Gateway - Camping Green hil

22 Quando já tinha visto coisas de mais!


Notas iniciais
Boa Leitura!!

O almoço já estava servido. Ela foi em direção a Demétrius na parte central do salão e eu disse que iria procurar por Kevin. Não queria ser indiscreto forçando uma conversa enquanto ela lidava com a dor de sua perda.

Eu tinha um irmão. As novidades não paravam de surgir em minha vida e embora não fizesse parte do mundo dos vivos, cada vez mais sentia parte de uma família. Assim que tive o pensamento me puni por ele. Leonor perderá o filho e estava sofrendo, enquanto eu me sentia feliz por ter conseguido uma família, além disto, Francisco fez o que pode para ser meu pai e não podia culpá-lo por não me sentir com uma família completa. Mas não conseguia controlar o que pensava ou sentia. Mudei a direção dos meus pensamentos.

Depois do almoço já havia deixado para trás toda a conversa com a rainha. Elizabeth preenchia minha mente. Precisava vê-la e não conseguiria passar por uma tarde inteira de treinamento esperando por isto. Ela estava tão perto que resolvi arriscar uma espiada. Iria entrar na barraca, vê-la, pelo menos pelo vidro do quarto no hospital das fadas e iria embora para voltar na hora da minha visita autorizada depois do treinamento. Depois do pensamento comecei a rir. Vidro? De onde? Da barraca das fadas? Desatei a rir sozinho, imaginando a cena das fadas andando dentro de um hospital voando. Assim que tive o pensamento, fiquei curioso imaginando como seria um hospital para os seres encantados. Mas estava disposto a descobrir e logo.

“-Posso saber o que é tão engraçado?”

Ergui o olhar e encontrei Ramon.

“-Nada importante.” Parei de rir naquele momento. Ainda não gostava muito daquele Elfo.

“-Estive com Elizabeth esta manhã. Embora ela tenha que dormir por todo o dia, tive sorte de pegar poucos minutos que a fizeram ficar acordada para a magia de cura. Passei uma segunda vez agora e ela estava com o rosto sereno. Obrigado por salvar Elizabeth.”

Aquele imbecil tinha visto a minha Elizabeth antes de mim. Eu precisava de uma hora para visitá-la, mas aquele estúpido não? Sem dizer que estava me agradecendo, como se fosse algo importante pra ela. Eu era o namorado de Elizabeth. Não ia cair na dele. Percebi que estava tentando me provocar, mas desta vez seria inútil. Este casalzinho de merda não iria me atingir mais. Estava cansado de Ramon e de Laila. Refiz minha máscara de tranqüilidade em segundos e disse:

“-Fico feliz que ela esteja bem. Assim poderemos ficar juntos mais rápido do que imaginava. Obrigada por me informar”. Não pude resistir em dar uma espetada nele. Ele desfez o sorriso imbecil do rosto e saiu fora. Idiota!

Continuei rindo e saí da tenda para a barraca das fadas. Veria Elizabeth.

O lado de dentro da barraca das fadas era incrível. Era um misto de cidade com floresta. As outras barracas também tinham bastantes partes da floresta, mas esta havia algo muito mais real, o céu aberto. Pude ver os raios solares banhando a cidade das fadas. Olhei para trás e vi o portal pelo qual havia passado, não conseguia ver o lado de fora como podia ver de dentro de qualquer barraca que conheci. Era como se estivesse isolado do mundo.

No centro da barraca havia uma praça com um coreto[1] contendo um arco decorado com flores coloridas. O sol brilhava numa temperatura agradável, parecia que não era o mesmo sol que brilhava do lado de fora da barraca.

Havia várias casas de madeira, da cor clara em diversos tons pastel. Parecia estar em uma grande aldeia no meio da floresta. As estruturas das casas eram todas iguais. Eram feitas de madeira, tinham uma varanda na parte da frente, tudo pintado perfeitamente e o telhado era vermelho em um V invertido, como aquelas que desenhamos quando criança. A frente de cada casa tinha flores de cor e tipos diferentes. Limitando a aldeia havia a mata fechada, como uma cerca viva que imagino eu não havia nada além, pois era a limitação da barraca.

