Garota Problema
15 Capítulo 15 — Demonstração de amor próprio
Notas iniciais
Edward pediu passagem com a língua para que explorasse a boca de Bella e ela concedeu. Suas mãos voaram para os fios do cabelo acobreado, suas palmas coçavam com saudade do toque sedoso. Ele desceu sua mão até a nuca dela e a outra foi para sua cintura, puxando-a cada vez mais para si. Precisava sentir seu corpo, já estava viciado nela.
Bella sentiu sua intimidade pegar fogo e ficar úmida. Era instantâneo, bastava Edward encostar nela que seu corpo entrava em combustão. Sem perceber, ela se debruçou sobre ele, que sorriu durante o beijo.
— Vem cá. — Sussurrou, se levantando e oferecendo a mão para que ela pegasse.
Bella estava com os lábios vermelhos e sem ar. Ainda não havia oxigênio o suficiente em seu cérebro para que conseguisse pensar com clareza, então seu corpo respondeu por ela, aceitando a mão do ruivo.
Edward caminhou alguns metros e retirou algo do bolso – a chave de seu Volvo – e então destravou as portas, sorrindo safado para Bella e em seguida abrindo a porta de trás para ela, que conferiu se alguém os via e, por fim, entrou. Edward foi logo atrás, sem dizer nada retirou o casaco preto e a blusa cinza que usava, Bella apenas o observava, prestando atenção em cada ação e, principalmente, em seu corpo perfeito.
Ele a puxou e voltou a beijá-la, Bella jogou sua mochila e livro no chão do carro e começou a passear com as mãos pelo corpo dele, ora alisando, ora arranhando. Edward mordiscou seu lábio inferior e depois o sugou.
— Senti sua falta. — Sussurrou no pé do ouvido dela e chupou seu lóbulo.
Bella se arrepiou.
Edward passou as mãos pela barra da blusa de lã dela e a puxou para cima, depois foi a vez da camisa preta. Ele olhou para o pescoço dela, coberto pelo curativo e engoliu em seco. Bella sentiu a adrenalina em suas veias e se afastou abruptamente, batendo as costas na janela.
— Tudo bem, tudo bem. — A acalmou, prendendo a respiração e então a puxou novamente pela cintura, voltando a beijá-la. Sim, ele tinha um pouco de masoquismo em si quando o assunto era Bella.
A morena ficou um pouco receosa, mas logo sua coerência se esvaiu outra vez e ela retribuiu o beijo com urgência e paixão, afinal de contas – apesar de tudo – também havia sentido a falta dele.
Edward desceu a alça do sutiã dela e colocou um dos seios da morena na boca, Bella jogou a cabeça para trás e gemeu baixinho, enquanto ele chupava e mordiscava levemente seu bico enrijecido. Ela passou a mão direita em seu membro, já duro, por cima da calça jeans e foi a vez dele gemer com a boca contra seu seio.
Ela abriu o botão e o zíper da calça dele e colocou a mão por dentro de sua boxer, tocando em seu membro que pulsava em sua mão.
— Porra. — Ele se afastou um pouco e fez o mesmo com a calça dela, só que ao invés de apenas penetrar sua mão dentro de sua calcinha, ele puxou suas peças para baixo, tendo como empecilho os tênis dela, mas logo ela os chutou e ele retirou as peças de uma vez por todas.
— Vamos fazer alguns malabarismo aqui dentro. — Sorriu maliciosa enquanto levava sua mão até seu próprio centro e se masturbava.
Edward, que tinha uma resposta na ponta língua, ficou paralisado, apenas admirando aquela cena erótica.
Isabella Swan, com um dos seios amostra, sem calcinha e se masturbando no banco de trás de seu carro, enquanto o olhava com luxuria e com os lábios entre abertos.
Ele ergueu o corpo e desceu suas roupas até o meio das coxas, Bella rapidamente subiu em cima dele com as pernas abertas e sentou lentamente sobre seu membro ereto.
Edward relaxou da forma mais deliciosa no banco, Bella rebolava, subia e descia. Cavalgava-o com maestria, ambos suados e com um tesão incontrolável. Ele espalmou suas mãos na bunda dela e a apertou violentamente, Bella afundou o rosto no pescoço dele e o chupou com força, fazendo-o sorrir divertido, logo ele a jogou contra o banco e abaixou mais as calças, se encaixando como podia entre as pernas dela e então voltou a ir fundo dentro dela.
O carro balançava com seus movimentos, chamando a atenção do segurança do colégio que fazia a ronda pelo estacionamento. Edward ouviu os passos e parou abruptamente.
— Hmm... — Bella fez um muxoxo manhoso e começou a se mexer debaixo dele, fazendo-o travar o maxilar.
— Shhh. — Pediu, impedindo-a de continuar se mexendo.
— O que foi?
Ele se debruçou totalmente sobre ela.
— Tem alguém vindo.
Bella arregalou os olhos.
— Se nos pegarem vou dizer que você me manipulou e me trouxe pra cá.
Edward bufou, revirando os olhos.
— Muito conveniente.
— Eu sou a filha do xerife, você sabe quais são as consequências para isso?
— Prisão domiciliar?
— Prisão domiciliar. — Confirmou.
Bella prendeu a respiração ao ver por cima dos ombros de Edward um homem uniformizado se aproximando. Ela sentiu cada pelo de seu corpo se eriçar.
Felizmente as janelas do carro de Edward eram cobertos por insulfilm, então só seria possível vê-los se ele se aproximasse o suficiente da janela, quase colocando o rosto colado ao vidro como... como estava fazendo.
