Garota Problema
16 Capítulo 16 — Prazer, Catarina Vargas
Notas iniciais
Depois da escola, Bella foi para o trabalho e por fim voltou pra casa, decidiu ir a Port Angeles na noite seguinte, e não hoje como havia planejado, e ao avisar à seu pai sentiu-o muito satisfeito com a notícia, talvez ele até conseguisse fazer ela desistir de ir no outro dia também, quem sabe, não é mesmo?
Ao entrar em casa, ela pegou seu pai ao telefone e ao ouvir o nome de sua mãe, permaneceu quietinha no lugar, ouvindo a conversa. Charlie não a viu porque estava de costas.
— Não me interessa, até por que a questão não é essa. Você acha mesmo que eu me importo com isso? — Ele parecia enfurecido. — Por mim eu teria ficado com a guarda da Bella desde nossa separação, mas você não permitiu, fez de tudo pra tirar ela de mim e agora simplesmente não a quer mais? — Pausa. — Por favor. — Riu sem humor. — É exatamente isso o que você está fazendo sim, está a trocando. Isso é coisa que uma mãe faz? Se eu soubesse que você a machucaria desse jeito, Renée, eu teria lutado mais por ela há alguns anos e... — Parou ao ser interrompido. — Quer saber? Vá a merda e fique por lá mesmo, não ligue mais para a minha filha se sua intenção for apenas machuca-la. — Por fim bateu o telefone, o desligando.
Bella não sabia que reação ter, estava meio surpresa pela maneira como seu pai agiu, mas ao mesmo tempo estava muito feliz e... sentia-se extremamente amada. Ela correu até ele, assim que ele se virou, e o abraçou.
— Oi, querida. Não vi quando chegou. Como foi seu dia?
— Senti saudade. — O apertou e ele beijou o alto de sua cabeça.
— Eu também, Bells. — Sorriu minimamente. Renée nunca mais a faria mal algum, ele se certificaria disso.
~*~*~
Bella vestia camiseta a regata e calcinha, estava coberta até o pescoço, aquecida e feliz. Ela sabia que não era o sentimento que deveria apossar dela em relação a Edward, mas caramba, era exatamente isso que estava sentindo. Felicidade. Ela tinha noção de que ele era um vampiro, mas algo dentro dela já havia nascido e agora desabrochava. Um sentimento chamado paixão e isso a estava conduzindo a um relacionamento com um vampiro. Mas tudo bem, seu nome não era mais Isabella Swan mesmo, agora seu nome era Catarina Vargas.
Ela ouviu alguns barulhos na janela e se virou, olhando na direção dela. Sem pensar duas vezes saltou da cama e puxou a cortina, abrindo a janela, logo ela foi atacada por mãos frias – que fizeram-na arrepiar – e uma boca extremamente gostosa.
— Oi pra você também. — Ela disse sorrindo e ele riu, fechando a janela e a cortina.
Edward a conduziu até a cama e ambos deitaram, aos beijos e amassos.
— Quanto anos você tem? — Bella perguntou, de repente, enquanto ele tirava a camisa.
— 116 como vampiro, mas biologicamente 17, por quê?
Ela arqueou uma sobrancelha com segundas intenções.
— Hm, adoro caras mais velhos. — Sorriu marota e Edward riu.
— Que bom, garota, que bom. — Debruçou-se sobre ela. — Mais alguma pergunta?
— Eu tenho várias. — Respondeu como se fosse óbvio.
Edward se ajeitou entre as pernas dela e alisou seu rosto com as costas das mãos.
— Bem, você sabe que eu não sou virgem, que eu queimo na luz do sol, que me alimento de coelhos, que a água benta me machuca e que sou um pouquinho mais velho que você.
— Isso são detalhes.
Edward sorriu torto. Sentia-se aliviado por Bella não ter ficado receosa com a companhia dele. Ele sabia que a primeira reação dela seria de medo, mas temia que fosse a única, felizmente ela não o queria a quilômetros de distância.
