Notas iniciais
Olá pessoas que estão acompanhando, estou aqui com mais um capítulo, lembrando que estou escrevendo os acontecimentos da novela, só que de forma adaptada, pequenas adaptações na verdade, espero que gostem.

Narradora

—O que foi que houve meu filho?

—Arg não enche o saco dona Margot- Fabinho entrou em casa pisando duro, não estava com paciência pra ouvir nada a não ser o barulho da água vinda do chuveiro.

—Me explica o que está acontecendo, primeiro você chega machucado, agora chega todo sujo de lama- quem dera para a dona Margot que seu filho fosse mais educado com ela, gostava tanto daquele menino, como se fosse verdadeiramente seu, mas seus inúmeros pedidos para que ele se tornasse uma pessoa melhor, ainda não haviam sido atendidos.

—O que eu mais quero nessa vida é sair de uma vez por todas desse buraco- como sempre ele foi rude, já não media mais as palavras, desde que o pai morreu e ele descobriu ser adotado se tornou um cara prepotente, arrogante, tratava mal à todos até mesmo a própria “mãe”.

—Não fala assim meu filho, eu me preocupo com você, eu amo você, entenda isso- a mãe já se emocionava mais uma vez, mas para Fabinho, já havia se tornado cansativo ouvir sempre o mesmo discurso.

Foi inevitável não ouvir mais uma vez o estrondo da porta violentamente batendo, era algo inexplicável, ele sentia seu sangue ferver rapidamente, não sabia perder, gostava de humilhar e tripudiar em cima de todos, mas não gostava nenhum pouco quando a situação o submetia a atitudes constrangedoras, como a que passou com Giane minutos atrás, os olhos fechados, recebendo aquela água morna em seu corpo, o sorriso debochado da adversária no jogo de bola veio em sua mente, a mão chegou muitas vezes a sangrar, mas já havia se tornado rotina, era indispensável não socar a parede toda vez que lembrava de momentos em que esteve por baixo, mas isso estava perto de mudar.

“Eu ainda vou ser muito rico e vou passar na cara de todos a minha vitória”

(...)

O som das risadas foram ouvidos pelo pai da garota denunciando a sua chegada, era sempre gratificante para ele ver a filha feliz, ela era sempre tão na dela, tão séria, que quando sorria, seu coração até se sentia mais leve.

—O que foi que houve minha filha, qual o motivo das risadas?

— Nada demais pai, só um mané que teve o que merecia- o olhar da garota foi pra longe, como se lembrasse do momento que a trouxe tanta alegria, o sorriso nos lábios só davam mais razão ao pensamento do pai.

—Que mané é esse filha?

—O Fabinho, ele me desafiou a jogar bola e se deu mal, saiu todo sujo de lama.

—Me explica isso direito filha.

—Hora pra quem não sabe jogar, desafiar quem sabe pai, só dá nisso.

Seu Silvério apenas sorria ao ouvir a filha contar o motivo de suas risadas, depois que a mãe de Giane morreu, a garota havia sido cuidada apenas pelo pai, Silvério sempre teve a ajuda dos vizinhos e amigos, mas na maior parte ele tinha que se virar sozinho, talvez esse fato seja o que justifica ela ser tão reservada, ou como o Fabinho mesmo já intitulou, machinho.

Giane não teve muita convivência com outras garotas, no bairro onde morava eram poucas e além do mais, nenhuma das garotas gostavam de jogar bola, nem de ver as cabeças de suas bonecas servindo de mesma, na escola não era diferente, ela era sempre mais um brother para os garotos e as vezes até confundida com um por muitos, isso só levou a garota a ser motivo de chacota de vários alunos, mas não deixou-se abater por isso, seu porto seguro, Bento, sempre a defendeu, o que fez crescer um sentimento bem especial dentro do seu coração.

A garota agora uma moça, não levava desaforos pra casa e mesmo que a situação não fosse favorável, mantinha-se sempre forte, até mesmo quando era pequena e caia nos jogos, levantava-se sem derramar uma lágrima e continuava a jogar, havia aprendido com o pai a sempre levantar-se.

(...)

Em poucas casas de distância Margot batia na porta de Gilson, a mulher já não aguentava os ataques do filho, ela o ama verdadeiramente, mas todas as vezes que o garoto volta pra casa, ela sofre com as crises de ira, Fabinho não consegue se manter calmo quando perde algo, e as tais crises andaram se tornando frequentes.

—Fabinho de novo- Gilson já nem precisava perguntar mais nada, era sempre o mesmo desabafo de Margot.

—Eu já nem sei mais o que faço, eu amo o meu filho, mais a situação está se tornando insustentável, ele não aceita que ninguém seja melhor do que ele em nada, todos os dias ele chega em casa praticamente quebrando tudo...

—Margot, se você quiser, conversamos com ele, eu e a Salma podemos ter uma conversinha com ele, para que mude um pouco esse comportamento.

—Acho que é bem difícil ele escutar alguém, eu que sempre cuidei dele como se fosse verdadeiramente o meu filho, ele nem ao menos respeita...

—Está decidido, nós vamos falar com ele, vamos ver o que conseguimos.

“A esperança é a última que morre” pensou Gilson, avaliando aquela triste situação.

(...)

—Ô dona Margot, cadê você?- “Onde está essa mulher quando eu preciso dela?”

Fabinho havia saído do banho e procurava a mãe para que servisse algo para ele comer, a mulher havia se tornado mais uma empregada doméstica para ele do que mãe.

Como não a encontrou em casa caiu sobre o sofá e pegou uma das revistas sobre a mesa, na capa havia uma antiga “amiga”, Amora Campana, para ele, ela havia se dado muito bem, foi adotada por uma família rica, o que ele mais queria, folheou a revista que mostrava diversas personalidades, os olhos brilhavam em entrar em contato com as roupas de grife, os relógios de ouro que aqueles famosos usavam, um dia estaria ali, aparecendo naquelas revistas, esbanjando a fortuna que conseguiria.

Passado algumas páginas seu olhar direcionou-se a uma joia delicada e bastante bonita, a dona da mesma era uma mulher elegante, vestia-se de forma sofisticada, com certeza bastante rica, mas o que chamou mais sua atenção, foi pelo fato de ter uma joia igual, rapidamente foi até o quarto e vasculhou na gaveta encontrando o anel de esmeralda que havia sido entregue pela mãe adotiva ao completar os dezoito anos.

Flashback on

—O Fabinho é um garoto um pouco esquentado, mas é um bom menino, fizeram bem em adotá-lo- Fabinho ouvia a conversa dos pais com os tios escondido, havia sido adotado ainda bebê, não fazia ideia disso, mas acabava de descobrir.

—Eu me apaixonei por esse menino desde a primeira vez que o vi, eu sentia que ele era meu filho- Margot sempre se emocionava ao lembrar-se da adoção do filho, ela sempre sentiu que era seu.

—E o anel?- Gilson, o mediador da adoção perguntou da joia que havia sido entregue pela mãe do garoto junto à ele.

—Estamos pensando em entregar apenas quando ele completar os dezoito anos dele, ele saberá o que fazer.

Flashback off

—Irene Fiori e Plínio Campana, será que eles são os meus pais verdadeiros?

Notas finais
Espero que tenham gostado, mas preciso que vocês comentem, digam se estão gostando, falem o que precisa melhorar, deem sugestões. Fiquem à vontade.