Geração Pamerval - A história do início ao fim
58 Capítulo 58
Notas iniciais
Por Herval:
Ah que noite incrível! A cada dia que se passa a Pamela me surpreende mais... A cada beijo dela eu fico mais apaixonado... Essa mulher é minha vida! Aquela noite inteirinha foi uma loucura! Não restou pedra sobre pedra da nossa sanidade e pudor! Nada era proibido! O quarto parecia estar em chamas! Adormecemos ao amanhecer, absolutamente exaustos! Parecia que até nossos espíritos tinham virado vapor, tamanho era o calor!
Já era tarde quando fui acordado com uns toques um tanto quanto provocantes pelo corpo. Com umas carícias com as unhas que me eram inconfundíveis! Eu permaneci com os olhos fechados apenas para sentir aquela sensação mais um pouco, até que lhe segurei a mão de súbito.
—Oh! Quer me matar do coração, Herval?! – Ela falou, me dando uma tapinha, ao ver que eu sorria com o susto que lhe dera. Passou a mão no cabelo que lhe pareceu bagunçado, mas que na verdade estava lindo e me olhando docemente, sorrindo, disse: — Eu estava aqui te observando... É nesses momentos assim em que eu te vejo dormir, te observo, te faço carinho, é que eu percebo o quanto minha vida faz total sentido quando estou com você, Herval... – Sorri, emocionado.
Ela tinha esse poder, ela conseguia com uma única frase me tirar o rumo, o prumo... Pamela Parker Domingues! Em saber que agora ela tinha o meu nome.... Em saber o quanto ela me amava e o quanto era correspondida... Era como se nada me faltasse, como se meu coração estivesse completamente preenchido por todos os melhores sentimentos que podem existir! Eu tinha a sensação de que se morresse naquele exato momento, eu seria o morto mais feliz da galáxia! Mas claro que não queria morrer em plena lua de mel! A única morte permitida ali era a de amor, que não tem nada à ver com deixar de respirar, só ficar um tantinho ofegante, se é que me entende... Eu não lhe falei nada, só a olhava, encantado com aquele sorrisinho doce que ela tinha.
—Herval?! Planeta Terra chamando! – Ela estalava os dedos à minha frente tentando me despertar do transe. – Você tem ideia de que horas são?!
—Tá bem tarde... Isso eu sei... – Levantei da cama para pegar o celular para ver que hora era exatamente e logo voltei para a cama: — É Sra. Pamela... Parece que batemos um Record! Já são duas horas da tarde...!
—Oh really?! Fomos dormir muito tarde ontem right, Sr. Domingues...?!
—Eu não diria nem muito tarde e nem ontem! Nós fomos dormir quando já estava amanhecendo... Como você falou ontem: uma noite inteira te... – Falei-lhe ao pé do ouvido e ela logo me interrompeu.
—Oh no, Sr. Domingues... Stoped! Não termine a frase! – Disse envergonhada e logo tentou mudar de assunto. – Oh eu estou faminta! Você pode fazer o pedido, Herval...? Estou precisando de um bom banho agora... – Ela dizia se levantando da cama, enrolada no lençol e caminhando até o banheiro.
Eu logo liguei lá para baixo, pedindo o melhor almoço que eles poderiam oferecer, afinal, minha mulher merece tudo do bom e do melhor! Eu deitei novamente, colocando as mãos por trás da cabeça e fechei os olhos, eu ficaria ali esperando o almoço, super tranquilo, com pensamentos super inocentes, quando ouvi o marulho da água caindo no chão do banheiro. Involuntariamente a imagem da Pam desenrolando-se do lençol e entrando debaixo daquele chuveiro, sendo molhada por uma água deliciosamente morna, tomou conta dos meus pensamentos e aquilo foi mais forte do que eu.
—Ah eu não vou resistir...! – Falei baixinho levantando da cama de uma vez e caminhando até o banheiro.
