Notas iniciais
Well... Aqui está! Eu havia planejado postar esse capítulo bem cedo hoje, mas acabei acordando com uma enxaqueca dos infernos! Só acabei de escrever agora! Boa Leitura!!

Por Herval:

Quando eu ouvi ela dizer aquilo, ah eu não podia me conter em mim mesmo...! Ter a Pamela para mim, tê-la como minha mulher era tudo o que eu queria... Aquela sua doce voz ecoou no meu espirito como a mais linda sinfonia e parecia que minha sanidade me dava adeus para sempre porque ali, naquele momento eu perdi completamente o juízo! Era só ela que me interessava, era só ela que eu queria, só seus beijos que eu almejava... Fui tomado por um súbito e incontrolável desejo de beija-la e eu o fiz sem delongas! De um átimo de segundo para outro os seus lábios eram a morada dos meus, o calor do seu corpo era o que aquecia a minha alma e tudo o que eu queria e tenho certeza de que era o que ela queria também, era tê-la em meus braços, depois de um mês e 12 dias que mais pareciam uma eternidade e anos-luz!

Lentamente comecei a deita-la na cama, enquanto não ousava separar nossos lábios. Eu segurei uma de suas pernas, deixando-a na altura da minha cintura, fazendo-a me permitir juntar ainda mais os nossos corpos. Pamela logo levou suas mãos às minhas costas, puxando minha camisa, mas eu logo me levantei e segurei suas mãos uma de cada lado. Ela me olhava sem compreender e eu só conseguia ficar ainda mais hipnotizado, aqueles olhos eram a minha droga, nem se eu mergulhasse numa piscina de champanhe, vinho ou cerveja, ficaria mais embriagado que olhando aqueles olhos e aquele sorriso, que ela logo colocou na cara ao me sentir beijar-lhe a barriga. Minhas mãos continuavam segurando as suas e meus lábios a explorar todo o seu corpo que parecia despertar novamente, após aquele mês traumático!

Eu podia ver com toda a volúpia aquela dourada pelugem de sua pele se arrepiar com o toque dos meus lábios e ela a tentar soltar as mãos para provavelmente me agarrar os cabelos. Me distraí por um instante e ela conseguiu se soltar, mas antes que me tocasse, segurei-as novamente e voltei a fita-la nos olhos dizendo:

–Não, senhora... Você não fez sua brincadeirinha comigo...? – Parei por um instante. – Brincadeirinha essa de muito mal gosto, por sinal! Porque quase me matou do coração! – Ela sorriu. Ah esse sorriso... Se ela soubesse o que ele provoca dentro e fora de mim, daria mais vezes! – Pois bem, chegou a minha vez... Agora eu que vou brincar um pouquinho... – Comecei a me levantar dela, da cama, e caminhei até a minha mala.

–O que você está aprontando Sr. Domingues?! – Ela se sentava na cama.

–Nada que você já não tenha aprontado comigo Sra. Domingues! – Finalmente eu podia chama-la assim. Balancei as algemas na sua frente e ela arregalou os olhos e abriu a boca, surpresa. Comecei a caminhar de volta para a cama e ela pôs-se a se encolher e a tentar esconder as mãos para que eu não as pegasse.

–Oh no, Herval! Eu achei que você já tinha esquecido dessas algemas...!

–Nada que diz respeito às nossas loucuras, eu esqueço, meu amor... E essas belezinhas aqui também são inesquecíveis, não são...?! – Aquele receio dela em relação às algemas me deixava ainda mais animado para fazê-la sentir o quanto é bom não precisar fazer nada, apenas deleitar-se naquele mar de sensações! Subi de joelhos na cama e pedi-lhe as mãos que ela negou com um fofo sinal negativo com a cabeça. – Não se preocupe, meu bem... – Sussurrei em seu ouvido: — Te garanto que o máximo que você vai sentir é muito prazer! – Percebi que ela fechou os olhos e mordeu o lábio inferior, deleitando-se no tom agradável da minha voz que lhe apossou o ouvido.