— Você pode comer comida humana?
— Posso. O café ajuda a manter nosso corpo quente e bebidas alcóolicas nos ajuda contra a sede, não é tão eficaz, mas ajuda.
— Quais são suas habilidades?
— Força, velocidade, super audição e me curo rápido.
— E você dorme?
— Em um caixão.
Bella arregalou os olhos.
— Estou brincando. — Riu zombeteiro. — Sim, eu durmo, em uma cama — frisou —, se eu quiser, ajuda a passar o tempo, sem falar que os sonhos são bons. Neles geralmente eu sou humano. — Disse a última frase perdido em pensamentos.
— Como foi sua transformação?
— A gripe espanhola estava em alta em 1918, minha mãe, Elizabeth, já havia morrido e eu estava quase chegando nesse estágio, Carlisle era meu médico e viu que eu não passaria daquela noite, então ele me transformou.
— Eu sinto muito. — Ela não sabia o que dizer, mas pensou que talvez aquela fosse a frase correta.
— Tudo bem. Eu fui bem rebelde por algumas décadas, mas depois... — Suspirou. — Quanto mais rápido você se conformar, melhor é. Não mais fácil, mas fica menos doloroso.
— Como se transforma um humano em um vampiro?
— Mordida. Posso sugar seu sangue ou injetar meu veneno em você. Por quê? Está interessada? — Perguntou brincando e Bella riu.
— Claro que estou, imagina só eu com super velocidade? Do jeito que sou desastrada isso iria cair perfeitamente bem em mim. — Respondeu sarcástica, fazendo-o rir.
— Você seria um perigo para a humanidade. Acha que eu esqueci do seu ataque psicótico contra o segurança?
Bella corou e Edward prendeu a respiração. Ele achava aquela atitude uma graça, mas o enlouquecia.
— Como você fez para se livrar dele mesmo?
Edward apostava que se pudesse corar o teria feito.
— Não importa. O ponto é que eu não precisei mata-lo para isso e que foi bastante humilhante, então acho que você poderia me recompensar. — Sorriu safado e ela riu, saindo de debaixo dele e caminhando até um som portátil em cima de sua estante, ela rebolou a bunda de propósito, fazendo Edward alargar o sorriso e seu membro ficar duro.
— Pode deixar. — Ela colocou uma música em um volume ambiente, pois sua intenção não era acordar Charlie, suas intenções eram outras.
Bella jogou as mãos para cima e começou a dançar conforme as batidas da música, que era erótica e exalava sexo. Edward apoiou os cotovelos na cama, queria aproveitar da melhor forma aquele show particular.
Ainda de costas, ela desceu até o chão lentamente e subiu empinando. Depois retirou a camisa, ficando apenas de calcinha, se virou para Edward e seus olhos, antes ocres, ficaram mais escuros, suas íris brilhavam e sua boca salivava, mas não somente para sentir o sangue dela, como para provar sua pele e seu mel, que já escorria por entre as pernas dela.
Bella passou as mãos pelos seios, apertando os bicos já endurecidos e Edward cerrou os punhos. Céus! Que garota deliciosa. Não conseguia parar de pensar nas várias formas que a possuiria.
Ela levou uma das mãos ao cabelo e depois voltou a alisar os seios e a barriga, chegando a calcinha, ela ameaçou a retirar, mas depois desistiu, Edward rosnou e ela riu, jogando a cabeça para trás e voltando a dançar sensualmente.
Ele retirou os sapatos, meias e a calça. Ficou apenas de boxer. Bella o estudava com os olhos, atentamente, o membro dele pulsava e ela estava louca para tê-lo.
Por fim, a morena retirou a calcinha lentamente e a jogou contra Edward, que a agarrou com ótimos reflexos e a aproximou do nariz, cheirando sua excitação com os olhos fechados. Aquela foi sua morte. Em uma velocidade sobre humana ele surpreendeu Bella ao agarrá-la pela bunda, envolvendo suas pernas ao redor da cintura dele, que já estava descoberta, pois no caminho até ela, ele retirou sua boxer.
