Notas iniciais
Mil perdões pela demora... Mas inspiração é preciso para um bom capítulo, e foi ela que eu estava esperando... ^^ Espero que gostem! Boa leitura!!

Por Pamela:

~Passaram-se três anos...

...E o Quim crescera tão depressa que nem me deixou perceber isso! Quando dei por mim, ele já estava falando, correndo, nos enchendo de orgulho e frequentando a escolinha. Estava para fazer seus 4 anos.

–Mommy!! Papai!! Acordem! Acordem! – Eu mal abri os olhos e Joaquim pulou em cima da cama.

–Good morning, my baby boy! – Lhe disse, dando-lhe um abraço. – Por que essa euforia toda?

–Tá quase na hora! Hoje é o dia em que o papai tem que falar soble a profissão dele! E você vai também, of course!

–Você tá animado, hein garoto! – Herval se sentava na cama e ele balançou a cabeça positivamente.

–Okay, nós já acordamos... E se está quase na hora, o que você ainda está fazendo de pijama? Go! Já para o banheiro! Peça para Dorothy lhe dar um banho, enquanto nós nos aprontamos, okay?

–Okay! — Antes de descer da cama, ele deu um abraço em Herval e por fim, saiu.

Nós nos levantamos e tratamos de tomar um banho, escovar os dentes e nos vestir para tomar café da manhã correndo e ir para a escola do Quim. Quando chegamos lá, olhei para ele e ele sorria, olhava para todo mundo ao seu redor, a maioria estava apenas com o pai e como se estivesse orgulhoso, caminhava de mãos dadas a mim e a Herval. Todos estavam aglomerados no pátio da escola, alguns sentados em umas cadeiras, outros em pé... Era um dia diferente dos outros, lá, todas as crianças ficavam em êxtase com a ideia de exibirem seus pais!

–Agora é a vez de Joaquim Parker Domingues e seu pai, Herval Domingues! – Anunciou a teacher. E os dois ficaram à frente de todos, de mãos dadas.

–Bom, eu sou Herval Domingues, pai do Joaquim, como todos sabem e... Eu sou dono de uma ONG, que como todos também já sabem, trata-se de uma Organização Não Governamental. Ela é especializada em tecnologia, a Plugar. A gente ajuda mais ou menos 90 crianças da comunidade da Gambiarra e arredores a aprender a programar. Além de ter aulas adicionais... De... De inglês...

–E quem ensina é a minha mana Megan! – Joaquim interrompeu Herval, nos fazendo rir.

–É, a Megan... Como também algumas brincadeiras que levam para o lado da educação física... Contamos com a ajuda de alguns investidores que nos ajudam a manter a Plugar funcionando, de portas abertas... Eu... Eu amo o que eu faço! Saber que futuramente essas crianças serão grandes programadores, terão futuro garantido, trabalharão em empresas enormes...

–Como a Marra! — O Quim completou.

–Isso, meu filho, como a Marra... – Olhou para Joaquim, sorrindo. – Saber disso, me faz amar ainda mais o meu trabalho, a Plugar... Resumidamente, meu trabalho é tentar garantir o futuro das crianças da comunidade, incentivando-as a estudar para serem alguém na vida. – Ele acabou de falar, recebendo os aplausos de todo mundo. Ah os olhinhos do Quim brilhavam! Sentia tanto orgulho daquele trabalho nobre do daddy...

Depois de todas as apresentações e de algumas brincadeiras propostas pelos professores, entre pais e filhos, as quais Herval e Joaquim se saiam bem em todas, nos despedíamos das pessoas e Quim dos seus amiguinhos, quando um homem muito mal encarado, vestido de terno, chegou perto de nós com seu filho, duas vezes mais mal encarado e disse:

–Você não tem vergonha?

–Desculpe...? – Herval lhe respondeu, sem entender o que queria e quem era aquele homem.

–Sabe muito bem que seu filho vive querendo competir com o meu em tudo e daí você chega aqui, todo cheio de si, dizendo que é dono de uma ONG, um trabalho super nobre para todos ficarem encantados com você e com seu filho e ofuscar todos os outros. – Herval sorriu, superior àquela idiotice.