No centro da aldeia havia uma grande queda d’água, mas não era profunda. A água escorria por entre pedras rodeada pelo gramado que cobria todo o chão. Havia duas casas maiores ao fundo da barraca e desconfiei que talvez encontrasse Elizabeth em uma delas. Segui em direção a primeira e notei algumas fadas andando pela aldeia. Não reconhecia nenhuma e rezei para não dar de cara com Laila naquele momento o que tive sorte neste momento.

Não havia ninguém vigiando a entrada, pois acredito não esperavam um invasor como eu dentro do alojamento. Do lado de dentro da casa não se enxergava nada. Uma neblina densa pairava no ar. Era meio fria quando se inalava, mas não esfriava o corpo. Era como se fosse um tipo de gás tomando o ambiente. Achei que algo estava errado, como estaria Elizabeth? Onde será que estava? Tinha que tirá-la dali. Entrei correndo e dei de cara com uma fada anciã. Mesmo com a idade avançada podia-se notar a beleza que irradiava. Não consegui identificar a sua idade, mas sabia que tinha muito mais que aparentava. Tinha os cabelos dourados, caindo pelas costas, os olhos grandes da cor dos cabelos e um sorriso cativante. Para mim aparentava uns sessenta anos com cara de trinta e cinco, se é que consigo expressar sua verdadeira aparência, os olhos expressavam sabedoria.

“- O que posso fazer para ajudá-la a tirar esta neblina daqui?” Perguntei ansioso.

“- Vejo que não conhece o centro de recuperação das fadas.”

Senti minha face queimando como um idiota, é claro que estava sendo ridículo.

“-Posso ajudar em alguma coisa, Davi? Seu horário com Elizabeth é somente depois dos treinamentos.”

Baixei o olhar para as mãos num suspiro rápido e avaliei como passaria por ela. Não podia machucá-la, mas já tinha decidido ver Elizabeth naquele momento nada me impediria. Resolvi usar a sinceridade.

“-Desculpe não sei seu nome.” Comecei educadamente.

“-Ivy, prazer em conhecê-lo.” Disse a fada estendendo a mão. Assim que a toquei senti uma energia positiva irradiando de seu corpo. Era magia pura. Mas não me distrai com este detalhe e continuei com meu plano original.

“- Prazer Ivy. Realmente meu horário é depois do treinamento, mas não estava resistindo mais ficar sem vê-la. A última vez que a vi estava num estado de saúde bastante debilitado e com uma dor profunda. Iria amenizar muito meu sofrimento se eu apenas a vi-se, não precisa acordá-la nem nada. Só me ajude a ver se está realmente bem para acalmar minha angustia.” Olhei para Ivy que estava avaliando a possibilidade e acrescentei quase explorando. “Por favor, só por um minuto”.

“Um minuto.”

Assenti com um sorriso cativante já sentindo o gostinho da vitória.

“Siga-me” E entramos onde a neblina era mais densa. Ainda só enxergava branco, era desconfortável andar com a visão limitada, mas aquele ar me ajudava a respirar melhor. Andei muito mais do que o lado de fora me permitia dimensionar, mas era de se esperar.

Chegamos à beira de um leito. E não conseguia ver seu ocupante, mas já imaginava quem era. O colchão levitava há um metro do chão. Vi Ivy tirar uma varinha de seu avental e falar algumas palavras, as quais dissiparam a neblina me mostrando Elizabeth deitada com os olhos fechados sobre a cama. Fiquei aliviado, seu rosto realmente era sereno como Ramon me dissera. Ergui a mão para tocá-la, mas recuei no meio do caminho não sabendo se isto a prejudicaria de alguma maneira. Olhei para Ivy que assentiu dizendo:

“- Ela não deve acordar agora, não a force, mas se acaso ela o fizer espontaneamente não a faça ter esforços ou grandes emoções. Posso pressentir se ela se alterar e não fará bem a sua recuperação. Posso contar com você?”

