Give Me Love
1 Capítulo 1 - Consequências
“Hmm, Mal-“ a prefeita gemeu baixinho contra os lábios da loira antes de soltar um gemido alto ao sentir mais um dedo preenche-la.
As duas estavam sozinhas na cabana de Gold, enquanto ele e Cruella resolviam outros negócios.
Regina estava sentada em cima de Maleficent, em uma poltrona de couro, ambas totalmente nuas, os corpos suados movimentando-se em um mesmo ritmo. A prefeita buscou apoio firmando as mãos nos ombros da loira enquanto continuava a se movimentar em cima dela, sentindo que seu orgasmo estava próximo.
“Goza pra mim, Regina” Mal sussurrou e mordeu o lábio inferior da morena.
Como um comando aceito, Regina sentiu aquela onda de prazer tão familiar invadir seu corpo e deixou-se entregar à sensação. Sentindo seu corpo amolecer, recostou a cabeça no ombro da loira e soltou um suspiro ao senti-la tirar os dedos de dentro de si.
Regina observou, sem mudar de posição, enquanto a mulher levava os dedos à boca e os chupava. “Eu nunca me canso de sentir seu sabor” disse umedecendo os lábios em seguida. “Agora vamos nos vestir antes que Gold e Cruella voltem.”
A loira forçou a outra para fora da poltrona e recolheu as roupas jogadas pela cabana. Regina a observou por um instante antes de fazer o mesmo e se vestir. As duas terminaram a tarefa rapidamente, usando magia, quando ouviram a porta da frente da cabana abrir-se.
“Darlings? Chegamos.”
Maleficent revirou os olhos ao ouvir a voz de Cruella e foi até a outra sala, sendo seguida por Regina.
“O que vocês foram fazer que demoraram tanto?” a morena perguntou, curiosa.
“Nada que seja da sua conta” respondeu áspero.
Regina e Maleficent lançaram um olhar interrogativo para Cruella, que deu de ombros e se afastou um pouco do grupo.
“Está na hora de você pegar a página com a porta do autor, Regina. Sem mais desculpas.”
“Eu já disse que não vai ser fácil” a morena alertou.
“Não se preocupe, querida” Mal tocou-lhe o ombro e sua voz saiu um tanto quanto sarcástica. Um arrepio percorreu seu corpo. “Ninguém vai atrapalhar se estiverem dormindo.”
~*~*~
Logo quando entraram no loft de Mary Margaret, o olhar de Regina pousou sobre a figura loira dormindo no sofá. Maleficent havia colocado a cidade toda sob a “maldição do sono”. E não pode evitar de revirar os olhos quando, finalmente, notou que ela estava escorada no maldito pirata. A morena ignorou Hook e perdeu-se por alguns segundos apenas a observá-la, tão tranquila e o modo como sua boca curvava levemente, formando quase um beicinho, a deixava até mesmo... fofa.
Fofa? Desde quando Regina Mills acha a Salvadora fofa? A auto reprovação de Regina foi interrompida pela voz calma e sarcástica de Maleficent.
“A Salvadora parece bem menos ameaçadora assim, não parece?” observou de frente para o sofá onde Emma dormia e lançou um olhar divertido para Cruella que estava ao seu lado.
“Eu estaria mentindo se dissesse que não estou tentada à quebrar o pescoço dela agora mesmo.”
“Nem pense nisso” as palavras afiadas e decididas saíram da boca da prefeita antes mesmo que ela pudesse pensar nelas e os três a encararam surpresos. Apenas o fato de Cruella supor tal coisa causou-lhe um aperto no coração e não pôde evitar o impulso protetor. “Acho que todos concordamos que matar a Salvadora agora seria impensado” disfarçou.
“Você está certa sobre isso” Gold fechou uma das gavetas da cozinha em que procurava pela página e voltou-se para Regina novamente. “Mas errada sobre a localização da página. Não está aqui.”
“Só temos que procurar mais” suspirou cansada. “Estava aqui há duas horas. Não pode ter criado pernas e saído pra caminhar.”
“A não ser que alguém levou ela.”
