Get It Right

8 Stereo Hearts


Acordei disposta e ansiosa – talvez um pouco nervosa também. Tomei meu café da manhã, me arrumei e fui para o colégio.
Já no estacionamento encontro Kurt conversando no celular. Fui até ele e o cumprimentei.
– Bom dia. – Sorri contente.
– Ontem a noite foi boa, para você estar tão feliz, hein?! – Ele me olhou curioso.
– Digamos que sim, mas não do jeito em que você está pensando. – Confirmei.
– Você não voltou com Finn? – Kurt perguntou com o olhar triste.
– Não posso trair Jesse. – Respondi triste também.
– Mas e então, porque você está assim?

– Vou voltar para a minha antiga escola e solucionar meus problemas. – Sorri esperançosa.
– E isso significa que Finn Hudson está incluído em seus planos? – Ele perguntou ansioso.
– É claro! – Concordei e nos abraçamos felizes.

As aulas transcorreram normais. No ensaio do coral, Jesse parecia estar aflito.
– Hey, o que você tem? – Perguntei sentando-me em uma cadeira ao seu lado.
– Estou ansioso, Rachel. – Ele sorriu e me abraçou. – Shelby avisou que vamos nos apresentar em uma escola.
– Nossa isto é muito bom. – Comentei tentando achar palavras para dizer a Jesse que eu iria voltar para a minha antiga escola.
– Pessoal, venham até aqui perto de mim. – Shelby avisou e fomos para perto do palco onde ela estava. – Tenho um comunicado para vocês. – Ela sorriu e olhos para o rosto de cada um, e quando voltou a falar fixou o olhar em mim: – Iremos fazer uma apresentação na escola William McKinley. – Ela sorriu graciosa. – Como neste evento só pode apresentar-se duas pessoas do coral, faremos uma seleção.

Shelby olhou para Jesse e depois para mim, e percebi que ela queria que nós apresentássemos.
Não posso fazer um dueto com Jesse, eu vou trocar de colégio.
– Então, vamos ensaiar! – Shelby interrompeu meus pensamentos com a sua voz autoritária. – E quem quiser fazer o dueto, que fale comigo.
Engoli em seco e esse foi o primeiro dia que errei milhões de vezes o tom de minha voz durante as músicas. Não estava completamente concentrada.
– Shelby, posso sair mais cedo hoje? Não estou me sentindo muito bem – pedi forçando uma cara de mal estar.
– Claro querida! – ela colocou um dos braços em volta de meus ombros – Não prefere ir para a enfermaria? – Shelby questionou preocupada.
– Acho melhor eu ir para casa – afirmei não a olhando nos olhos.
Shelby assentiu e foi comigo até a porta de saída.
– Rachel, você sabe que eu quero te colocar neste dueto com Jesse não é mesmo? – ela perguntou sorridente.
– Claro – assenti nervosa.
Shelby sorriu ternamente.

– Então descanse que você terá uma apresentação linda a fazer – ela abriu a porta para mim e eu saí da escola o mais rápido que pude.
Não vi Kurt no ensaio do coral hoje, será que aconteceu alguma coisa com ele? Pensei enquanto entrava em meu carro. Depois mando uma mensagem para ele, mas agora eu tenho que resolver os meus problemas.
Fui para minha casa e encontrei meus pais na cozinha conversando. Era tudo o que eu queria.
– Olá minha linda – minha “mãe” me deu um abraço forte.
– Oi pessoal – dei um beijo no rosto de minha “mãe” e outro no do meu pai. – Bem, eu queria pedir um super favor para vocês – falei com medo.
– Aconteceu alguma coisa com você filha? – minha “mãe” perguntou preocupada.
– Está grávida Rach? – meu pai questionou mais preocupado ainda – Se aquele desgraçado do Hudson não quiser assumir o filho, nós vamos até a casa dele e bat... – Interrompi o ataque de loucura de meu pai.
– Não estou grávida e, sim, Finn está envolvido no que eu vou falar – afirmei mais calma. – Eu queria voltar para a minha antiga escola e resolver meus problemas, sabe outra noite eu fui até lá e Finn cantou uma música linda para mim, e aquilo tocou muito meu coração e eu quero voltar lá e concertar meus erros – sorri contente por desabafar com eles.

