Garotinho... Não Chore

6 Apenas Imaginação


Notas iniciais
Olá mundo! Parece que finalmente chegamos no final T-T juro que chorei horrores escrevendo estas poucas palavras, são muito emocionantes! Isso lhes garanto! Bom, chegando o final da nossa história, espero que gostem do que iram ler, até as notas finais!

Consigo lembrar de muitas pessoas correndo, gritando ordens. Um completo caos.

Não tenho tempo para lembrar quanto tempo passou-se desde que observo Dylan, o menino chorão, deitado sobre uma cama com lençóis brancos, sua cabeça está muito bem enfaixada, mas vejo o liquido vermelho ser absorvido pelas faixas.

Quando o quarto começou a ficar cheio de médicos consegui ver o irmão dele do lado de fora com a cabeça baixada, um homem com blusa roxa consolando seu amigo que deve ser o pai do garotinho chorão...

Quando o irmão e o pai entram o clima recebe uma densidade muito maior.

O homem alto de barba rala observa o menino que agora sobrevive através das maquinas. Ele caminha até o garoto e repousa sua mão levemente sobre a cabeça do seu filho.

Imagino este senhor trabalhando normalmente com um pequeno sorriso no rosto, organizando tudo que precisa para levar suas crias para casa e terminar a comemoração de aniversário do seu pequeno e inesperadamente ouve gritos, alguém corre até ele e começa a gritar que o teu filho está sendo levado ao hospital por causa de um grave acidente, acabando com todas as expectativas de alguma comemoração para o filho mais novo.

Deve ter sido horrível.

O irmão mais velho apenas observava tudo calado em um canto do quarto, ele tem olhos negros e o cabelo cobria o rosto, porém era visível a culpa em seu rosto. Ele evitava olhar para o irmão.

Agora eu sei o que estava a ocorrer.

Dylan é uma criança imaginativa.

Eu sou a imaginação dele.

Tudo é a imaginação dele.

Porém como consigo observar tudo?

Talvez eu seja uma mistura de imaginação com consciência e o meu papel seja mantê-lo o quanto puder.

O senhor beija a testa de seu pequeno filho, algumas lagrimas receosas começam a escorrer contra a sua vontade, mas ele não tenta reprimi-las, ele apenas quer que tudo acabe bem com seu pequeno, nada mais, nada menos.

Ele desvia o olhar para o seu filho mais velho e sua expressão muda.

Ele aproxima-se severamente.

—Está orgulhoso do que fez? – Sua voz é rígida, porém alguns mínimos e quase insonoros soluços são perceptíveis.

O garoto tenta não olhar diretamente nos olhos do pai, abre a boca para pronunciar algo, no entanto sua voz havia fugido.

—Você desfruta da sua brincadeirinha?! – Agora o tom de voz estava mais elevado, ele estava furioso, em lamento e furioso.

A sua mão levanta em um ato de violência, o garoto comprime os olhos esperando um tapa ou um soco, todavia seu pai limita a apenas apertar seus próprios dedos e sair andando frustrado com tudo aquilo que está acontecendo.

O garoto morde os lábios, sabe que em casa irá receber alguma punição só que pelo fato de ver o seu pai daquela maneira o deixava assustado e ainda por cima completamente culpado.

Posso afirmar com certeza que o homem está indo beber, ele não era alcoólatra, mas está era apenas a única opção que tinha vindo em sua mente, algo que tirasse qualquer coisa da sua mente, que o tirasse da realidade.

Enquanto o pai estava na bebedeira o menino mais velho estava no quarto tentando adquirir a coragem para falar, mesmo que o seu irmão não ouça nada.

Ele abre a boca tremendo.

—V...você pode me ouvir?

Sua voz está tão falha, mas sinto a sinceridade vindo dela, ele realmente está sentindo o efeito do seu terrível ato.

—Eu não sei se você pode me ouvir.

Vejo suas lagrimas começarem a ter início em suas orbitas, ele está reprimindo-as, os soluços fortes invadirem o quarto junto com o som automático da máquina que bombeia a vida do garotinho chorão.

—Eu sinto muito...

Ele finalmente começou a lamentar, o liquido salgado que sai de seus olhos começa a se misturar com toda sua culpa, o sentimento é tanto que ele apoia a cabeça na cama ao lado de seu irmão tentando disfarçar os enormes soluços que começam a vim.

Quem é o bebê chorão agora?

Eu não deveria dizer isto, ele realmente está arrependido por toda maldade que causou, mas agora é tarde demais.

Tudo está escuro novamente.

Quando uma pequena luz acende vejo o garotinho chorão de joelhos tentando limpar suas lagrimas, ele continua chorando depois de tudo, todos estão chorando, inclusive eu.

Ao meu lado todas as pelúcias, todos nossos amigos, estão aqui para recebe-lo.

“Você está quebrando.”

A pelúcia de Foxy, a raposa desaparece, o causador de tudo isto.

“Nós ainda continuamos seus amigos.”

A pelúcia de Chica, a galinha desaparece, a residente da porta da direita.

“Você acredita nisto?”

A pelúcia de Bonnie, o coelho desaparece, o residente da porta da esquerda.

“Eu ainda estou aqui.”

A pelúcia de Freddy Fazebear desaparece, o residente da cama.

“Eu irei colocá-lo de volta.”

Eu desapareço, seu amigo imaginário.

Ele começa a chorar com mais intensidade.

O garotinho chorão, Dylan desaparece.

E por fim, o som de uma máquina mantendo os batimentos cardíacos...

Para.

Notas finais
Quem ainda consegue sentir o coração depois disto? ;-; Alguém me leve para o hospital! Bom, parece que a nossa pequena fanfic acabou... PORÉM! Ainda irei escrever outras histórias, não importa o gênero, gosto de diversificação, ontem mesmo eu apenas escrevia romance e hoje estou concluindo uma história de drama/terror, incrível! Por este motivo esperem qualquer coisa de mim, estou planejando histórias de outros jogos, livros, animes e originais também, afinal, porquê não?! =D deixem sua opinião sobre a história que eu amei tanto escrever e se quiserem também, opinião sobre outras histórias que gostariam de ver! Bem, até mais pessoas! Nos esbarremos sempre por um quarto ou uma pizzaria Ashashasash tenham sobre um ursinho amarelo para protege-los!