Garry In The World Of Guertena
3 O outro lado de Ib
Notas iniciais
Bom, ENJOY.
Ib olhava o anel admirada, me pergunto se nunca viu um anel de casamento ou algo assim. Mas não era o mais importante. Por que teria um anel preso numa árvore? A garota olhou para mim com os olhos brilhando me surpreendendo.
–Quando uma pessoa coloca um anel desse ela está comprometida para sempre com a pessoa que lhe entregou? –Perguntou com uma carinha para baixo.
–Huh? Bom, depende… As vezes não existe algo para sempre… As vezes as pessoas terminam com algo bonito como amor ou algo assim. As vezes termina ou as vezes pessoas acabam morrendo e etc… –Lembrei-me de Madeleine, iamos nos casar. Porém ela acabou morrendo de uma doença desconhecida. Ib pareceu assustada. –Ah, desculpa lhe preoculpar. Bom, mas por que essa pergunta?
–Bom…–Olhou pros seus pés. –Eu sempre imaginei como seria usar um desse. –Soltou um sorriso sapeca. –Garry, você também já imaginou com isso?
Como eu iria responder isso a ela? Uma criança talvez fique confusa com algo do tipo. Soltei um sorriso no canto do rosto e me encostei na parede.
–Sabe, Ib… A pessoa que eu amei, pessoalmente dizendo, só pude imaginar ela lá, de branco. Mas, acabou que não deu. Ela acabou… Hum… Dormindo.
–Dormindo? E por que não a acordou?
–As vezes, em situações assim, não tem como acordar alguém. –Disse melancólico. –Bom, não é importante hoje em dia. Vamos logo descobrir o que fazer com esse anel.
–Sabe, Garry, se você dormir, eu lhe acordarei. Prometo.
A garota assentiu e guardou o anel no bolso da camisa. E logo depois sorriu. Senti-me corar um pouco. Mas logo olhei pro lado. Era uma criança dizendo isso. Talvez, fosse a inocência dizendo tais palavras. Não sei. Saimos daquela sala e voltamos a andar pelo local. Aquele quadro estúpido continuava a pedir as flores. E tirando ele, não parecia ter outro modo de passar. Voltamos para o início. Dos quadros e das mãos no chão. Ib se aproximou das mãos que a atacou e ela caiu para trás, rapidamente peguei ela.
–Ib, cuidado. Poderia ter se machucado sério. –Disse.
–Eu sei. Mas é que quando tentei colocar o anel a mão me atacou. –Respondeu. –Os dedos tem o mesmo formato do anel.
–Hum… É verdade! Ib, e se colocou no dedo errado? Geralmente quando vamos nos casar colocamos no anelar. Que na tradição cristã quer dizer que é ligado para sempre. Já que alguns acreditam que a veia do dedo anelar leva ao coração. –Expliquei. –Bom, vamos tentar.
Ib se aproximou novamente daquela mão e colocou o anel no dedo anelar. Que mexeu e os quadros sorriram. Não pareciam mais tristes ou coisa do tipo. A noiva então jogou o buquê. A pequena pegou e quase caiu no chão. As flores eram falsas, porém talvez servisse para aquele quadro. Ouvi: “Obrigada…” No meu ouvido. Olhei para Ib que devolveu com um sorriso.
–Vamos, Garry! –Suas bochechas rosaram. –Talvez agora poderemos continuar!
–Oh, sim! –Disse animado. –Vamos logo.
Ib levava então o Buquê que era quase maior que ela nos seus braços. Eu podia reparar que ela não era tão alta assim. Basicamente, batia na minha cintura. Mas talvez, eu que seja alto. Eu sou o mais alto da minha família… Chegamos então até a boca. “Ora, já resolveram entregar as suas flores?” Disse em deboche. Será que não deu certo? Ib esticou os braços e ficou na ponta do pé para entregar o buquê. “Huuum… Interessante…” Ele cheirou. “Bom, hora de mastigar!” Logo vi ele mastigando o buquê quase caíndo para trás. As pétalas que sobraram estava no chão. Foi um alívio Ib não ter entregado a rosa para ele.
–Agora podemos passar? –Perguntei.
“Ahhh… Claro. Muito obrigado.” E então o quadro virou uma porta. Girei a maçaneta e passamos. Tinha vários quadros e cabeças de porcelanas no chão. Enquanto passava tinha impressão de que os olhos estavam nos seguindo. Abri outra porta.
Ao meu ver, estavamos num lugar grande, com MUITOS quadros de mulheres. Isso realmente não me suava bem. Segurei Ib na mão e continuamos andando. Era cheio de curvas. Um quadro pulou em cima dela. Empurrei-o e corri com Ib segurando sua mão. Ao mesmo tempo contava os quadros, vai que fosse importante. Parei perto do único quadro diferente: “O pendurado”, eu já tinha visto antes… Isso, quando estava vindo para cá. Esse foi o último quadro que vi! Olhei o quadro dos pés a cabeça. Levando um breve susto quando os olhos se tornaram vermelhos. Vi também sua roupa. Tinha um número de cabeça para baixo. 6295, acredito que seja esse o número. Anotei mentalmente. Talvez fosse necessário. Ib parecia mais séria do que quando a vi. Queria saber o que tem de errado.
