Gakuen Hetalia 2.0
8 Capítulo 8
Em apenas pouco tempo, Babilônia transformou aquele cenário deplorável que não merecia ser chamado de jardim em um jardim de verdade, pena que só a deixaram cuidar do terreno, pois se ela pudesse cuidar da parte externa do prédio, teria deixado o lugar mais bonito ainda, não tanto quanto o que foi seu império, mas algo que fosse muito admirado.
Bizâncio teve que explorar a enorme biblioteca com ajuda de Suméria, mas ela não falou para ele das passagens secretas.
Finalmente chegou o tão esperado dia. Todos iriam a um pub, que foi alugado especialmente para a tal festa, todos com exceção de grande parte da Classe Oriente Médio e parte da Classe África e Ásia, que proibiam álcool em suas terras. Ainda era de manhã, então todos se organizavam.
Omã estava no apartamento de Iêmen e Egito quando recebe uma ligação de Jordânia.
- Oi, tudo bem? Aqui é a Jô.
- Oi, Jô, estou bem, e você?
- Bem, obrigada. Escuta, você proíbe bebidas alcoólicas nas suas terras?
- Não, por que a pergunta?
- Você vai na festa que programaram?
- Eu não sei. Você e Qatar vão?
- Eu vou, Qatar não bebe. É ilegal a circulação de bebidas em suas terras.
- Entendi.
- Vamos, vai ser divertido. Todo mundo vai.
- Tudo bem, já que você vai, eu vou também.
- Ótimo! Passo na sua casa por volta das oito e meia. Beijos. – Jordânia desliga.
- Vocês vão a onde, Sibila? – Perguntou Iêmen com cara de poucos amigos.
- A festa no pub. Jordânia acabou de me ligar e vai passar na minha casa para me pegar.
- E vocês vão sozinhas?
- Ah, eu esqueci. Você não permite bebidas alcoólicas em suas terras. Pena que não vai poder vir com a gente.
- Você permite bebidas alcoólicas em suas terras? – Perguntou Egito a Omã.
- Sim, mas a idade mínima é de 21 anos. Você também não permite?
- Na verdade, eu estou na mesma situação que você. Eu permito, mas a idade mínima é de 21 anos.
- Legal, podemos ir juntos quando a Jordânia vier.
- Já que é assim, tudo bem vocês irem. – Pronunciou-se Iêmen. – Só não voltem muito tarde.
- Tudo bem, Yusuf. Só vou para casa ver a minha roupa e já volto.
Omã saiu e foi para casa. Como moravam ao lado um do outro, Iêmen não se preocupou em trancar a porta. Ele não precisou arrastar Egito para um cômodo longe da parede que dividia com Omã, pois as paredes da cobertura eram grossas.
- Por favor, fique de olho na Omã o tempo todo. – Iêmen pediu.
- O que?
- Eu não bebo, mas Sibila sim e Turquia vai estar lá também e sem falar no França... Ah, Gupta, eu preciso que você fique de olho para que ninguém dê em cima dela e eu não confio muito na Jordânia.
- E Síria? Peça a ela. Garanto que ela é melhor nisso do que eu.
- Síria não bebe e Líbano também não. Que razões ela vai ter para ir?
Egito suspirou, seria um grande desafio, mas aceitou. Omã voltou e eles retomaram a conversa.
Seychelles foi convencida por Hungria, sua colega de quarto, a ir a tal festa. Ela achou que seria divertido e veria todo mundo.
Irlanda e Irlanda do Norte faziam o dever de casa quando ouviram uma explosão.
- Puta que pariu! Palestina! Com tanto lugar para colocar uma bomba, você põe justamente na TV?! – Gritou Israel, um dos vizinhos deles.
- Eu não coloquei uma bomba na TV, eu a transformei em uma bomba. – Retrucou Palestina, que falava em um volume alto. – Isso foi por ter comido os meus cookies.
- Você fez isso por causa dos cookies?
- E por minha autonomia também.
- Por Jeová, o que eu fiz para te merecer?!
- Me expulsou das MINHAS terras, se instalou nelas e teve sua soberania reconhecida enquanto eu não tive.
- Ah, meu Jeová, essa história de novo?!
Irlanda e Irlanda do Norte se entreolharam.
