Geração Pamerval - A história do início ao fim
61 Capítulo 61
Por Pamela:
Nossa vida de casal estava uma beleza! Herval, ao contrário do que Jonas sempre foi e fez, não me trocava pela Plugar, eu era sua prioridade. Of course que às vezes ele tinha que ficar um tempinho a mais resolvendo uns problemas, até porque cuidar de uma ONG não é tarefa fácil, mas sempre avisava com antecedência e quando chegava em casa, compensava com todo o amor, carinho e romantismo que me tinha.
Não tenho muito o que dizer dos nossos primeiros meses... Nossas empresas iam bem, nossa família ia bem, casamento é rotina! Só que você escolhe que tipo de rotina que vai ser e nós escolhemos ser uma rotina boa. Trabalho todo dia, folgas pouquíssimas! Megan estava finalmente virando uma mulher de responsabilidades! Ainda continuava sendo uma bad girl, mas amadurecera um pouco.
Como o dito, Brian e Lara se casaram no começo do ano seguinte. A emoção foi tão forte, que horas antes do casamento, Brian regrediu! Virou um adolescente de 14 anos de idade! Dorothy praticamente enlouqueceu, nós tentamos fazer de tudo para fazer ele voltar ao normal e nada! Herval, que antes não havia presenciado coisa parecida, ficou até assustado. Com paciência eu lhe expliquei que ele só retomaria sua consciência de alguém com seus 37 anos, se sofresse novamente uma emoção muito forte.
–Ué, se foi o casamento que o deixou assim, então será o casamento que o tirará desse estado bizarro, não?
–I do not know... Não havíamos pensado nisso... – Falei ainda meio desnorteada, afinal, Dorothy estava histérica e quase batendo em Brian!
–Chamem a Lara, mesmo que ela já esteja no Regenera, pronta para o casamento, chamem ela! Se a emoção que deixou o Brian assim, está ligada a ela, só a Lara pode resolver esse problema.
–É... Você tem toda razão, my love... Vou ligar para ela agora! – Saí do quarto de Brian, que era onde estávamos, e fui até o nosso quarto pegar o celular para ligar para Lara. Sinceramente eu achei que ela iria ficar tão histérica quanto Dorothy, mas não...! Ela me atendeu e entendeu tudo tranquilamente e afirmou que em pouco tempo estaria na mansão.
Depois de voltar ao quarto de Brian e avisar a Dorothy que Lara já iria chegar, fui para sala tentar recuperar a consciência para poder me arrumar.
–Oh my God... Que dia...!
–Relaxa, meu amor… Já, já a Lara chega e tudo se resolve…! – Herval me acompanhara até a sala.
–Ah honey... Espero que você esteja certo... – Minha cara não era das melhores e nem meus pensamentos. Ele se sentou ao meu lado e seu braço me envolveu, ele encostou o queixo no meu ombro e ficou me olhando, doce. Eu não consegui me manter com uma cara preocupada, ele me fez sorrir com aqueles olhos brilhando, olhando os meus...
–Hum... Assim está melhor...! – Me deu um beijo no ombro.
–Oh hubby... Você não existe, sabia?! – Disse lhe acariciando o rosto. Ele sorriu e logo me vi abraçada a ele que parecia ter um calmante em seu perfume.
Algum tempo depois, Lara chegou correndo.
–Cadê o Brian?
–Está no quarto com Dorothy!
–Tá bom! – Correu para o quarto. Agora ela parecia ofegante, como se tivesse chegado correndo, estava linda como noiva, mas o vestido, o cabelo, a maquiagem, nada lhe importou! Só o que lhe interessava era fazer Brian voltar ao normal.
–Espero que ela consiga...
