Give Me Love

14 Capítulo 14 – Verde significa confusão


Notas iniciais
Parabéns para a Little EvilRegal e Tammy Az que acertaram o nome do ship: Wicked Dragon! Esse capítulo é pra vocês, gurias *--* Não poderia deixar de dedicar pra DragonQueen que fez uma recomendação muito linda na fic, obrigada moça! Dedico esse capítulo também à Julita, já que a ideia de uma relação entre Mal e Zel foi dela, e eu prometi que ia colocar as duas juntas e acabei me apaixonando pelo casal. Boa leitura!

Emma entrou na delegacia enquanto puxava Zelena pelo braço.

“Um pouco de delicadeza seria bem-vinda, Salvadora” disse entre os dentes, irritada com a força que a loira usava para puxa-la.

“Olha só quem veio nos fazer companhia” a voz masculina ecoou pelo local.

“Rumple” a ruiva sorriu de canto para o homem apoiado nas grades da sua cela. Ela olhou para o lado. “Cruella” arqueou uma sobrancelha na direção da mulher de cabelos bicolor, que estava encostada em um canto da cela, fumando um cigarro.

“Olá, darling” a mulher disse, dando mais uma tragada. “Há quanto tempo.”

Emma passou pelas celas dos dois vilões, puxando Zelena e a colocou em outra, ao lado dos dois.

“Agora, comporte-se” Emma alertou, sentando-se de frente para sua mesa e erguendo os pés sobre ela. “Ou você voltará para a solitária.”

Zelena revirou os olhos e voltou-se para Rumple e Cruella. “O que vocês dois estão fazendo aqui?”

“Eu tentei dar um final feliz aos vilões.”

“E eu, além de ajudar o Rumple, sequestrei o garoto narigudo” deu de ombros. A ruiva a fitou confusa. “Filho das duas” apontou para Emma.

“Ah, sim. Henry” Zelena comentou pensativa.

“E você? Achei que estava gostando da vida em New York” Gold sorriu irônico.

“Eu queria me redimir, mas parece que tá difícil para as duas namoradinhas acreditarem em mim” lançou um olhar fuzilador na direção de Emma.

Ao ouvir a palavra namoradinhas, a loira arregalou os olhos e se levantou rapidamente da cadeira, quase caindo da mesma.

Zelena divertiu-se com a reação da Salvadora e resolveu continuar a provocação. “Aliás, vocês sabiam da novidade?”

“Que novidade?” Cruella perguntou entusiasmada. “Conte-me tudo! Passar dias em uma prisão com Rumple é a coisa mais entediante do mundo” comentou com um revirar de olhos.

Agora, as duas mulheres pareciam duas adolescentes animadas com a última fofoca do momento.

“Emma e Regina estão se pegando” disse com um sorriso de canto e um arquear de sobrancelhas.

Emma se engasgou com a própria saliva e seu rosto ficou mais vermelho que um pimentão. Cruella abriu a boca em um perfeito “O” e em seguida começou a rir, enquanto Rumple apenas sorria de canto e permanecia em silêncio.

“Não me diga” Cruella falou animada. “A Salvadora e a Rainha Má” disse pensativa, passando a mão pelo queixo. “Um casal extremamente interessante.”

“Você não parece muito surpreso, Rumple” a ruiva comentou, observando o homem.

“Eu sempre soube que isso iria acontecer” deu de ombros. “Mas não esperava que fosse tão cedo.”

“Eu bem que notei uma tensão entre elas” Cruella disse pensativa. “Ah, darling” dirigiu-se para Zelena. “Você precisava ver como Regina defendeu Emma quando eu ameacei quebrar o pescoço dela. Oh, o jeito como ela ficou desesperada com a simples ideia da Salvadora morrer foi tão... passional” riu-se, lembrando dos acontecimentos de dias atrás.

Emma não sabia daquele fato. Ela deduziu que fosse quando estava sob a maldição do sono. Mas não deixou de sorrir internamente com o comentário. Regina a defendera.

“Estou curiosa para saber a reação da cidade quando souber desse relacionamento. Será o assunto do momento. Eu até posso ver a manchete no jornal de Storybrooke” a ruiva estendeu as mãos na sua frente e fez uma expressão dramática. “A Salvadora e a Rainha Má: um caso de amor e ódio.”

Cruella riu-se. “Você é muito melhor como vilã do que jornalista, darling. Esse nome está ridículo.”

“Então pense em algo melhor” Zelena cruzou os braços, e sentou-se no banco que tinha na sua cela, emburrada.