“- Claro, não se preocupe” Ia acrescentar que a amo, mas achei meio blasé demais e fiquei com este comentário só para mim.

Prossegui com o movimento de minhas mãos tocando levemente os cabelos de Elizabeth. Ivy já tinha me deixado e a neblina nos cercava escondendo tudo ao redor. Agora literalmente me sentia na bolha particular. Estava aliviado por ela estar bem e por não ter que sentir mais a dor que sentia.

Algumas coisas levitavam em torno da cama: Uma jarra de vidro com água. Um pó mágico da cor de cristal, que depois de um tempo viria a descobrir que periodicamente tornava uma parte de seu conteúdo sob todo o corpo de Elizabeth iluminando-a com uma aura brilhante, aos poucos o pó penetrava em sua pele realizando a cura acelerada. Depois de um tempo também descobri que a neblina era uma mistura de gás oxigênio com outro gás usado como anestésico, entre outras formulações que não entendi direito, mas o mais importante era que estava a ajudando com a respiração e aliviando sua dor. Estava feliz de ver que aquilo acelerasse sua recuperação.

Passei dos cabelos para suas mãos. Assim que as toquei seus olhos se abriram e percebi que sua pulsação aumentou. Como assim? Estava sentindo a velocidade de sua pulsação. Mas era um assunto para pensar depois.

Sorri com toda a alegria que resplandecia em meu peito e tive seu sorriso de volta. Ela abriu a boca para falar alguma coisa, mas antes disto toquei em seus lábios de leve e ela desistiu de emitir qualquer som. Sua presença estava inebriante. Minha Elizabeth, viva! Se o mundo acabasse agora eu morreria feliz, com a plena felicidade de que alguém apaixonado sentia ao lado do seu amor.

Bem devagar, me abaixei e encostei meus lábios aos seus. O silencio ao redor era profundo. Não havia passos ou o burburinho normal de um hospital. Isto me fazia esquecer que estava dentro de um. Só havia eu e Elizabeth. Ouvia agora seus batimentos cardíacos acelerarem, era interessante a ver reagindo ao meu toque. O beijo foi muito leve e delicado, tinha medo de infringir qualquer mal a ela. Não tinha palavras para dizer o quanto a amava e quando me preparei para dizer pela primeira vez em voz alta, Ivy nos interrompeu sem anunciar sua chegada.

“-Pressinto quando algo acontece aos meus pacientes Davi e este contato está alterando as funções vitais de Elizabeth, por favor, não me faça voltar aqui ou terei que pedir para sair” Ivy disse sorrindo.

“-Isto não vai se repetir Ivy. Desculpe” Disse levantando meu corpo para deixar o leito, mas antes que me afastasse Elizabeth, ela me olhou nos olhos e pediu.

“-Não vá! Ainda.. por favor.”

“-Mais uns minutos Elizabeth. Vocês terão muito tempo depois que estiver curada.” Disse Ivy.

“-Obrigada” Disse Elizabeth a Ivy e eu apenas assenti.

Encaramo-nos por alguns segundos antes de eu ser invadido pelas lembranças de quando ela estava capturada e de quando achava que a havia perdido. Doeu lembrar. A velha pancada no estomago me machucou novamente, mesmo só lembrando o que eu havia passado.

“-Quase te perdi. Sinto muito ter te deixado aqui sozinha.”

“-Não seja bobo. Vivi sozinha até agora e não precisarei de uma babá, mesmo que seja o homem que eu amo”. Ela disse com um sorriso chegando aos olhos. Adorei ouvir isto e me esqueci das lembranças ruim novamente.

“-Como se sente?”

“-Viva” Sorriu novamente e suspirou acrescentando. “Obrigada, te devo a minha vida.”