– Ah, Rachel, é claro que você pode voltar lá quando quiser! – minha mãe sorriu. – Vou fazer sua matrícula amanhã mesmo.
– Tenho tanto orgulho de você Rach, só de saber que a minha garotinha está querendo resolver os próprios problemas! – meu pai disse e percebi uma lágrima se formando no olho esquerdo dele.
– Obrigada pelo apoio – sorri e fui saindo da cozinha. Quando estava na porta me virei para trás: – Pensando bem, eu vou começar a resolver meus problemas agora mesmo! Talvez eu volte tarde hoje – mandei um beijo para eles e peguei as chaves de meu carro.
Espero que Finn Hudson esteja em casa. Dirigi até lá o mais rápido que pude. Chegando a casa dele, toquei a campainha. A Sra. Hudson abriu a porta e quando viu que era eu, deu um sorriso sincero.
– Rachel, que saudades de você querida! – ela me abraçou contente.
– Também estou com saudades de você, Sra. Hudson – abracei-a também. – Queria saber se Finn está em casa – perguntei após terminarmos o abraço.
– Ele ainda não chegou, está no ensaio do coral – Carole afirmou.
– Ah, ok, obrigada – eu sorri. – Vou ter que sair agora, mas prometo vir aqui para conversarmos.
– Sem problemas minha querida – ela sorriu e eu entrei no meu carro andando em passos rápidos.

Era de se esperar que ele estivesse no ensaio do coral, mas eu não me lembrava disso. Cheguei ao colégio uns quinze minutos depois.
Fui andando até o auditório, abri a porta devagar e percebi que eles estavam discutindo:
– Não vamos conseguir – Quinn afirmou. – Esta música é muito difícil, nenhuma garota daqui conseguiu alcançar o tom.
– Estou quase desistindo – Tina disse triste.
– Hey, não podemos desistir, é só escolhermos outra música – Finn falou sentando-se em uma cadeira.
– Agora que estamos sem o senhor Schuester estamos perdidos – Puck afirmou. – Cara, o outro coral é foda, e todos aqui sabemos muito bem o porquê – ele disse irritado mais com uma pontada de tristeza.
– Jesse e Rachel são ótimos, e juntos, são perfeitos, ninguém vai conseguir ser melhor do que eles nessa competição – Mercedes alertou.
– Então não participaremos desta competição – Finn disse levantando-se. – Vou pedir para o diretor mudar o lugar onde ocorrerão todas as apresentações, já que seria aqui – ele foi andando em direção da porta e eu resolvi aparecer.
– Vocês não vão desistir – eu falei andando até o palco e todos me olharam assustados.

– Você estava ouvindo nossa conversa? – Mercedes questionou.
– É uma espiã não é mesmo? – Quinn falou me lançando um olhar de fúria.
– Se vocês querem saber, eu e Jesse faríamos o dueto dessas apresentações – falei abrindo o jogo –, mas eu saí do vocal Adrenaline – afirmei com uma pontada no coração sabendo que iria magoar Jesse. – E se eu fosse vocês, correria atrás do prejuízo escolhendo uma boa música para cantar, porque eles vão pegar bem pesado – fui andando em direção da porta.
– Rachel! Espera. – Puck me chamou e eu olhei para trás – Se você saiu do vocal Adrenaline, então pode entrar para o nosso.
– Ela tem que estar matrículada aqui para poder participar – Quinn alertou.
– Mas você pode ajudar nós, não é mesmo Rachel? – Finn pediu depois de um tempo olhando para mim.
Assenti com um sorriso no canto dos lábios.
– Então que música cantaremos? – Tina perguntou contente.
– É melhor que a Rachel entre para o nosso coral – Mercedes comentou.