A fiz deitar-se na cama, antes de algema-la, lhe despi por completo, cheio de malicia e em seguida peguei-lhe as mãos, prendendo-as na grade da cama. Ela me olhava serena, submissa, com a respiração visivelmente alterada e com um desejo que lhe consumia até a alma, assim como a mim! Então, sem tirar os olhos dela, comecei a desabotoar a camisa, embora estivesse com pressa de tê-la em meus braços, desabotoava os botões com toda a calma do mundo, revelando aos pouquinhos meu corpo. Ela me olhava atenta, por vezes dava aquele alucinante sorriso de canto de boca... Quando me libertei da camisa, foi a vez da calça. Tirei o cinto também devagar, confesso que era para provoca-la, era para ela ficar impaciente, mas parece que estava gostando! Desabotoei a calça também e a joguei no chão. Então subi sobre ela como que engatinhando e depois de olha-la intensamente, meus lábios apossaram-se de seus seios e ela delirava em gemidos, ao me sentir hauri-los com desejo e intensidade.

Seu corpo se contraía de prazer e ela cerrava os punhos tentando conter sua necessidade de me tocar. Eu, de joelhos, fiz minhas mãos percorrerem todo seu corpo, contornando lhe as extasiantes curvas e fazendo-a fechar os olhos e sentir aquele toque delicado. Minhas mãos seguraram-lhe, apertaram-lhe e arranharam lhe as coxas, fazendo-a afastar as pernas com todo o prazer e me implorar, suplicar, pedir, rogar, postular que lhe proporcionasse ainda mais prazer! Minha mão deslizou de sua coxa à intimidade e ela arfou com isso. Eu fazia rápidos movimentos, fazendo-a se contrair mais e pedir ainda mais! Ela puxava as mãos, mas estar presa não lhe era mais uma tortura, puxava as mãos involuntariamente, acho que até gostava de estar algemada!

–Herval... – Ela sussurrou num tom doce, parecia um pedido, parecia querer dizer: “esperamos demais, matemos logo essa saudade que nos tirou o sono inúmeras noites!” Imediatamente quis lhe atender ao pedido, joguei longe minha última peça de roupa, a cueca, e junto com ela, todo o restinho de pudor que ainda me tinha. Finalmente não tínhamos mais a Dorothy e mais ninguém para nos impedir de nos amar... Deitei-me sobre ela sentindo o calor de seu corpo se misturar ao meu, o seu embriagante perfume tomar posse de mim e a invadi voluptuosamente e vorazmente, minha boca apossava-se da sua e com isso abafamos os gemidos dos dois. Quando ela se “reacostumou” perfeitamente com a minha presença em si, comecei com profundos movimentos, num ritmo mediano até estarmos completamente possuídos por aquele contentamento e me fazer acelerar e fazê-la abrir a boca e gritar de prazer.

Estávamos casados, estávamos em Veneza, estávamos felizes... Eu a dominava e ela parecia adorar aquilo... Eu estava cada vez mais tomado, a rapidez e a força com que eu a possuía era dobrada involuntariamente e aquilo fazia-a gemer e gritar ainda mais alto, ela queria mais, eu lhe daria mais! Por um instante levantei, ela recuperava a respiração, fui até a mesa e peguei a garrafa de champanhe. Quando voltei para a cama, ela me olhou inicialmente com olhar reprovador, mas logo percebeu que assim como até agora estava adorando, com a presença do champanhe não seria diferente... Derramei-o um pouco sobre a Pam, que arqueou as costas, já que o champanhe estava gelado e eu conheci ali o sabor da luxúria fazendo a língua repousar naquela deliciosa pele agora molhada por um champanhe de altíssima qualidade.

Ela deleitava-se ao sentir aquilo e respirava pesarosamente, arquejando, já que a excitação lhe tirava até o ar! Na verdade NOS tirava o ar! Porque depois de eu ter feito aquilo umas três vezes e me sentir como se estivesse a ponto de entrar em coma alcoólico de paixão, voltei a possuí-la com ainda mais avidez! Ela cerrava os punhos, puxava-os das algemas, colocava a cabeça para cima, para baixo, para um lado e para o outro, mordia os lábios, arfava, gritava meu nome, pedia mais... E eu sentia meu corpo tomado por um calor! Sentia-o arder a cada vez que tocava no dela! Horas depois, já ficava impossível respirar mais aceleradamente, ficava impossível gritar mais alto, ser ainda mais rápido ou mais profundo, era impossível querer mais, “quando atingimos aquele ápice do prazer, que a gente pensa que vai até morrer! Como aquele máximo indivisível, que de tão bom é bom de doer, aquele momento em que ela pede ‘para’, querendo e não podendo mais querer, porque mais do que aquilo não se aguenta mais” de tão bom que é! Paramos... Continuei sobre ela, com o nariz enterrado em seus cabelos, sentindo seu delicioso cheiro, enquanto Pamela tentava inutilmente desacelerar a respiração e sorria, sorria satisfeitíssima, sorria feliz, sorria sentindo-se a criatura mais leve e livre do mundo, assim como eu estava.

