Give Me Strength to Press On

1 This is the only way


Notas iniciais
Segunda fic. Tive a ideia vendo A Proposta(serio?) Espero que gostem! A fic vai ser movida a comentários, então não esqueçam de deixar um! Até as notas finais!!

Steve ainda não conseguia dizer se a proposta que Natasha o havia feito era séria ou se ela estava apenas zoando com a cara dele. De uma coisa ele tinha certeza, se fosse séria, ela havia ficado completamente louca. Porém, as feições dela não expunham nenhuma emoção, como a folha em branco que ela sempre foi, desde que ele a conheceu.

— Então? Vai aceitar? — Natasha pergunta, o intimando a responder. Como ela espera que ele responda tal pergunta?

E é ali, naquele exato momento, que Steve começa a repassar seu dia procurando por algum sinal enviado pelo Universo, talvez ignorado ou perdido, que poderia tê-lo preparado pra essa situação. E com um suspiro, ele admite que houve sim, vários.

Pra começar, devido ao celular sem carga, seu despertador não tocou, fazendo com que ele acordasse meia hora atrasado. Sem tomar banho, ele colocou a primeira roupa que encontrou e saiu em disparada à cafeteria mais próxima. Na sua hora fazer o pedido, a única atendente do estabelecimento se ausentou. Após cinco longos minutos, ela o atendeu com a pressa de um casal de idosos passeando em um jardim. Então, dez minutos depois, com dois copos de café em mãos, Steve correu os três quarteirões que o levariam ao ponto de ônibus, e aos vinte minutos — suado e desesperado — ele alcançou a porta do prédio de seu trabalho.

Ele foi perceber que havia perdido a reunião do fim do mês quando as portas do elevador se abriram pro seu andar e todos os representantes das principais alas da empresa apareceram do outro lado. Reprimindo a vontade de gritar para seus colegas de trabalho enfiarem os olhares irônicos naquele lugar, Steve faz seu caminho por entre eles, sucedendo em não derrubar os copos de café em nenhum. Porém, o loiro cantou vitória muito cedo, e ao desviar do ultimo homem engravatado, acabou esbarrando na secretária do vice-presidente da empresa, consequentemente derrubando um dos seus cafés em cima da mesma.

O grito de dor que ela deu, esse sim poderia representar aquilo que ele está sentindo nesse momento: um misto de susto, confusão, raiva e desespero. O olhar de Natasha corta sua alma como um estilete e mesmo que tempo demais tenha passado sem que nenhum dos dois tenha falado nada, ele ainda não consegue pensar em sua resposta.

Natasha nem pareceu notar que ele estava apenas com um café em mãos quando Steve entrou em seu escritório. Esta estava muito ocupada pensando em como demitir um dos funcionários, coisa que ela fez tão suavemente, que tal funcionário teve que ser retirado do prédio pelos seguranças, enquanto xingava sua chefe com toda a força – e imaginação – que tinha.

Steve é assistente dela fazem dois longos anos, cujos quais foram, um a um, abençoados com mais e mais coisas que ele odeia nela. Natasha é, resumidamente, fria, direta, ignorante, calculista e grossa. Sempre apontando os erros e tratando os acertos como obrigações. O plano dele, na verdade, é aprender tudo o que se é possível com ela, para que ele consiga ser promovido e nunca mais ter que receber uma ordem dela.

No fim do dia, quando a maioria dos funcionários já tinha ido pra casa, Natasha foi chamada ao escritório do diretor geral, como sempre o arrastando com ela. Quando chegam ao ultimo andar do prédio, Natasha partiu em disparada pra fora do elevador, quase no mesmo segundo em que as portas se abriram. Ignorando a secretária, ela bateu em uma das duas portas que sinalizam a sala do diretor, não esperando antes de abri-la.

— Senhorita Romanoff. — Fury, o diretor da mais famosa empresa de artilharia do mundo, disse, ao nota-la na porta.

— Senhor Fury, como vai? — Natasha cumprimentou com mais educação que Steve a viu falar desde que a conheceu. Até parecia que ela estava sorrindo.

— Creio que tenhamos más notícias. — Nunca famoso por conversa fiada, Fury foi direto ao assunto. A ruiva mudou sua expressão na hora, endireitando a coluna.

— O seu visto de cidadã americana foi negado, infelizmente terá que voltar para a Rússia... — Steve não conseguiu esconder o som de puro choque que escapou por sua boca diante dessa revelação. Sua chefe porém manteve sua expressão imparcial.

— Mas como trabalharei nessa empresa se estarei na Rússia? — Em sua voz, Steve conseguiu identificar um leve timbre de emoção que lembrava um pouco confusão.

— Não, Romanoff, você não está entendendo. — Ele se levantou e colocou as duas mãos na mesa, se inclinando pra frente. — Você será demitida. Eu sei que a senhorita trabalhou muito para conseguir esse emprego, mas, infelizmente, não há o que fazer.

A sala ficou em silêncio. Fury olhando pra Natasha, Natasha olhando pro Fury e Steve olhando de um pro outro, apenas esperando pra ver quem seria o primeiro a voltar a falar.