“Eu coloquei a cidade toda pra dormir” Maleficent entrou na conversa.
“Exceto aqueles que já sofreram o efeito da maldição do sono e são imunes.” Gold comentou, chamando a atenção de Regina. “Conheço um jovem que está muito bem acordado. Um que protege o livro e tudo que está nele” a morena se virou para Gold, seu instinto materno ativado.
Regina franziu o cenho e saiu em disparada para fora do loft, sendo seguida pelo trio. “Ninguém, além de mim, chega perto do Henry. Se vocês tem algum problema com isso, podem falar com uma das minhas bolas de fogo” disse em um tom ameaçador e Gold revirou os olhos.
“Siga-a e faça o necessário para convencer o garoto” disse para Mal, enquanto Regina se afastava deles. “A página é a chave. Não vamos perde-la estando tão perto.”
“E eu?” Cruella perguntou, cruzando os braços sobre o peito.
“Vamos voltar” virou-se para a casa de Mary Margaret. “Preciso pegar algo que irá nos garantir que Regina nos ajude. Nos encontramos na cabana” disse para Maleficent, que concordou em silêncio.
Cruella olhou confusa para Mal. A mulher apenas deu de ombros e seguiu seu rumo na direção de Regina.
A mulher de cabelo bicolor ajeitou seu casaco de peles e seguiu Gold.
“Então... o que pode ter aqui que fará Regina cooperar?” perguntou olhando ao redor.
“Não é o que” o homem aproximou-se do sofá, onde Emma e Hook ainda dormiam profundamente. “E sim, quem” a última palavra sendo proferida com ênfase. “Como você bem sabe, Regina não é confiável.”
“Isso está bem óbvio. Só Mal que acha que ela ainda pode ficar de vez do nosso lado” bufou.
“E é aí que a Salvadora entra na história.”
“Como?” ergueu uma sobrancelha, curiosa.
“Coloque em risco a vida de alguém que nos importamos, e voilà” balançou as duas mãos no ar ao estilho do velho Rumplestilskin. “Temos Regina na palma das nossas mãos.”
Cruella sorriu ao juntar as peças do quebra-cabeça.
Gold girou a mão no ar e logo uma fumaça vermelha escura envolvia o corpo de Emma, fazendo a loira desaparecer junto com os dois vilões.
~*~*~
Henry havia acabado de encontrar a chave que abria a porta onde o autor estava preso, quando a porta da grande biblioteca – localizada na mansão do Feiticeiro – abriu-se e Regina adentrou o local.
“Mãe!?” a fitou surpreso, guardando a chave no bolso. “O que você está fazendo aqui?”
“Me desculpe, não queria que isso acontecesse” disse aproximando-se do garoto.
“Parece que te alcancei bem na hora” Maleficent comentou sarcástica enquanto entrava no cômodo.
“Eu disse que podia lidar com isso sozinha” a morena falou, sem olhar diretamente nos olhos da mulher mais velha.
“Estou aqui apenas para garantir que o garoto coopere.”
“Henry, me dê a página” a prefeita ordenou, estendendo a mão para o filho.
“Mãe... não.”
“Henry Daniel Mills!” sua voz autoritária preencheu o local. “Você vai fazer o que eu estou mandando” arqueou uma sobrancelha.
Mãe e filho se fitaram por alguns instantes, Regina mantendo a expressão impassível.
“Okay” o garoto cedeu, abrindo o livro e pegando a página de dentro dele.
Henry a entregou para a mãe, que deu uma breve olhada antes de estende-la à Mal. “Como prometido. Agora, vamos achar Gold e libertar o Autor.”
Maleficent sorriu e se dirigiu para saída, sendo seguida por Regina que antes trocou um olhar cúmplice com o jovem.
As duas mulheres saíram da mansão e apesar de Maleficent ter saído antes de Regina, a morena havia acelerado o passo e agora estava na frente da outra. Regina estava irritada com a intromissão anterior e Mal podia sentir isso.
“Hey” a loira chamou enquanto caminhavam por entre as árvores, mas foi ignorada. “Não me ignore, Regina” Mal apareceu de repente na frente da prefeita, que se assustou dando um passo pra trás.