–Você é incrível, Herval Domingues... – Ela me falou, olhando profundamente nos olhos, depois que eu havia lhe soltado e deitado ao seu lado.

–É...? – Acenou com a cabeça. – E você sabe o que está acontecendo com esse cara incrível aqui? – Fez que não, também com a cabeça. Eu toquei-lhe o rosto, acariciando-o e disse: — Dia após dia, esse cara incrível aqui tá se apaixonando ainda mais por uma gringa metida a brasileira muito linda... – Falei sorrindo e ela nem ligou para o “gringa metida a brasileira”, apenas me deu um beijo e deitou sobre o meu peito, me abraçando bem forte.

***

Por Pamela:

No dia que sucedeu aquela noite mais que espetacular, mais que maravilhosa e ainda mais que extraordinária, inacreditável, fui acordada com um tsunami de beijos de Herval.

–Hey, meu amor... Acorda, dorminhoca... Eu já pedi o café da manhã e já tá aqui...

–Oh no... Me deixe dormir mais um pouco... – Falei me virando, deitando de bruços e colocando o travesseiro na cabeça.

–Não senhora! Vai, acorda, você que quis vir para Veneza e agora não vai aproveitar essa beleza?! – Ele falou subindo em cima de mim, me tirando o travesseiro e afastando meus cabelos do ouvido: — E sabe o que eu pedi para você...? – Murmurei um “não”. – Um delicioso bolo de chocolate! – Nem deixei ele terminar de falar, quase o derrubei tentando me levantar e correr para a mesa posta. Ele continuou: — Com recheio de chocolate e cobertura de chocolate! Ou seja, chocolate pra caramba! Do jeitinho que você gosta!

–Hum... Delicious! – Falei lambendo os beiços e batendo palminhas como uma criança que está prestes a ganhar uma montanha de doces.

–Concordo plenamente... – Ele falou se aproximando de mim, mas sequer olhava o bolo! Foi então que percebi que estava nua e que era a mim que ele se referia!

–Herval!! Stoped!! – Ele sorriu e eu caminhei para o banheiro, dead de vergonha e voltei em seguida, enrolada num roupão e dizendo sorrindo: — É assim que você se mostra depois do casamento Sr. Domingues, um safado?! – Lhe dei um tapa no braço e ele me agarrou, sorrindo.

–Não..! Sra. Domingues, eu sempre fui, você nunca percebeu não...? – Sussurrou e me deu uma mordida naughty em minha orelha.

–Nem comece, Sr. Herval Domingues...! Vamos tomar café da manhã e sair, conhecer a cidade, okay?! – Ele se afastou, erguendo as mãos como eu dizendo “Tá bem, ok, eu me rendo...” Nos sentamos à mesa e eu devorei o bolo de chocolate! Okay, eu iria virar uma bola depois, mas se tem uma coisa além de Herval que eu não resisto, é chocolate! Depois do café, fui tomar um banho, mas quando cheguei na porta do banheiro, Herval me agarrou, implorando para tomar banho comigo. – Eu deixo, mas é para tomar banho okay?! Você que não se meta a besta! – Falei quase rindo.

–Tá! Prometo que vou me comportar! Palavra de escoteiro! – Nós entramos, eu desamarrei o roupão e ele tirou a roupa que estava e já foi logo me agarrando, me arrastando para o box, me encostando na parede e ligando o chuveiro.

–Herval! – O censurei. – Você deu sua palavra!

–Eu disse: “Palavra de escoteiro!” – Sorriu. – Eu nunca fui escoteiro na vida...!

–Ora, seu... – Me atacou num beijo ardente, nem tive tempo de terminar a frase e até preferi não terminar! Porque entre falar e beijar Herval, prefiro a segunda opção! Mas...!!! O fiz ficar só no beijo mesmo! Não poderíamos perder um segundo para viver aquela maravilha!! Depois do banho, fomos nos vestir e enfim sair!

