Give Me Strength to Press On
3 We both make decisions
Notas iniciais
— Isso vai ter que ser rápido, temos uma hora e meia pra descobrir tudo que um casal descobre em um ano e meio! Eu vou ler as perguntas que temos que saber, você responde e depois eu respondo ok?— fala Natasha depois de arrastar Steve pra sala dela.
— Ok!
— Que bom que entendeu! Nome completo?
— Steven Grant Rogers. O seu é Natasha Romanoff nos EUA, mas na Rússia é Natalia Alianovna Romanova. — Steve a corta e a deixa surpresa por ele saber seu nome em Russo.
— Tatuagens?
— Eu não tenho, mas tenho certeza que você tem uma. — ele fala confiante.
— Animais de estimação?
— Tive um hamster quando eu era pequeno. Eu sei que você quer um gato. — e mais uma vez ele acerta, Natasha fica confusa, 'Como ele sabe de tudo isso?' pensa.
— Bebida e comida favorita?
— Lasanha e capuccino com açúcar e canela, mas não os dois juntos. Sua comida favorita é aquele Hamburger com picanha e salada que tem na lanchonete da esquina. Sua bebida favorita também é um capuccino com açúcar e canela, mas você é viciada em café puro também. — ela o olha mais incrédula do que estava antes.
— Como é que você sabe todas essas coisas sobre mim? — ela pergunta buscando algum sentido.
— Eu sou seu assistente á dois anos, sempre te trago café pela manhã, compro seu almoço e te entregos papéis pra você assinar o tempo todo, seu nome está escrito no mínimo três vezes em cada papel. — Natasha está estática. — O gato é por que eu tive que imprimir várias fotos de gatos pra você. A tatuagem foi um chute, mas agora eu sei que é verdade! — Steve termina orgulhoso.
— Faz sentido... — fala pra si mesma depois de pensar um pouco. Ela para seus próprios pensamentos quando começa a pensar que seria interessante conhecer o Steve além do escritório.
Depois disso eles voltam a fazer esse "jogo" até dar a hora dos dois irem ao cartório.
Steve levanta da cadeira e vai até a porta.
— Espera! — exclama Natasha antes de sair da sala dela. — Temos que andar de mãos dadas, lembra? Mostrar que estamos apaixonados... — ela fala esticando sua mão até a mão de Steve e enlaçando seus dedos nos deles. Esse ato fez um choque elétrico passar pelo corpo dos dois, mas o acontecido foi perfeitamente ignorado por ambos.
Para Steve, aquele corredor nunca foi tão longo. Enquanto os dois andavam pelo andar, o olhar dos outros funcionários se focou apenas neles, mais expecificamenre em suas mãos entrelaçadas.
— Envergonhado? — Natasha sussurra caçoando Steve, que só então percebe que suas bochechas estavam vermelhas.
— Não... — mente. Natasha sabe que ele está mentindo, mas finge que acreditou.
Eles finalmente chegam no elevador, entrando no mesmo e rapidamente soltando as mãos entrelaçadas. Steve seca a mão, que estava suada, em sua calça, enquanto observa Natasha fazer o mesmo.
— Vamos no meu carro! — Natasha fala assim que desce do elevador.
— Ótimo! Não tenho carro mesmo. — Steve fala dando de ombros.
— Ah! Uma última coisa... — Natasha se prepara pra falar, mas se interrompe, não tendo forças pra dizer. Começa a entrar em milhões de pensamentos todos a levando para aquele dia.
— Mais uma coisa? — pergunta Steve esperando que ela termine a frase.
— Não... Nada... Esquece! — ela fala meio desconcertada, agradecendo Steve mentalmente por faze-la sair do seu mundinho de pensamentos.
Steve entra no carro ainda confuso, mas ele nunca entendeu sua chefe, e com certeza não iria começar agora.
Durante todo o percurso até o cartório, Steve e Natasha não fizeram som algum. Quase não era possível ouvir suas respirações, apenas o barulho dos outros carros.
Natasha estacionou e os dois saíram do carro. Antes de abrirem a porta do cartório, Natasha enroscou seu braço no do Steve, e se surpreendeu ao perceber que o braço dele era forte e musculoso, bem mais do que a camisa social transparecia. Ela dá um sorrisinho de lado.
Steve, alheio aos pensamentos de Natasha, se incomodou ao ter seu braço puxado, mas entendeu o que ela queria.
