Gakuen Hetalia 2.0
9 Capítulo 9
O pub estava animado, batidas ecoavam pelo lugar, bebidas circulavam por entre as mesas e as nações se divertiam. Até o diretor Roma compareceu. A banda da escola, que ainda não tinha nome, subiu no palco e começou a tocar.
- Querem mais alguma bebida? – Perguntou a morena de cabelos negros presos em uma trança e olhos cor de mel cujo véu não cobria mais a cabeça.
- Você não acha que já bebeu, demais, Jordânia? – Perguntou Omã vendo a amiga roubar a garrafa de vinho de alguém.
- Imagina. Só estou começando. – Disse virando a garrafa toda. – Vou dançar. – Se levanta e vai.
- Jordânia, espera! – Vai atrás dela.
- Omã, espere! – Egito se levantou e foi atrás das duas quando viu que várias nações começaram a agir diferente quando Omã se levantou.
- Omã, você por aqui? Não sabia que bebia. – Disse Turquia se aproximando.
- Olá, Turquia.
- Na verdade, ela estava de saída. – Egito interrompeu a conversa e empurrou Omã de leve para ir atrás da Jordânia.
- Egito, virou estraga prazeres também?
- Só a estou mantendo longe de caras como você.
- Não precisa ficar com ciúmes. – Pega Egito pela cintura, que tenta desesperadamente se livrar do outro.
- Eu não estou com ciúmes, seu idiota. Se acontecer alguma coisa com essa garota, o Iêmen arranca o meu couro.
- Ainda com essa desculpa?
- Molestando crianças de novo, Turquia?
- Emirados Árabes Unidos? O que faz aqui?!
- Ora, é uma festa. Eu só vim me divertir.
Egito aproveitou o diálogo dos dois para escapar e ir atrás de Omã. Turquia praguejou e quando foi discutir com o outro, ele tinha sumido. Egito conseguiu achar Omã e ambos procuravam Jordânia. Novamente foram separados pela multidão.
- Desse jeito você vai me dar trabalho.
- O que faz aqui, Emirados?
- Garoto, se alguma coisa acontecer contigo nessa festa, o Arábia arranca o meu couro.
- O que?! – Egito corou.
- Como tinha possibilidade de você vir, Arábia pediu para que eu ficasse de olho em você.
- Por quê?
- Garoto, Arábia Saudita e Irã são os dois cabeças duras, moralmente fortes e mais teimosos que 500 mulas juntas, a diferença é que Irã é egocêntrico e Arábia se preocupa com quem está ao seu redor, mesmo que demonstre isso de forma negativa ou nem demonstre.
Egito estava muito vermelho e tentava disfarçar isso para o outro. Emirados riu e continuou a falar.
- Ele me contou sobre o incidente com Turquia. – Egito corou mais ainda. – E como você tem que tomar conta da Omã a pedido do Iêmen, sabia que sua vida iria complicar.
- Como você sabe disso?! – O menor estava muito corado e espantado.
- Se há um assunto que eu entendo bem é economia. Iêmen proíbe a importação e a circulação de bebidas alcoólicas em seu território, mas você e Omã não. Omã anda com Jordânia, que bebe muito, lógico que ela a convenceria a vir já que Qatar está na mesma situação de Iêmen, Arábia e Irã. Nessa festa há um monte de gente querendo farra, é óbvio que o Iêmen te pediria para vir e tomar conta da Omã, afinal, vocês dividem a mesma cobertura.
Egito piscou os olhos mal acreditando no que acabara de ouvir. Emirados sabia quem poderia ir à festa e quem não poderia apenas analisando a economia e as relações comerciais.
- Vamos ou você terá problemas com Iêmen mais tarde.
O menor apenas assentiu. Ainda estava pasmo com o que acabara de acontecer. Eles encontraram Omã, que tinha virado babá de uma Jordânia completamente bêbada.
- Bem, essa será a última música da noite. – Anunciou América no microfone. – Para cantar essa última música, nós decidimos chamar alguém da plateia, alguém cuja voz já ouvimos. Irlanda, suba ao palco!
- O que?! – Exclamou a ruiva caindo da cadeira.
- O que?! – Exclamou Inglaterra de olhos arregalados. – Eu não decidi isso.
- Mas nós sim. – Disse França. – A maioria venceu.
- Eire, vai lá. – Incentivou Irlanda do Norte empurrando a irmã para o palco.
Irlanda subiu ao palco arrancando murmúrios. Ela não tinha ideia do que estava acontecendo. Apenas deram um microfone a ela e discutiram qual música iriam cantar e que ela e Inglaterra teriam que cantar juntos, coisa que agradou aos dois, mas era para o bem da festa. Para a sorte deles, a garota também sabia tocar teclado.
Irlanda apoiou o microfone no suporte, começou a tocar o teclado e quando estava na hora, cantou de forma calma.
How can you see into my eyes
like open doors
leading you down into my core
where I've become so numb?
Os outros entraram com os instrumentos.
Without a soul;
my spirit's sleeping somewhere cold,
until you find it there and lead it back home.
Irlanda largou o teclado e tirou o microfone do suporte. Ela começou a cantar com mais intensidade, em conjunto Inglaterra, que não ficava para trás.
England: (Wake me up.)
Ireland: Wake me up inside.
England: (I can't wake up.)
Ireland: Wake me up inside.
England: (Save me.)
Ireland: Call my name and save me from the dark.
England: (Wake me up.)
Ireland: Bid my blood to run.
England: (I can't wake up.)
Ireland: Before I come undone.
England: (Save me.)
Ireland: Save me from the nothing I've become.
Inglaterra parou por um instante e Irlanda continuou com o mesmo tom de voz, mas de forma calma.
