Notas iniciais
Yep!!! Para a alegria geral... ... EU VOLTEI!! Hahaha Perdoem-me a grande demora pra postar um novo capítulo... mas agora vou postar frequentemente, fiquem tranquilos U.u Boa leitura! ^^

Por Herval:

Eu insisti na massagem cardíaca desesperadamente. A ideia de que poderia perder a Pam me arrepiou até a espinha e eu só sosseguei quando vi Pamela tossir e colocar toda a água que engolira para fora. Ergui seu corpo, aconchegando-o no meu enquanto puxava uma toalha para lhe cobrir.

– Meu amor... Pam você tá bem? Fala comigo... – Pedi, passando a mão em seus cabelos molhados, enquanto ela despertava gradativamente. Ela apenas continuava tossindo, cada vez com menos intensidade e me olhava com os olhos entreabertos, incomodada com a luz do dia.

Não demoramos a voltar para a costa e levei-a sem demora para uma emergência. Graças a Deus nada de grave aconteceu. Havia sido só um susto e que susto! O médico só aconselhou que ela descansasse o resto do dia. Como Pamela nunca parava quieta quando tinha que parar, logo vi que seria uma tarefa complicada fazê-la ficar deitada. Voltamos para o quarto, ela foi para a cama e eu deitei na rede da varanda do quarto, olhando aquela imensidão azul.

– Eu estou bem, hubby... juro, não preciso de ajuda pra ir ao banheiro...! – Disse, quando tentou se levantar e eu fui ajudá-la.

– Não vou arriscar. Você adora fazer o que não deve quando não está bem...

– Eu não sou mais uma baby, Herval...

– Mas às vezes age como uma. – Ela fez cara de birra e aquilo sempre me dava uma vontade de agarrar aquela mulher! – E eu adoro cuidar dessa little baby! – Falei, usando seu típico inglês e ela sorriu, aceitando a minha ajuda. Quando voltou do banheiro, perguntou se aquilo teria antecipado a nossa volta para o Rio. – Sem dúvida! Depois disso, nós temos que estar o mais depressa possível em casa! É mais seguro. Não quero correr o risco de quase ter um infarto novamente...

Ela não respondeu nada e nem protestou. Só voltou a deitar na cama e ficou me olhando em pé. Ela parecia estar com o pensamento longe ou tão perto que me pareceu estranho.

– Em que que você está pensando, hein...? – Perguntei, deitando ao lado dela e lhe dando um beijo no rosto.

– Oh, não é nada, honey... só não é todo dia que eu praticamente sou atacada por um tubarão... – Disse, irônica.

– Na verdade ele nem chegou tão perto de você... eu sou mais perigoso que ele... – Sussurrei em seu ouvido, mordendo-lhe o lóbulo da orelha fazendo-a se arrepiar.

Oh yeah! Muito perigoso, Sr. Domingues... – Foi irônica mais uma vez.

– Tá duvidando?

– E se estiver?

– Infelizmente você vai ter que esperar chegarmos em casa pra eu te mostrar que é verdade...

No! Eu quero saber agora. – Disse ela, subindo em cima de mim.

– Pamela, você...

– Pamela? Herval? – Ouvimos a voz do guia nos chamando do outro lado da porta, interrompendo a minha frase. Sem uma gota de paciência para o tal, fui abrir a porta. – E aí? Eu vim ver como é que você tá... – Disse, entrando de uma vez e correndo até a cama. Sem cerimônia colocou a mão na testa e depois no pescoço da Pam, conferindo sei lá o que! Então me aproximei, tirando suas mãos da minha mulher, e disse:

– Ela está ótima, Luca! Aliás, a Pam meio que tava se afogando e não delirando de febre, para você estar conferindo a temperatura dela...

– Não, é que...

– Eu estou bem, Luca. Obrigada pela preocupação. – Disse Pamela, percebendo o meu tom de ciúme e tentando encurtar o papo.

– Como você pode ver, ela está ótima, obrigado pela visita, até...

– Espere, mas ela está meio quente agora... – Interrompeu a minha investida para colocá-lo pra fora.

– Eu tô quente por outro motivo, não por...

– O que disse? – Quis ele saber, interrompendo-a, já que Pamela apenas sussurrou essas palavras.

– Hum? O que? – Ela fingiu estar confusa. Isso me divertiu.

– Você falou alguma coisa que...

Oh no! Só estou pensando alto! – Ele me olhou de canto rapidamente e apenas assentiu.

– Tudo bem então... eu vou indo... – Aleluia! – Se precisar de alguma coisa, eu estou às ordens.

