Garry In The World Of Guertena
1 A Galeria
Notas iniciais
Garry: Tio... Tio? Sério mesmo Laa-tan?
Me chame de Laa-tan e eu tiro suas pétalas. u.u Continuando, possui MUITO spoiler, então nem vem com: "Aaah, mimimi tem spoiler, tira isso... Mimimimi." Porque é a história de Ib narrada pelo Garry, apenas isso. Ou seja, não vai ter aquela frescura de "Pov xxx". (Sem ofender, eu também uso as vezes. 8DD)
É isso, boa leitura.
Assoprei um bucado de fumaça olhando para o céu cinzento naquela manhã. Não sabia o motivo real para eu ter saído de casa. Talvez eu quizesse respirar um pouco de ar puro, não sei. Sentei-me num banco de uma praça enquanto pensava na vida, fumando e não fazendo nada, porém. Via de longe, diversas mulheres com belas roupas, a qual eu penso em desenhar futuramente. Não sei. Suspirei colocando minhas mãos sobre as pernas. Estava realmente cansado. Minha roupa parece meio velha e minha calça está larga, ou seja, precisando de uma nova urgente. Um palhaço veio na minha direção e entregou-me um panfleto. Olhei para aquilo, estava escrito: “Venha para a Galeria Especial 100 anos de Guertena! Conheça nossas principais atrações! Não temos só pinturas, mas esculturas e vários outros tipos de arte! Venha conhecer o verdadeiro Weiss Guertena!” No final tinha o desenho de uma das atrações e o endereço. Ia jogar o panfleto fora, quando reparo que o palhaço sumiu misteriosamente. Será que atravessou a rua?
Bom, não importa. Eu sempre gostei de ir em galerias de arte ou museus. Mesmo que, pessoalmente, eu esteja cansado delas. Talvez eu possa dar uma olhada. Numa manhã nublada assim, talvez eu tenha algo para poder me distrair, certo? Levantei-me e bati no meu casaco para tirar a poeira e joguei a bituca de cigarro fora para esperar um ônibus. Quando chegou, eu subi e sentei-me próximo a porta. Olhando a cidade, estranhamente, pensei ter visto uma garota com uma rosa brilhando na mão, que sumiu no ar. Deve ter sido alucinação ou sono. Realmente, não é algo importante. Desci do ônibus e andei mais um pouco até chegar na galeria.
–Posso guardar o seu casaco? –Perguntou um dos seguranças me parando ao entrar.
–Eu realmente não quero, gosto dele. Desculpe. –Disse entrando.
Assinei meu nome na entrada e comecei a olhar as pinturas e esculturas. Eram bastante excêntricas. Guertena deveria ser bastante “individual” quando vivo. Isso realmente demonstra como era interessante. Uma mulher de cabelos curtos e olhos vermelhos me abortou.
–Poderia me dizer as horas?
–Hum…–Olhei no meu relógio e virei para ela. –São três e meia da tarde. –Sorri. Sempre gostei de ser simpático. É algo meu, pessoalmente falando.
–Ah, obrigada! Posso lhe perguntar uma coisa? Você viu uma menina de cabelos castanhos, baixa e olhos vermelhos por aí? Ela é minha filha, eu realmente estou preocupada.
–Eu realmente não vi, me desculpe. –Respondi sem graça.
Ela se desculpou e se afastou. Estranhamente essas características me lembravam a garota que vi no ônibus, será que era a filha dela? Não, não pode ser. Seria absurdamente coincidência. Sem contar que vi a garota desaparecer no nada. Isso realmente me deixa apavorado. A mulher se afastou ainda meio tensa, espero que tudo de certo para ela. Voltei a olhar aquele quadro, nome interessante: “O Pendurado”. É uma pintura um tanto melancólica, vendo por outro lado. O olhar de dor daquele homem, a qual parecia ser um prisioneiro pelas suas roupas… Olhei o relógio novamente, era estranho. Ainda era três e meia. Os ponteiros pararam? Será que a pilha acabou? Bom, é melhor eu ir embora.
–Venha a nós, Garry…–Ouvi algo sussurrando no meu ouvido, um tanto distorcido aliás.
As luzes da galeria começaram a piscar, assustado eu cai no chão. O que diabos era isso? Levantei e acendi o isqueiro que estava no meu bolso. Não tinha mais ninguém na galeria, é melhor eu sair logo daqui. Corri para o andar inferior, tropecei em um degrau. Corri e tentei abrir a porta da entrada. Ela não queria abrir! Continuei puxando, não possui nenhuma reação. Isso deve ser um pesadelo… Tem que ser um pesadelo… E então, na porta apareceu escrito: “Aqui embaixo, Garry”, o que isso significa? Virei meu rosto e vi então um caminho que ia para baixo. Ele estava ai antes? Realmente não consigo me lembrar. Apaguei o isqueiro e desci, eu sentia uma sensação de sufoco a cada passo. E o pior era como se tivesse alguém me seguindo. Ouvia um “tap-tap” que ia aumentando quanto mais que eu andasse. Parei finalmente de andar quando cheguei numa sala vermelha.