O guarda deu um pulo para trás ao ver... ao ver “as costas” de Edward. Mas logo se aproximou de novo – não ao ponto de ver aquela cena novamente – e deu leve batidas na janela.
— Saiam daí! Agora! — Exigiu.
— Não, não. — Bella estava desesperada.
Edward fechou os olhos com força. Não estava acreditando que aquilo estava acontecendo com ele. Emmett o zoaria pelo resto de sua eternidade. Maldição! E Carlisle? Céus! O que Carlisle diria de tudo aquilo? Seria chamado na escola pelo filho vampiro com super audição e velocidade ter sido pego transando no estacionamento do colégio. Aquilo só podia ser piada.
Ele saiu de dentro da Bella e rapidamente eles começaram a se vestir.
— E agora? — Ela perguntou vermelha.
— Você poderia respirar para que seu sangue não se concentrasse só nas suas bochechas, eu ficaria muito grato.
— A culpa é sua.
— Minha? — Perguntou ofendido.
— Você me seduziu. Você é um maldito vampiro que seduz humanas para transarem no estacionamento do colégio. Você devia ter vergonha nessa sua cara lavada.
Edward semicerrou os olhos e fez uma expressão de indignação.
— Saiam! — O guarda pediu novamente.
— E por acaso você também não me seduziu? Você que deixou em enfiar minha língua na sua garganta.
Bella pegou seu livro e mochila.
— Eu vou ficar de castigo pra sempre. Meu pai ainda acha que sou virgem. — Se preparou para abrir a porta do carro, mas Edward a impediu, segurando seu braço.
Ele respirou fundo e a encarou. Não estava acreditando que estava prestes a fazer aquilo e tudo por causa daquela garota problema.
— Fica no carro.
— Você vai matar ele? — Ela não quis soar tão aliviada por ter uma possibilidade de seu pai não saber daquela situação constrangedora, então logo pigarreou e passou a mão pelos fios de cabelo rebeldes.
— Não. — Respondeu como se fosse óbvio.
— O que? — Arqueou uma sobrancelha. — É a minha pele ou a dele, e eu não pensaria duas vezes antes de salvar a minha. Eu ainda sou jovem, tenho uma vida toda pela frente, esse homem ai — olhou através da janela —, já deve ter vivido o suficiente.
— Eu não vou matar ele.
— Não estou pedindo que mate, estou apenas deixando claro minha escolha. — Jogou de ombros.
— Só fica no carro. — Repetiu e abriu a porta do carro, saindo em seguida.
— O que vocês... — O homem não teve tempo de dizer mais nada, pois Edward apertou um ponto estratégico do pescoço dele, fazendo-o desmaiar.
— Me diz em que planeta isso é melhor que mata-lo? — Bella vociferou saindo do veículo.
— Deus, Bella, não conhecia esse seu lado. — Edward disse preocupado, enquanto amparava o homem.
— Eu só acho que se você tem um isqueiro pode ser útil usá-lo às vezes quando o momento exige. Não sou a favor de matar e nem nada disso, mas quando envolve ser picotada em pedacinhos pelo meu pai... bem, acho que você podia ter feito um pouco mais.
Edward revirou os olhos novamente.
— Fica quietinha. — Ele deixou o guarda escorado em um Toyota Camry e se voltou para ela. — Ele não viu seu rosto, você está livre. Pode ir.
Bella arqueou as sobrancelhas surpresa.
— Mas e você?
Edward voltou a olhar para o homem desacordado.
— Eu vou dá um jeito. — Voltou sua atenção para ela. — Agora vá. — Lhe piscou um olho e ela sorriu.
— Acho bom terminar o que começou comigo, Cullen. — Passou por ele a passos rápidos e com o sorriso ainda brincando nos lábios.
Contanto que ele se mostrasse inofensivo perto dela, ela gostaria de tê-lo por perto... tê-lo por cima, por baixo, de lado. Ela balançou a cabeça negativamente e riu, se afastando.
Edward sorriu matreiro, com certeza ele terminaria o que começou. E depois recomeçaria e de novo e de novo e de novo. Se acabaria naquele corpo delicioso.
— Ah. — O homem gemeu de dor, despertando. — O que aconteceu?
Edward olhou torto para ele “você empatou minha foda, foi isso o que aconteceu”, mas logo sorriu constrangido em uma falsa máscara de remorso.
— O senhor me pegou em uma situação um tanto quanto peculiar e acabou desmaiando. Acho que as cenas foram muito fortes. — O guarda levantou e o mediu dos pés à cabeça.
— Onde está a garota, seu engraçadinho?
Edward fingiu surpresa e depois riu.
— Garota? Você achou que eu estava com uma garota? — Sorriu sem humor. — Quem me dera, senhor, ultimamente não tenho tido tanta sorte com as mulheres. O que o senhor viu foi apenas uma... — Inferno, Isabella! Ela o estaria devendo para o resto da vida. —... uma demonstração de amor próprio.
— Argh. — O guarda fez uma expressão de repulsa. — Pelo amor de Deus, garoto. Use o banheiro de sua casa. Se eu te pegar tendo mais uma... demonstração de amor próprio eu juro que te levo para a diretoria.
— Sim, senhor. — Assentiu e o guarda saiu, olhando vez ou outra para trás, ainda tentando tirar da cabeça a visão das “costas” de Edward.
— Você vai ter que rebolar muito para me recompensar, Bella. — Sorriu safado, enquanto entrava em seu Volvo e partia em direção a floresta.
Fale com o autor