— O Senhor iria acreditar se eu te dissesse que estou noiva? — Natasha falou, sua voz suave contrastou com o silêncio. As sobrancelhas de Steve subiram até a linha do cabelo com a revelação. Ele sempre soube tudo que Natasha fazia, era ele que sempre cuidava de tudo pra ela, seja marcando consultas medicas ou fazendo reservas em restaurantes. Mas nunca, nunca mesmo, ele sequer ouviu falar de um namorado, quanto mais um noivo.

— Isso é exelente! — Fury se senta, sorrindo um pouco — Você pode me contar quem é o sortudo? — ele falou amigavelmente, porém visivelmente desconfiado.

— Bem, isso é um pouco estranho de falar, mas... Meu noivo é o Steve... — Natasha, pela primeira vez desde que eles entraram na sala, olha pra Steve. Ela estende sua mão direita na direção dele, pedindo para que ele a segure. Steve, passa seus olhos do rosto dela para a mão que ela o estendeu repetidamente, congelado no lugar. Impaciente, a ruiva se inclina e pega a mão dele, o puxando para ficar ao lado dela.

— Seu noivo é o seu assistente? — Perguntou ainda desconfiado. Ela afirmou com um balançar de cabeça. Fury limpou a garganta, e se arrumou na cadeira giratória de couro. — Há quanto tempo estão juntos?

— Estamos juntos há oito meses. Nós queriamos manter nosso romance em segredo. Você sabe como é, romance de escritório, todos os nossos colegas de trabalho iam viver comentando nossas vidas. Achamos que seria melhor para nossas vidas profissionais e pessoais deixar nosso envolvimento por baixo dos panos. — Ela falou tudo tão calmamente que mesmo o Steve poderia acreditar. Claro, se não fosse a maior mentira que ele já ouviu na vida.

— Entendo. Só acho melhor que oficializem esse casamento o mais rápido possível. Suponho que saiba o quão difícil a equipe de imigração pode ser. Felicidades ao casal. — ele terminou, e nenhuma palavra precisou ser dita para que Natasha e Steve percebessem que eles haviam sido dispensados.

A ruiva saiu apressada da sala, puxando Steve com ela pelo braço. Este, já havia se recuperado do choque, porém não se sentia forte o suficiente pra gritar com ela, ainda. Eles entraram no elevador sendo acompanhados pelos atentos olhos da secretaria, que continham um humor incomum neles.

É só ao chegarem no andar deles, que eles entenderam a razão do humor naqueles olhos, isso porque esse humor estava replicado nos olhos de cada um dos funcionários do andar. Todas as cabeças remanescentes no escritório estavam voltadas a eles, e a cada passo que eles davam, um novo sussurro ou uma nova risadinha podiam ser ouvidas. Abaixando a cabeça, Steve olhou para o chão o resto do caminho até a sala de Natasha, e fechou a porta atrás de si após entrar.

Natasha sentou em sua cadeira e começou a digitar furiosamente, não dando atenção alguma ao loiro que estava parado incrédulo na frente de sua mesa.

— Pode me explicar o que você estava pensando? Como você mente para o Fury dessa maneira? Não vamos nos casar! — O tom e a rapidez de suas palavras a pegaram de surpresa, mas mesmo assim ela olhou pra ele como se não tivesse feito nada de errado.

— Sim, nós vamos. — ela falou normalmente. Steve começou a negar, mas ela o interrompeu. — Eu quero fazer um acordo. Um que vai ajudar a mim e a você. — Steve a olhou de maneira cética, mas não falou nada, indicando com a mão para que ela continuasse a falar. — Nos Estados Unidos, o casamento entre um americano e um estrangeiro deve ter uma duração mínima de um ano e meio. Eu proponho que você se case comigo, para que assim eu continue a morar aqui, e em troca, eu te dou sua tão sonhada promoção!

— Você está louca! — soltou Steve irritado, e se jogou na cadeira na frente da mesa de Natasha.

— Louco seria você se não aceitasse esse acordo. O que você acha que eles vão fazer com você se eu for deportada? Você é apenas meu assistente. Se eu for demitida, você é demitido! — Ela exclamou e, pela primeira vez, Steve conseguiu identificar um leve sotaque Russo.

— Se formos descobertos, você e mandada de volta pra Rússia e eu vou ficar na cadeia por anos. Acho que eu prefiro as minhas chances como estão! — Natasha soltou o ar com raiva, olhando pra ele como se ele fosse burro.

— Eles não irão desconfiar se desempenharmos nosso papel direito, não concorda? Pensa bem, Steve, é sua carreira em jogo. O seu sonho!

Foi nesse momento que ela fez a pergunta. Sabe aquela do início do capítulo?

Então aqui está ele ainda ponderando sobre aquela proposta. A pergunta vaga por sua mente. Dezenas de pensamentos: os prós, os contras, as consequências... Todos de uma vez, sem fazerem sentido nenhum. Até uma hora que a mente dele para, a decisão foi feita.

— Tudo bem, eu me caso com você.

Notas finais
E ai? Se gostaram e quiserem que eu continue a fic por favor comentem para eu saber a opinião de vocês!Se tiverem ideias e sugestões, eu sou toda ouvidos!Bjks OBS: Capítulo editado.