“-Não me deve nada. Na verdade....” eu disse tocando a parte de dentro de seus braços e percebendo a eletricidade que nos rodeava quando fazia isto. Afastei a mão assim que senti a pulsação aumentar. “Desculpe” sorri maliciosamente.

“-Isto vai ser interessante.” Eu acrescentei olhando em seus olhos e percebendo sua face corar pelo constrangimento de ser pega no flagra reagindo a meu toque.

“-Não vai me dizer que você escutou alguma coisa diferente?” Ela perguntou com a voz esganiçada num tom acima do que falávamos. Pareceu preocupada. Segurei para não rir e assenti bem devagar com um sorriso zombeteiro no rosto.

“o que você percebe?”

“Seu coração” Disse baixo e devagar esperando pela reação que sabia que teria.

“-Isto é muito constrangedor. Não é justo.”

“-Eu gostei bastante.” Meu sorriso se tornou presunçoso.

“-Só esta que me faltava agora. De onde veio isto? Você não sentia isto antes, não é?”

“-Não, mas sinto que a cada dia tenho alguma coisa em mim diferente, primeiro foi a força, depois os sonhos e agora os sentidos ampliados. Ninguém me avisou sobre nada disto e o pior de tudo é que parece que as pessoas não sabem ao certo o que realmente vai despertar em mim.”

Enquanto falava percebi que Elizabeth estava lutando contra o cansaço para se manter acordada falando comigo.

“-Preciso ir, Elizabeth. Volto ainda hoje para vê-la e esteja preparada para me receber” Disse tocando seu rosto e gostando de ver sua pulsação acelerou novamente. Realmente gostei disto, mas não disse nada desta vez.

“-Não vá” Quero te dizer uma coisa antes.

“-Agora não, você precisa se recuperar.” Beijei seus lábios levemente e me virei dando de cara com Ivy com um olhar me acusando.

“-Só toquei sua pele.” Disse já me desculpando.

“-Adolescentes.” Ela disse já passando por mim ao encontro de Elizabeth.

Saí da barraca e estava convencido que ela iria ficar boa e logo.

Vigésimo dia

A casa ficava a margem de um rio que passava pelo centro da cidade. Era grande e bonita tanto quanto o lado de dentro. Segui o menino flutuando em meu conhecido estado de paralisia enquanto assistia a uma cena em meu sonho e nos dirigimos em direção à outra casa, era na mesma rua, tão bela quanto à outra.

Dentro dela parecia estar tendo uma festa, na verdade o final de uma, pois havia copos vazios por toda a parte e as pessoas pareciam estar meio cansadas, outras embriagadas jogadas sob os sofas. A música já estava baixa e calma.

Olhei ao redor e não via mais o menino em lugar algum. Mas tinha certeza que ele entrara pelo corredor lateral da casa. Havia várias outras crianças na casa. Estava frio e já era tarde. Todas as crianças dormiam em camas improvisadas sob cobertas que as aqueciam contra o frio. Conseguia controlar para onde flutuava, mas ainda não tinha os movimentos do corpo. Cheguei perto de cada criança procurando o menino, mas não o encontrei no interior da casa.

Lembrei o que estava procurando, meu irmão. Sabia que estava no passado revendo seu desaparecimento. Do lado de fora, alguns adultos ainda bebiam e dançavam embriagados. Uma garota me olhou sem ver e percebi que não estavam embriagados realmente, estavam em transe. Os olhos tinham o mesmo fundo vermelho de irritação que tinha Rick em meu sonho anterior.

Dei outra volta procurando pelo menino na festa e percebi que via pequenas deformações em algumas pessoas. Como se parte de suas mãos, cabeças e parte pequena de seus corpos estivessem transparentes. Uma nevoa escura envolvia, era etérea. Era como se a parte atingida estivesse sendo vista através de um véu negro. A parte danificada estava em outra dimensão. Dimensão das trevas. Não sei como sabia, mas sabia.