“Que tal esse... Swan Queen: entre tapas, beijos e sex-”

“Hey” Emma interrompeu, o rosto vermelho. “Eu estou aqui. Podem fazer o favor de pararem de falar de mim e da Regina dessa forma?”

“Swan Queen?” Zelena ignorou o apelo da loira, e focou sua atenção em Cruella. “O que é isso?”

A mulher deu de ombros. “Achei um nome legal. Combina com elas, não acha!?”

Zelena pensou por um momento. “Interessante... Nunca pensei em dar nome à um casal.”

“É uma coisa desse mundo... Como eles chamam isso mesmo!?” a mulher de cabelos bicolor coçou o queixo enquanto tentava se lembrar da palavra.

Ship” Emma falou revirando os olhos e soltando um suspiro cansado. “Isso se chama ship.”

“Tipo um navio?” a ruiva franziu o cenho, confusa.

“Não” Emma revirou os olhos novamente. “Ship é um casal que você apoia. E shippar significa torcer por aquele casal. Basicamente.”

“Oh” a mulher estreitou os olhos e pensou por alguns instantes. “Então eu shippo vocês. Eu shippo Swan Queen” sorriu largo.

“Mesmo!?” a loira a olhou desconfiada.

“Claro! Vocês são um casal muito fofo” disse batendo palminhas.

Emma arregalou os olhos com a declaração. Aquela, definitivamente, não era a Zelena invejosa que estava disposta a destruir tudo e todos para conseguir o que queria. O tempo que passou no corpo de Marian realmente a havia mudado.

“Eu estou shippando também” Cruella se manifestou.

“Nós devíamos fazer cartazes e espalhar por toda a cidade” a ruiva falou animada, fazendo Emma arregalar os olhos com o comentário. “Regina ia ficar puta com isso” riu-se divertida.

“Adorei a ideia!”

“E como vocês pretendem fazer isso, presas aqui, dearies!?” Rumple, que apenas observava as reações infantis das duas mulheres, perguntou com um arquear de sobrancelha.

“Nós vamos dar um jeito de sair daqui” Zelena afirmou.

“Eu ainda estou aqui” Emma apontou para si mesma. “Será que vocês podem parar de falar da minha vida pessoal e de como fugir da prisão na minha presença?”

Cruella e Zelena trocaram um olhar e sorriram de canto. “Não” disseram em uníssono.

“Argh” Emma soltou um suspiro cansado e pegou o celular do bolso. “Alô, Regina!?” ela sorriu ao ouvir a voz da morena do outro lado da linha. “Zelena está tentando aliciar Cruella para o lado dela... A delegacia está a maior confusão... Será que você poderia vir aqui dar um jeito na sua irmã?” a loira não teve tempo de se despedir, pois Regina já desligava o celular.

“Bela xerife você é, Swan” Zelena caçoou, cruzando os braços. “Ligando pra namoradinha quando está em apuros. Não consegue ao menos controlar seus prisioneiros... Como você se tornou a Salvadora, mesmo!?” perguntou com sarcasmo.

Antes que Emma pudesse responder as provocações da ruiva, uma fumaça roxa se formava na entrada da delegacia e Regina surgia de lá. Emma sorriu ao ver a morena e caminhou na sua direção, segurando sua cintura e a puxando para si, beijando-a apaixonadamente.

Regina se assustou com o ato repentino da loira, mas não conseguiu evitar de enlaçar os braços ao redor do seu pescoço e corresponder o beijo.

Quando as duas se separaram, com a respiração pesada, Regina lançou um olhar interrogativo para a loira.

Emma apenas deu de ombros. “Eles já sabem mesmo.”

Regina arregalou os olhos na direção dos três vilões em suas celas. Gold lançava um sorriso de canto para as duas, enquanto Cruella e Zelena seguravam uma a mão da outra e olhavam encantadas para as duas.

A morena franziu o cenho com aquela cena e pensou estar sonhando.

Ela se aproximou da cela da irmã. “Fofoqueira” disse, estreitando os olhos.

“Você está me confundido com a Snow, querida irmã” retorquiu com um sorriso vitorioso nos lábios.

Regina revirou os olhos e se afastou, escorando-se sobre a mesa de Emma, de frente para as celas.

“Então eles já sabem sobre nós?” perguntou para Emma.

A loira assentiu. “E temos até um ship agora.”

“Um o que?” a olhou confusa.

“Eu explico mais tarde” disse, dando um selinho em Regina e sentando-se em sua mesa.

Regina sorriu para ela e, em seguida, voltou o olhar para Zelena. “O que vou fazer com você, sis!?” perguntou retoricamente.

