Notas iniciais
Bom minha primeira fanfic sobre o casal, sou apaixonada desde o dia que vi alguns vídeos na internet e resolvi "rever" a novela, espero que gostem.

Fabinho

Mais uma vez ela estava ali, como aquela garota é estúpida, babando mais uma vez por aquele cara, impressionante como além de afeminado é lerdo, não se toca que a machinho tá afim dele, mas eu não tenho nada haver com eles, é até divertido dar esses flagras por aqui, esse bairro só tem gente pobre que gosta de ser otário, chega a ser entediante.

—Hum, querendo aguar as flores com a sua baba?- até que tentei me conter mais a cara que ela fez quando eu dei um flagra nela foi impagável.

—Tá maluco cara, do que você tá falando?- era tão machinho que até a forma de falar parecia de um cara.

—De você babando pelo Zé florzinha- até que era bem divertido zoar com ela- Sabe que vocês até combinam, o Zé florzinha e a machinho, o homem- falei apontando pra ela- E a mulher da loja- agora apontava pro “cara” que ela babava tanto.

—Eu vou acabar com você seu idiota- aquela garota era bem rápida, já havia dado à volta no balcão e acertava um soco na minha cara.

—Tá maluca garota, não sabe brincar mais não?!- tocava meu lábio inferior e vi as pontas dos dedos sujos de sangue.

—O que foi que houve Giane?- o Zé florzinha apareceu, como se fosse o salvador da pátria, o príncipe encantado- O que foi que você falou pra ela hein Fabinho?

—A verdade, que ela fica que nem uma idiota babando por quem não tá afim dela.

—Eu vou te matar- ela já vinha em minha direção para me bater mais uma vez, mas pra alguma coisa aquele cara serviu.

—Não faz isso Giane, calma.

—É escuta a dona da loja e vai cuidar das suas plantinhas, vai que elas amolecem seu coração e te deixam mais feminina.

—Se você continuar com isso eu solto a Giane, vai embora agora.

—Tá bom Zé florzinha, já estava de saída mesmo- como esse cara é impagável.

(...)

—O que foi isso meu filho?- que mulher chata essa hein, nem minha mãe de verdade é e se intromete demais na minha vida.

—Nada demais- se na cabeça dela entrasse de que eu não devo satisfações, mas é meio difícil.

—Mais você está machucado- ela tocou meu rosto querendo ver o pequeno estrago que aquela maloqueira fez em mim.

—Não é nada demais, eu não já disse, que saco hein?! Fica se intrometendo na minha vida.

—Porque eu sou a sua mãe e me preocupo com você.

—Mãe adotiva, você quis dizer né.

—Não fala assim meu filho, eu amo você como se fosse meu filho de verdade, porque o amor que eu sinto por você é maior e vale mais que tipos sanguíneos- ela mais uma vez tocou meu rosto.

—Deixa de falar essa baboseira- tirei suas mãos de mim- O que vale mais pra mim é descobrir quem são meus pais verdadeiros, espero que eles sejam bem ricos e eu possa sair desse buraco- saí batendo a porta, esse papo de amor não cola comigo não, o mais importante é o dinheiro, eu quero ser milionário e poder sair desse lugar de pobre, eu não nasci pra isso aqui.

Giane

Ele ainda me paga, se ele pensa que vai poder sair por aí falando essas bobagens que ele inventa, está muito enganado.

—Vai me explicar o que houve?- o Bento é muito meu amigo e eu realmente gosto muito dele, aquele idiota tem razão ao falar que eu sou afim dele, a gente se conhece desde pequenos, dividimos tudo um com o outro, mas isso eu não posso dividir com ele.

—Me desculpa Bento, mas eu preferia ficar na minha, pode ser?

—Pode, mas saiba que se precisar desabafar, eu estou aqui, amigos são pra essas coisa não é verdade?- amigos, ele não percebe o quanto eu gosto dele- Se quiser sair mais cedo hoje, fica à vontade.

—Acho que vou aceitar a generosidade- precisava ficar um tempo sozinha.

Sai da loja e fui caminhando devagar até em casa, mas antes de chegar vi aquele mané fazendo alguma coisa que não consegui identificar com uma bola de um dos garotos da rua, mas é muito ruim mesmo.

—Você quer que eu grave pra mandar pro fantástico?- precisava zoar aquele imbecil- Acho que você ganha, como bola murcha.

—Ha ha ha, muito engraçado, se é tão boa pra fazer pouco dos outros, então vem e me ensina- Fabinho e seu tom desafiador, é a melhor coisa que tem, ele se acha o melhor de todos, mas acaba caindo drasticamente.

—Desafio aceito- fui até onde ele estava e começamos a jogar, ou melhor, eu jogava sozinha, porque ele é muito ruim- Vamos lá, joga direito- se tinha uma coisa que eu era boa, era em jogar bola.

Ele movia-se de forma esquisita, corria atrás da bola, mas não conseguia pegá-la de mim, eu estava definitivamente o humilhando, até que ele veio pra cima de mim com tudo e eu desviei passando a bola por entre as suas pernas, o que veio a seguir foi um Fabinho todo sujo de lama, ele havia caído em uma poça que tinha ali, tenho que confessar que foi bastante engraçada a cena.

—Não valeu, você me empurrou, sua maloqueira, marginal...

—Olha os modos, eu não precisei empurrar você, você é tão ruim que caiu sozinho, não venha por a culpa em mim por não saber jogar- mesmo ele sendo bastante abusado, estendi a mão para que ele pudesse se levantar, mas ele recusou, preferiu se levantar sozinho.

Ele passou então por mim pisando duro e esbarrando em mim de propósito, ah, o sabor da vingança, como é doce.

Notas finais
Bom o capítulo está pequeno, mas os próximos serão maiores, mas é claro que eu só vou continuar se for bem vista por vocês, espero sinceramente que gostem.