Notas iniciais
Boa Leitura!!

Por Pamela:

Of course que ficamos no hospital a noite inteira com o Joaquim. De madrugada sua febre piorou, mas o doctor logo resolveu. Oh my God... Eu nunca imaginei que ficaria tão apreensiva assim novamente... Quando Megan era bebê, não ficava doente facilmente, além de que já fazia 22 anos! Eu já havia até esquecido como afligia aquela situação...

De manhã cedo recebemos a notícia de que poderíamos voltar para casa com o Quim, tranquilos, ele estava ótimo! Só ficaria manhoso nos próximos dias por causa dos seus primeiros dentinhos que estavam saindo. Mal pude acreditar e aceitar uma coisa dessas! My baby boy já estava começando a crescer...

Voltamos para casa exaustos! Mortos de sono! Não tinha a menor chance de eu pensar em ir para a Marra ou para a Parker, mas quanto a Herval, coitado, recebeu uma ligação da Rita dizendo que ele precisava estar na Plugar naquele dia, que um investidor havia ligado para lá de última hora e marcado de passar na ONG.

E lá foi meu hubby! Morto de cansaço e sono tendo que aguentar-se acordado e amigável pelo bem da Plugar. Durante o dia, Joaquim se manteve desperto. Dormira a noite inteira no hospital e agora que melhorara da febre queria brincar muito! Então depois de tomar um banho e de dar um no Quim também, fiquei com ele em seu quarto com seus brinquedos. Dorothy disse que eu fosse dormir, que ela cuidava dele, mas madrinha já fora um anjo cuidando dele no dia anterior e tendo passado a noite conosco no hospital... Não iria abusar da sua boa vontade! Já Megan Lily, assim que chegou em casa foi direto para seu quarto e atirou-se na cama.

Embora cansada, era bom brincar com my sweet prince... Olhar para aqueles olhinhos inocentes, ver aquele sorrisinho lindo que agora já não era mais tão sem dentes... Passei o dia inteiro com Joaquim e vez ou outra me pegava fora de mim, olhando para o nada, pensando em sabe Deus o que! Talvez em como minha vida estava perfeita e completa... Talvez eu quisesse saber o que vem depois de que se é feliz. Era um contentamento tão sublime que se torna indescribable! A certa altura da tarde, Joaquim já havia dormido e eu liguei para a Plugar, onde Rita me falou que Herval havia tirado a tarde para dar um cochilo no escritório, depois de ter recebido o investidor.

~Dias depois...

...Finalmente o período de maiores aflições com o Quim, passou. Ele estava bem por completo e o mesmo sapeca de sempre! Eu já tinha voltado ao meu trabalho normalmente e Herval passou a ir para a Plugar um dia sim e outro não.

Certa noite, chovia muito, trovejava até! Estávamos todos em casa, depois do jantar percebi que Joaquim começava a bocejar, e a esfregar os olhinhos, estava com sono, então logo o levei pra o quarto e me sentando numa cadeira de balanço que lá havia, com ele nos braços, pus-me a cantar aquela mesma canção de ninar que my mom cantava para mim:

“Dorme filhinho querido que a mamãe aqui está
Dorme a sonhar com os anjinhos que a mamãe fica a
cantar
Junto ao bercinho embalando enquanto estás a dormir
A mamãe fica rezando e pedindo a Deus por ti

Que ele guie os teus passos e que sigas caminhos
certos
Que te livre dos fracassos e sempre tenhas sucessos
Só peço a Deus que atenda essa minha oração
E que toda mamãe cante pro filhinho essa canção
La la laia silêncio ouviu, la la la laralá ele já
dormiu.”

Quando acabei de cantar, uma lágrima impetuosa ainda caiu do meu olho, e então Herval surgiu na minha frente, sorrindo, de braços cruzados. Logo se agachou à minha frente e enxugando essa lágrima, disse:

–Você é a melhor mãe que o Joaquim poderia sonhar em ter, sabia...? – Isso me provocou um sorriso instantâneo e eu lhe agradeci com uma carícia no rosto. Logo colocamos o Quim no berço, o cobrimos, apagamos as luzes e rezamos para que o barulho dos trovões não o despertasse.

Depois de voltarmos para a sala, conversar um pouco, decidimos ir para o nosso quarto, dia de chuva é perfeito para ficar na cama! Entramos no quarto, conversando tranquilamente, quando me assustei com um trovão que fora mais potente que todos os outros daquela noite! Involuntariamente me agarrei a Herval e ele me abraçou sorrindo.

–Calma, Pam... É só um trovão...! – Tarde demais. Já não queria sair de seus braços. Estava com a cara enfiada em seu peito e seu perfume já tinha me embriagado.