“Me dar uma segunda chance, talvez...!?” a ruiva respondeu.

“Você precisa merecer uma segunda chance.”

“Qual é, Regina. O que quer que eu faça? Peça perdão de joelhos a todos que já feri? Quer que eu me jogue de uma ponte? Eu não sei o que fazer” jogou as mãos para o alto.

“Seria um bom começo” disse baixinho, de forma sarcástica e Zelena revirou os olhos com o comentário.

“Estou tentando mudar e ser uma pessoa melhor, mas eu preciso que você acredite em mim” completou, com a voz séria.

Regina pareceu acreditar por um breve momento nas palavras da irmã mais velha. Mas ela não se sentia totalmente confortável com aquela situação. Era complicado, ela precisava pensar muito antes de dar uma segunda chance para Zelena.

A última vez que ela deu uma segunda chance para algum vilão, as Rainhas das Trevas invadiram a cidade com a ajuda de Gold e começou toda aquela confusão.

“Eu preciso pensar” disse por fim, soltando um suspiro.

“Já é um começo” entortou a boca, não muito contente com sua resposta. Mas, realmente, já era um começo.

“Emma” voltou-se para a loira. “Seja uma boa xerife e tente controlar essas crianças. Tenho assuntos a resolver na prefeitura” disse séria e a loira assentiu. “A gente se vê amanhã?”

“Com certeza” Emma sorriu e levantou-se para beijar os lábios da prefeita.

Gold revirou os olhos enquanto Cruella e Zelena vibravam com a cena.

“Se comportem” Regina disse antes de desaparecer em uma fumaça roxa, deixando Emma sozinha com os três novamente.

“Vocês ouviram a Rainha” disse, sentando-se de volta em sua cadeira e cruzando os braços. “Comportem-se.”

~*~*~

Já estava anoitecendo e Emma continuava na delegacia, dormindo desconfortavelmente em sua cadeira. As duas vilãs haviam se acalmado e conversavam sobre as maldades que haviam feito em seus respectivos Reinos. Cada uma tentando provar que era pior que a outra.

Uma fumaça preta e densa tomou conta do local, materializando Maleficent, que tinha uma expressão firme em seu rosto.

“Darling!?” “Mal!?” Cruella e Zelena falaram ao mesmo tempo. A primeira com um tom irônico e a segunda surpresa.

Mal girou o pulso e o tempo congelou na delegacia, deixando apenas ela e a ruiva conscientes do que estava acontecendo. A loira se aproximou a passos lentos da cela de Zelena, que desfazia a expressão de surpresa e erguia o queixo, assumindo um tom irônico.

“Olhem quem aprendeu truques novos” sorriu de canto enquanto observava a mulher de cima a baixo.

Mal estremeceu ao ouvir a voz da ruiva, mas manteve a pose séria. O rosto não demonstrando uma expressão sequer. Ela olhava fria para a mulher à sua frente.

“O que você está fazendo aqui?” perguntou com a voz rouca.

O coração da ruiva começou a bater mais rápido, involuntariamente. Há quantos anos ela não ouvia aquela voz? Céus! A loira ainda era capaz de mandar correntes elétricas por todo seu corpo, mesmo após todos esses anos.

Zelena sorriu de canto e ignorou a pergunta da loira. “Eu ia lhe dar uma rosa... Mas estou sem magia” apontou para o bracelete em seu pulso, fazendo uma expressão de pesar.

Mal sentiu seu rosto corar e a respiração pesar com a referência da ruiva ao passado das duas. “Eu não quero mais nada que venha de você” disse com a voz firme. “Você mentiu para mim, Zelena. Me abandonou. Prometeu voltar e nunca o fez” despejou em cima da ruiva, seu rosto assumindo uma expressão de ódio. “Por que? Você sabe quanto tempo eu esperei por você? Eu procurei você por todo canto. Mas você simplesmente sumiu” sentiu seus olhos arderem, mas não choraria na frente daquela mulher.

“E o que você queria que eu fizesse, Maleficent!?” deixou seus sentimentos dominarem sua voz. “Meu coração estava preenchido com ódio e desejo de vingança. Eu não queria despejar esse fardo em você... Você merecia alguém melhor do que a pessoa que eu me tornei.”

“Olhe para mim, Zelena” apontou para si mesma. “Você o fez de qualquer maneira. Graças à você, eu conheci o Rumple e ele me transformou em um monstro” finalmente, deixou que uma lágrima deslizasse por sua bochecha. “E não diga que não queria despejar sua escuridão em mim. Vai dizer que nunca ouviu falar de mim? Sobre as maldades que fiz? Por que eu ouvi sobre você, Bruxa Má do Oeste” cuspiu o título da ruiva, com ódio. “A diferença é que eu não sabia que era você. Se você me amasse de verdade, teria me procurado.”