Eles entraram no cartório e se assustaram com a quantidade de pessoas que estavam naquela pequena sala de espera. No canto direito da sala havia um casal de idosos sentados lado a lado. Ao lado dos idosos tinha um casal mais novo, a mulher estava sentada no colo do homem, deixando um lugar livre para um outro casal, que estavam sentados do mesmo jeito. Pra resumir, a maioria eram casais, todos estavam sentados daquela maneira, tirando aqueles que estava na cara que iriam se divorciar.
Natasha puxou Steve sala adentro, caminhando com ele até a última cadeira livre.
— É constrangedor, mas é necessário... — sussura antes de obrigar o loiro a se sentar, e sentar no colo do mesmo.
Natasha estava de lado no colo dele, fazendo com que ele colocasse o braço nas costas dela.
Eles esperaram duas horas e meia para serem atendidos, pois o homem que iria atende-los teve um problema pessoal, e esqueceu de avisar a secretaria antes de sair.
Quando ele voltou, teve que atender a todos na sala e infelizmente, Natasha e Steve eram os últimos da lista.
Em algum momento naquelas duas horas e meia, Natasha acabou dormindo encima do Steve, com a cabeça no peito do mesmo, e Steve como um homem educado e que preza por sua vida, decidiu não acorda-la.
— Steve Rogers e Natasha Romanoff! É a vez de vocês. — anuncia a secretaria.
— Natasha! — Steve fala muito envergonhado, tentando acordar sua chefe que dormia tranquilamente em seu peito. — Natasha! — chama novamente, dessa vez balançando um pouco seus ombros.
Ela desperta assustada.
— O que? — pergunta com mau humor, esquecendo que estava encima do Steve.
— É a nossa vez... — Steve fala e ela acorda de vez, percebendo onde estava. Olha para os lados, vendo que só tinha eles e a secretaria na sala onde antes não cabia ninguém de tão lotada. Desce do colo dele rapidamente, pegando seu braço e o forçando a levantar.
— Desculpe... — ela sussura pra ele se referindo ao fato de te-lo usado como cama. Steve da de ombros.
Ele abre a porta do consultório devagar, deixando Natsha entrar na frente dele.
— Steve e Natasha? — pergunta um homem velho. Os dois balançam a cabeça em concordância. — Meu nome é John Ultron e eu acompanharei vocês até o casamento! — diz o homem se levantando. Ele também era alto e bem magro. — Por favor sentem-se. — fala apontando para duas cadeiras na frente de sua mesa.
John Ultron começa a fazer perguntas e anotar as respostas do "casal" em um caderno. O que deixava Steve tenso.
Para manter as aparências, uma vez ou outra, Natasha passava as mão pelos cabelos de Steve ou pegava sua mão. No começo ele estranhou, mas depois acostumou.
— Já sabem onde vão se casar? — ele pergunta retoricamente.
— Nos estávamos planejando casar no feriado. Aproveitando que vai ser meu aniversário e minha mãe nos convidou pra ficarmos lá. — ele corta Natasha que ia dizer que eles iam casar no cartório. Ela lança um olhar de ódio para ele. — Não é, docinho? — ele zomba. John Ultron olha pra ela esperando alguma reação.
— Claro, chuchu. — Ela entra na brincadeira, mas expõem ódio que sente apenas para o Steve, que sorri.
Eles continuam com a "entrevista" por mais uma meia hora e depois são liberados.
Eles estavam indo em direção ao carro quando Natasha resolve brigar.
— Que ideia louca foi aquela de falar que iamos casar na Cidade da sua mãe? Você pirou? — ela pergunta groçamente para Steve, que a olha incrédulo.
— Olha Natasha, eu cansei de obeder suas ordens. Você é minha chefe só para assuntos da empresa, fora dela você não manda em mim, principalmente se o assunto é o nosso casamento! — ele explode.
— Acho que alguém está querendo ficar sem a promoção... — Natasha provoca.
— Acho que alguém quer ser deportada... — ele fala serio e ela o olha assustada.
— O Que? — ela pergunta preocupada.
— É isso Que você ouviu! Ou nós tomamos as decisões juntos, ou eu acabo com essa palhaçada agora! — ele toma as rédeas da situação.
— Ta bom, eu entendi... — Natasha fala baixo, mas ainda contém um tom ironico na voz.
— Ah! Mais uma coisa, vamos viajar pra Goleta de ônibus ou carro. De avião eu não viajo! — ela olha espantada.
— Como é que é? — ela pergunta estática.
— Eu não viajo de avião, Natasha... Primeiro por que não tenho dinheiro pra isso, e segundo porque eu não gosto.
— Eu não vou dirigir durante três dias! — ela fala incrédula.
— A gente reveza... — ele fala entrando no carro.
Natasha ainda não crendo, entra logo depois. Da partida no carro e dirige até a empresa.
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