“Eu achei que, no ponto em que estamos, eu já teria a confiança de vocês. Principalmente a sua” completou, desviando dela e continuando a caminhar.
Seu percurso foi interrompido mais uma vez, dessa vez pela mão de Mal que puxava seu pulso, a obrigando a fita-la.
“O que foi, Mal?” exasperou-se.
Antes que percebe-se, seu corpo era pressionado contra o corpo quente da loira e seus lábios chocaram-se. Regina ficou confusa com o ato repentino de Mal e não teve tempo de reagir quando seu corpo foi girado e bateu contra o tronco de uma árvore. O pulso ainda era segurado de forma possessiva pela feiticeira e era preso acima da sua cabeça, enquanto a outra mão de Mal pressionava sua cintura, deixando nenhum espaço entre seus corpos.
Com a mão que lhe restava, Regina conseguiu forças para empurrar a loira pelo ombro, quebrando o contato de seus lábios. “Tá doida?” gritou. “Você não pode simplesmente ir me beijando quando bem entender” franziu o cenho.
“Não tente me manipular com palavras, Regina” sussurrou, os olhos presos aos da morena, que sentiu-se sob algum tipo de feitiço. “Não fale como se tivesse algo de especial na nossa relação, porque não tem. E se você pensa que vou te dar algum privilégio com essa sua historinha de nos ajudar com o Autor, só porque é gostosa e me faz gozar, você está muito enganada.”
A morena abriu a boca para falar algo, mas parou a si mesma quando sentiu o dedo indicador de Mal pousar sobre seus lábios.
“Eu é que estou no comando aqui, entendeu?” arqueou uma sobrancelha. “E você sabe muito bem que ainda falta muito para confiarmos plenamente em você. E convenhamos, temos todos os motivos do mundo para desconfiar da sua lealdade” Maleficent beijou de leve os lábios da morena antes de aproximar-se do seu ouvido. “E sexo não tem nada a ver com isso” mordeu o lóbulo da sua orelha e Regina não pôde evitar o arrepio que percorreu seu corpo.
Mal soltou o pulso da morena. E dessa vez foi Regina quem tomou a iniciativa, puxando a loira pela nuca e colando seus lábios em um beijo ardente. Sua mão procurou pela pele quente de Mal, entrando por baixo da sua blusa e percorrendo seu abdômen até alcançar os seios, apertando de leve. Maleficent gemeu entre o beijo.
Regina inverteu as posições, e agora era o seu corpo que pressionava Mal contra a árvore, mostrando que ela também podia estar no comando. A loira sorriu ao perceber a jogada da outra, mas ela não iria permitir isso. Toda vez que estavam juntas era um jogo para saber quem dominaria a situação, quem estaria no comando, quem venceria.
Quando Regina quebrou o beijo por falta de ar, Mal viu a oportunidade de deixar bem claro quem mandava ali. Com força, pressionou as mãos sobre os ombros da morena, fazendo ela ajoelhar-se no chão frio. Regina não gostava de ser mandada, mas no momento ela queria aquilo, queria sentir o gosto da loira na sua boca e, principalmente, queria ouvir ela implorando por mais. Se Maleficent pensava que estava no controle, só porque a fez ajoelhar-se à sua frente ela estava tremendamente enganada.
Regina apressou-se em abrir a calça social que a loira vestia e a puxou para baixo, junto com a calcinha. Mal sentiu a brisa gelada de Storybrooke bater contra sua pele e tremeu, mas não se importou pois logo teria o calor da boca de Regina em si. A morena passou a mão por sua coxa nua e ergueu sua perna, fazendo com que Mal a apoia-se sobre seu ombro, tendo mais acesso à sua intimidade. Regina beijou de leve todo o interior da coxa da loira, aproximando-se do seu sexo e se afastando novamente, a provocando deliberadamente, enquanto a outra tentava conter os suspiros de ansiedade.
Mal gemeu em antecipação quando sentiu os lábios de Regina aproximando-se mais uma vez, e mais um gemido escapou de seus lábios quando sentiu a ponta da sua língua percorrer sua intimidade de forma provocativa.