“BOOOM”! Virei-me, o corredor tinha sumido! Como assim?! Qual é a lógica para isso? “Garry, você tem que se acalmar, não deixe o medo o dominar…” Dizia para mim mesmo ao engolir em seco. Quando vi, tinha apenas uma mesinha com um vaso e uma rosa dentro. Não uma rosa comum ou “típica”, mas uma rosa com uma coloração azul. Parecia tão real… E de certo jeito, sinto uma conexão com ela. Estiquei meu braço e peguei aquela rosa. Do lado da rosa tinha algo escrito: “Se sua rosa murchar, você também murchará”. O que significa? Olhei ao redor, a sala estava um tanto vazia. Melhor eu dar uma olhada. Talvez eu ache alguém.
Virifiquei os cantos da sala, não tinha muitas coisas, apenas uma porta trancada. A onde será que está a chave?
Parei então finalmente na frente de um quadro chamado: “Dama de Azul”, reportava uma mulher realmente bastante bonita, com os seios fartos e um olhar enigmático. Olhei por um tempo e me encostei na parede olhando novamente a rosa. Era tão bela, tão azulada e tão misteriosa. Eu realmente queria saber o significado dela. É como se de certa forma, fizesse parte de mim. Mas por qual razão? Eu realmente tenho minhas dúvidas. Ao começar a andar, sinto ter pisado em algo. Uma chave? O que ela faria aqui?
–Deve abrir aquela porta ali. –Comentei para mim mesmo. –Fantástico! Isso já é um começo!
Abaixei-me e peguei a chave, porém quando ia me levantar, senti algo derrubando-me ao chão. Eu não conseguia me mexer!
–ME DE A ROOOOOSSSSSAAAAAA…–Algo dizia no meu ouvido num gemido monstruoso.
Virei meu rosto, era aquele quadro! Seus cabelos não estavam mais brilhoso, estavam desgrenhados e assustadores, seus olhos se tornaram vermelhos e distorcidos e possuia metade do corpo para fora. Eu estava me sentindo sufocado. Quando vi, uma pétala caiu no chão. Senti uma enorme dor no peito. O que foi isso?! Eu não posso ficar aqui muito tempo! Tenho que fugir!
Chutei ela para trás e comecei a correr, ela era muito rápida. E isso complicava o processo. Eu não conseguia fugir tão facilmente. Logo lembrei da chave que peguei. Se ela quer tanto assim a rosa, que ela fique! Dei uma rasteira nela e abri a porta, quando ela ia direto na minha direção joguei a rosa lá dentro. Ela correu e entrou lá, eu bati a porta.
–Tome! Se quer tanto assim! –Disse trancando ela lá dentro. –Isso já deve bastar…–Murmurei aliviado.
Já ia sair quando ouvi distorcidamente no meu ouvido: “Bem me quer… Mal me quer…” Cai ajoelhado no chão. Porque está doendo tanto? Meus sentidos estão falhando. Sinto-me fraco, não vejo nada direito. Caio no chão. O que está acontecendo?
–Sua alma e sua rosa são ligadas, se ele morrer… Também morrerá. Hohohoho…!–Ouvia alguém do outro lado da sala. Tentei virar meu rosto, mas não consegui ver quem era, estava turvo de mais. Apenas vi os cabelos loiros. –Agora, Garry, durma. Levarei você para outra sala para ela lhe encontrar.
–Ela? Ela quem? O que está acontecendo… Eu não quero… Morrer…–Senti meu corpo enfraquecendo, apenas vendo a estranha figura indo na minha direção.
Logo estava tudo escuro. Senti sendo puxado por aquele ser. Isso dói. Não consigo berrar por ajuda. Parou então. A onde me deixou?
–Seja um bom garoto. Hihi…– Ouvi apenas os passos correndo dali.
Logo tudo estava um silencio. Quando ouvi “tap”, “tap”, “tap”… Era barulho de sapatos? Senti algo massageando meus ombros… Isso dói… Não consigo abrir os olhos para ver quem é. Por que? Ouvia apenas murmuros, mas não sabia o que era. Algo encostou na minha mão pegando a chave. Não podia nem lutar, estava fraco. Estava morrendo. “Tap”, “tap”, “tap”… O som sumiu da sala. Devo ter apenas umas 2 pétalas. Machucados nascem um depois do outro. Tentei abrir os olhos por um estante. A dor estava sumindo! Os machucados estavam se curando, a dor estava cessando. Como isso é possível?
–Isso é seu? –Ouvi uma voz fina.
Por um estante, apenas um segundo. Senti-me mais seguro…
Notas finais
Até a próxima minhas cherosas. ;D #brincks
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