Passamos o dia inteiro dando uma volta da cidade, de gôndola. Fotos não faltaram para serem colocadas nos porta-retratos da mansão! Estava tudo perfeito... Parecia que aquelas águas nos traria toda a sorte, paz, amor, cumplicidade e alegria do mundo... Visitamos algumas lojas, compramos uma coisinha ou outra... E enquanto caminhávamos por uma das poucas ruas que aquele lugar tinha, ele parou perante um senhor que vendia rosas e disse:

–Per favore, la più bella rosa per il mio amore. (Por favor, a mais linda rosa para meu amor.)

–Hum... Isso eu não conhecia... Você tala italiano?! – Me surpreendi.

–Não, não... Longe disso! Eu só arranho um pouco... – Ele falava me entregando a rosa e pagando o senhor.

–Hunrrum... Não foi o que me pareceu agora... “Per favore, la più bella rosa per il mio amore.” – O imitei. – Parecia um verdadeiro italiano!

–Não exagera... – Nós passamos mais algum tempo dando umas voltas na cidade até voltarmos para o hotel e recebermos a notícia de que Dorothy havia ligado para seu amigo querendo falar comigo.

–Oh agora estou exausta! Caso ela ligue novamente, você nos chama, okay?! – Falei a ele e já caminhando para o elevador com Herval logo atrás de mim. A tarde já começava a cair e assim que entrei no quarto, me atirei na cama ainda com a rosa na mão. – Veneza is very beautiful right?!

–É... Muito linda... Só não é mais linda que você...! – Ele falou subindo na cama e se deitando ao meu lado.

–Ah Herval... Eu não estou nem acreditando... Estou tão feliz que não acredito que possa ser tão feliz assim...!

–Mas é possível, meu amor... É tão possível que está! Juro que se eu pudesse, se eu tivesse um controle do tempo, eu pararia ele, pararia para a gente aproveitar isso aqui por quanto tempo quiséssemos... –Ele ficou apoiado no cotovelo, virado para mim, e disse: — Eu pararia o tempo para te amar dias inteiros... – Ele acariciava meu rosto.

–Oh sweet... Mas para isso você não precisa parar o tempo...!

–Você não falou que estava exausta...? Achei que era uma indireta para mim... – Não o deixei terminar, antes que o fizesse, eu levantei e subindo sobre ele, disse:

–Eu disse que estava exausta, para o rapaz evitar nos interromper! Por hoje eu não diria “um dia inteiro”, até porque a tarde já está caindo, mas “uma noite inteira” se você quiser... – Ele sorriu e logo inverteu as posições.

–Se eu quiser? Quero... Quero sim, eu quero você...! – E nos fez afogar-nos novamente na luxúria! Por pouco não rasgava a minha roupa, tamanha era a sua pressa em tira-la e a mesma rosa que antes havia me dado com tanto carinho, pegava da minha mão e jogava ao chão junto com meu vestido. Herval parecia ainda mais selvagem que outrora! Me fez deitar de bruços na cama e me beijava as costas, roçava a barba, me agarrou os cabelos com volúpia e selvageria e me afogou no deleite de senti-lo me beijar o pescoço e depois ouvir sua voz penetrar meu ouvido em seu murmurar de prazer ao se livrar das roupas e me tomar em seus braços.

Agora eu estava livre daquelas algemas e podia toca-lo como eu sempre adoro fazer... Minhas mãos eram sim umas exploradoras e seus cabelos eram meu alvo preferido, principalmente em momentos como aquele em que ele parecia querer me atingir a alma! Em suas costas já estavam minhas marcas claras, aparentes e evidentes, marcas do meu total pleasure, madness and excitement!! Como o proposto, “uma noite inteira”, foi isso que aconteceu, uma noite inteira de muitos arranhões, beijos, mordidas, gritos, sorrisos... Herval conseguia me levar a total loucura só com um olhar mais intenso, agora imagine o que não me provocou com beijos pelo corpo inteiro e provocações a todo instante!

Aquela noite foi curta demais para nós dois! Só adormecemos, completamente exaustos, ofegantes, suados e radiantes, quando o dia começava a clarear! Mas valeu a pena, perder uma noite de sono daquela maneira, era a melhor!

Notas finais
Continua...