Now that I know what I'm without
you can't just leave me.
Breathe into me and make me real.
Bring me to life.
Eles aumentaram o ritmo e as vozes.
England: (Wake me up.)
Ireland: Wake me up inside.
England: (I can't wake up.)
Ireland: Wake me up inside.
England: (Save me.)
Ireland: Call my name and save me from the dark.
England: (Wake me up.)
Ireland: Bid my blood to run.
England: (I can't wake up.)
Ireland: Before I come undone.
England: (Save me.)
Ireland: Save me from the nothing I've become!
Irlanda e Inglaterra retornaram a abaixar o tom de voz, ela para um mais suave e ele para um mais rouco.
Ireland: Bring me to life.
England: (I've been living a lie/There's nothing inside.)
Ireland: Bring me to life.
Irlanda aumentou algumas oitavas.
Frozen inside without your touch,
without your love, darling.
Only you are the life among the dead.
Inglaterra começou a cantar com empolgação.
All of this time
I can't believe I couldn't see
Kept in the dark
but you were there in front of me
Irlanda teve que abaixar novamente algumas oitavas, mas estava no mesmo ritmo que Inglaterra.
I've been sleeping a one thousand years it seems.
I've got to open my eyes to everything.
Without a thought
Inglaterra manteve o ritmo e a sincronia com Irlanda, fazendo parecer que tinha ensaiado por horas.
Without a voice
Without a soul
(Don't let me die here/There must be something more.)
Irlanda pôde aumentar a voz tal de forma, mas que precisou tomar cuidado para não aumentar demais e incomodar os ouvidos alheios e quebrar os vidros.
Bring me to life.
England: (Wake me up.)
Ireland: Wake me up inside.
England: (I can't wake up.)
Ireland: Wake me up inside.
England: (Save me.)
Ireland: Call my name and save me from the dark.
England: (Wake me up.)
Ireland: Bid my blood to run.
England: (I can't wake up.)
Ireland: Before I come undone.
England: (Save me.)
Ireland: Save me from the nothing I've become!
Irlanda voltou para o teclado.
Ireland: Bring me to life.
England: (I've been living a lie/There's nothing inside.)
Ireland: Bring me to life.
No final ela novamente pôde aumentar a voz e depois foi só finalizar com o som do teclado.
O pub foi à loucura. Eram aplausos e assovios para todos os lados, além de murmúrios sobre a Irlanda ser a garota que cantou no microfone do Roma. Alfred encerrou agradecendo em nome de todos e eles desligaram o equipamento e um DJ assumiu o controle. A banda desceu do palco, a maioria elogiando a garota. Irlanda foi abraçada por seu irmão.
- Eire, você foi incrível! Mal acreditei quando você aceitou!
- Foi você quem me empurrou, lembra?
- Ah, é.
- Esse é o seu irmão? – Perguntou França. – Nossa, como ele está crescido! Eu me lembro de quando era menor...
- Fique longe dele, França. – Disse Irlanda em tom ameaçador.
- Algum de vocês poderia tentar falar com a minha irmã? Ela é antissocial e preciso de ajuda. – Disse Dinamarca.
- Claro, onde ela está?
- Você não, França.
- Droga. – Disse fazendo biquinho.
- Você tem irmã? – Perguntou América.
- Sim, ela está bem ali. – Apontou para o canto gelado e depressivo em que estava uma garota. – O nome dela é Groenlândia.
- Vamos tentar. – Disseram os outros analisando se era seguro se aproximar ou não.
- Ah, sim, eu lembro dela! – Exclamou América. – Você a deixou sob os meus cuidados na Segunda Guerra.
- Se precisarem de nós, estaremos bebendo com Prússia, Escócia, Alemanha e Holanda. – Disse França indo com Dinamarca até onde estava o pessoal.
- Por falar em beber, estou mesmo precisando de uma cerveja.
- HA, você, Irlanda? Bebendo?! – Zombou o inglês.
- Arthur, Eire aguenta beber mais do que você imagina.
- Essa só pagando para ver.
- É bom você retirar o que disse, seu maluco do chá, ou vai acordar em uma cama de hospital. – Disse a irlandesa.
- Pessoal, tem um jeito melhor de resolver isso. – Disse Irlanda do Norte tentando acalmar a situação.
- Tem razão, Tuais. Eu te desafio para uma disputa de bebidas, a não ser que você só beba chá.
- Desafio aceito!
- Garçom! Traga dois barris da sua melhor cerveja escura!
- Cerveja escura?! Quem bebe isso?!
- Eu bebo. O que foi? Está com medo de perder para mim?
- Sem chance! Trás logo a cerveja escura para eu mostrar a essa irlandesa com quem ela está se metendo!
O pub parou para prestar atenção à disputa entre Inglaterra e Irlanda. Tanto Escócia quanto Gales e Irlanda do Norte perceberam que aquilo não iria acabar bem. América se distanciou, estava procurando Vietnã em meio à multidão. Finalmente a achou e foi falar com ela.
- Viet, que bom que você veio?
- Será que nem aqui eu consigo ter paz?
- Calma, eu só quero te pagar uma bebida. Posso?
Vietnã hesitou, mas aceitou. O clima entre os dois ainda era tenso.
Notas finais
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Na 2ª GM, Dinamarca, que caiu sob domínio alemão, teve que cortar relações com a Groenlândia e nesse período a ilha teve que comercializar e estabelecer relações políticas com Estados Unidos e Canadá.
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A festa só está começando, Jordânia já está dando trabalho, Egito e Emirados Árabes Unidos (que mais FDP impossível) estão tendo trabalho, música e teremos mais gente com mais trabalho.
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