Notas iniciais
Olá bro, aqui é o Pewdi... Não pera.
Estamos no segundo capítulo, eu pretendo postar tipo uns 3 capítulos por semana. Assim fica mais atualizado, entende?
Ah, só uma coisa. Se quiserem podem ouvir o tema da Ib quando ela aparecer. Só não coloco aqui porque existe Youtube. u.u -q
ENJOY! ;D

Ao ouvir aquela voz fina e assustada. Abri os olhos. Estava tudo turvo, porém ela tinha os cabelos castanhos e era uma figura bem pequena. Será que era a Dama de Azul?!

–Não tenho nada a lhe entregar! Estou lhe dizendo! –Disse caíndo para trás. A minha visão estava melhorando aos poucos. Até ver uma pessoa, uma menina. –Espera… Você é alguém da galeria?

–Si-Sim…–Olhou pro lado. –Eu estava passando, e achei isso. É seu, não é? –Extendeu seu braço curto para mim caído no chão. Envergonhado com minha atitude, peguei.

Encostei-me na parede e olhei pra rosa na minha mão, ela estava inteira. E até mais brilhante que anteriormente! Olhei para a garota que via uma rosa em sua mão ao meu lado. Uma vermelha, porém, possuía apenas 5 pétalas. Talvez por ela ser uma criança? Ignorei isso, e para quebrar o silencio, voltei a palavra.

–Quando essa rosa perde suas pétalas, machucados começam a nascer em mim…–Olhei nos olhos dela, eram rubros. E de certo jeito, penso já ter a visto. –Então, obrigado por me salvar.

–De-De nada…–Respondeu chutando os pés.

–Ah, desculpe-me. Acredito que fui um pouco rude e nem disse meu nome. –A garota olhou atenta, parecendo curiosa. –Meu nome é Garry, e o seu?

–Ib, eu me chamo Ib. –Disse com a voz quase falha.

Ib era um nome um tanto incomum. Não que Garry seja algo que vemos todo dia, é claro. Mas me pergunto como seria o fônema do nome dela? “Eevee”? “Ibi”? “Eibi”? “Ibê”? Não importa. Ela me salvou. Uma heróina de 1,30 conseguiu ser mais corajosa que eu... Sinto realmente agradecido. Mas ainda quero sair daqui. Talvez ela me ajude?

–Ah, o seu nome é Ib. Certo? Bom, não posso deixar uma garota vagando sozinha por aí. Não, não. Vou acompanhar você. Pode parecer perigoso. Está tudo certo então?

–Sim! –Ela soltou um pequeno sorriso.

–Ótimo. Andando!

Peguei a mão dela e começamos a andar, porém um quadro acabou CUSPINDO. Isso mesmo. Não estou sendo metafórico. Literalmente cuspiu. Eu acabei gritando e caíndo no chão. E pela primeira vez, vi Ib quase caíndo de rir. Estava completamente rubro de vergonha. Levantei-me sem-graça e bati no casaco.

–Eu não me assustei, sério. –Disse limpando a roupa. –Só estou… Surpreso. Ah! Deixa para lá. Vamos evitar essas coisas estranhas certo?

–Hihihi, você pareceu bem medroso! –Rolava-se de rir. –Olha aquele quadro!

A pequena correu e eu a segui, logo vi ela olhando e lendo errado. Bem, dava para entender o lado dela. Alguns kanjis são difíceis para a idade dela. Aliás, quantos anos ela deve ter? Talvez eu pergunte depois.

–Arte… Abs… Abstra… Ah…–Desistiu de tentar ler. –É difícil…

–Não consegue ler? Bom, está escrito: Arte Abstrata. –Expliquei com um sorriso. –É só isso?

–E o que é uma “Arte Abstrata”? –Olhou para mim confusa.

Como explicar: O que é Arte Abstrata para uma criança? Realmente essa garota me pegou com essa pergunta. Pensa Garry… Pensa…

–Bom… É uma Arte… Que é… Abstrata? –Ela não entendeu nada. –Ah… Desculpe por não ajudar tanto. Mas se tiver alguma dúvida com alguma coisa que não consiga ler. Pergunte-me. Amarei lhe ajudar!

Voltamos a andar, o quadro balançava a língua constantemente, isso realmente me perturba. Chegamos numa outra sala. A onde, estranhamente, tinha um manequim tampando uma porta. Apesar que até agora. Nada me surpreende.

–Que lugar estrando para essa coisa.... Ib, dê um passo para trás. –A garota obdeceu. Estiquei os braços e empurrei aquela estátua. Que era um tanto pesada. Como uma pessoa adulta. Depois que saiu do caminho, suspirei aliviado. –Taa-daah! Agora podemos continuar com o nosso alto-estima!

–YEAH! –Sorriu de volta.

Abri a porta, quando me vi. Estava numa sala cinzenta e larga. Realmente, isso não está levando a lugar nenhum. Ib parece mais calma que eu. Ela é realmente forte para uma criança. Quem dera eu estar sendo assim. Vendo por esse lado. Sinto-me inútil. Começamos a analisar a sala, era um tanto deprimente. Cinza e cheia de artes estranhas. Logo na entrada há dois quadros: Uma de uma noiva triste e um de um noivo triste. E no chão, duas mãos. Começamos a andar, quando num corredor, vimos olhos que brotaram.

