Notas iniciais
Oi gente! Tô andando meio sumida, mas é porque tô resolvendo umas parada de umas histórias originais que tô terminando, mas já, já eu volto com tudo! Esse não é um capítulo novo, é só que depois de sééééculos (kkkk) eu reparei que tinha postado faltando um capítulo, então voltem lá para o capítulo 128, se lembrem do que se trata e partam para o 129 que foi justamente o que eu pulei! Perdoem essa anta que voz fala... logo, logo eu chego com capítulos novinhos! Bjs ~ Emília Fonseca.

Por Pamela:

No dia seguinte, a forte luz do sol invadia nossos aposentos. Sem a menor vontade de acordar daquele sono delicioso, e incomodada com a claridade, enterrei minha cara no pescoço de Herval, que sorriu baixinho, sonolento, contra o meu ouvido e me abraçou, evidenciando que também não queria sair daquela cama.

O som das ondas se chocando contra os rochedos, o zunir do vento que balançava as cortinas do quarto, a cama macia, quente e aconchegante, meu hubby abraçado a mim num ato carinhoso e preguiçoso... tudo isso contribuía para que eu quisesse permanecer ali para sempre! Não sair nunca mais! Quando na verdade tínhamos que aproveitar ao máximo aquele tempo em Fernando de Noronha, já que a vida real nos aguardava dali a pouco tempo.

Baby... – Murmuro sem a menor vontade de continuar.

– Hum... – Grunhe com uma vontade de falar menor ainda.

– Que horas são? – Perguntei torcendo para que ainda fosse muito cedo. Ele suspira. Um de seus braços me solta, para que possa pegar o celular em cima da mesinha ao lado da cama.

– 8h 17min... por que? – Pergunta, voltando a me abraçar.

– Luca deve estar nos esperando...

– Pra quê se importar com aquele babaca, se você tem companhia mais interessante para desfrutar, hum? – Diz em voz baixa, com a boca perto do meu ouvido.

– É justamente para desfrutar melhor dessa companhia superinteressante, que preciso dele! Sem um guia, nós nos perderíamos aqui, honey...

– Se perder comigo te parece uma coisa ruim? – Pergunta, fazendo seus dentes agarrarem o lóbulo da minha orelha, o que me arrepia subitamente.

– Hum... I do not know... deixe eu pensar… – Ele então me solta, e faz com que seu corpo fique sobre o meu. Suas pernas entrelaçadas às minhas e então abro os olhos pela primeira vez, já que com tamanha preguiça, dialogávamos de olhos fechados, apenas para encontrar um sorriso sapeca estampado em seu rosto.

– Você ainda vai pensar...? – Finge decepção. – Se fosse eu, não pensaria duas vezes...

No. – Admito, com meio sorriso. – Eu já estou perdida...! E não é com você. É em você... – Completo, acariciando sua barba, enquanto nossos olhos tentam se desvendar em alguns segundos de silêncio.

– Pam...

– Hum? – Ele faz nossas testas e narizes se tocarem.

– Eu vou te amar até o último dia da minha vida. – Diz inesperadamente. E um sorriso alegre se forma em meus lábios. Se um “eu te amo” dele já me derretia, não tente imaginar o que essa frase fez comigo interiormente.

Oh sweet... – Deixei que nossos lábios se encontrassem numa resposta além-palavra. – Eu não sei o que seria da minha vida sem você... – Admito, lhe olhando intensamente. Eram sete anos memoráveis! Sete anos que eu sinceramente não sabia se sem ele, teria vivido melhor.

– O que você acha de a gente não sair desse quarto hoje?

– Acho que estaríamos desperdiçando a oportunidade de conhecer melhor a ilha.

– Mas a gente não pode fazer isso sozinhos...? Sem aquele mala? – Revira os olhos ao lembrar do guia.

– Oh honey... não vai sentir ciúmes justo na nossa comemoração de sete anos de casamento, né?

– Eu tento... juro que tento. – Saí de baixo dele, sentando já com os pés tocando o chão e pondo-me a me espreguiçar para despertar. A fim de tirar a má impressão dos ciúmes do ar, passou a encher-me o pescoço de beijos, o que me fez derreter instantaneamente.

– Trate de vestir uma roupa, nós vamos percorrer essa ilha de rabo a cabo! – Disse, me levantando em busca de roupas para mim mesma.

– É “cabo a rabo”, minha gringuinha atrapalhada...! – E senti suas mãos envolverem minha cintura subitamente.

Whatever! O que importa é que desvendaremos todos os segredos deste lugar! – Caminhei até o banheiro deixando-o no quarto. – You believe in mermaid?

– Lógico! Casei com uma! – Apareço na porta e ele sorri incrivelmente fofo.

– Estou falando sério, baby...

