Geração Pamerval - A história do início ao fim
60 Capítulo 60
Notas iniciais
Por Pamela:
No dia seguinte àquela última e maravilhosa noite de nossa lua de mel, levantamo-nos cedo para nos preparar, enquanto esperávamos o jatinho que Dorothy mandaria. Havia ocorrido um problema com o helicóptero que nos levara e essa era a segunda opção! Parecia que o destino não queria nos tirar dali, right?!
Quando estávamos arrumando as malas, eu iria colocar aquele cinto na mala, quando Herval o tomou da minha mão e foi jogar no lixo do banheiro.
–Não... Você não vai colocar essa coisa na mala, eu não quero nem mais ver isso na minha frente! – Eu tive que apertar os lábios, contendo o sorriso.
–Oh sweet... Quer saber?! Culpe Dorothy! Ela foi a culpada! Ela me convenceu a fazer essa brincadeira com você!
–Vem cá, o quê que essa criatura tem contra mim, hein?
–Ué, nada! Só que é divertido te fazer isso... Olhe só como você fica! – Caminhei até ele e envolvi meus braços em seu pescoço. – Relax... Esse tipo de brincadeira eu não faço mais, okay? Não quero que o meu hubby tenha um infarto.
–Hum... Cê me chamou de quê? – Suas mãos envolveram minha cintura. Sorri.
–Hubby! Meu marido... Finalmente e para sempre! – Ele sorriu satisfeito e logo estávamos nos beijando, quando ouvimos alguém bater à porta.
–Ah! Você já reparou que esses caras só chegam nas horas mais impróprias?! – Ele sempre se irritava quando nos interrompiam.
–Calma, dear... Deve ser para avisar que o jatinho chegou...! – Abri a porta e lá estava o amigo de Dorothy com exatamente essa informação. Nós dissemos que já iriamos descer e terminamos de arrumar as malas.
Resolvido tudo, pagado nossa estadia naquele paraíso, fomos embora dali para o jatinho que nos aguardava. Quando nos acomodamos, eu e Herval ficamos conversando por um tempo, planejando várias coisas para fazermos quando chegássemos in Brazil, até que me deu um baita sono! Afinal, nós mal havíamos dormido na noite passada. Encostei a cabeça na janelinha do jatinho e fechei os olhos, buscando cochilar. Herval conseguiu ficar calado por no máximo 3 min!
–Pam, você se lembra do que nós aprontamos num jatinho como esse? – Virei o rosto para ele, um pouco sonolenta e ele me olhava, sorrindo.
–Alto lar, Sr. Domingues! Do que você me induziu a fazer! Seu safado! – Disse-lhe sorrindo e lhe dando uma tapinha.
–Bom, foi uma experiência nova... E boa... Você não tem do que reclamar...
–E quem disse que estou reclamando?! Só deixando claro que você é o safado aqui, baby!
–Ah!! Tá... Sei... – Foi irônico.
–O que você quis dizer com esse “Ah!! Tá... Sei...” ?
–Isso! – Me puxou de súbito, me agarrando os cabelos da nuca, me dando um daqueles típicos beijos fogosos dele. Logo sua mão quis se apossar da minha perna, mas eu não deixei.
–No! Herval Domingues! Dessa vez eu não vou ceder, okay?! Você definitivamente é insaciável!
–Hunrrum! E a culpa é sua! Eu não posso fazer nada...!
–Pode. Me deixar dormir um pouco, já que não me deixou à noite...!
–Eu não te deixei dormir?! – Se fez de inocente.
–Yeah! Você!
–Mas o que foi que eu fiz, meu Deus?! – Aproximei a boca de seu ouvido e lhe sussurrei.
–Portanto, se comporte, okay?! – Lhe dei o aviso, vendo que ele sorria, e voltei a cochilar.
Depois de algum tempo, ele me acordou dizendo que já havíamos chegado no Rio! A gente logo pegou um carro e fomos para casa.
–Darling!!!! – Assim que eu pus os pés dentro de casa, ouvi Dorothy dar esse grito, que quase me matou.
–Madrinha!!! – Lhe respondi do mesmo jeito e corri para lhe abraçar.
–Como é que foram de viagem, han?!
–Ah, very good! Tudo, todos os cinco dias foram like, incríveis! Inesquecíveis! Não é mesmo, hubby? – Herval ainda não se acostumara com a ideia de que aquela era sua nova casa e ainda estava calado.
–Sim, sim, tudo perfeito, incrível! Só não gostei muito do começo... Foi um pouco traumatizante... Isso não se faz não, viu, Dorothy... Eu não gostei da surpresa! – Madrinha deu uma gargalhada com a cara que Herval fez enquanto falava e logo pediu desculpas, mas que ela precisava ter me convencido a fazer aquilo!
–Mom!!! Vocês chegaram!! – Megan chegava, dando pulinhos para me abraçar.
–Megan! My baby girl... Que saudades eu senti de você, minha sweet shild...! – A abracei bem forte, matando a saudade.