– É Berry, se matricule aqui e você pode ser a nossa estrela do coral – Artie afirmou.
– Era isso mesmo o que eu vou fazer Artie – sorri.
– Rachel, vamos ensaiar então! – Puckerman me abraçou – É tão bom ter você de volta.
– É verdade – falei sentindo o cheiro do seu perfume e me sentindo em casa novamente.
– Mas vocês estão sem um coordenador? – questionei me soltando dos braços de Puck.
Todos assentiram.
– Ok... – falei para mim mesma – Vocês ensaiam hoje como acharem melhor, e eu vou ver o que faço para ajudar com as músicas – fui andando em direção da porta, mas antes de sair, olhei para todos eles: – Mercedes, você pode vir comigo?
Ela sorriu e fomos andando pelos corredores do McKinley.
– Pode me explicar como serão essas apresentações? – Sentamo-nos em uma mesa da biblioteca.
– Como você já sabe, os duetos serão apresentados aqui no nosso colégio – Mercedes começou –, recebemos o privilégio de cantar duas músicas, uma deverá ser um dueto e outra com o coral todo cantando.
– Isso valerá alguma premiação? – perguntei com alguns planos em mente.

– Terá jurados, e eles escolheram o melhor. – Mercedes explicou – O nosso coral abrirá com um dueto, e cantaremos todos juntos a última música.
Mordi os lábios com um pouco de raiva.
– Quem está organizando este evento? – perguntei levantando-me.
– Sue Sylvester – ela falou com uma pontada de tristeza.
– Ótimo! – sorri otimista. – Nos encontramos lá no auditório daqui a pouco, ok? E por favor, não deixe ninguém ir embora antes que eu tenha que falar com todo o coral. – fui correndo até a sala da treinadora Sylvester.
Chegando lá, bati impacientemente duas vezes na porta e entrei sem que fosse convidada.
– Boa tarde, treinadora – respirei ofegante.
– O que você faz aqui garota arrogante? – ela questionou com seu mau humor de sempre.
– Faça com que o Glee apresente-se como bem entender – falei determinada.
– Criança, não vou fazer isto por você e muito menos por aquele clube ridículo – Sue disse irritada.
– Então, eu vou ter que abrir a minha boca na frente do público todo e contar que você não tem nenhum certificado que diga que pode ser treinadora, e que seu emprego é uma farsa – falei colocando minhas mãos em cima de sua mesa e a olhando nos olhos –, você só trabalha aqui porque é apaixonada pelo o Sr. Schuester. – sorri irônica – E então, vai ou não fazer o que eu pedi?

Sue Sylvester me olhou de cima até em baixo e percebi que ela queria me matar. Ri em pensamento.
– Te odeio Rachel Berry, e quando eu puder, acabo com você – foram as únicas palavras que ela disse.
– Obrigada, Sra. Sylvester – mandei um beijinho para ela, e a mesma fez cara de nojo.
Saí rindo da sala e corri até o auditório. Todos estavam terminando de cantar alguma música quando eu entrei.
– Podemos nos considerar vitoriosos – afirmei contente.
– Como assim Berry? – Santana perguntou aparecendo no meio das garotas.
– Convenci Sue Sylvester a deixar que nós nos apresentássemos como quiséssemos – contei extremamente feliz.
– Como você conseguiu isso Rachel? – Quinn perguntou boquiaberta, aliás, todos estavam boquiabertos.
– É que eu sempre consigo tudo o que eu quero – falei sentando em uma cadeira para recuperar o fôlego.
– E o que faremos agora? – Finn perguntou sentando-se ao meu lado.
– Primeiramente, eu pensei que o coral cantasse uma música só, mas ainda estou pensando em outra coisa – respirei fundo.

