Acordei cedo no outro dia. Tomei meu café da manhã com meus pais.
— Filha, estou indo fazer sua rematrícula agora, ok? — minha mãe disse me dando um beijo na testa e saindo.

— Está bem mãe, tenha um bom dia — falei acenando para ela que estava na porta.
Peguei as chaves de meu carro e fui para o meu inferno particular.
Não vai ser nada bom ir para a escola hoje. Não quero encontrar Jesse St. James, sei que vou magoá-lo.
— Bom dia amorzinho — ouvi Kurt me cumprimentar enquanto eu saia do carro no estacionamento do colégio.
— Olá Kurt — falei sorrindo.
— Então, resolveu seus problemas? — ele questionou enquanto entrávamos na escola.
— A maioria deles — respondi desanimada —, tenho que terminar com Jesse hoje.
— Oh, isso não vai ser nada legal — Kurt comentou.
Assenti.
Fomos andando pela escola e procurei por Jesse St. James, mas não o encontrei em nenhum lugar. Fui para a minha sala e as aulas ocorreram normais. Como eu não tinha as duas primeiras aulas com Jesse, fiquei mais nervosa ainda.
A próxima aula era sociologia, na qual eu teria com ele. Entrei na sala com um grande aperto no coração e meu estômago não parava de doer.
— Bom dia Rachel — levantei meu olhar e vi Jesse parado em minha frente. — Como você está meu amor?

Quando ele falou “meu amor” lembrei que Finn também havia me chamado assim na noite anterior. A dor em meu estômago somente aumentou.
— Estou bem — falei finalmente. — Jesse, eu... — fui interrompida por Shelby que entrava na sala.
— Com licença professor, posso conversar com Jesse St. James e Rachel Barbra Berry? — ela perguntou para ele e logo se virou para nos olhar.
— Claro professora.
Fomos andando até ela que nos aguardava no lado de fora da sala.
— O que aconteceu? — perguntou Jesse sem deixar Shelby começar a falar.
— Vocês concordam em participar do dueto? — ela perguntou chegando ao assunto rapidamente sem rodear pelo ao menos uma vez.
— Eu aceito — Jesse falou sem pensar duas vezes e logo se virou para mim: —, e você Rach?
— Eu não posso — falei cabisbaixa.
— Por quê? — Shelby e Jesse perguntaram ao mesmo tempo.
— Vou mudar de escola — comecei a explicar — e com isso terei que sair do Vocal Adrenaline.

— Isso é lamentável — Shelby falou triste.
— Muito — completou Jesse.
Ele foi entrando na sala desanimado, e eu fui seguindo-o quando alguém segura meu braço, olho para trás e vejo Shelby.
— Rachel, queria que você soubesse de uma coisa — ela falou olhando em meus olhos.
— O que? — perguntei curiosa, mas ao mesmo tempo com medo do que ela iria falar.
— Eu queria que você continuasse aqui — ela falou —, gosto de ter você perto de mim.
— Como assim? — questionei soltando meu braço de sua mão.
— Rachel, eu sou sua mãe biológica — ela falou depois de ficar um bom tempo me olhando e parecendo pensar no que deveria falar.
Aquilo foi como um balde de água gelada caindo sobre minha cabeça em um dia de frio. Shelby, minha mãe? Tudo bem que somos parecidas e tudo mais, só que isso é muito estranho. Será que ela não está inventando isto para que eu continue no Vocal Adrenaline?

— Quando descobri que você iria estudar aqui, fiz de tudo para que pudessemos passar algum tempo juntas, por isso abri vagas para o Vocal Adrenaline — ela interrompeu meus pensamentos. — Mas se você quiser ir embora, eu vou entender.
— Posso pensar no assunto e depois conversamos? — questionei esperando desesperadamente para que ela concordasse.
— Claro — Shelby falou um pouco mais animada.
— Ok — falei entrando na sala de aula.
Jesse me viu entrar e quando me sentei ao seu lado, ele veio falar comigo com uma expressão triste no rosto:
— Você vai terminar comigo, não é mesmo?
Assenti sentindo as lágrimas brotarem no canto de meus olhos.
— Eu já sabia — Jesse confirmou mais triste ainda. — Voltou com o gostosão do McKinley, certo?
Assenti novamente. Agora já estava secando minhas lágrimas que insistiam em escorrer por meu rosto. Não queria magoar Jesse, mas parece que não há outra solução.
— Eu só vou ir embora, porque preciso resolver assuntos pendentes do meu passado — falei com a voz fraca.

— Não precisa vir com desculpas Rachel Berry — Jesse falou irritado —, pensei que você fosse diferente, que tivesse sentimentos verdadeiros.
— Mas quem disse que eu não tenho sentimentos verdadeiros? — perguntei irritada também — Sempre gostei de você, mas eu amo Finn e não posso mandar em meu coração.
Jesse abaixou a cabeça, pegou seus materiais e foi sentar em uma carteira bem longe de mim.

Notas finais
Capítulo bem pequenino, mas vou postar o próximo pra recompensar (=