Fui para a parte de trás da casa e percebi que uma mulher estava segurando um saco de pano negro nas mãos, era uma espécie de bolsa. A energia negativa vinha de lá. Eu a conhecia de algum lugar, mas antes mesmo de acabar de formular este pensamento me lembrei de onde era. Era a mesma mulher que estava com o líder quando seqüestraram Elizabeth. Os mesmos cabelos negros até a cintura a única diferença é que seus olhos não estavam vermelhos por completo, havia apenas a comum irritação que todos da festa tinham. Ela parecia preocupada havia tomado a bolsa de um homem que estava ao seu lado e agora com a bolsa em suas mãos a mantinha fechada como se algo fosse sair de dentro dela. A mão do homem estava tomada pelas sombras das trevas.

A bolsa era pequena, tinha as alças curtas e havia um cordão que amarrava a boca. Em seguida, ela amarrou bem o cordão e veio em minha direção. Será que ela me veria? Esperei ansioso e desejei com toda a força que pude que ela me visse e que falasse comigo e de repente, foi isto que realmente aconteceu:

“-O que você quer?” Ela gritou comigo. Olhei em torno de mim para ver se havia outro ser que ela pudesse se comunicar, mas somente eu estava ali, ela falou comigo mesmo e fiz força para responder.

Primeiro abri a boca sem som, depois me concentrei mais e disse.

“-Quem é você?”

A mulher me ouviu com uma expressão surpresa. Acho que ela pensava que eu a conhecia.

“-Não sabe quem sou eu.” Ela disse já com um sorriso sarcástico.

Não estava entendendo, então me concentrei para falar novamente mesmo que ela não tenha feito a pergunta, eu respondi.

“-Não, não sei quem você é.”

Acordei com o corpo todo paralisado e dolorido. Não conseguia mexer nada, estava fraco e doía cada terminação dos meus nervos. Sentia minha pulsação, meu coração. Tudo estava descompassado. Assim fiquei por quase uma hora até a parte motora de meu corpo começar a voltar ao normal e aos poucos recuperei os movimentos.

O que estava acontecendo comigo? Percebi que era a segunda vez que me sentia assim, sem me mexer, a primeira foi quando sonhei com o desaparecimento de Elizabeth e que tentei interagir com ela no sonho. Será que quando interagia o sonho me fazia perder forças? Será que havia algum risco? Precisava falar com Francisco que era o único que realmente sabia a força dos sonhos.

Olhei no relógio e já eram seis da manhã. Elizabeth iria sair do hospital nesta manhã, eu a visitei durante os três dias que ela havia ficado no hospital e cumpri minha promessa a Ivy de não aborrecer Elizabeth e nem de fazer suas funções motoras se acelerarem com meu toque e assim as nossas conversar foram sobre nossa infância, escolas e nada que corresse o perigo de virar uma discussão ou algo mais profundo.

Durante estes dias não tivemos ataques das trevas e tudo corria bem, fui aos treinamentos e só visitava Elizabeth nos horários programados. Hoje haveria reunião do conselho, mas como tudo corria bem, fui dispensado para pegar Elizabeth no hospital. Cada dia tinha uma concessão maior no horário. Treinava duramente para não ficar ansioso por Elizabeth, mas a cada intervalo era ela que preenchia minha mente. Nunca imaginei sentir um amor tão grande, mas o sentia e estava irradiando felicidade.

Elizabeth sairia às dez horas e hoje eu tinha um tempo livre, não precisava treinar. Meus músculos estavam doendo de tanto treinamento. Não crescia mais, mas me sentia mais forte e mais hábil com as espadas. Já sabia pra que servia cada elemento mágico de minha bolsa. Eu nunca me separava dela e sempre que saia de meu quarto usava a couraça com as duas espadas as costas. Sentia-me parecido com um guerreiro, mas não me sentia líder de nada. Faltavam dez dias para a abertura do portal e a tão falada batalha final. Sabia que havia a parte estratégica da batalha, mas não sabia como isto iria funcionar.