–Vai conseguir, meu amor... Agora a gente tem que ir se vestir né! Senão quem vai se atrasar é a gente e não o Brian! Vem... – Ele segurou a minha mão, se levantando e esperando que eu fizesse o mesmo. – Anda, vem! Vem vestir o vestido mais lindo que você tiver... – Me puxou de uma vez e me abraçando por trás, me fazendo andar, continuou sussurrando no meu ouvido: — Para mais tarde eu tirar todinho... Com a boca... – Com aquilo eu me arrepiei instantaneamente e ao mesmo tempo, fiquei vermelha de vergonha.
–Stoped! – Empurrávamos a porta do quarto. – E quem disse que você vai tirar?! – Lhe provoquei.
–Eu! E achei que você fosse concordar... Errei? – Falou, me jogando na cama.
–Hum... I do not know... Por que eu concordaria se corro o risco de rasgar o vestido? – Ele subia por cima de mim.
–O por quê? Deixa eu ver... – Sorriu safado e se pôs a me beijar o pescoço e a me dizer os motivos para eu concordar, ao pé do ouvido. – E ai? Convenci? – Quando eu estava embalada em sensações deliciosas, com os olhos fechados, arrepiada com sua voz baixinha no meu ouvido e com seus beijos, ele se levantou de súbito da cama, me fazendo essa pergunta.
–Yeah... – Eu tentava recuperar a sanidade. Ele sorriu vitorioso e se dirigiu para o closet, para se arrumar. – Com um golpe baixo desses, Sr. Domingues!
–Ué, eu tenho que apelar para tudo! – Ele apareceu novamente, carregando seu terno. O jogou em cima da cama e começou a desabotoar a camisa que estava, me olhando e sorrindo.
–Você não presta, Herval Domingues! – Lhe disse, dando-lhe um leve empurrãozinho, o que o fez sorrir ainda mais e me dirigi para o closet. Quando eu tirei o vestido que estava, ficando só de roupa intima, senti suas mãos me abraçarem por trás, seu corpo despido se juntar ao meu e ele começar a beijar minhas costas.
–Eu te amo, sabia? – Disse entre um beijo e outro. Me virei de frente para ele e brincando com seus cabelos, respondi:
–Oh really? Muito ou pouco? – Brinquei.
–Muito! Muito! Muito! Muito! Muito! – Falava me dando vários beijos e eu sorria e lhe correspondia do mesmo jeito.
–Agora vamos nos aprontar logo de uma vez, senão vamos acabar atrasados! – Lhe disse fazendo-o virar de costas para mim e fui lhe empurrando até a cama para que ele se vestisse.
Escolhi um lindo vestido de renda branca com detalhes prateados, uma sandália também prateada, uma pulseira, um par de brincos, uma bolsinha de mão, um make perfeito para um casamento e de cabelos soltos, voltei ao quarto.
–Pam... Você tá... Você tá linda...! – Herval, que estava de costas, ao perceber minha presença, se virou e com uma cara de bobo, falou isso!
–Oh thank you, honey! E você?! You are so incredible! Amazing! My beautiful hubby…! – Lhe dei um beijo e dei uma ajeitada em sua gravata.
–Essa gravata tá me sufocando... – Ele falou meio incomodado.
–Então... – A puxei de seu pescoço. – Resolvido! – Ele sorriu aliviado e agradecido.
–Achei que você não fosse gostar se eu fosse sem...
–Oh no, sweet... Eu me apaixonei por você exactly como você é... Se você não gosta de usar gravata ou roupas assim, se esse não faz seu estilo, whatever! Use o que quiser, que eu vou adorar de qualquer jeito... – Falei arrumando o colarinho da roupa e por fim, lhe olhei nos olhos e sorri. – Então? Vamos?! – Perguntei, pegando a bolsa que havia colocado em cima da cama.
–Vamos! – Saímos do quarto e quando chegamos na sala, Dorothy estava lá, apreensiva.
–E então, madrinha? Nada ainda?
–A Lara está com ele lá dentro do quarto, mas acho que ainda não conseguiu nada...
–Oh o que faremos agora...? – Perguntei, triste.