– Se ela precisar de alguma coisa, ela tem o marido dela para lhe servir no que precisar... – Provoquei, deixando-o irritadíssimo com certeza, e então o insuportável foi embora.

– Herval! – Pamela me censurou. – Isso são modos?!

– Não. Chama-se ciúmes mesmo... – Voltei a deitar ao seu lado. – Esse cara é mesmo tão sem noção assim? Acho que ele está querendo perder alguns dentinhos...

– Desde quando você é violento?

– Desde quando descobri que tenho a melhor mulher do mundo e que outros homens sabem disso. Já não bastava aquele moleque lá? Tinha que chegar mais um pra sua coleção de admiradores? – Ela revirou os olhos, impaciente com meu ciúme e se colocou sobre mim com o rosto bem perto do meu, em provocação.

– Você não vai me fazer provar que é a você que eu amo, depois de quase ter morrido afogada, né?

– Não. – Inverti as posições. – Vou te poupar desse trabalho por hoje... – Sorri de canto e ameacei lhe beijar, encostando nossos narizes e saí de cima antes que realmente a beijasse. – Trate de descansar, Sra. Domingues! Amanhã sairemos daqui cedo pra voltar pro Rio. – Falei voltando ao meu posto na rede.

Pamela acabou adormecendo, assim como eu. Quando anoiteceu, ela resolveu ligar para casa para avisar que estaríamos voltando no dia seguinte e acabou falando o motivo da antecipação, deixando a Dorothy meio preocupada, porém, tranquilizada quando demos certeza absoluta do bem-estar da Pam.

(...)

No dia seguinte estávamos de volta ao Rio de Janeiro. Em casa fomos recebidos com um hiper abraço do Quim e com várias e várias perguntas da Dorothy. Agradecemos sinceramente a ela pela homenagem ao dia do aniversário do nosso casamento e passamos o dia assim em família e contando sobre as belezas de Fernando de Noronha. Isso até a campainha tocar e Dorothy ir atender.

– Oi... a Pamela já chegou? – Infelizmente reconheci a voz daquele que me enchia o saco só por existir.

– Ernesto! Que surpresa boa vê-lo aqui! – Disse Pamela, levantando de onde estava para atender o rapaz. Ele sorriu todo bobo e eu tive vontade de partir a cara dele! Sem cumprimenta-lo, saí da sala e fui direto para o quarto do Quim, brincar com ele. Quanto mais evitasse as crises de ciúme, mais saudável seria para o meu casamento.

Acontece que isso se tornou frequente. Eles viviam de papinho e o Ernesto não saía mais da nossa casa, sempre com a desculpa de ter documentos para a Pam assinar, ideias pra bolar... isso não me deixou nem um pouco satisfeito.

Dois meses depois, nós estávamos nos preparando para dormir e a Pam recebeu uma ligação. Advinha de quem?! Eu procurei me manter sereno, mas parecia que estavam combinando alguma coisa. Isso me intrigou. Eu confiava na Pam, mas nem um pouco naquele Ernesto!

Honey? Está tudo bem? – Ela me perguntou, assim que desligou o celular.

– Hunrrum. – Respondi.

– Tem certeza? – Insistiu.

– Hunrrum.

– Não está. Eu te conheço, Herval Domingues! Tell me! O que está te deixando assim?

– Nada, Pam. Melhor deixar quieto...

– Seu problema chama-se Ernesto? – Eu tinha pedido pra deixar quieto e ela insistiu... eu suspirei e a olhei nos olhos.

– Eu vou superar isso, Pamela. Pode ficar tranquila que não vou sair agredindo seu amiguinho. – Dessa vez ela que suspirou.

– O que nele te faz sentir insegurança? Porque isso é que é ciúme: insegurança.

– Talvez o fato de ele ser mais jovem, mais ativo, engraçado... em um dia ele te faz sorrir mais do que eu consigo em dois meses! – E ela sorri.

– Não seja dramático, baby... ele me faz sorrir várias vezes por pura palhaçada. Você me arranca sorrisos nos melhores e até nos piores momentos! Ernesto me faz rir porque é engraçado, você me faz rir porque é the man I love. Percebeu a diferença? – E aquilo só serviu pra me deixar com a consciência pesada. Eu disse pra deixar pra lá...

Ela viu que eu fiquei sem jeito e então se aconchegou em meus braços, ouvindo o pulsar do meu coração.

– É a você que eu amo. Nada vai mudar isso...

Notas finais
E aí? Esse ciúme todo do Herval ainda vai dar em m****, não vai não? E quanto a combinação da Pam e do Ernesto? Alguém aí tem um palpite sobre o que eles conversavam no telefone? Continua...