- Esses dois vão acabar se matando algum dia. – Comentou Irlanda do Norte suspirando.
- Eles não fazem as pazes nunca?!
- Israel e Palestina? Fazerem as pazes? Escócia disse que é mais fácil França virar monge.
- Puta que pariu! Vocês tinham que explodir a parede do meu banheiro?! – Eles ouviram Inglaterra gritar com os outros dois.
Uma discussão foi iniciada. Tanto Eire quanto Tuais ficaram com enormes gotas na cabeça. Seus vizinhos eram muito barulhentos.
Vietnã foi convencida por seus “irmãos” a ir. Todos eles iriam, menos Coréia do Norte e mesmo que ela tenha insistido muito para ele ir, não obteve resultados. Seus planos de melhorar o relacionamento dos gêmeos foram frustrados mais uma vez. Toda vez que achava que tinha conseguido algum progresso, um deles voltava atrás ou alguém a atrapalhava, fazendo-a adiar seus planos. Esse alguém variava de Taiwan, Laos, sua vizinha de cabelos negros e olhos castanhos, e Tailândia a América.
Groenlândia estava em casa naquele final de tarde e não fazia questão de ir a tal festa, mas seu irmão insistia dizendo que iria conhecer novas pessoas e socializar, mas quem precisa de pessoas quando se tem TV a cabo com vários filmes e seriados passando? Ela foi até a sala ver TV, mas tinha algo que a impedia, seu irmão estava esparramado no sofa.
- Vai ficar aí o dia todo? – Perguntou ela.
- Talvez, depende de você.
- Eu não vou a essa festa.
- Então, não vou sair daqui.
Groenlândia não se importou. Andou até o sofa e sentou em cima da barriga do irmão de forma bruta e sem nenhum cuidado.
- Green!
- Ninguém mandou ficar aí. Hei! – Ela foi puxada pelo outro ficando deitada sobre o peito dele. Rapidamente, Dinamarca a prendeu entre seus braços. – Mathias, me larga.
- Só se você for à festa conosco.
- Conosco?
- Comigo e com os outros nórdicos.
- Você quer me matar, não é?
- Eu só quero te ver feliz.
- Mas eu sou feliz. Agora me solta que estou perdendo Law & Oder LA.
- Greta. – Disse em tom de preocupação fazendo-a olhar para ele. – Você quase nunca esboça um sorriso, como pode ser feliz sem dar um único sorriso?
- É preciso sorrir o tempo todo para mostrar que é feliz?
Groenlândia estava confusa, afinal, sempre foi grata por tudo e sempre se sentiu satisfeita, mas nunca precisou sorrir para isso. Sua expressão de confusão era tão fofa que fez o dinamarquês rir e abraçá-la de tal forma que ela ficou roxa sem poder respirar. Foi então que a porta se abriu e Noruega e Islândia entraram. Vendo aquela cena, Noruega cerrou os punhos e teve que contar até 10.
- Vocês já chegaram? – Perguntou Dinamarca afrouxando o abraço e olhando para os dois.
- Não, idiota. Ainda estamos no polo norte. – Respondeu Noruega mantendo seu tom inexpressivo.
- Ainda é cedo. Não entendo essa mania do Lukas de chegar cedo. – Disse Islândia.
- Agradeça por isso, Emil. Pelo visto, Anko ainda não se arrumou.
- Não faz mal. Como ainda é cedo, dá para me arrumar direitinho e Green também estava indo se arrumar, não é mesmo?
O trio olha para a garota, que agora tinha o rosto coberto pela depressão, uma nuvem enorme sobre o sofa, escondia o rosto e tinha mergulhado a área do sofa em um inferno gelado, congelando o que estivesse nela. Dinamarca soltou Groenlândia, que correu para o quarto dela e se trancou. Pelo visto ela não teria alternativa, pois o irmão dela a levaria de qualquer forma, mesmo que ela estivesse de pijama.
Notas finais
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Israel e Palestina têm histórico marcado por conflitos e uma relação muito delicada. Palestina não possui tantos recursos como Israel então tem que dar o seu jeito.
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Próximo capítulo: a festa. Veremos muita gente bêbada, Egito tendo que ficar de olho na Omã para o Iêmen, música e muito mais.
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