Geração Pamerval - A história do início ao fim
25 Capítulo 25
Por Pamela:
Eu fiquei tão atordoada com aqueles dois indo lá na minha sala, que até esqueci o que fui fazer lá. Resolvi voltar para casa.
–Hello madrinha!
–Oi Darling!
–Como vão as coisas por aqui? Megan Lily ainda está no quarto?
–Oh Pam, está sim! Colocou uma música bem alto e tá lá dentro desde que você a colocou de castigo... Precisava mesmo disso, Pam?
–I do not know... Eu não pensei! Apenas agi. Vou falar com ela agora... – Suspirei e caminhei até o quarto de Megan. – Megan! Megan abra a porta, eu preciso falar com você! – O som da música se findou e ela abriu a porta, com cara de malcriada.
–O que é que você quer? – Ela perguntou cruzando os braços.
–Falar com você! – Eu disse entrando no quarto. – Megan, o que foi que houve entre você e Davi? Por que vocês brigaram pra te fazer sumir a noite toda?
–Ele não queria dançar comigo então eu puxei um carinha qualquer lá pra dançar comigo... Ele ficou mandando eu parar, que aquilo era uma criancice, e então eu tasquei um beijo no rapaz!
–Megan!! – Eu falei num tom de censura.
–Ah mom! Eu estava bêbada! Ele não deveria ter levado tão a sério!
–Ah não?! Você beija outro homem na frente do seu namorado, e não quer que ele leve a sério?! Francamente, Megan Lily! Não é assim que uma Parker faz para fazer o homem amado fazer o que ela quer!
–What? E as Parker têm formas diferentes de fazer tudo?
–Of course!!
–Tell me mom! Não me esconda nada! – Ela falou animando-se.
Então eu comecei a lhe contar alguns segredinhos das Parker que nos antecederam, e ela escutava tudo calada prestando atenção. Quando terminei, disse:
–Entendeu tudo direitinho? – Ela fez que sim, com a cabeça. – Então, let’s go! Vá pôr em prática a primeira lição agora mesmo!
–Okay mom, Thanks! – E saiu correndo para o closet, trocar de roupa.
Fui para meu quarto, e enquanto sentava na cama, passando a mão no cabelo, tirando a franja da cara, pensativa, Dorothy chegou lá com uma xícara de chá:
–Eu percebo de longe quando tem alguma coisa tirando teu sossego Pamela! Vamos, desembucha... – Ela falou me dando a xícara.
–Oh madrinha... – Respirei fundo, fitando-a. – Ernesto foi lá na Parker hoje, se declarou e me beijou!
–Oh my God!! Mas que rapaz atrevido!
–Antes fosse só isso, madrinha...
–Ainda tem mais?
–Yeah... Jonas...! Ele também esteve lá! E fez o mesmo!
–Oh my God!! Oh my God! Pamela Parker, dona do coração de três homens! – Ela falou histérica.
–Stoped madrinha!! Eu só queria ser dona do coração de Herval! Mas eles não desistem! Eu tenho medo de que Herval fique com ciúmes e acabe brigando comigo...
–Really... É, Pam... você está numa sinuca de bico!
–What? – Eu não entendi o que ela havia falado
–Nada não Pamela... Apenas trate de deixar bem claro para Herval, que é ele que você ama!
–Okay... – Sorri. – E vou fazer isso agora! Mande Edmilson preparar o seu carro, please? Eu vou tomar um banho para ir à casa de Herval, Edmilson me leva e volta, quando eu voltar venho com meu carro que ficou com Herval.
–Ok Darling... – Ela saiu do quarto, levando a xícara já vazia.
Eu tirei a roupa e fui para o banheiro. Entrei na banheira, após prepara-la, e com os braços apoiados em suas bordas, fechei os olhos e relaxei um pouco.
Estava quase anoitecendo, quando Edmilson me levou para a casa de Herval. Me deixou lá na frente e bem onde meu carro estava parado. Eu ia entrando na casa dele, quando alguém me chamou:
–Pamela! – Me virei e vi Ernesto.
–Oh no, Ernesto! Me esqueça um pouco, please!
–Você que falou que depois a gente conversava... Vamos conversar agora então?
–Ernesto, eu vim aqui falar com Herval! Não com você! Você... Você deve estar confuso... É pela Shelda que você é apaixonado, right?! Não por mim!
–Você e a princesa Shelda são a encarnação da mesma deusa, Pamela... – Ele começou a se aproximar de mim, até me prender contra o carro. – Eu te amo princesa... Você nasceu pra mim, Pamela.
–Ernesto, shut up! Você não está falando coisa com coisa! Estamos na frente da casa do meu boyfriend você não percebeu?