– Que música você tem em mente, Berry? – Artie questionou chegando perto de mim.
– Faithfull – olhei para ele – A faremos um pouco diferente, então vamos ensaiar! – levantei-me e ensaiamos até umas 23h30min.
Todos já estavam cansados, suados, com fome, sono, etc. Joguei-me no chão e fiquei pensando em que outra música poderíamos cantar.
– Tenho que ir para casa, está tarde e eu estou podre – Quinn falou.
– Eu também vou indo, tchau pessoal – Tina pegou suas coisas e foi embora com Mike Chang.
Quinn Fabray foi até Finn e tentou dar um beijo nele na minha frente, mas Hudson virou o rosto.
– Rachel, obrigada pela ajuda – Artie disse vindo até mim.
– Não precisa agradecer – sorri.
Artie foi embora sozinho, e aos poucos todos foram para casa e Quinn e Finn brigavam por alguma coisa.
– Berry, não acredito que você vai voltar para cá! – Puckerman disse me abraçando e me rodopiando no ar.
Soltei uma risada contente.
– Prometo que não vou mais te abandonar – falei quando ele me colocou no chão.
– E eu vou cobrar isto, hein?! – ele sorriu.

– Vai se ferrar, Finn Hudson – ouvimos Quinn berrar e empurrar Finn. – Você é um grande babaca, sabia? Nunca pensei que fosse deixar de se importar com a sua popularidade por causa dela – Fabray me lançou um olhar de pura fúria.
Finn ficou calado sem responder a nenhuma ofensa.
– Você prefere aquele monstro gordo, nerd e com cara de sonsa? – Quinn falou e vi lágrimas escorrer por seu rosto.
Ela estava me xingando também, que ridícula! Virei-me para ela e a olhei de cima até em baixo, e quando ia falar poucas e boas para ela, Finn me interrompeu.
– Quinn, se você falar mais alguma coisa sobre a Rachel, eu nunca mais olho para a sua cara – ele disse autoritário –, porque eu não sou seu namorado e muito menos amigo, ok? – ele respirou fundo – Você não manda em mim, e eu gosto de quem eu quero – Finn saiu do auditório irritado.
– Tudo culpa sua Rachel Berry, desde que você inventou aquela fofoca sobre nós! – Quinn veio na minha direção e levantou a mão, tampei um rosto para tentar me defender do tapa.
Abri os olhos e vi que Puck tinha segurado a mão dela.
– Você não vai encostar um dedo na Rach, ouviu bem? Agora saia daqui! – ele berrou e Fabray saiu chorando.

– Vou te matar, Rachel – Quinn Fabray berrou enquanto saia do auditório.
Fiquei parada boquiaberta enquanto tentava raciocinar tudo. Quinn brigou com Finn por causa de mim, Puck me defendeu do tapa de Quinn e Finn disse, mais ou menos, que gostava de mim em público.
Respirei fundo. Ok está tudo bem confuso.
– Rach, quer que eu te leve para casa? – Puck perguntou interrompendo meus pensamentos.
– Obrigada Puckerman, mas eu vim com o meu carro – falei entre sorrisos.
– Se precisar de mim, é só me ligar – Puck me deu um beijo na testa e saiu do auditório.
Sentei-me de pernas cruzadas no chão. Apoiei meus cotovelos em minhas pernas e cobri meu rosto com as minhas mãos. Será que estou fazendo a coisa certa? É isso mesmo o que eu quero? Agora que já estou aqui, devo continuar. Tenho que enfrentar meus problemas, resolvê-los.
– Rachel? – levantei o olhar e vi Finn – Está tudo bem? – ele sentou-se ao meu lado.
– Sim, só estou um pouco confusa – falei desabafando.
– É por causa do Jesse, não é mesmo? – Hudson perguntou, e parecia enciumado.
– Por ele, por Britt, por Quinn, pelo vocal Adrenaline, por tantas pessoas – disse tentando não deixá-lo bravo.