–Me too!! Hi Herval! Welcome ao seu novo lar! – Ela cumprimentou Herval.
–Obrigado, Megan...
–E onde está Brian, my brother?! – Perguntei.
–Estou aqui, Pam...! – Ele chegava na sala. – Que a força do mistério esteja com vocês... Felizes?! – Eu e Herval nos entreolhamos, sorrindo. – Ah mas que pergunta a minha! É só olhar para esses rostinhos radiantes que já temos a resposta, right?! – Herval baixou a cabeça, envergonhado. – Seja bem-vindo, Herval...! À casa e à família!
–Muito obrigado, Brian.
–Bom, Edmilson! Leve as malas deles lá para dentro. – Dorothy falou. – Vocês devem estar cansados da viagem, não é mesmo?! Vamos deixar vocês em paz... Vão tomar um banho, relaxar...
–E depois entregaremos algumas coisinhas que trouxemos de lá para vocês... – Eu disse, segurando na mão de Herval e o arrastando para o quarto. Quando entramos nele, Herval sentou na cama, com uma cara de paisagem. Honey? Está tudo bem?
–Hum?! Tá sim! Eu tô é tentando acreditar que eu tô mesmo casado com você...
–Of course, my love... – Sentei ao seu lado. – E seremos muito felizes juntos... – Ele me olhou nos olhos, sorriu e falou:
–E essa felicidade vai começar agora, com um bom banho a dois! – Me pegou nos braços, me fazendo soltar um grito e me levou para o banheiro, onde entramos às gargalhadas e beijos.
Por Herval:
Nos primeiros dias, foi meio complicado me acostumar à nova casa, mas todos foram ótimos e me fizeram me sentir bem à vontade... Era hora de eu voltar para o trabalho né?! Eu tinha deixado a Rita cuidando da Plugar sozinha pra mim, tinha que retomar o comando da minha ONG. A Pam também voltou para a Parker e para a Marra, que iam de vento em poupa! O Júnior tinha feito um sucesso estrondoso e consequentemente os outros produtos da Marra voltaram a vender feito água!
Eu nunca gostei da empresa que Jonas Marra criou, mas a Pamela estava transformando aos poucos, aquele lugar... E eu estava a cada dia mais orgulhoso da minha mulher! A Parker TV, segundo a Pam, ia bem, o IBOPE dos programas eram sempre relevantes e o ambiente em si estava cada vez mais agradável de se trabalhar, o que fazia a minha admiração por aquela mulher só crescer ainda mais!
Quanto a Plugar... Os investimentos chegavam, não eram tantos, mas ajudavam muito! A Megan tinha se firmado lá mesmo, como professora de inglês e a criançada adorava ela! Ah essas crianças... Depois da Pam, elas eram a razão da minha vida... Aquela ONG, ver aquelas crianças aprendendo a reprogramar, tudo aquilo era tão incrível, me enxia tanto de alegria... Ver em prática tudo o que eu acreditava era a melhor coisa do mundo!
Agora falemos do casamento! Bom, todo mundo sabe que casamento é sinônimo de rotina, mas não levem a palavra “rotina” para o lado chato dela, porque não é nem perto disso! Acordar cedo, já ganhando um beijo de bom dia, todos os dias, da Pam, não é lá o que eu posso chamar de coisa chata não é!? Trabalhar com o que eu amo e vê-la fazer o que ama também nos rendia ótimos assuntos quando chegávamos em casa! Eu passava um bom tempo lhe ouvindo e lhe admirando, ela ficava tão linda empolgada, falando das empresas...Os cafés, almoços e jantares daquela família eram sempre tão animados! E minhas noites com a Pam eram ainda mais! Tão mais que a Megan, que não tem papa na língua, sempre reclamava por não conseguir dormir com o barulho! É verdade que aquilo me deixava constrangido, mas depois, quando estávamos eu e Pamela a sós, nós ríamos muito daquilo e voltávamos a fazer a barulheira.
É... Pra quem acha que casamento é uma instituição falida, aqui vai o meu recado: “Você que é um idiota e não sabe o que fazer para tornar a convivência com seu cônjuge agradável!” Porque essas primeiras semanas e primeiros meses juntinho da mulher da minha vida, estavam sendo muito bons! Qualquer estresse adicional que eu tivesse era dissipado ao ver aqueles olhinhos dela, aquele sorriso e receber um beijo dela... Cada vez que ela chegava preocupada ou estressada também, eram as minhas massagens e os meus beijos que lhe acalmavam! Era com umas provocações bem safadas que ela me tirava da Plugar ou de qualquer lugar que eu tivesse para ama-la por horas à fio e com muito prazer! E era com propostas indecentes ao pé do ouvido no meio da noite, na Parker ou na Marra, que eu a convencia a continuar com esse prazer. Bom, se esse casamento era chato, eu queria viver na chatice o resto da minha vida!
Fale com o autor