Notas iniciais
yooo ^^ não pude postar ontem, tinha prova, desculpa, desculpa >.< véi eu odeeeeio biologia >.
bom, sobre o capítulo, eu não lembrava o nome do aprendiz mais velho do Aldebaran ç.ç então eu botei outro T.T
então, leiam o capítulo :3 e por favor não me matem XD

Asmita estava com Luna nas escadarias diante da casa de Virgem. O mestre lhe ensinava sobre alguns venenos raros e como detectá-los, enquanto ambos comiam um sanduíche.

- ... e você não poderá curá-los como curaria uma ferida, você deve primeiro reconhecer o vene...

- Heeeei, Virgem! – ecoou um grito retumbante pelas escadarias. Luna e Asmita se viraram para ver quem descia. Era Aldebaran de Touro, e estava acompanhado por seu discípulo mais velho. – o que vocês estão fazendo aí?

- Estudando, Touro – respondeu Asmita, seco.

- Há! Você está acostumando mal a sua pupila, Virgem. É preciso mais do que estudos para se tornar uma amazona de Atena, menina! – rugiu Aldebaran.

Luna se encolheu junto à perna de Asmita, intimidada.

- O que v-você quer d-dizer, senhor Aldebaran?

- Estou falando de luta, é claro! – ele rugiu animado, com certa perversidade. – Estou reparando agora que nunca te vi na arena.

- Eu não questiono o seu treinamento para com os seus aprendizes, Touro – respondeu Asmita, e Luna percebeu perigo na voz do mestre. – gostaria que não interferisse no meu.

- Veremos, então, como a sua menina se sai contra Jake! – disse ele, apontando seu aprendiz. – Nos vemos na arena em 20 minutos. Se você não aparecer, eu poderei achar que seu treinamento não é adequado para ter uma pupila da idade dela.

A menina sentia Asmita ferver de raiva, mais era só por que o conhecia bem. Por fora, o mestre continuava impassível.

Na arena, Asmita dava à Luna dicas de última hora.

- Luna, olhe pra mim. – disse o mestre, levantando o queixo dela com um dedo comprido, para que ela o encarasse com seus olhos desiguais. – Não ficarei decepcionado se você perder. Afinal, só treinamos combate o mínimo possível, contra alvos de palha.

- M-mestre — gemeu a menina — eu n-não quero l-lutar...

- Vamos, Luna. — o mestre sorriu para a menina trêmula — eu vou estar aqui caso aconteça alguma coisa.

Atrás deles, Aldebaran deu um minúsculo sorriso de satisfação.

...

Nas arquibancadas, Asmita se sentia como se ele e Aldebaran tivessem posto seus mascotes para lutar, como se fosse uma luta de cães de estimação ou algo do gênero. Ele olhava preocupado para Luna, que se aquecia em um lado da arena. Não suportava vê-la machucada. A menina era mais que uma filha para ele.

Próximo a onde ele estava, Aldebaran contava para quem quisesse escutar sobre as qualidades em batalha de seu aprendiz. Asmita gostaria que ele parasse. Estava ficando preocupado.

...

Luna tremia na arena com uma adaga nas mãos.

— Não leve meu mestre a mal — disse Jake com um sorriso caloroso — ele apenas tem uma pequena rixa com Asmita.

Quando a luta começou, Luna se concentrava apenas em desviar dos golpes do outro aprendiz. Porém, logo que ele percebeu a estratégia da pequena, passou a encurralá-la de modo que o único jeito dela se defender fosse atacar.

Mesmo não querendo lutar, a menina era uma ótima guerreira. Rápida como uma lebre, não havia sofrido um único arranhão.

Porém, enquanto dava uma investida rápida com a adaga, subitamente ela estacou, os olhos distantes.

Os que assistiam aplaudiram, pensando ser um golpe do outro. Jake, porém, se aproximou preocupado.

- Luna, está tudo legal?

A adaga escorregou das mãos de Luna para o chão.

- Desculpa... N-nãoo... D-desculpa...

Subitamente ela deu um grito de pura agonia, agarrando a cabeça com as mãos. Assustado com a reação da menina, Jake levantou as mãos, como quem diz que não era o responsável. Porém Luna nada viu. Uma série de memórias tomou a mente da menina.