–Resolvido, gente! – Lara apareceu na sala. – Consegui fazer com que o Brian retomasse sua consciência... Sacrifiquei a surpresa dele me ver vestida de noiva, mas foi por uma boa causa!
–Oh graças a Deus! – Dorothy falou, aliviada.
–E graças a Lara! Ao seu amor por Brian que o trouxe de volta...! – Falei segurando suas mãos.
–Melhor vocês irem para acalmar os convidados... Eu vou ajudar o Brian Roberto a se vestir e logo depois nós chegamos lá... – Dorothy disse, levantando do sofá.
–É, tá certo, a gente precisa mesmo ir... – Herval falou pousando a mão nas minhas costas para me fazer andar.
–Venha conosco, Lara!
–Melhor eu ficar aqui... Eu chego junto com o Brian, vai que ele desiste! – Falou brincando.
–Okay... Good luck para vocês, então... – Herval pegou a chave do carro e nós fomos embora.
Por Herval:
Chegando no Regenera, vimos que estava um falatório só! Então assim que a família da Lara viu a Pam, vieram falar com ela:
–E então, Pamela, o que é que está acontecendo? Por que que a Lara teve que sair daqui às pressas? – Perguntou a mãe.
–Oh é que Brian deu defeito... E só quem podia fazê-lo voltar a funcionar era Lara! Mas já estão a caminho, não se preocupe! – Eles fizeram uma cara estranha, com certeza não entenderam, mas deixaram passar.
–Oi, prince... Digo, Pamela... Você tá linda. – Como era casamento de sua irmã, Ernesto tinha que estar lá! E ao ver a Pam, linda como estava, lhe cumprimentou fascinado. Eu imediatamente envolvi sua cintura, assim de lado, apertando-a contra mim. Ela pareceu ficar sem jeito, mas aquilo foi como dizer àquele moleque: “Não vai se criando não, que essa princesa aqui é minha!”
–Hi Ernesto! Thank you! Como vai? – Ela respondeu sorrindo e aquilo me incomodou um pouco.
–E-Eu tô b-bem... E vo-você? – Ele gaguejou, creio que estranhando o modo simpático com que ela lhe respondeu, já que da última vez que se viram, ela estava com raiva dele. Mas eu não sei se é um defeito ou qualidade da Pam, ela perdoa muito rápido!
–I’m fine! Very well! – Respondeu com ainda mais entusiasmo. Eu não sei se eu ficava feliz por ela estar dizendo que estava muito bem, estando casada comigo, ou se ficava irritado por ela estar dando corda àquele idiota. Eu o olhava como se quisesse lhe esmurrar ali mesmo e seus pais perceberam o clima tenso que se formou e o arrastaram dali. A Pam ainda deu um “tchauzinho” para ele e aquilo me fez ficar emburrado o resto da festa.
Brian e Lara chegaram, a cerimônia foi Gilbertiana e Autocelebrada. Foi lindo... Me fez lembrar do meu casamento com a Pam, mas eu ainda estava incomodado com o episódio do Ernesto. Tudo foi bem legal para todos, menos para mim. Em certo momento, a Pam estava conversando com algumas pessoas e eu, bem perto, conversava com o Davi que já não via há algum tempo, quando o Ernesto chegou perto dela, falando:
–Pamela? Eu... Posso falar com você?
–Of course! Fale! – Novamente simpática.
–É que você está me respondendo tão normalmente... Isso quer dizer que você me perdoou?
–Perdoar pelo quê? – Brincou, fingindo-se de que não lembrava de nada. – Oh relax, Ernesto! Eu não guardo mágoas! Isso são águas viradas! – Ela falou, batendo em seu ombro, fazendo-o rir, o que piorou ainda mais o meu ciúme.
–Ai que bom... Eu-Eu me sinto tão aliviado ao ouvir isso... Então eu... Eu posso te dar um abraço?