“Puta que pariu, Regina” soltou entre os dentes, levando as mãos aos cabelos negros da outra e usando a perna sobre seu ombro para pressiona-la contra si.
Regina começou a chupa-la com vontade enquanto ouvia os gemidos da loira. Mal movimentava o quadril enquanto a língua de Regina lhe invadia. O frio da floresta já não podia ser notado e era como se nem mesmo existisse, apenas o calor que emanava de seus corpos. Com o polegar, Regina pressionou seu clitóris desenhando pequenos círculos e logo sentiu as paredes de Mal se contraírem.
Mal jogou a cabeça pra trás e inclinou mais o seu quadril quando sentiu o orgasmo tomando conta do seu corpo. Se Regina não tivesse segurando-a com força, ela teve a impressão que desmoronaria. A morena deixou que ela apoiasse a outra perna no chão e levantou-se vagarosamente, alcançando os lábios de Maleficent em um beijo feroz.
A loira levava sua mão pra dentro da calça de Regina, prestes a lhe dar o troco quando ouviram barulho de folhas secas ao longe. As duas mulheres se olharam intrigadas e em seguida ao redor, procurando a fonte do ruído. Devem ser apenas animais, pensaram.
“Achei que você tinha dito que por aqui era mais perto, Mary Margaret.”
Mal e Regina arregalaram os olhos com a voz vindo de longe. Usando magia, Maleficent estava vestida novamente e a morena as envolveu em uma nuvem de fumaça fazendo-as desaparecerem no exato momento que David e Mary Margaret se aproximavam por entre as árvores, seguindo em direção da mansão onde Henry se encontrava.
~*~*~
Maleficent e Regina reapareceram na frente da cabana de Gold e quando a morena iria estender a mão para girar a maçaneta, a porta abriu-se e as duas tiveram o vislumbre de uma Cruella bem irritada.
“Vocês demoraram” comentou dando espaço para que as duas entrassem. “Mal, darling?” chamou atenção da loira, fechando a porta atrás de si e tudo que a outra mulher fez foi virar-se para lhe lançar um olhar impaciente. “Tem algo preso no seu cabelo” disse retirando uma folha que estava presa no coque da loira. “O que aconteceu enquanto vocês estavam fora?” arqueou uma sobrancelha e sorriu debochada para as duas.
Maleficent a ignorou. Aproximando-se de Gold, retirou a página que havia guardado no seu casaco e entregou para ele.
“Nós encontramos o garoto.”
“Eu o encontrei” retorquiu Regina, dando ênfase no pronome pessoal.
Gold olhou para a página e franziu o cenho. “Isso é uma falsificação” voltou seu olhar para Regina que fingiu surpresa. “Você passou um bom tempo com o livro. Devia saber a diferença” e agora Cruella e Maleficent a fitavam indignadas por terem sido enganadas.
“Eles me enganaram” Regina tentou argumentar.
“Acha que eu não suspeitava de você?” rasgou a página falsa em duas. “Estava apenas esperando por esse momento. E eu sabia que ele viria. Maleficent...” olhou para a loira, que já sabia o que devia fazer.
Mal passou a mão na frente de Regina, quando a mesma abria a boca para falar. “Espere, eu posso expl-” e antes que pudesse terminar a frase, a morena era atingida com a maldição do sono, desmaiando no meio da cabana de Gold.
Maleficent a observou cair no chão desacordada, e sentiu seu coração apertar-se levemente. Porém, sua expressão continuou indiferente, afinal, Regina havia traído a confiança dela – mesmo já sabendo, assim como Gold, que uma hora ou outra isso iria acontecer.
“Leve-a para o mausoléu” ordenou. “Encontro vocês lá em alguns minutos. Chegou a hora de colocar o plano B em prática” sorriu se afastando.
“Oh, você vai adorar o plano B, darling” Cruella comentou e Maleficent semicerrou os olhos, não gostando nada da outra mulher saber mais sobre isso do que ela.
Notas finais
Elogios, críticas e sugestões são sempre bem vindas. Quero saber o que vocês estão achando ♥
TT: @helgenlover
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