a guerra que estava por vir.

A 8ª geração da família Summer teve duas filhas. Sarah e Elisa. Duas meninas com ambições diferentes e muitas desavenças que culminariam em uma batalha por dominância. Numa briga feia entre as duas quando estavam transformadas ,quase culminado em morte, uma luz lilás-esbranquiçada desceu do céu e explodiu entre elas.

O clã Summer rachou ao meio. As luzes criaram vozes e anunciaram a solução.

“ As primogênitas da 12ª geração deveram por fim a guerra que agora se inicia. Quando a transformação estiver completa uma deve matar a outra, quem vencer fica com o direito de ser o ser dominante. Só assim a paz ira se restabelecer.”

A voz sumiu, assim como as luzes.

Sarah casou-se com Robert Berry. Assim surgiu o clã Berry.

Elisa casou-se com Alan Fabray. Assim surgiu o clã Fabray.

Muito sangue foi derramado nos anos de guerra que se seguiram, muitas vidas foram desperdiçadas e muito sofrimento escorreu por entre o vento. Mas isso teria um fim.

Na parte norte da cidade, que ficou estritamente atribuída ao clã Fabray, nasceu um garotinho de olhos verdes e cabelos loiros que recebeu o nome de Sam.

Um ano mais tarde na parte sul da cidade, que pertencia aos Berry, nasceu o primeiro filho da geração, seu nome era Noah.

Ambos os clãs ficaram felicíssimos com a chegada de duas novas vidas, porem não era o suficiente. A profecia dizia que tinham que ser meninas a por fim a guerra assim como foram meninas que a começaram. Um ano depois a sorte bateu a porta de ambos os clãns.

As meninas nasceram no mesmo dia, concretizando assim o primeiro estagio de seus destinos. Elas cresceriam e viveriam sob a regra de se destruírem.

Então o destino ardiloso resolveu mudar os fatos, usando todas as variáveis possíveis daquele jogo sanguinário. Duas pessoas que já nascem com o destino traçado se tornam mórbidas e desinteressantes, não, não seria assim tão fácil. O destino é um ser muito abusivo e gosta de entretenimento. Ele queria mudar o rumo dessa história e talvez ele tivesse uma chance. Talvez.


Notas finais
Eu sei que foi pequeno e não teve humor algum, mas era necessário para vocês entenderem a origem da história. Não se preocupem, vou escrevê-la usando o mesmo estilo da outra. Não desistam de mim ainda. Ah, nessa fic Sam será irmão de Quinn, assim como Noah( Puck) de Rachel e NÃO VAI TER A ORCA( isso aqui não é free willy) e já to P... com esse personagem. Por mim ele ia para o deserto pisava numa bomba e explodia( maléfica). Enfim, vou ver como vai ficar minha vida nesse começo de período na facul, se tudo der certo posto o primeiro capítulo essa semana. Provavelmente sábado. Bjus.