— Eu acho que entendo — Finn falou —, mas você vai realmente voltar para cá? — ele perguntou olhando em meus olhos.
— É claro, Hudson — eu falei sorrindo e esticando minhas pernas que doíam.
— Que bom — ele sorriu.
Ficamos um bom tempo sem falar. Aquele silêncio era constrangedor. Comecei a lembrar de todos os momentos que passamos juntos. Principalmente, do dia em que fomos para a praia.

Flashback

“– O que você vai fazer agora? – Falei enquanto jogava o resto do sorvete no cabelo dele e no rosto. Ri alto e saí correndo.
Finn veio atrás de mim e eu acabei tropeçando e caindo no chão. Ele me alcançou e caiu sobre mim segurando meus braços.
– Me larga Finn. – Disse rindo.
– Agora você quer ser solta, é? – Ele sorriu e me beijou.
– Para Hudson, você está me deixando louca e meu cabelo está cheio de areia! – Falei olhando nos olhos dele.
Finn me soltou e eu roubei um selinho dele.
– Não quero nunca mais ficar longe de você. – Ele me abraçou forte.
– Eu quero você só para mim, sempre. – Eu falei selando nossos lábios.
– Agora, vou me vingar de você. – Hudson me pegou nos braços e foi andando em direção ao mar, enquanto eu me debatia e ria.
– Finn, me larga! – Eu disse controlando o riso.
– Só depois que você se molhar. – Ele riu e me jogou no mar.
Finn mergulhou também. Respirei fundo e estremeci, pois a água estava fria.
– Hudson, eu ainda te mato! – Ri e tirei a água salgada de meus olhos.
– Você me mata de amor, isso sim. – Ele riu e me abraçou.
Estávamos só eu e ele naquele mar. Havia algumas pessoas caminhando pela praia, e só.”

Percebi que estava sorrindo que nem uma boba. Finn me olhava e ele também sorria.
— Do que você está sorrindo, Rach? — ele perguntou, quase rindo.
— Do dia em que fomos naquela praia, lembra-se? — perguntei olhando nos olhos.
Finn assentiu.
— É eu sentia sua falta — falei de uma vez por todas o que estava grudado em minha garganta.
— Sentia? — ele questionou triste.
— Falei no passado, pois agora vou poder te ver todos os dias — sorri.
— Eu ainda te amo Rachel — ele retribuiu o sorriso e chegou mais perto de mim.
Finn colocou a mão em meu pescoço e selou nossos lábios. Foi um beijo calmo, cheio de amor, saudades e desejo.
— Eu também amo você — falei após o beijo. Nossas testas estavam colocadas uma a outra.
— Não acredito que ficamos todo esse tempo separados — Finn disse —, pensei que você nunca mais fosse voltar.
— Eu precisava de um tempo para mim mesma — falei arrumando meu cabelo e ficando um pouco mais longe de Finn.
Ele sorriu.
— Você está tão linda Rachel — ele disse acariciando meus cabelos.
Sorri também.

— Nós precisamos conversar sobre uma coisa — falei nervosa.
— Quinn Fabray? — ele disse lendo meus pensamentos.
Assenti.
— Nós não temos mais nada — Finn falou rápido.
— Eu sei, mas ela continua no seu pé — retruquei.
— Já fiz de tudo e ela não me larga — ele disse meio triste —, já pensei em dizer para ela que sou gay — rimos juntos. — Sério Rachel, pode confiar em mim, eu não gosto mais da Quinn, só de você — ele disse chegando perto de mim.
— Jura? — pedi fazendo beicinho.
— É claro meu amor — Finn disse sorrindo de lado e após isso me beijou.
— Acho melhor irmos embora, não quero ser expulsa do colégio antes de estudar aqui novamente — falei levantando-me.
— Você tem razão Rach — Finn levantou-se também.
Peguei minhas coisas que estavam jogadas pelo chão e percebi que Finn me olhava.
— O que foi? — perguntei quando tinha terminado de colocar tudo dentro de minha bolsa.