–Meu senhor, me desculpe, mas meu filho não tenta competir nada com ninguém! E eu só falei a verdade... Se quiser, pode visitar a Plugar, nós o receberemos muito bem!

–Não estou interessado. – Respondeu ríspido. – Tenho mais o que fazer, administrando minhas empresas... – Ele ia se retirando quando seu filho empurrou o Quim.

–Hey!! Seu bad boy! – Falei, ajudando Joaquim a se levantar. – Garoto mal educado... – Eu limpava seus joelhos.

–Não chame meu filho de mal educado não hein!! – Ele ousou me pegar pelo braço e eu soltei um leve gemido, foi mais de susto do que de dor.

–E você não ouse tocar na minha mulher!! – Herval o separou de mim, enfiando-lhe o dedo na cara. – Se quiser continuar com esse terninho impecável e essa cara de pau ai, inteira, acho melhor sair daqui agora! — O mal encarado deu um passo para trás, assustado, agarrou no braço do seu filho, que ainda mostrou a língua para nós, e foi embora. – Tudo bem, Pam?

–Yeah... Não foi nada...

–Tudo bem, filho?

–Tudo, papai... Já tô acostumado...

–Acostumado? Ele já te empurrou outras vezes?

–Já... Mas vocês semple me disseram que brigar é feio... Eu semple desculpo ele... – Eu e Herval nos entreolhamos e Herval disse, se agachando para ficar da altura do Joaquim:

–Escuta meu filho, você faz bem em não brigar e em desculpa-lo, mas você precisava ter contado pra gente... Ele não pode fazer isso com você!

–Eu não queria pleocupar vocês...

–Mas você não pode omitir uma coisa dessas, my love... – Lhe disse, passando a mão em seu cabelo. – Promete para a mommy e pro daddy que se isso se repetir você vai contar pra gente?

–Plometo... – Eu e Herval nos entreolhamos uma última vez, o afagamos e fomos embora.

Well alguns dias se passaram e aquele lamentável incidente na escola logo foi esquecido. Só para garantir, caso Joaquim não falasse nada, eu e Herval tiramos um dia para ir na escola, sem que o Quim soubesse, falamos com as professoras, com a diretora da escola... Todas iriam ficar de olhos bem abertos!

Certa noite, estávamos todos à mesa, jantando animadamente entre conversas, sorrisos e palhaçadas, quando Megan surge à mesa com o Marra-Tablet na mão:

–Mom! Mom! Look!

–O que foi, Megan?!

–Você não vai acreditar na notícia que saiu no “Fato na rede”, you mean, em todos os sites!

–Ah Megan, isso é mais um dos inúmeros desfiles de lançamentos de sapatos que você adora?!

–No, mom! Algo muito mais sério!!

–Really?! – Debochei. – Algo mais sério que sapatos, para você Megan Lily?! Agora fiquei curiosa! Tell me! – Lhe disse sem dá muita importância, ajudando Joaquim a comer.

–Daddy! Está solto, mom!! Ele deu um jeito de ser solto antes do tempo!!

–What?! – E simultaneamente, ouvi um bater mais forte de talheres, Herval também a olhou perplexo. – Como?! – Tomei o Marra-Tablet de sua mão e infelizmente era verdade... Estava lá para todo mundo ver: “Jonas Marra, solto.” O clima se fez tenso na mesa. Joaquim me olhou sem entender e eu tive que despertar meu lado atriz para não deixa-lo confuso ou com medo.

Depois que consegui fazê-lo dormir, fui para o quarto, onde Herval me esperava, sentado na cama, lendo um livro.

–E agora, Herval? – Perguntei preocupada.

–E agora o que? – Retrucou, fechando o livro, sereno.

–Jonas está solto! Esqueceu o que ele nos fez?! Você foi parar no hospital por causa dele, remember? Ele pode tentar fazer alguma coisa com o Joaquim, hubby...

–Ele são será doido de fazer isso! Porque se fizer, eu quebro a cara dele! – Aquilo não me aliviou nem um pouco. Ele suspirou e me fez aninhar-me em seu peito. – Não se preocupa, meu amor... Eu vou proteger você e o nosso filho...

Notas finais
Continua... E por favor!! Deem sinal de vida!! Okay! Kiss!! Hasta Pronto!