Abri a porta que ela tinha apenas encostado e sem fazer barulho, por alguns segundos fiquei lhe observando. Ela tinha os olhos fechados, as mãos no rosto, fazendo-se despertar melhor... A água parecia dar um tom ainda mais sensual aquele corpo que eu tanto amei na noite anterior e queria amar naquele momento, caía-lhe na pele como poesia, cada gota que lhe contornava as curvas me fazia sentir uma necessidade impressionante de beijar-lhe por inteiro, fiz minhas mãos envolve-la por trás, bem devagar, fazendo-a perceber minha presença calmamente e voluptuosamente, uni então, nossos corpos fazendo-a dar um leve sorriso e dizer:
—Herval... – Ela disse meu nome naquele tom de censura e ao mesmo tempo de prazer, quando sentiu meus lábios tocarem-lhe as costas molhadas e em seguida lhe dar uma leve mordida no ombro.
—Oi... – Lhe respondi, já elevando as mãos de sua barriga aos seios, nesse momento percebi sua respiração ficar mais ofegante.
—Você acabou de pedir o almoço, right?! Não podemos demorar... – Pouco me importava a comida naquele momento, beijar-lhe o corpo inteiro era a minha meta naquele instante. — Stoped Herval... Pare... Não faz isso... – Virei-a de frente para mim e me apossei de seus lábios num beijo que implorava que não me mandasse parar. – Herval... Vão bater à porta e não vamos escutar...!
—Eles vão embora...! – Tentei lhe beijar novamente.
—Sr. Domingues... Nós não comemos nada desde ontem à tarde! – Ela segurou meu rosto, me fazendo olha-la nos olhos, olhos esses que me provocavam as mais sublimes sensações... – Você sabia que precisamos nos alimentar para manter as energias? Este é só o segundo dia de uma lua de mel de 5 dias! Acha que no ritmo em que estamos, estaremos vivos amanhã para contar história? Você está me saindo um belo de um safado, han! – Ela falava e sorria. Eu ia lhe responder, quando ouvi baterem à porta. – Ah, olha aí, já chegaram!
—Esses caras daqui são rápidos hein!
—Oh yeah! Vamos sair logo desse banheiro... – Desligou a ducha e se enrolou num roupão e eu em outro. Eu que abri a porta e logo um rapaz entrou com nosso banquete! Lhe dei uma gorjeta e ele logo foi embora. – Oh God, finalmente... – Ela sentava-se numa cadeira e já ia logo atacando a comida. Quando percebeu que eu ainda estava em pé, disse: – Ué, Sr. Domingues, não vai comer nada?
—Se você deixar alguma coisa para mim, eu como, mas se não... – Também me sentei numa cadeira, rindo, porque ela atacava tudo! Estava mesmo com fome!
—Ah não exagere!
Após o almoço atrasado que tivemos, perguntei a Pam se ela não iria querer sair para conhecer um pouco mais da cidade e ela disse que queria um passeio noturno de gôndola. Aquilo era perfeito, então nós nos preparamos durante o restinho da tarde e quando a noite chegou, fomos ao passeio. A noite estava linda, o céu cheio de estrelas, uma lua cheia que enchia o coração de boas emoções, entramos na gôndola e um homem começou a conduzi-la pelos imensos rios... Pamela estava impressionada, Veneza à noite era ainda mais linda... Seus olhos brilhavam de um jeito... Bom, enquanto ela estava deslumbrada com o lugar, eu estava com ela! O tempo todo ela apontava para uma coisa ou outra, querendo me mostrar, me fazer conhecer, mas na verdade, era só aquele rostinho que me interessava, só ver aquele sorriso lindo naquela boca...
Passamos no máximo duas horas nesse passeio e depois tivemos que retornar ao hotel.
—Oh my God! Eu estou in love com esta cidade, Herval...! – Ela dizia entrando no quarto e tirando o sobretudo e colocando em cima de uma poltrona e eu fiz o mesmo com o meu.
—É um lugar realmente muito lindo, Pam... – Nesse momento ouvimos baterem à porta. Eu fui abrir. – Boa noite! – Era o amigo da Dorothy.
—Boa noite! Eu vim saber se vocês não vão participar do jantar especial que teremos hoje no hotel...
—Jantar especial...?! – A Pam se interessou.
—Sim! Com direito a uma boa música no piano e tudo!
—Oh, it’s so amazing! Vamos, Herval?!
—Ué… vamos, vamos sim…! – Ela parecia tão empolgada...! O rapaz foi embora e não demorou muito para nós descermos também.
No salão havia várias mesas e vários casais admirando o pianista tocar... Eu e a Pam nos sentamos numa mesa e também ficamos assistindo ao show. Ela estava super sorridente, parecia elétrica, chegou uma hora em que ela levantou...:
— Aonde cê vai, Pam? – Ela me fez um sinal para que eu esperasse.