— Deus. — Ela ofegou assustada, mas logo o sorriso dominou sua feição.
— É ótimo poder usar minhas artimanhas com você. — Ele beijou sua boca, devorando-a com luxuria, enquanto ela rebolava, causando atrito entre seus sexos.
— Acho que vou gostar delas. — Sorriu durante o beijo, respondendo a seu comentário.
— Vamos ver. — Ele mordiscou levemente o lábio dela e então a virou.
A virou de cabeça para baixo de um jeito que seu rosto ficou de frente para a intimidade dela e vice versa. Mais uma vez ela ofegou. A noite iria ser incrível.
Ela o tomou na boca rapidamente, assim como Edward, simultaneamente. Ambos proporcionavam prazer um ao outro de um jeito único. Bella sentia sua excitação escorrer por sua barriga, mas logo Edward a lambeu e ela sentiu cada pelo de seu corpo se eriçar.
Ele não perderia nenhuma gota sequer do mel de sua garota.
Bella massageou a parte do membro que não cabia em sua boca com a mão, o arranhando levemente, ora ou outra. Edward intensificou as investidas com sua língua no clitóris dela e em sua entrada, fazendo-a apertar as pernas em volta de seu pescoço. Ela fechou os olhos e relaxou a boca, fazendo garganta profunda nele. Edward gemeu lentamente. Aquilo estava tão gostoso, mas ele precisava estar dentro dela.
Ele a levou até a cama, depositando-a gentilmente e depois se deitou.
— Suba em cima de mim. — Ordenou, limpando o canto da boca e assim ela o fez. — Não, de costas. — Pediu sorrindo e ela devolveu o gesto.
Rapidamente ele encaixou seu membro na entrada dela, que deslizou para seu interior, aquecendo-o, recepcionando-o de uma forma fodidamente gostosa.
Bella jogou as mãos para trás, apoiando-as no peitoral de Edward. Ele, com uma das mãos, a masturbou, enquanto que com a outra mão ele a ajudou a se levantar e descer, em um movimento calmo e carregado de prazer.
Ela sentia o suor se acumular e o cheiro de sexo tomar conta de seu quarto. Edward era o cara mais quente com quem havia ficado em toda sua vida. Tinha dúvidas se outro iria conseguir satisfazê-la depois de ter estado com ele, Edward fez o nível aumentar. E muito. Mas por um momento ela pensou que não gostaria de ter outro cara em sua cama, ela queria apenas... apenas ele. Seu vampiro.
Após alguns minutos naquela posição, eles trocaram. Edward se colocou atrás de Bella e voltou a penetrá-la, de quarto sobre a cama, que rangia e batia contra a parede.
— Shhh. — Ela pediu, não queria de jeito nenhum que Charlie acordasse.
— Precisamos de um lugar onde eu possa te fazer gemer alto e gritar meu nome, assim como poderei quebrar alguns moveis. — Sorriu enquanto depositava beijos em suas costas.
Bella riu – um som que Edward se encantou desde a primeira vez que ouviu, na sala de biologia.
Mais algumas investidas e ela apertou o edredom entre os dedos. Seu ápice havia chegado.
Edward aumentou a velocidade e enrolou o cabelo de Bella em seu punho – uma mania que ele havia aderido com sua humana. Mais alguns movimentos rápidos e fortes e o clímax o atingiu também.
Os dois caíram na cama, suados e com um sentimento que a cada dia crescia mais em seus corações, mesmo que um deles não batesse há 116 anos, sim, 116 anos e não há 99 anos, pois Edward nunca havia sentindo seu coração acelerar ao se apaixonar, pois nunca havia se apaixonado por alguém como estava se apaixonando por Bella. Por sua garota problema.
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