–Garry, alí tem duas portas! –Apontou, andamos até lá.
Uma tinha uma senha de 4 dígitos. Hum… 6295? A porta destrancou. Entramos, não tinha nada, apenas uma mesinha e uma tela. No chão havia 4 buracos. Ib empurrou a mesinha. Ouvi algo destrancando.
Saímos e fomos para a segunda porta. “Quantas damas tem nessa sala?” Pelo que contem 15... A porta abriu. A outra sala tinha o mesmo tamanho da anterior, porém tinha uma estante, um vaso e algo na parede. Que estava quase ilégivel. Ib avaliava os livros. Logo depois colocou a rosa dela no vaso se reginerando. Magicamente a água sumiu. Olhou para mim triste.
–Não se preocupe, eu ainda tenho bastante pétalas. –Sorri. Ela olhou para baixo.
Saímos então de lá. Queria saber a onde tinhamos destrancado. Uma porta estava entre-aberta. Tinha do lado dela, uma cabeça de porcelana assustadora. Entramos, não tinha nada, a não ser um espelho. Andamos até ele e nos vemos. Naquele momento pude ver como eu era alto. Ib olhou para mim e sorriu.
–Você é bastante alto, serei alta também? –Perguntou.
–Bom, talvez. –Disse. –É comum eu ser alto, já que já sou um adulto e tudo mais. Talvez para você demore. –Baguncei o cabelo dela. –Bom, parece que não tem nada aqui, vamos sair.
Nós viramos para trás, tinha uma cabeça de manequim na porta, ela estava lá antes? Andamos até ela, comecei a tentar empurrá-la, porém parecia presa no chão. Será que tinha algo no espelho? Olhamos de novo. Nada de anormal… Huh? Ah…
–Ah… Ah… Hyeeek! –Cai no chão, a cabeça estava atrás de mim. O que era isso?! Levantei-me depressa e puxei meu pé para trás. –O que você…–Ib me parou.
–Garry é só uma cabeça de manequim, não é uma boa…–Disse tristonha. –Vamos.
–Ah… Me desculpa. É só uma cabeça de manequim. –Olhei envergonhado. –Me precipitei um pouco. Desculpe-me.
Saímos de lá de dentro. Vários monstros já tinham saltado do quadro. Tinha uma chave cinza no chão. Eu ia pegar, porém Ib correu e pegou antes de mim. Quando vi, o quadro “Dama de Verde” sorriu sinistramente.
–Ib! Cuidado!
–Huh? –Olhou para cima, o quadro pulou em cima dela. –Garry!
Ela começou a se contorcer enquanto o quadro a enforcava. Corri até aquele quadro maldito e o chutei pegando Ib no colo e correndo. Isso já está me cansando… Usamos a chave e entramos numa sala, sentei num sofá branco que lá tinha e encostei a cabeça para trás. Suspirei exausto. Ib olhava para algo.
–O que ouve? –Levantei-me a seguindo. Era um quadro de um casal, a mulher lembro ter visto em algum lugar…–São seus pais? –Perguntei.
–Sim…–Vi pela primeira vez ela chorando. –Eu quero vê-los! Por que estou nesse lugar assustador! Papai! Mamãe! –Começou a bater no quadro. Coloquei a mão em seu ombro. Ela olhou confusa.
–Ib, se isso melhora a situação… Eles são bastante parecidos com você. –Sorri amigavelmente.
–Garry…–Olhou pros próprios pés com o rosto vermelho.
Olhei que tinha uma janela do nosso lado, empurrei a estante, caso algum monstro pulasse pela janela ou algo do tipo. Suspirei, estávamos prontos para sair, Ib virou a maçaneta.
–Não abre…!–Olhou assustada.
–Como assim não abre? –Virei a maçaneta diversas e diversas vezes. –Sheesh… Isso é irritante. Ah! –Algo batia na porta, puxei Ib para perto de mim e nos afastamos. O chão tremia. As parades e a janela batiam. Isso era assustador. Ib parecia atenta, seus olhos ainda estavam meio avermelhados. A parede bateu e acabou quebrando. Vários bichos acabaram entrando. Ib ia correr porém tropeçou. Coloquei ela nas costas e comecei a correr. Saí pelo buraco, diversos quadros, manequins e etc estavam atrás de nós. Comecei a correr, tinhamos que sair de lá. Achei uma porta. Virei a maçaneta e saímos daquele lugar. Coloquei Ib no chão, ela parecia meio mal. Coloquei as mãos sobre o joelho cansado.
–Mostramos para eles certo Ib? –Ela não respondeu. –Ib…?
Ib caiu no chão desmaiada, como assim? Ib!
–IB! IB!!!! –Ela não acordava, comecei a mexer nela.
Mas era bem possível, apesar dela ser uma criança. Tudo isso parece estar mexendo com ela…
Notas finais
Até mais! ~O~
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