– Eu também, ué! Minha mulher é a mais linda sereia de todos os oceanos! – Ignorando parcialmente isso, continuei:

– Eu acho fascinante, mas mirabolante demais a existência de mulheres peixes...

– Sim, é verdade. E também ninguém nunca comprovou a existência, né... – Tendo feita toda a minha higiene, fui me trocar enquanto ele foi para o banheiro. – Por que esse interesse em sereias agora?

– Estamos numa ilha, Herval. Tem água pra tudo quanto é lado aqui e você sabe que eu tenho uma imaginação fértil... – Amarro uma saída de praia na cintura, enquanto sinto seus lábios encostarem em meu ombro e seus braços me envolverem.

– Ôh se sei... fértil é pouco para o que eu considero sua imaginação... – Não sei porque senti insinuação aí, mas tudo bem.

– Vamos?

– Precisamos mesmo daquele...

– Sim. Come on!

(...)

– Não quer dar um mergulho? – Me pergunta, quando estamos dentro de uma lancha, bem afastados da costa. Eu, sentada sobre um ferro que contorna a lancha, e Herval, me segurando.

– É seguro, Luca? – Pergunto ao rapaz atrás de Herval.

– Não muito. Às vezes uns tubarões resolvem dar as caras por essas bandas...

– Então... nem pensar, Sr. Domingues! – Ele sorri concordando e então ouvimos um barulho que não era do motor da lancha. Vinha da água. Barulho este, súbito, que me provocou uma virada involuntária. Isso fez com que eu me desequilibrasse do ferro e caísse de repente dentro d’água.

Por Herval:

Parece que a cena passou na minha frente, em câmera lenta. Pamela cai dentro d’água e apenas o trecho “às vezes uns tubarões resolvem dar as caras por essas bandas...” martela na minha cabeça.

– Para essa lancha, Luca! – Berrei, avistando Pamela há alguns metros, tentando se manter na superfície. Ele tenta me obedecer, mas antes que o faça, eu pulo dentro do mar.

Qualquer risco pela Pam.

– Herval! Você não pode fazer isso! Os tubarões!! – Ele gritou, mas isso pouco me importou. Eu poderia perder uma perna, um braço, mas nunca a Pamela.

– Pamela!! – Grito por ela, nadando até o local onde ela se encontra. Mesmo que soubesse nadar, ela caiu subitamente, e ainda devia estar morrendo de medo dos tubarões, isso não deixa ninguém raciocinar e ela estava quase se afogando.

Obtendo uma fisgada no peito, avisto atrás dela, a barbatana de um tubarão. Fiquei por um momento sem saber o que fazer. Se gritava para ela nadar, sendo que estava se afogando, ou se arriscaria as nossas peles indo salvá-la. Acabei por faze a opção mais óbvia. Fui tentar salvá-la e rezei para que o tubarão percebesse logo que nós não éramos peixes.

Nessas horas, qualquer pedido vale!

– Pam...mela! Pamela! Vem cá! Segura em mim...! – Tento me aproximar dela ao máximo. Ela respirava com dificuldade e parecia já ter percebido a presença do animal, porque se agarrou em mim com um uma urgência que ultrapassava a de quem estava se afogando.

– Her...Herv... – Quanto mais tentava falar, mais água engolia e parecia já estar perdendo a consciência.

– Venham! Venham logo!! – Luca berra, já com a lancha perto da gente. Do ponto mais baixo da lancha, ele estende as mãos e eu faço-o agarrar a Pam. Quanto a mim, me virava.

Acabei por subir com dificuldade e confesso que cheguei a sentir a vibração mais forte de ondas internas no mar, atrás de mim. Foi por pouco, muito pouco que eu não virei lanchinho de tubarão.

Depois de me dar conta de que ainda estava vivo, olhei adiante para avistar Luca fazendo respiração boca a boca na Pam. Mesmo tendo passado por esse sufoco, segundos antes, eu não consegui aturar aquilo.

– Pamela! Pamela! – Me arrastei até ela. – Sai! Sai daqui! – Gritei para o guia, lhe empurrando.

– É meu dever fazer isso! Você quer que ela morra?!

EU posso fazer! Trata de levar a porcaria dessa lancha de volta para a costa! – Disse, começando a fazer massagem cardíaca nela. O idiota só me obedeceu. – Pamela... – E lhe fiz respiração boca a boca. – Acorda, meu amor... – Mais massagem e respiração boca a boca. Sempre repetindo o processo. – Pamela... acorda...! Você não deve ter engolido tanta água assim... – Insisti. – Pamela...! Acorda...! E-eu não... vivo sem você...!! – E com as lágrimas se misturando com a água, continuei fazendo o possível por ela. – Pamela!!! – Já estava me desesperando. – A-cor-da!!

Notas finais
Aguardem!