–Urg… Isso é nojento…–Murmurei. Andamos pelo outro lado.

Logo paramos na frente de um quadro. Que dizia: “Flores, flores… Adoro flores…” Isso era um tanto suspeito. Nada naquele lugar é tão seguro…“Me dê a sua flor e a deixarei passar…” Huh? Por que ele quer a rosa da Ib? Isso está errado! Ela já ia extender a mão quando coloquei o braço na frente. Olhando meio de cara fechada para aquele quadro.

–Você não pegará a rosa dela! –Olhei agora para a Ib. – Ib, acho melhor não confiarmos nessa coisa. E se ela lhe enganar? Vamos, acharemos um outro modo de continuar.

Ela abaixou o braço e eu dei um sorriso aliviado. Logo vi o quadro começar a rir histéricamente. Peguei o braço de Ib e sai dalí.

Abrimos uma porta que havia vários troncos, e no último tronco. Um colírio. Eu e Ib começamos empurrar aquilo para poder chegar no colírio. E muitas vezes acabavamos presos. Tinha que ter alguma lógica nisso. Olhei por cima. Logo tive uma ideia.

–Ei, Ib. Como sou mais alto. Eu posso lhe dizer a onde empurra cada coisa, o que acha?

–Sim! É uma boa ideia. –Ela voltou aos troncos.

Comecei a falar e apontar para cada tronco, ela empurrava e logo estava quase lá. Quando vi, ela estava com o colírio nas mãos. Então ela conseguiu! Isso é bom. Mas ainda me pergunto o porque do colírio. Saímos daquela sala e voltamos aos olhos, o que eu não me acustumei ainda com aquilo. Ib correu na frente, ela encarava um olho vermelho e machucado.

–Ib, o que está fazendo? Vamos! –Apressei ela.

–Aqui, olha. O olho desse é diferente dos outros. Talvez, precise do colírio. Mamãe colocou em mim uma vez que me machuquei no olho. –Disse pingando algumas gotas naquele olho. Que logo piscou e saiu andando. –Não disse?

Uau, para alguém tão miúdo, a garota conseguia entender tudo melhor do que eu… Vendo assim, vejo como estou sendo idiota. A culpa não é minha. É que esse lugar, esses enígmas… Tudo está mexendo comigo. Seguimos então o olho, que olhava atentamente para a parede. Reparei que era um cinza mais claro que os outros. Empurramos aquela parede e achamos uma porta. Entramos.

Era apertado e vazio, não tinha nada além de uma pedra vermelha. Ib pegou e me entregou. Guardei em um dos bolsos do meu casaco. Suspirei e saí de lá rapidamente. Logo lembrei que tinha uma sala que não tinhamos visto. Ib pareceu pensar o mesmo. Corremos juntos para uma sala logo no início.

Era um labirinto.

Ótimo, tanto lugar para ter, tinha que ser em lugar assim. Peguei a mão de Ib e começamos a andar, não sabia o porque. Mas imaginava ouvir passos. Algo na parede: “Está se divertindo?” Não, não estou! Algo apareceu atrás de Ib e puxou o pé dela. Era uma manequim que acabou deixando ela cair no chãos. Outras começavam a seguir essa.

–Garryyyy…!–Era arrastada. Puxei ela e comecei a correr a segurando. Paramos então quando vimos uma tela escrito algo que dizia a dica: “Ao sul das manchas de tintas.”

–Não é uma má dica. –Analisei. –Ok, vamos procurar. E tente não se prender por esses manequins. O teto aqui é muito baixo…

Saímos dali e olhamos longo de primeira a uma das manchas. Tinha um pequeno botão. Apertei e ouvi algo destrancando. Isso chamou atenção das manequins. Comecei a correr segurando a mão de Ib. A saída não aparecia. A gente ia se encurralado. Por muito pouco saímos de lá. Estava totalmente sufocante. A pequena também. Realmente não entendo como ela pode aguentar isso. Olhei pro lado. Uma porta. Ela estava lá antes? Ib e eu subimos para ver se tinha algo mais. Apenas um quadro com um buraco. A pedra… É claro! Coloquei e ouvi algo cair. Era o quadro do lado. Ib correu para ler.

–“Atrás… Da… Grande… Árvore…” Tem uma árvore aqui? –Olhou com um ar cansado.

–Talvez naquela sala que abrimos? Bom, vamos lá. –Sorri.

Abrimos a porta e vimos várias esculturas. Uma mais bizarra que a outra. Continuamos olhando até chegar na mais estranha de todas. Aquilo ERA para ser uma árvore?

–Lembra alguém…–Ib olhou.

–Você tem que ter muita imaginação para pensar algo assim. –Olhei espantado. Eu via e realmente não conseguia entender a lógica dela. Algo brilhava entre a planta. –Um anel? Por que teria um anel aqui?


Ib pegou o anel e o olhou. Parecia estar se divertindo um pouco. Colocando e tirando. Totalmente descontraída. Ver ela assim… Eu realmente quero protegé-la de tudo isso. Nem que eu tenha que me sacrificar por ela. Mas, não vamos pensar nessa hipótese. Ib, você salvou a minha vida, e logo, eu salvarei a sua. Minha pequena heroína.


Notas finais
Eu se, esse capítulo está uma bosta, mas eu tentei tá? Poxinha. :'c
Até a próxima! o/