Notas iniciais
Oi, oi, gente! Eu falei que postaria três capítulos por semana e espero continuar conseguindo seguir esse ritmo, mas haverá vezes em que vou postar mais de três, okay?! ^^ Porque tô tentando agilizar o máximo possível esses capítulos, então "três capítulos" fica agora como sendo a quantidade mínima de capítulos. Boa leitura!!

Por Pamela:

Eu não podia desmaiar ali, tinha que ser forte, só sossegaria quando visse meu baby bem!

–Me solta, Megan!! – Eu dizia com a voz embargada pelo choro.

–Não mom, você não vai poder fazer nada! – E Herval saía com ele da piscina. O deitou no chão e os convidados começavam a rodeá-lo.

–Afastem-se! Afastem-se! Ele precisa respirar! – Dorothy berrava, espantando todo mundo. Consegui me desvencilhar de Megan e corri até lá.

–Quim! Quim, meu filho... fala com sua mommy, fala... – Eu não conseguia controlar as lágrimas, ele estava desacordado e eu sentia uma dor tão forte no peito... se algo acontecesse, eu morreria! Nada poderia acontecer com ele, nada!!

–Pam! Pam, se acalma, ele vai ficar bem! – Herval ainda que ofegante, molhado, preocupado e prestes a prestar os primeiros socorros ainda se preocupou com o meu estado de saúde. Megan se ajoelhou ao meu lado e eu me afastei apenas alguns centímetros, quando Herval começou a fazer respiração boca a boca e massagem cardíaca, para que ele reanimasse e pusesse para fora toda a água que engolira, que eu esperava que fosse pouca.

Cada segundo se estendia como uma eternidade, eu implorava a todas as forças possivelmente existentes para que salvassem my baby e quando fechei os olhos com as mãos cruzadas, armazenando ali toda a minha esperança, ouvi aplausos e gritaria, abrindo os olhos imediatamente, vi que ele colocara a água para fora e tossia sem parar, fraquinho, frágil... tiraram uma tonelada das minhas costas e eu senti um alívio enorme e queria tanto fazer alguma coisa, se pudesse ficar no lugar dele! Porque eu suportaria mais do que o ver daquele jeito.

–M-Megan, liga para o pediatra dele, agora. Dorothy, por favor, despensa todo mundo... a festa acabou. – Herval falou, levantando do chão com o Quim nos braços e levando-o para dentro de casa. Eu o segui, preocupada.

–Herval, Herval, ele está bem? O que houve? Por que isso aconteceu?

–Pam, agora a gente precisa levar ele para o hospital, eu o reanimei, ele está acordado, mas não está totalmente consciente, também não sei o que aconteceu, eu virei as costas e aconteceu isso, mas você por favor não fica nervosa antes do tempo, não se desespera por um diagnóstico que nem foi dado ainda. Você está se sentindo bem para ir com a gente ao hospital?

–Of course! Nem se eu estivesse à beira da morte, não deixaria de ir!

–Pelo amor de Deus, Pamela, não fala uma coisa dessas! V-Você olha ele aqui? Eu preciso trocar de roupa para a gente ir.

–Sim, claro! – Estávamos no quarto de Joaquim, Herval saiu apressadamente e eu não soltei a mão do Quim por um segundo sequer.

–Quim... v-você está me ouvindo? Você entende sua mommy? – Minha garganta doía muito por eu tentar conter o choro e ele, que estava com a cabeça virada para o outro lado, tornou-a em minha direção, com dificuldade, seus olhinhos entreabertos, sua feição pálida me doeram o coração, mas ao mesmo tempo o aliviou também, porque aquilo era sinal de que me entendia. – Vai ficar tudo bem, okay...? Mommy and daddy não vão deixar nada de mal te acontecer, my prince...

–Vamos, Pam, a Dorothy disse que o médico já está esperando a gente... vamos aproveitar que não tem ninguém na frente. – Ele já estava pronto, eu me levantei da cama, ele pegou Joaquim nos braços e corremos para o carro, enquanto Dorothy colocava todo mundo para fora de casa. Os paparazzi insistiam em ficar, os flashes das câmeras não paravam... será que essas criaturas não haviam percebido a gravidade da situação?! Com certeza aquela seria a notícia de capa dos jornais do Rio de Janeiro.

Mas tudo isso pouco importava, só o que eu queria saber era se Joaquim ficaria bem! Entramos no carro e Herval se apressou em liga-lo, enquanto eu fiquei no banco de trás, com Joaquim deitado em meu colo e tendo os cabelos molhados afagados por mim.

Eu e Herval ficamos o tempo inteiro de mãos dadas, enquanto o doctor o examinava. Não quisemos sentar e eu apertava forte a sua mão a cada segundo que se estendia.

–E então, doctor, ele está bem? – Não consegui conter as palavras na boca por muito tempo.

