Notas iniciais
Natasha ainda não acreditava no que havia acabado de fazer. Logo ela, que sempre fazia as coisas em linha reta, seguindo regras e obedecendo seus superiores.
— Não acredito que cheguei nesse nível de desespero. — ela disse para si mesma.
Ela está no elevador agora, olhando para a porta de aço, refletindo e esperando que Steve não mude de ideia pela manhã.
Ela desembarca do elevador e segue lentamente até seu carro, entra no mesmo e dirige até o apartamento que divide com sua melhor amiga vulgo pessoa que mais confia no mundo.
Quando chega na porta de casa, começa a ouvir gritos e chingamentos frenéticos.
Sua primeira impressão foi a de que Pepper estava transando, mas pelo tom dos chingamentos, a ideia foi rapidamente descartada.
Ela adentra o apartamento rapidamente, seguindo diretamente para o quarto de Pepper.
— Seu filho da Puta! Sai da minha casa e leva essa vagabunda! — Pepper está vermelha de raiva, e seus olhos estão vermelhos e inchados.
— O que está acontecendo aqui? — grita, fazendo com que todos a olhem surpresos.
— Cooper me disse que era solteiro, eu juro que se eu soubesse que ele tinha namorada eu nunca teria me envolvido com ele. — uma morena murumura entre lágrimas. Ela estava nua, apenas com um lençol cobrindo seu corpo. — Eu achei que você me amasse! — ela grita pra ele antes de dar um belo e memorável chute no saco do canalha. Natasha da um pequeno sorriso.
— Você disse que me amava! — Pepper exclama e repete o ato da morena. O sorriso de Natasha, que antes estava contido, agora mostrava todos os seus dentes.
Ela respirou fundo e, ignorando o fato dele estar sem roupas, o arrasta pelo apartamento até chegar na porta de entrada, chutando o saco do mesmo.
— Cooper, se você não for embora agora, eu vou chamar a polícia, e nem esforce para tentar pegar suas roupas, pelo que parece, suas ex-namoradas já cuidaram delas! — ela diz olhando para trás e vendo aquela mulher morena ajudando a Pepper a rasgar todas as roupas dele.
Natasha fecha a porta com um sorriso gigante no rosto.
Na realidade, Natasha não gostava de Cooper, ela sempre alertava sua amiga de que ele era um canalha, mas Pepper estava cega de amor...
— Então... Qual é o seu nome? — Pepper pergunta para a morena, que agora estava jogada no sofa com a respiração ofegante.
— Jane! — ela fala. O clima naquela sala estava extremamente constrangedor.
— Ela é a Natasha, eu sou Pepper...
Silêncio...
— Eu adorei o chute! — Natasha comenta. A Jane apenas sorri de lado e concorda com a cabeça, fazendo a ruiva e a loira sentadas a sua frente repetirem o ato.
— Eu sei que isso vai parecer estranho, só que o Cooper rasgou minhas roupas e agora não tenho roupas pra voltar pra casa...
— Natasha percebeu que sua voz mostrava que ela estava completamente envergonhada.
— Deixa eu adivinhar, ele te disse que o som das roupas rasgando dava tesão? — Pepper pergunta sorrindo, e Jane assente com a cabeça.
— Parece que ele não mentiu sobre tudo. — Jane fala e as três sorriem.
— Eu posso te emprestar algumas roupas, Jane. — Pepper responde sorrindo.
Ela vai até seu quarto e pega algumas peças de roupas, as entregando para a Jane, que agradece e vai para o banheiro se
trocar.
— Eu gostei dela... — comenta Natasha. Pepper a olha sorrindo.
— Por mais incrível que pareça, eu também gostei dela!
— Qual é o problema do Cooper? Quem traz amante pra transar na casa da namorada? — zomba Natasha. Pepper começa a rir, acompanhada pela ruiva.
Jane vai embora logo depois, saindo com a promessa de devolver as roupas da Pepper no dia seguinte.
Com toda aquela bagunça, a ruiva tinha esquecido da loucura que fez, mas depois que a casa se acalmou, não conseguiu evitar as memórias, e nem as caretas que vinham com elas.
— Por que está com essa cara? — pergunta Pepper ao olhar para sua amiga.
— Eu vou me casar! — fala Natasha, como se ao falar aquilo ela se libertasse de um grande fardo.
— Como é que é? — Pepper questiona incrédula.
— Você sabe, sou Russa, meu visto foi negado e eu chantagiei meu assistente para casar comigo e me tornar uma cidadã americana! — ela conta tudo sem nem pensar duas vezes pois confia na sua amiga e sabe que ela não contaria pra ninguém.
— Você vai casar com o assistente gato ou com o que parece um ornitorrinco?
— O gato! O que parece com o ornitorrinco é estagiário, não assistente, ele parece assistente por que eu abuso do fato dele ser obediente. — as duas dão risadas altas e amaldiçoam a si mesmas pelo fato de rirem da desgraça alheia.