— Nada — ele disse com cara de bobo.
Olhei para ele com cara de quem estava entendendo nada.
— Vamos? — Finn Hudson perguntou pegando em minha mão.
Assenti.
Fomos andando até o estacionamento de mãos dadas. Isso mesmo que você leu: MÃOS DADAS. Estou com as pernas moles até agora. Finn Hudson, o cara mais popular e mais lindo do colégio namorando comigo – ou não estamos namorando? –, sou uma garota de sorte, é.
— Quer uma carona Berry? — Finn perguntou.
— Eu vim com o meu carro — falei desanimada e me odiando por ter vindo de carro.
— Tudo bem, te vejo amanhã? — ele perguntou carinhoso.
— É claro — eu falei sorrindo e beijando-o. — Mas você sabe que eu não vou começar a estudar aqui amanhã, não é mesmo?
Finn Hudson assentiu tristemente. Abaixei a cabeça e abri a porta de meu carro.
— Eu te amo, Rachel — ele disse e percebi algumas lágrimas escorrendo pelo rosto de Finn.
No mesmo momento eu o abracei forte. Finn me abraçou mais forte ainda, como se aquele fosse o nosso último abraço, como se ele nunca mais quisesse largar de mim.
— Promete que nunca mais vai me deixar? — Finn pediu com o som de sua voz abafado por causa de meus cabelos.

— Eu prometo Hudson.
Finn soltou-se de meus braços e me olhou nos olhos.
— Ainda não acredito que você é só minha — Finn sorriu e começou a me dar milhões de selinhos.
— Serei sua para sempre — falei entre os selinhos.
— Era tudo o que eu precisava ouvir — ele disse parando de me beijar.
Finn me pegou no colo e começou a me girar no ar.
— Para Hudson, assim eu vou cair — gritei enquanto me agarrava em sua blusa.
Ele parou e me colocou no chão. Estava tonta e por isso caí batendo a cabeça no chão do estacionamento.
— Rachel! — Finn me chamou desesperado — Você está bem? — ele me levantou do chão e me colocou deitada nos bancos traseiros de meu carro.
— Estou bem, Finn — falei sentando no banco —, só com uma dor na cabeça.
— Desculpe meu amor, não queria fazer isto com você — Hudson disse cabisbaixo.
— Não se culpe, foi até engraçado, sabe? — eu falei tentando animá-lo.
— Não precisa mentir Berry.
— Não estou mentindo — ajeitei meus cabelos —, com esse tombo você me fez acordar e eu percebi que tudo o que está acontecendo não é um sonho, e sim realidade — abracei-o.

— Tenho que ir Rachel, não quero que você se machuque novamente — Finn disse ainda se culpando.
— Finn Hudson, se você culpar mais uma vez por causa desse tombo, eu vou ter que bater em você — falei segurando a gola de sua camisa e sentando em seu colo para conseguir olhá-lo nos olhos.
— Acho que vou continuar me culpando, porque está valendo apena — Finn disse mordendo o lábio inferior.
Quando percebi que não estávamos em uma cena nada correta, saí do colo dele.
— Não acredito que fiz isso — falei para mim mesma.
— Eu sei que você fez inocentemente — Finn falou saindo do carro.
Saí depois dele e ajeitei minha saia.
— Desculpe — foi a única coisa que eu consegui falar.
— Você não fez nada de errado, eu que levei aquilo para outro lado — Finn disse segurando meu rosto. — Até amanhã, Rach — ele me beijou e entrou em seu carro.

Notas finais
Momentos Finchel voltaram *u* KKKKKKKKKKK Vou postar mais um capítulo ainda hoje, ok?
Espero que os antigos leitores voltem a ler )=