–Percebi, mas isso pouco importa! Eu tô completamente louco por você, o Herval não me interessa! – E de repente me beijou, tirou as mãos do carro e agora me puxou bruscamente para ele. Eu tentava falar, mandar ele parar, mas ele não desgrudava os lábios dos meus. Quando a gente escuta um:
–O que é que tá acontecendo aqui??! – Ele finalmente me soltou e nós dois olhamos para o lado. Lá estava Jonas com uma cara de bravo e cruzando os braços.
–Jonas?! – Eu falei surpresa.
–Nada que você possa participar também! – Ernesto falou, desafiador. Logo em seguida ia voltar a me beijar, quando eu o impedi colocando as mãos em seu peito.
–No! Ernesto, chega! Eu já disse que pra mim você é apenas um fã, e um garoto!
–Eu vou te mostrar o garoto... – Pôs a mão sob minha nuca, me puxando e me beijando de novo.
Nesse momento Jonas pega ele pega gola da camisa, e dá um soco na cara dele. Ernesto mal vira o rosto, devolve rapidamente o soco. Quando vi o nariz de Jonas sangrando, me meti entre os dois:
–Stop! Parem os dois agora!!
–Não se mete, Pamela! – Jonas me empurrou, dando outro soco na cara de Ernesto.
–Herval!! Herval!! Help!! Herval! – Eu gritava, tentando faze-lo aparecer para apartar os dois. Ele apareceu correndo:
–O que foi? – Viu Ernesto e Jonas brigando, antes que eu pudesse responder. – Mas o quê que esses doidos pensam que estão fazendo?! – E correu para apartar a briga. – Ei, ei, ei! Vocês estão loucos?! Parem já com isso! – Ele falava enquanto segurava Ernesto e eu tentava acalmar Jonas.
–Esse idiota, esse pirralho, ele tava tentando agarrar a Pam!! – Jonas falou indignado.
–Como é que é?! – Herval falou olhando para Jonas e voltando a olhar Ernesto. – Ah mas você me paga, seu moleque! – E socou o coitado, que caiu no chão.
–Herval!! Eu lhe chamei para separar os dois, não para entrar na briga! – Falei ajudando Ernesto a se levantar.
–E você ainda o ajuda?! Então quer dizer que gostou dele ter te agarrado?!
–No!! Herval?! É você que eu amo!! Como pode pensar isso? Mas não suporto violência...!
–E você seu canalha! O quê que você tem a ver com isso??! – Ele perguntou a Jonas. – A Pamela é minha namorada! Quem tem que defender ela sou eu!
–Ela é minha mulher! É questão de tempo, a Pamela voltar pra mim!
–Ah mas é muita cara de pau...! Sabe o que você merece?! – E deu um murro em Jonas, que revidou em seguida.
–Ah, you know what?! Que se matem!! – Entrei na casa de Herval e em cima do móvel que estava perto da porta, vi a chave do meu carro. Peguei-a e saindo novamente, Ernesto tinha voltado para a briga e agora os três se socavam. Eu abri a porta do carro, entrei e ao ouvir o barulho do motor, eles pararam.
–Pamela! Pamela! Sai desse carro, vamos conversar! – Herval dizia batendo no vidro do carro.
–No! Eu vim aqui para ficar com você, e você preferiu se meter nessa briguinha infantil! Não vou fazer papel de idiota! Good Bye!
–Minha princesa... Não vai embora, me perdoa... – Disse Ernesto ficando na frente do carro.
–Ernesto! Saia da frente do meu carro senão eu vou passar por cima!! – Eu falei já estressada. E começando a andar com o carro. Ele ficou com medo de que eu realmente passasse por cima dele e saiu.
–Pamela! Eu sou seu marido e estou mandando você descer desse carro agora! – Jonas falou.
–Jonas, go to hell!! É Ex-marido! E nem quando éramos casados você mandava em mim! Fiquem ai brigando, seus três petecas!
Os três: -Patetas, Pamela...!
–Whatever! – Ia embora, quando resolvi falar: -E vão corrigir o português da vovozinha de vocês!
E finalmente fui embora. Herval, Jonas e Ernesto pareciam loucos! Eu não queria ir para casa logo, então fiquei dando umas voltas na cidade, tentando esfriar a cabeça. Quando deu 20h eu voltei para casa. Assim que eu entrei, Dorothy falou:
–Pamela!!
–Hi madrinha, bye madrinha... – Passando direto para o meu quarto.
–Mas Pamela você tem vi... – Nem esperei que terminasse, fui direto para meu quarto.
Eu entrei olhando apenas para a maçaneta, e quando me virei, levei um susto.
–Aii! Que susto! – Falei com raiva: — O quê que você tá fazendo aqui??
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