“Eu quis lhe procurar” abaixou o olhar, constrangida. “Quando sua fama atingiu o Reino de Oz eu não pensei duas vezes em procurar você. Eu até mesmo me orgulhei por você ter largado aquela inocência e ter se tornado uma feiticeira poderosa. Mas então, eu vi no meu caldeirão você e Regina. Se beijando” ela contorceu o rosto em uma expressão de nojo. “Eu te odiei tanto, Mal. Logo com a minha irmã?”

“E como eu ia saber que Regina era sua irmã? Quando ela apareceu no meu castelo, ela lembrou a mim mesma quando mais jovem. Uma luz de esperança se acendeu dentro de mim. Eu estava exausta de passar tantos anos procurando por você. E Regina... Ela acreditou em mim... Como você acreditou quando éramos jovens. Eu me deixei envolver por aquele sentimento” sua expressão havia suavizado. “Mas eu nunca deixei de pensar em você, Zelena.”

“Nem eu... Nem por um minuto sequer” a ruiva aproximou-se e segurou as mãos de Mal nas suas, o toque, depois de tanto tempo, fazendo com que seus corpos estremecessem. “Mas eu não podia voltar pra você. Nós duas estávamos tomadas pela escuridão. Nada de bom sairia dali. Nós nos machucaríamos ainda mais.”

“Não” a loira sacudiu a cabeça. “Se você tivesse voltado eu poderia ser sua. Eu poderia ter mudado, por você.”

“Você não iria querer uma bruxa verde” disse, com uma risada amarga.

“Eu amaria você de qualquer maneira” respondeu. Zelena a olhou assustada com a sinceridade em sua voz.

A ruiva desviou o olhar. “Você diz isso agora... Mas se me visse-”

“Eu sou um maldito dragão” vociferou. “E você me amou mesmo assim... Nunca duvide da força do meu amor por você” disse por fim, deixando que mais lágrimas inundassem seus olhos.

Zelena voltou a lhe fitar, seus próprios olhos já úmidos. “V-você... Ainda sente algo por mim?”

“Eu achei que tinha superado você... Eu me apaixonei pela Regina” disse e a ruiva revirou os olhos. “Mas ela não me ama... E agora que eu soube que você está aqui, eu- Todos aqueles sentimentos voltaram” confessou, abaixando o olhar. “Eu não queria sentir isso. Eu já me machuquei demais. Você já me machucou demais. Mas nós não-”

A fala da loira foi interrompida pelos lábios macios de Zelena contra os seus. Ela deixou-se levar por aquela sensação que tanto sentiu falta. Durante anos sonhou em poder beijar aqueles lábios novamente. E agora, as duas estavam ali, em um beijo calmo e suave.

A ruiva se afastou com um sorriso nos lábios. “Se você ainda está confusa com os seus sentimentos, me deixe ajuda-la. Porque eu nunca deixei de te amar, Mal. Nunca” disse, passando a mão pelo rosto da loira, através das grades da cela.

Maleficent lhe sorriu. Um sorriso tão singelo, que lembrou a ruiva de quando elas eram jovens. Um sorriso carregado pela inocência da juventude. “Eu vou tirar você daqui” disse, se afastando e erguendo as mãos.

“Não adianta. As celas são à prova de magia” disse e a loira abaixou as mãos, suspirando frustrada. “Eu não quero que seja assim, Mal” estendeu as mãos e a mulher se aproximou novamente da cela. “Eu quero me redimir de verdade, e quero que Regina acredite em mim, e quero que ela escolha me soltar” ela sorriu e beijou as mãos da loira. “E então, você será minha segunda chance... Quer dizer, se você quiser me dar essa chance...”

“Eu quero mais do que tudo” sorriu e beijou seus lábios novamente. “Eu esperei tanto tempo por esse dia. Não vou deixar que mais nada nos impeça de ficar juntas.”

“Eu prometo que vou compensar você, meu amor. Vou fazer você a mulher mais feliz do mundo.”

As duas sorriram com ternura e trocaram mais um beijo delicado.

Notas finais
Alguém quer saber como essas duas se conheceram? Tenho uma história bem fofa pra elas kkkkkk Ah e pra quem me mandou MP cobrando a atualização da fic, obrigada! Graças à vocês me animei pra revisar e arrumar esse capítulo e postar hoje :**