Ela e sua mãe estavam sentadas em uma pequena colina. Luna não tinha mais de três anos.

- Por que eu não posso brigar com aquela menina má, okaa- sama? — perguntou a menina, com inocência.

- Você não pode machucá-la, querida — explicou a moça — pois você cura. No seu sangue corre a salvação para doenças, e não dor e sofrimento. Assim como no meu.

A moça sorriu para a criança, ambas pequenas para a idade. A menininha balançou a cabeça, sem entender.

— A senhora também não pode machucar os outros, oka-san?

- Não, querida, não posso.

Porém a jovem mãe já não sorria.

...

Luna abriu os olhos e viu Asmita correndo para dentro da arena. Ela havia caído no chão e Jake estava sentado ao seu lado, com um semblante preocupado. Sua garganta rouca lhe dizia que toda sua visão havia sido acompanhada de gritos de dor.

Mal o mestre havia entrado na arena, seus olhos saíram de foco e ela sentiu a dor ir voltando, começando na base do crânio e se espalhando. Logo ela recomeçava a gritar, as mãos agarrando os cabelos prateados.

Outra visão tomava forma. Luna reconheceu a própria casa. Ela estava sentada no chão aos pés da mãe. Seu tio dava voltas e voltas pela sala, gritando palavras feias para sua mãe. A jovem moça sentiu o homem passar de um limite invisível. Ela se levantou, diante da filha em uma atitude de proteção. Os olhos de seu tio eram os olhos de uma besta, inumanos. Ele agarrou a moça pelo pescoço, levantando-a no ar com mesma facilidade que levantaria uma almofada.

Do chão, Luna observava a mãe agonizar, sem conseguir respirar. Sem poder sequer se defender. Os olhos da moça se reviraram e ela caiu no chão, morta.

...

Luna tornou a voltar a si na arena de treinos. Em seu rosto haviam lágrimas que não tinham nada a ver com a dor. Ao seu redor havia um círculo de curiosos.

Não ficou consciente por 10 segundos. Como em um castigo, ela tornou a sentir a cabeça explodir de dor e a consciência sumir dentro das lembranças.

Seu corpo de quatro anos doía, de pancadas das quais não havia tentado se defender. Em sua mente, a inocência havia se perdido nas mãos daqueles que sentiam prazer em bater nos que não podiam revidar.

Ela entrou na sala, levando uma jarra de rum e alguns copos para seu tio e seus amigos brutos. No meio do caminho tropeçou em uma tábua solta, derramando o rum no chão.

- M-me d-desculp-pe... — ela murmurou quando o tio se levantou, irado, indo em direção a ela e a agarrando pela frente das vestes. Ele a olhou com desprezo.

- Você é podre por dentro igual à sua mãe.

Com as lembranças da morte da mãe ainda vívidas na memória, a menininha respondeu, chorando:

- Você podia t-ter deixado nós d-duas irmos emb-bora, não precisava tê-la m-matado...

O tio, cheio de ira, chegou com o rosto a centímetros do rosto da criança.

- Eu não a matei. Se ela não tivesse tentado defender suas criancices, nada disso teria acontecido. A culpa foi sua. Você a matou.

A delicada menina encarava o tio de olhos arregalados. "Eu a matei..."

...

Ela acordou pela terceira vez, ainda gritando. Sobre ela via o rosto de Asmita, com seus olhos cegos abertos, transmitindo preocupação. Luna sentiu a vertigem que precedia os ataques se aproximar mais uma vez, e com ela a sensação de que sua cabeça explodiria.

- Não... De novo não... Já chega, por favor... – disse levando as mãos à cabeça, num ato reflexo para se proteger.

Asmita colocou a mão sobre a testa dela.

- Calma, pequenina, eu vou fazer a dor parar.

A última coisa que Luna sentiu antes de perder os sentidos foi a mão de Asmita sobre sua cabeça, lançando seu golpe "Tesouro do Céu" e apagando o mundo ao seu redor.

...

Luna acordou na casa de Áries, no que reconheceu ser o quarto de Shion. Sentia-se como se tivesse tentado atravessar o muro das lamentações às cabeçadas. Ao tentar se levantar, a dor em sua cabeça quase a fez desmaiar novamente. Ela deitou-se de novo com um gemido baixinho de dor.