–Seu filho está ótimo Sra. Parker! Pelo que seu marido me contou, ele não passou tanto tempo assim dentro d’água. O problema foi que em vez dele ficar de boca fechada, ele gritou por ajuda e ao mesmo tempo foi afundando, o que fez ele engolir muita água e acabou perdendo os sentidos.

–É, só que assim que eu o vi assim, perdendo os sentidos, pulei na piscina para pegá-lo. – Herval disse.

–Então ele passou um curto tempo desacordado, Sr. Herval prestou os primeiros socorros corretamente e ele retornou rápido. Não há nenhum indício de que tenha batido a cabeça ou que esteja com algum problema... – E um tremendo alívio tomou conta de mim. – Eu só recomendo que ele passe o resto do dia em repouso e estará novo em folha!

–Muito obrigada, doctor... você não sabe o peso que tirou das minhas costas...

–Obrigado, doutor, e desculpe tê-lo solicitado assim de uma hora para outra. – Herval o cumprimentou com um aperto de mão. – Vamos para casa, garotão?! – Joaquim balançou a cabeça que sim e Herval o pegou no braço.

No caminho de volta para casa, ele dormia com a cabeça apoiada em meu colo, quando meu celular tocou.

–Hello, Megan!

–E então, como o Quim está, mom?

–Oh foi só um susto, sweet... seu brother está melhor do que nunca! Tem uma saúde de ferro!

–Oh God! Ainda bem... eu e Dorothy estávamos tão preocupadas...

–Nós já estamos voltando para casa, Megan. Joaquim só vai precisar repousar o resto do dia, o que não é muito tempo, já que está anoitecendo...

–Okay... ficamos mais aliviadas... até mais, mom!

–Megan...

–Sim, mom?

–Thank you, sweet... nossa conversa hoje foi muito boa e se não fosse você, eu não sei o que teria feito, talvez até atrapalhado na hora em que o Quim caiu na piscina!

–Não precisa agradecer, mom... não esquece nunca que eu te amo.

–Eu também te amo, my little baby. – E era isso, um incidente aconteceu, mas estava tudo bem agora, eu imaginei as mais variadas possibilidades do que aconteceria, quando vi o Quim desacordado e a sensação era a pior do mundo! Nenhuma mãe deveria sentir isso... by the way, Deus deveria imortalizar os filhos.

Chegamos em casa e Herval tirou Joaquim do carro, levando-o diretamente para seu quarto, comigo logo atrás. Megan e Dorothy também nos seguiram para ver se estava mesmo tudo bem e ao verem a carinha dele num sono profundo, se sentiram bem mais abrandadas. A casa estava um caos, os empregados contratados ainda limpavam as coisas e Dorothy estava no comando de tudo. Eu e Herval ficamos no quarto com o Quim por alguns minutos ainda, agradecendo por estar tudo bem e eu estava pensando em apenas uma coisa, se não fosse ele, Joaquim poderia ter tido algum problema mais grave!

Estávamos no quarto, prontos para dormir, estávamos em silêncio ainda digerindo tudo o que se passara naquele dia.

–E a sua tontura, Pam, passou de vez?

–Yeah, eu estou bem! Foi só um mal-estar passageiro. – Reparei sua expressão facial abrandar-se como se para ele dormir tranquilo, bastasse só isso. – Você é my hero, Herval... – Lhe abracei de súbito, deixando-o surpreso, mas em seguida retribuiu o abraço com carinho. Aconcheguei a cabeça em seu peito, quando seus braços me apertaram ainda mais... isso é tão bom... abraçar quem você ama e receber um abraço ainda mais apertado em troca. Mas ainda assim o vi um pouco preocupado. – Por que essa carinha de preocupação, han? – Perguntei, vendo-o sentar-se na cama.

–Não é nada... só estou cansado... – Respondeu passando as mãos no rosto.

–Hum, então eu acho que posso te fazer relaxar. – Falei ficando de joelhos atrás dele.

–Pamela, você não está querendo... – O interrompi imediatamente, quando se virou para mim com uma cara de “what the fuck?!”.

–No, Sr. Domingues! Eu estou falando de massagem! Você anda muito estressado... precisa relaxar...

–Ah, está bom, eu pensei que... – O interrompi novamente.

–Você pensa demais, honey, e o que não deve! Eu não sou a tarada que você pensa que eu sou.

–É, você não, eu que sou mesmo... – Sorria.

–Yey, é você, mas agora chega de papo, deite aí para eu te fazer essa massagem! – O fiz deitar de bruços na cama e logo sentei em cima dele começando a massagem. – Uau! Você está muito tenso, hubby!

–É... pois é...

–Você se estressa demais! Vai acabar cheio de cabelos brancos!

–E se eu estiver cheio de cabelos brancos, você ainda vai me amar? – Perguntou sorrindo.

–Of course, my love! Eu vou te amar até quando estivermos velhinhos, cheios de rugas... – Falei ao pé de seu ouvido e subitamente ele me derrubou na cama, ficando com o corpo parcialmente sobre mim e sorrindo feliz com o que lhe dissera, me beijou.

Notas finais
Continua...