— Tem certeza de que quer fazer isso? — Pepper pergunta, agora com seriedade.
— Não, mas sabe que eu não volto pra Rússia, nem que eu esteja amarrada. — a história da ruiva com a Rússia é bem triste, apenas Pepper sabe, e ela entende o desespero da amiga.
— É, eu sei... — Pepper fala abraçando a amiga.
Natasha sabe que pode
contar tudo para a a Pepper. As duas sempre foram fiéis em sua amizade e sempre fizeram tudo umas pelas outras.
— Onde pretende casar? — Pepper pergunta estranhando as palavras.
— No cartório. Com o menor número de pessoas possível sabendo que ele irá acontecer... — responde Natasha se perguntando se o Steve falou pra alguém sobre esse casamento.
(...)
Steve sai da empresa meia hora depois de sua chefe.
Durante aquela meia hora, ele ficou pensando em como contaria para a sua mãe que ele iria se casar.
A mãe de Steve mora em Goleta, uma cidadezinha na costa da Califórnia e a cidade natal dele.
Ele saiu de lá pra viver um sonho, que pode ser realizado se ele for fiel ao plano da ruiva. Mas ele não podia parar de pensar o quão errado era aquilo.
Ele foi andando até o pequeno apartamento que dividia com Thor, um amigo de infância que veio pra Nova Iorque com ele. A final, os dois trabalhavam como assistentes.
Durante o caminho, ficou pensando se não seria melhor desistir e deixar pra lá, a final, pra que correr esse risco todo só pra salvar a sua chefe que ele odeia? E seria certo seguir seu sonho, mesmo que para isso ele tenha que burlar uma lei e ficar com sua consciência pesada pelo resto da vida?
Os prós e os contras passavam voando na sua mente.
Chegou em casa meia noite, amaldiçoando sua chefe por não lhe pagar dinheiro suficiente para comprar um carro.
Thor já estava dormindo, então Steve silenciosamente entrou em seu quarto, tomou um banho e foi dormir, ou pelo menos tentar faze-lo, pois seu corpo estava cansado, mas seu cérebro estava agitado, ansioso.
(...)
Depois de quase uma noite inteira em claro, Steve, ainda super cansado,.levanta da cama e se prepara para ir para o trabalho.
Antes de sair de casa, ele recebe uma mensagem de sua mãe, que estava mandando ele para passar o feriado em casa já que era seu aniversário, a mensagem também dizia que iria ter uma festa e que ela já havia convidado seus amigos de escola/faculdade e primos para comemorar.
Steve bufa em frustração, ele tem quase certeza de que sua chefe não ia permitir, como não havia permitido nos anos anteriores.
Ele passa na cafeteria antes de ir para o prédio em que trabalha. Pede dois capuchinos com açúcar e canela, que era o seu preferido e estranhamente, o preferido de sua chefe também.
— Bom dia! — fala para sua chefe assim que a vê entrar. — Você tem uma reunião em meia hora, e o Henry Simmon ligou novamente dando um chilique. — termina vendo a ruiva pegar um dos copos que estavam nas mãos dele.
— Me ponha em uma linha com Henry, vou resolver isso logo. — ela fecha a porta na cara de Steve. — Ah! Essa reunião é muito importante? — pergunta ao abrir a porta.
— Não... — ele responde sem entender.
— Então diga para aquele estagiário ir nela pra mim. Fala pra ele que eu iria apreciar muito se ele fosse no meu lugar e iria ficar muito agradecida se ele me mandasse um relatório sobre ela depois. — ela fala fazendo uma cara estranha. Steve assente.
— Mais por que você não vai? Sua agenda está livre... — ele pergunta com um certo receio.
— Por que essas reuniões são um pé no saco. E ainda por cima eu e você ainda temos que combinar uma história sobre nosso subto romance. Eu marquei uma hora no cartório pra fazer aquele questionário, e provar que realmente somos um casal — ela fala como se não fosse nada. Eu bslanço a cabeça positivemente. Ela fecha a porta novamente.
— Droga! — exclamou ao lembrar que se esqueceu de perguntar sobre passar o feriado em sua cidade.
Ele abre a porta e recebe um olhar mortal de sua chefe, que estava no telefone. Depois de alguns minutos ela finaliza a ligação.
— O que você quer? — a ruiva pergunta ainda o fuzilando com o olhar.
— Existe alguma chance de me liberar no feriado? Eu vou fazer aniversário e minha mãe quer que eu esteja com ela. — Steve pergunta com esperança de que dessa vez ela diga sim.
— Não! Faça o que eu mandei! — responde e o expulça da sala batendo.a porta na cara de Steve pela terceira vez no dia.
— Parece que alguem acordou com o pé esquerdo hoje... — sussura, indo atrás daquele estagiário.
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