Caminhou até o pianista e falou-lhe alguma coisa no ouvido e ele acenou com a cabeça. E então os dedos do pianista tocaram as teclas do piano com uma sensibilidade que até senti uma coisa estranha, e de repente aquela voz doce, suave e hipnotizante da Pam começou a ecoar por todo aquele salão, cantando a canção “what are you doing the rest of your life?”. Parecia que as notas daquela canção se encaixavam perfeitamente à sua voz e ela me olhava o tempo inteiro, cantava e me olhava, eu fiquei completamente hipnotizado, tinha um sorriso bobo o tempo inteiro na cara e se eu pudesse eternizar aquele momento, eu o faria, mas ele acabou... E acabou em grande esplendor! Porque todos aplaudiram-na de pé. Então ela veio ter comigo e me dando um beijo, sentou à mesa novamente e fez o pedido para nós dois como se tudo aquilo não tivesse sido nada de mais, mas que na verdade fora uma perfeição tão extrema, que eu passei o resto da noite embasbacado. Quando voltamos para o quarto, ela se jogou na cama, alegando que estava exausta e que aquele dia havia sido “umbeliaveble!” Me deitei ao seu lado e ficamos os dois olhando para o teto, não precisávamos falar nada, já havíamos adquirido uma intimidade tamanha, que até quando estávamos em silencio, estávamos conversando. Não sei o que nos aconteceu, acho que até eu estava exausto daquele dia, acabamos adormecendo daquele mesmo jeito.
Bom, no dia seguinte, fizemos a mesma coisa que os anteriores, saímos para passear pela cidade, conhecer novos restaurantes também... Passamos o dia inteiro fora, e quando estava no início da noite, caminhávamos pelas ruas tranquilamente até chegar no hotel, quando começou a chover!
—Oh my God! Chuva! – Ela dava voltas em si mesma e esticava os braços como que recebendo a chuva com todo o prazer.
Eu a olhava fascinado, ela brincava com a chuva e nós dois já estávamos completamente encharcados, porque a chuva tinha aumentado de intensidade. Ela estava com um vestido branco, que agora, molhado, mostrava um pouco de sua roupa intima e aquilo estava me deixando um tanto quanto tresloucado... Peguei-a pela mão, dizendo:
—Vamos voltar para o hotel, Pam, a gente vai acabar doente se ficar mais tempo nessa chuva...!
—Okay... Vamos, Sr. Domingues! – E então saímos correndo dali. Mal cumprimentamos as pessoas que estavam a nossa frente, ao entrarmos no hotel e já fomos direto para o elevador, às gargalhadas.
Quando entramos no quarto, eu já não resistia, já não conseguia conter a excitação que aquele vestido molhado, colado ao seu corpo e mostrando tudo o que estava embaixo dele me provocava! Lhe agarrei rapidamente por trás, afastando seus cabelos também molhados, para beijar seu pescoço e ela se encolhia com os arrepios que aquilo lhe provocava.
— Herval... – Dessa vez não foi em censura, foi mesmo em prazer, doida para se ver livre daquelas roupas! Eu logo tirei a camisa que estava e joguei em algum lugar, segurei o fecho do seu vestido e em questão de segundos ele estava no chão e suas costas já estavam sendo beijadas sem a menor pressa por mim, cada pedacinho que meus lábios tomavam era a melhor coisa do mundo!
Sua respiração parecia pesar no pulmão, enquanto a minha nem existia mais! Com urgência, desataquei seu sutiã que voou para algum lugar daquele quarto e eu rapidamente a fiz virar de frente para mim e lhe tomei num beijo tão urgente quanto ardente! Ela logo pulou em meus braços, envolveu os braços no meu pescoço e as pernas em minha cintura, por vezes bagunçando meu cabelo, enquanto eu a levava até a cama.
Ali dávamos fim a mais um dia esplêndido e começávamos com uma noite não menos esplêndida... Pamela explorava as minhas costas e as arranhava quando eu resolvia lhe morder os lábios por não poder controlar o desejo. Sua pele, ainda molhada da chuva, me era mais embriagante que qualquer bebida... Seus lábios eram a razão de eu perder completamente a razão! Eu estava completamente tomado, só Pamela Parker Domingues para me deixar assim...
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