Girls in Black

11 The blonde girl


Notas iniciais
Oii. Desculpem pela demora pra fazer o cap. Enfim, não gostei muito dele. Quem dera escrever como a Denise que tem mil ideias a todo momento.

Continuou imóvel.
Mari queria sair correndo o mais rápido possível dos braços de Lucas. Tinha dificuldade para respirar a cada vez que ele apertava mais o abraço. Suas pernas travaram. Ela continuou imóvel.
– Me solta, Lucas — Ela sussurrou dessa vez, com os olhos marejados.
Percebendo sua fraqueza, ele a obedeceu. Ela se afastou lentamente dele. Respirou fundo e tentou juntar todas as forças que tinha. E correu. Correu muito.
Lucas vinha logo atrás, gritando o seu nome, chamando a atenção dos carros que passavam proximo ao parque. Mas ela o ignorou e continuou correndo em direção a uma floresta, com uma rapidez inexplicável. Não olhou para trás uma só vez.
Corria desesperada, como se estivesse fugindo de um assassino.- E de fato, estava — Ate entrar na floresta, onde foi obrigada a desacelerar os passos devido a sua escuridão.
Olhava para os lados em busca de alguma saída, ou esconderijo. Tudo oque viu foi uma luz no meio da escuridão. Especificamente no fim da floresta. Parecia uma casa. Talvez teria alguém vivendo ali?
Olhou para trás. Lucas estava parado há cinco metros de distância, e carregava uma lanterna na mão. Sua respiração acelerada era bem audível. — Não vou te machucar. — Ele praticamente gritou, causando um baixo eco.
Ela sabia que não ia. Mesmo não sendo culpa dele, ela se sentia insegura a cada vez em que ele se aproximava.
– Não chegue perto de mim. — Ela murmurou se afastando mais. Voltou a correr em direção a casa.
Ω
Denise admirava cada canto do novo quarto. Não era um dos melhores, mas era mais confortável do que dormir na cela suja de sangue.
As portas e janelas eram de ferro, para dificultar uma possível fuga. As paredes eram verde abacate, não havia camas, apenas dois colchões no chão e uma pequena mesa de centro com algumas roupas.
Vencida pelo cansaço, ela se sentou em um dos colchões. Apoiou a cabeça em uma das mãos e encarou a parede.
A porta de ferro se abriu e entrou uma garota loira pisando forte e sujando todo o chão de lama.
Denise a olhou com reprovação, logo lembrou de tê-la visto no caminhão.
A loira se sentou no outro colchão e retirou seus tênis cheios de lama, ignorando a presença da outra.
– Oi. — Denise murmurou baixo, mas alto o suficiente para a outra escutar, na tentativa de quebrar o silêncio.
A garota revirou os olhos.
– Desculpe, mas não te conheço. — Ela sorriu.
– Desculpe, mas oque faz aqui? — A morena retrucou, num tom incrivelmente grosso, e isso assustou a si mesma.
O sorriso da loira morreu. Agora ela a encarava sem expressão alguma.
– Tive mal comportamento, então Thomas me castigou. Colocou-me como sua colega de quarto. — Ela riu com o olhar de deboche.
Denise suspirou, percebendo que a garota tinha personalidade difícil, ou "personalidade grossa" como ela costumava chamar.
– Estão se divertindo? — Thomas falou, entrando no cômodo, fazendo ambas levarem um susto.
– Sempre sendo estraga prazeres, não é? — A loira retrucou.
– Relaxa, Ashley. Você vai gostar de saber que eu trouxe presentinhos para vocês. — Ele se aproximou de Denise, fazendo-a suar frio, colocando um dispositivo em volta de seu braço.
– Isso vai impedir que vocês fujam de mim. Vou poder rastrear todos vocês o tempo todo. — Ele sorriu satisfeito.
– Não quero seus presentinhos, Thomas. — Ashley murmurou, Thomas arqueou as sobrancelhas, fingindo estar surpreso.
– Não vai mudar muita coisa, suas tentativas de fuga sempre foram frustadas. — Ele tinha o olhar sarcástico para o tênis da garota.
Ele segurou seu braço com força, fazendo a garota deixar rolar uma lágrima de dor. Ele colocou o dispositivo e logo a soltou.
– O café da manhã é daqui a pouco, não se atrasem. — Ele deu um longo sorriso, se levantou e se retirou.

Denise a olhava com pena, ela reconhecia sua coragem ao enfrentar Thomas. A garota de olhar debochado agora estava debruçada sobre seus joelhos chorando silenciosamente.
Ω
Mari estava em frente a casa. Ela era bem grande e era possível ouvir algumas vozes vindo de lá .
A morena sentiu Lucas puxa-la violentamente pelo braço.
– Qual o seu problema garoto? Me deixa em paz! — Ela protestou, ele apertou mais seu braço.
– Você não pode entrar aí. — Ele murmurou enquanto ela tentava, sem sucesso, se soltar.
– Por que? — Ela perguntou, sentindo seu braço ficar vermelho.
– Se chegar muito perto, um alarme será ativado e provavelmente você não vai está entre nós. — Ele sussurrou, oque a fez sentir um arrepio pecorrer seu corpo.
– Como você sabe disso? — Ela o olhou desconfiado. Ele revirou os olhos.
– Vamos apenas sair daqui, Ok? — Ele a puxou para o meio da floresta, iluminando o caminho com a lanterna.
Ω
A mesa do café da manhã era enorme o suficiente para tanta gente. O café era simples : Pão e água.
Denise se sentou em uma das cadeiras enquanto uma mulher mais velha servia a todos.
Thomas entrou no cômodo, oque fez a maioria das pessoas se sentirem incomodadas. Ele se encostou em uma das paredes.
– Espero que apreciem essa café da manhã, pois mais tarde tenho serviços para vocês. — Ele falou num tom alto e sorriu em seguida.
– Desculpe pelo atraso — O garoto de olhos claros entrou no cômodo.
– Eai, novata? — Ele sussurrou ao se sentar ao lado de Denise.
Ela sorriu torto pra ele que retribuiu, enquanto encarava seus lábios por alguns segundos. Ela desviou o olhar rapidamente.
Denise agora observava todos os outros. Não tinha reparado, mas todos também tinha o dispositivo de segurança no braço.
Ashley se sentou em uma das cadeiras. Ela tinha o rosto levemente vermelho.
Denise se lembrou de tê-la deixado no quarto depois dela soltar um " Saí daqui, novata idiota! " quando Denise tentou ajuda-la. Ela se sentiu profundamente ofendida.
A mulher mais velha servia Ashley com bolo, frutas, sucos e etc. Denise observava confusa, não entendia porque ela tinha privilégios.
– Thomas é puxa-saco dela. — O garoto explicou, percebendo seu olhar confuso. — Acho que ele sente algum tipo de atração nela..
Ela assentiu, finalmente entendia porquê a loira sempre tratava Thomas mal, ele nunca faria algo muito ruim com ela.
Denise finalmente começou a comer, ao ver que todos faziam o mesmo.
Thomas se aproximou da garota, ela soltou o pão imediatamente.
– Vou precisar de um serviço seu mais tarde — Ele murmurou e deu tapinhas em sua costas. Ela engoliu em seco.

Notas finais
Aiai