- Shhhh... – disse uma voz calma ao seu lado – fique deitada, não se mexa.

Shion estava sentado em um banco ao lado da cama em que ela estava. Ele deu à menina um sorriso gentil.

- Asmita e Aldebaran estão ali fora conversando com o Grande Mestre. Ele até mesmo desceu à casa de Áries para resolver o problema imediatamente. – ele reparou que a menina estava tensa – não se preocupe com isso, deixe-os resolver o que deve ser resolvido.

Se encolhendo debaixo das cobertas, Luna tentou tapar os ouvidos. Todos seus sentidos pareciam duas vezes mais aguçados. Mesmo sob as cobertas, escutava a conversa com o Grande Mestre.

- ...se você sabia a situação dela, por que não informou antes, Asmita? – dizia o Mestre – Até agora achei que você evitava a arena por Luna não ter talento para luta, o que se resolveria com treino. Mas é quase impossível alguém com tal aversão à batalhas se tornar uma amazona de Atena.

- Luna pode ajudar. – respondeu Asmita, calmo como sempre – Ela é extremamente talentosa como curandeira. – houve uma pausa na conversa. – Mas concordo que não seria de muita valia ela ter uma armadura.

Debaixo das cobertas, Luna teve um tremor. Será que Asmita não ia mais querê-la como aprendiz? Isso ela não suportaria. Ela nem sequer sabia o porquê daquilo que havia acontecido na arena, mas isso não passava pela sua cabeça. Apenas a hipótese de Asmita a rejeitar.

A voz de Aldebaran entrava na conversa. Sua voz retumbante nos ouvidos aguçados de Luna fazia a cabeça da menina latejar.

- Asmita, eu lhe peço perdão. Jamais imaginei que ela fosse surtar ao lutar contra meu aprendiz. Se você não a tivesse nocauteado, não sei o que poderia ter acontecido...

A menina levantou os olhos marejados e reparou que Shion a observava. Para disfarçar, ela fez a primeira pergunta que lhe veio à mente:

- Por que estou na casa de Áries, mestre Shion?

Shion corou ao ouvi-la o chamando de mestre, porém rapidamente disfarçou.

- Era a casa mais próxima da arena de treinamentos, Luna. – ele disse com um sorriso, acariciando de leve a face da menina – mas assim que você estiver melhor a levaremos para casa de Virgem.

Ela tentou concordar com a cabeça, mais parou: qualquer movimento fazia sua cabeça ameaçar explodir.

Subitamente a porta se abriu, e por ela entrou o Grande Mestre, Aldebaran e Asmita. Ao ver o seu mestre, Luna se precipitou para fora da cama ignorando a dor de cabeça. Shion correu para segurá-la quando ela caiu, tonta, mais a menina se desvencilhou do cavaleiro e cambaleou em direção a Asmita.

Antes que ela tornasse a cair, Asmita a segurou, aninhando-a em seus braços. Luna soluçava, encarando o mestre com seus olhos díspares e fora de foco devido à dor.

- M-mestre, desculpe, eu o decepcionei, d-desculpe, mais n-não me abandone, por f-favor, eu ainda quero ser a sua d-discípula...

Asmita, na maioria das vezes inexpressivo, tinha estampado no rosto genuína surpresa. Levantou a pupila no colo e a depositou de volta na cama, sorrindo para a menina.

- Como você pode imaginar uma coisa dessas, pequena? – ele falou baixinho para ela, ainda sorrindo. – Eu jurei que a protegeria. Nada vai me fazer abandonar você.

Por entre as lágrimas, Luna deu um sorriso de alívio.

- Agora durma. Quando sua dor de cabeça passar, nós a levaremos de volta à casa de Virgem – disse Asmita se afastando.

Luna fechou os olhos e tornou a dormir.

Notas finais
Até agora eu tava tentando manter a personalidade deles o mais próximo do anime, e isso de ir falar mal do treinamento do outro não faz muito o tipo do Aldebaran :X mais como tem uma parte logo nos primeiros episódios que ele fala pro Dohko que ele está desconfiado do Asmita eu resolvi botar ele mesmo >.
Eu sou muito má XD não expliquei nada sobre o porque dela não lutar :S mais no próximo capítulo eu juro que eu explico ^.^
abraços :**