Geração Pamerval - A história do início ao fim
62 Capítulo 62
Notas iniciais
Por Herval:
No meu coração, era um turbilhão de sentimentos! O ciúme ainda não se tinha dissipado, se eu visse aquele moleque na minha frente, sem a menor dúvida, enxia a cara dele de bolacha! Ao mesmo tempo uma paixão avassaladora se apossava de mim, como se eu só fosse continuar respirando de amasse aquela mulher. Ao vê-la agora despida, com uma pele tão macia e tão cheirosa quanto a pétala de uma rosa... Mas uma rosa vermelha! Sim, vermelha que é a cor da paixão, do desejo, senti o corpo ferver...!
Era necessário sentir aquele cheiro adentrar minhas narinas e entranhar-se nos meus pulmões, me enlouquecendo. Era necessário sentir aquela maciez não só com as mãos, mas com a boca! Eu tive que fazê-la sentir os beijos mais quentes, demorados e desejosos que eu já lhe dera... Era algo que eu não sei explicar, era como se o ciúme tomasse agora forma de desejo, eu tinha que fazê-la minha como na verdade sempre foi, mas que o mesmo ciúme não me deixara ver.
Meus beijos lhe deixaram arrepiada, sua respiração começava a tomar uma certa velocidade, ela cerrava os olhos e franzia as sobrancelhas, creio que já se livrando completamente do ressentimento de tudo que eu lhe dissera minutos antes e dando espaço para todas aquelas sensações que só eu era capaz de lhe proporcionar... Ela sempre deixou claro isso, que eu era único, que nunca mais seria tão feliz como era comigo, mas como eu sou um completo idiota, esqueci desse detalhe quando a vi com o Ernesto.
Ela se virou de frente para mim, confesso que senti uma certa vergonha, afinal, não tinha certeza se havia sido completamente perdoado! Mas logo passou. Seu olhar intenso, marcante, parecia penetrar a minha alma e parecia me roubar a sanidade. Fiz de seus lábios, minha propriedade... Deitei-a na cama gradativamente e deitei-me sobre ela. Minhas mãos que acariciavam sua face durante o beijo, agora ousavam prender-lhe as suas, enquanto eu a olhava fixamente nos olhos, sentia sua respiração ofegante no meu rosto e seus lábios entreabertos, faziam quase uma súplica: “Me beije...” Era o que eles pareciam repetir e atendendo a esse pedido, meus lábios pousaram sobre os seus insanamente. Logo nossas línguas viraram acrobatas e minhas mãos, curiosas... Elas resvalavam por seu macio e arrepiado corpo, até encontrar a sua calcinha.
Quando eu a tirei, sem o menor pudor, percebi Pamela respirar ainda mais rápido, e à medida em que eu tirava a minha calça e cueca, respirava ainda mais rápido! Era a confirmação. Nada da briga que havíamos tido a pouco estava diante de nós, ao contrário, na minha frente eu só conseguia enxergar a mulher mais linda e incrível do mundo! Já ela, não via, seus olhos estavam fechados e suas unhas já a postos para me arrancarem o coro!
Como eu já não podia mais conter a excitação e muito menos ela, não tinha mais o que esperar, Pamela estava ali completamente entregue a mim e eu queria ama-la até o mundo acabar, para que esperar?! Todo seu corpo parecia me chamar e o meu corpo, independente dos comandos do cérebro, atendia ao chamado. Eu a invadi com toda a voracidade e ímpeto que havia em mim, já sentindo as costas serem arranhadas com todo o prazer e sua voz penetrar meus ouvidos, ao gemer baixinho meu nome:
–Herval...
Eu a amei aquela noite inteira! Mesmo que Brian e Lara fossem pessoas importantes para a Pam e agora para mim também, eles foram uma entre as bilhões de coisas em que não pensamos naquela noite. Nossos corpos e mentes estavam ocupados demais para pensar em alguém. Nossos lábios estavam ocupados demais para falarem um “sejam felizes!” Nossas mãos estavam ocupadas o suficiente para cumprimentarem os noivos. Sinceramente, Brian e Lara iriam nos perdoar, mas aquela selvagem mistura de ciúmes e desejo era bem mais interessantes que nos despedirmos deles que iriam para a lua de mel.
***
~Um ano depois...
...Nossas vidas estavam boas, brigas? Tivemos várias! Mas logo em seguida tivemos também uma cama completamente desarrumada, um banheiro transformado em caos e uma vez ou outra, um jarro quebrado quando não nos aguentávamos pelos corredores da casa, se é que você me entende...
Parecíamos estar rompendo com aquele ditado: “Sorte no amor, azar nos negócios e vice-versa.” Porque nosso amor só aumentava e as empresas iam muito bem! O Davi estava fazendo um trabalho exemplar na Marra e na Megan! É... Aquele garoto cresceu e fez a Megan crescer também! Claro que é da essência dela ser uma bad girl, ser maluquinha, mas seus atos agora eram bem mais responsáveis e até planejava um futuro lindo ao lado do Davi.
Como nem tudo são flores, às vezes eu tinha que esbarrar com o Ernesto e aturar a Pam falando com ele animadamente, mas agora eu sabia me controlar, claro que não perdia a chance de lhe lançar um olhar fulminante, mas me controlava e os beijos da Pam sempre me faziam esquecer aquele ciúme bobo.
Estava tudo muito bom, estava tudo muito bem, mas eu comecei a perceber que aquela felicidade só não nos era suficiente, o tipo de amor Eros não nos bastava mais... Vou confessar logo de agora, eu queria ser pai... Eu queria ter um filho para colocar para dormir, ir levar e buscar na escola, ajudar a fazer a lição de casa, abraçar, beijar, brincar, eu queria ver um sorrisinho inocente todo dia... Eu precisava do amor Ágape, o amor incondicional de um pai para com um filho e tinha a total certeza de que era aquilo que a Pam queria também!
Por vezes tive que consolá-la quando ela dizia que queria mais uma vez sentir a magia de ter uma vida sendo gerada dentro de si, mas que agora não podia, lamentava-se sempre pela complicação no parto de Megan que tornava-lhe a possibilidade de ser mãe novamente, quase remota. Desmontava-se em prantos quando dizia que era incapaz de me dar um filho, mas aquela não era a única maneira de termos um! Há tantas crianças por aí que são jogadas em orfanatos, precisando de um lar, de carinho, de família... Eu senti a necessidade de falar com a Pam sobre a possibilidade de adotarmos uma criança. Eu via aqueles meninos na Plugar e ficava imaginando um filho nosso brincando ali com eles... Imaginava chegar em casa depois de um dia exaustivo de trabalho e encontrar a Pam no quarto do nosso filho, deitada ao seu lado com um livro na mão, contando-lhe histórias para dormir... Era isso que eu queria, era isso que eu faria acontecer!
Durante alguns dias eu não consegui encontrar tempo para falar com a Pam sobre isso, ela vivia na Parker e na Marra, eu vivia na Plugar... Mas não podia mais adiar essa questão! Então em certa noite em que ela havia saído cedo das empresas, nós nos preparávamos para dormir, quando tomei coragem para falar:
–Pam... Há algum tempo eu venho querendo tocar num assunto com você...
–Ué! Tell me, hubby! Sou toda ouvidos! – Ela falava, se sentando na cama e tirando o hobbe. Logo me fitou terna, nos olhos e eu me sentei ao seu lado.
–É que... Eu acho que já está na hora da gente aumentar o número de integrantes da família, você não acha?
–What? Você quer dizer... – Ela havia entendido de cara!
–Exatamente! Vamos adotar uma criança, Pam...?!
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