Aos poucos ele foi me soltando, suas mãos pousavam delicadamente na minha cintura e meus olhos foram subindo lentamente até encontrar os seus. O sorriso continuava em seus lábios, mas à medida em que o meu medo se esvaia, o sorriso também sumia de sua boca, porém seus olhos brilhavam três vezes mais! Mais um trovão se fez ouvir, mas dessa vez eu não tive medo, estava ocupada demais olhando cada milímetro do seu rosto. Passei a sentir sua mão, um pouco gélida, sobre o meu rosto e lentamente ele passou o dedo polegar sobre meus lábios... Meus olhos já não sabiam se olhavam-no nos olhos ou a boca, mas de nada serviu essa indecisão se segundos depois eles estavam fechados e eu apenas sentia Herval me beijar docemente.

Um docemente que depois virou vorazmente, suas mãos foram para as minhas costas e ao mesmo tempo que me comprimia ao seu corpo, punha-se a descer o fecho do meu vestido. Quando o fez, foi minha vez, com as mãos em seus cabelos, desci-as um pouco para puxar sua blusa para cima, logo ele mesmo terminou de tirá-la e a jogou pelo chão, junto ao meu vestido. Aos poucos fomos caminhando em direção a cama, até cairmos nela. Depois de me olhar intensamente, Herval me beijou de uma só vez, como se quisesse me tomar para si! Mal sabia que eu já era sua desde o dia em que nos conhecemos...

Ele tirou a calça, os sapatos, em seguida, os meus, e sem delongas seus dedos percorreram minhas pernas até chegarem a minha calcinha.

Por Herval:

Já fazia alguns dias que a gente não tinha uma noite só nossa... A cada segundo que se passava e que eu descia a calcinha da Pam, eu rezava para o Quim não acordar, porque mesmo com a Dorothy e a Megan lá, Pamela faria questão de ir pega-lo.

Quando livrei-a da calcinha, peguei seu pé e nele depositei um beijo. Logo o beijo evoluía por sua perna, coxa... Pamela que até então me olhava fixamente, jogou a cabeça em cima do travesseiro e instantes depois, arfou agarrando os lençóis da cama ao sentir minha boca tocar-lhe a intimidade.

–Ah Herval...! – Que saudade de ouvir o meu nome naquele tom...

Ela respirava muito aceleradamente e tão rápido quanto sua respiração, caía a chuva no asfalto das ruas de toda a cidade. E do mesmo jeito que a chuva escorria pelos telhados, suavemente, eu beijava seu corpo com toda a volúpia. Ao tirar-lhe o sutiã, com um arranhão nas costas senti a Pam implorar que lhe amasse, e logo suas mãos tentaram agarrar minha cueca. Eu não queria mais torturarmo-nos e então a tirei.

Logo suas mãos resvalaram em minhas costas e eu senti um arrepio selvagem percorrer minhas costas até a nuca, justamente onde ela agarrou alguns cabelos meus ao me sentir em si.

–Oh! Her... Herval! – Eu tomava posse de seus seios com desejo e voracidade, enquanto a amava com muita intensidade. Suas unhas quase perfuravam a minha pele, até eu agarrar-lhe as mãos e entrelaçando nossos dedos, a olhava nos olhos enquanto me movimentava com delicadeza e força. Ela não conseguira ficar muito tempo com os olhos abertos... Assim que intensifiquei os movimentos ela fechou os olhos e abriu a boca, simultaneamente. – Ah!! More! Faster! – Qual a probabilidade de eu negar seu pedido??!

Suas unhas pareciam assassinas! Nem eu segurar-lhe as mãos adiantou. As unhas agarraram as minhas mãos mesmo e o desejo só crescia! Inúmeras vezes vi o quarto clarear com os relâmpagos e inúmeras vezes a vi gemer, gritar, arfar, implorar por mais e me beijar para conter a voz. Depois de certa altura, ela estava sobre mim, com movimentos provocantes e mãos impetuosas! Eu lhe agarrava as coxas, já não contendo a excitação e por vezes franzindo as sobrancelhas, já era impossível ficar mais intenso, mais ardente e vivaz! Depois de algum tempo, estávamos quase em nosso limite, inverti as posições e eu era tão rápido quanto intenso, sentia sua respiração quente próxima ao meu ouvido e ouvia com todo o prazer tudo o que ela tentava pronunciar naquele momento em que quase atingíamos o êxtase total. Depois de mais alguns minutos em completa loucura, desvairo e insanidade, atingimos o topo do ápice da glória do prazer.

Depois ficamos deitados, recuperando o ar perdido, ela com a cabeça sobre meu peito e com o dedo fazia desenhos abstratos no meu peito e barriga. Já eu fazia-lhe carícias no cabelo e repetia inúmeras vezes o quanto eu a amava.

Notas finais
Continua...