–Claro, carismático Ernesto! – Ela mesma que o abraçou e aquilo foi o cúmulo para mim! Passei o resto da festa, sentado num canto, até irmos embora para casa. Fui o caminho inteiro, calado e por vezes ela me olhava, achando estranho. Nós entramos em casa, fomos direto pro quarto... – O que foi, Herval? Por que está com essa cara?
–Nada não... – Respondi, tirando o paletó e jogando-o com raiva, na cama.
–Eu te conheço, Herval Domingues... O que houve, han? – Ela segurou meu rosto com as duas mãos, preocupada, me fazendo olha-la nos olhos.
–Você quer saber mesmo o que houve? – Perguntei dando a volta na cama.
–Of course!
–O Ernesto. Vocês lá na festa, cheios de intimidade…!
–Wait a minute. Você está com ciúmes, Herval?!
–Tô! Claro que tô! Aquele moleque vive dando em cima de você, antes você tava afastada dele, era mais fácil, mas pelo que eu vi hoje lá no casamento...
–Exactly! Um moleque, um garoto, Herval! Não há motivos para você ter ciúmes! Depois de tanto tempo, hubby?! Eu simplesmente o perdoei! Ernesto viu que tudo o que fez foi loucura... Só isso!
–Tem certeza que é só isso...? – Ela me olhou, ofendida.
–Eu não vou ficar aqui ouvindo isso...! – Caminhou irritada e apressada, mas antes que ela alcançasse a porta, segurei seu braço.
–Onde cê vai?
–Vou dormir com Megan! – Tentou se soltar e eu não deixei. – Me solte, Herval! — Ao contrário do que ela havia me mandado fazer, eu a segurei ainda mais firme, puxando-a bruscamente contra meu corpo. Nossos olhos se encontraram e ela tentou desviar o olhar. – Me solte...
–Não.
–Me solte...
–Não. – E aproximava nossos lábios implorando para que ela perdoasse aquele ápice de ciúmes.
–Não insista, Herval, me solte...!
–Não, Pam, me perdoa, me desculpa, eu... Eu perdi a cabeça... Fica aqui, não me deixa sozinho... – Eu a largava aos poucos e ela ia acalmando. – Quando eu vi aquele cara falando com você, eu... Eu não sei explicar, eu me senti mal, me senti inseguro...
–Herval, você está vendo isso aqui? – Ergueu a mão esquerda, tirou a aliança do dedo e me mostrou. – Está vendo?! É seu nome que está aqui! SEU nome! – Colocou no dedo de novo. Não respondi. – Foi com você que eu me casei! É você que eu quero! É você que eu amo! Não há o menor motivo para essa insegurança...! VOCÊ é a minha vida... – Foi incontrolável e instantâneo, lhe segurei o rosto, rapidamente com as duas mãos e lhe beijei. Aquele ciúme era mesmo idiota, eu fui um idiota! Tudo aquilo que ela me disse me provocou uma coisa esquisita, o beijo sequer foi pensado, foi um impulso! Aliás, eu deveria ter impulsos desse mais vezes.
Eu a virei em direção a cama e a conduzi até cairmos nela. O beijo continuou intenso e nós dois estávamos ofegantes! Meus lábios se apossaram de seu pescoço e minhas mãos procuravam livra-la daquele vestido. Ciúme desperta selvageria e era assim que eu estava. Praticamente arranquei a camisa social que eu ainda estava e num momento de delicadeza, fui beijando de sua coxa até o pé, ela se arrepiava e me olhava intensamente. Então eu tirei-lhe um sapato, depois o outro e voltando a subir lentamente na cama, tirava o meu também e as meias. Fiquei de joelhos e a fiz ficar também só que de costas para mim. Comecei a descer o fecho de seu vestido e como o prometido, pus-me a tirá-lo com a boca. Logo cada milímetro de suas costas já havia sido beijado por mim e logo seu sutiã se perdia pelo chão.
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