Notas iniciais
Pois é, eu demorei, mas esse capítulo ficou longo. Não esqueçam os lenços.

Logo já era noite e todos estavam de volta ao hotel. Mr. Puffin reclamou o dia inteiro pelos outros animais e Tony não terem-no chamado para andar de lancha e pranchas de surf. Nem Hewie e nem Ghost se importaram com o papagaio. O que importava era que todos estavam se recolhendo, mas antes, alguns maus entendidos precisavam ser resolvidos.

Irlanda do Norte foi falar com Irlanda para tentar se desculpar, isso se ela não quisesse vê-lo nunca mais. A garota abriu a porta, mas ao invés de dar uma bela bronca e gritar com ele, como ele esperava, ela o abraçou, quase o fazendo perder o equilíbrio e cair.

– Eire...?

– Me desculpe, Tuais, eu não devia ter falado aquilo. Eu sinto muito, mas muito mesmo.

Ao contrário dos seus irmãos, sua irmã não se importava de chorar. Ela demonstrava seus sentimentos abertamente, ou pelo menos os escondia muito mal.

– Eire, está tudo bem. – Disse segurando a cabeça dela. – Eu sinto muito, eu não sabia... Não até o Scott me contar.

– Ele fez o que?! – Disse se afastando bruscamente do irmão com certa raiva.

– Mas você só consegue se afundar ainda mais. – Disse Escócia surgindo das sombras.

– Scott, você sabe que...!

– Eu sei muito bem o quanto você odeia aquele cara e não suporta nada que venha dele, inclusive não queria que ninguém soubesse dele.

– Então por que contou?

– Uma hora ou outra, ele tinha que saber. Da mesma forma que você não quer vê-lo se relacionar com medo que possam machucá-lo, ele não quer vê-la de outra forma que não seja sorrindo.

– É verdade, Eire. Eu também me importo com você, mesmo que eu faça merda e te dê trabalho.

– Eu sei. Eu não deveria te preocupar tanto.

– Vocês dois são sempre assim ou foi esse melodrama todo?

Os irlandeses começaram a rir enquanto o escocês só ficou mais confuso ainda. A relação deles pode não ter sido a melhor nas últimas décadas, mas era a melhor entre as Ilhas Britânicas. Escócia começou a resmungar e entrou no quarto, surpreendendo Irlanda do Norte, mas não Irlanda.

– Allistor pode parecer rabugento e que caga para tudo, mas ele se importa, só não sabe lidar com isso. – Comentou Irlanda com um sorriso travesso.

– Eu achei que ele não gostasse que a gente o chamasse por esse nome.

– É que esse nome é do vovô, Scott o recebeu em homenagem a ele. Ele só não acha que seja digno de usá-lo, pois admira demais o vovô para isso. Então ele usa o segundo nome.

– O nome da Saxônia?

– Não, bobo. Eu e o Scott temos nomes compostos. Allistor Scott Kirkland e Emily Loreena Rosemond. O primeiro nome dele, ele recebeu do vovô; e o meu segundo nome, eu recebi da mamãe.

– Então por que nós não temos nomes compostos também?

– Na época em que vocês nasceram, já tinham os primeiros registros. Anglos e Saxônia brigaram para colocar um nome composto no Arthur e no Casey. No Arthur, eles chegaram a um acordo, já no do Casey...

– Eles brigaram muito, não brigaram?

– E como. Lembro que o primeiro nome dele seria Dylan, mas foi uma confusão na hora de escolher o segundo nome, eles tentaram decidir na moeda, no jokenpo, até no palitinho, até que a vovó ficou puta, pegou o papel e escreveu o primeiro nome que veio à cabeça. Só que o carinha não tinha escrito nem o primeiro nome dele e Anglos e Saxônia tiveram que ler a ficha para saber o nome da criança.

– Toda vez que eu acho que não pode piorar, descubro mais um segredo de família assombroso.

– HAHAHAHAHA!

Enquanto isso, no quarto do Austrália.

– Kiwi, o que você faz aqui? E com o seu 2p?

– Eu não quero dormir no meu quarto hoje. Alicia me dá medo!

– Dá medo até em mim que sou o irmão dela.

– Eu não dormiria no mesmo quarto que Alicia nem se minha vida dependesse disso. – Comentou Jett.

– Ora, Kiwi e o 2P dele são sempre bem vindos. O que acha de uma ducha, Kiwi?

– Oz, você sabe que eu não posso. – Respondeu um tanto corado.

– Ora, Alice não está aqui e não poderá ver, não é mesmo?

– Talvez só dessa vez. Uma ducha não pode fazer mal, certo?

Ralph sorriu e levou o mais novo para o banheiro, deixando os 2Ps em completo plano de fundo. No banheiro, o australiano não tardou a arrancar suas próprias roupas e as do neozelandês e tomar-lhes os lábios em um beijo necessitado. Apesar a urgência, Dick se mantinha calmo e correspondia com delicadeza e ternura, mesmo quando a língua do australiano invadiu sua boca. A língua do australiano provocava a do neozelandês enquanto ele o guiava para o chuveiro.

Ralph era feroz e Dick mantinha seu jeito calmo que o australiano tanto gostava. Eles se separaram em busca de ar, ambas as respirações estavam descompassadas. Não demorou para que o maior selasse os lábios de novo e ligasse a água. A água estava fria, o que fez o menor gemer quando ela tocou em sua pele quente. O maior desceu para o pescoço do outro, enquanto o abraçava e seus dedos se enroscavam nos cabelos do outro.

– Ralph...

– Você é tão quente, Dick... Tão delicado...

– V-Você poderia não marcar essa região? – Perguntou deixando escapar um gemido.

– E por que não? – Perguntou se afastando um pouco e piscando ligeiramente os olhos.

– É que eu não quero que a Alice veja.

– Certo.

O australiano desceu para o peito do neozelandês. Enquanto ele mordiscava e chupava aquela pele tão branquinha, suas mãos agarravam as coxas do menor, de modo que colocasse as pernas do outro em volta da sua cintura. Dick teve que se agarrar aos ombros de Ralph para não se desequilibrar e bater com a cabeça na parede. Ralph subiu e voltou a beijar o menor enquanto o prensava na parede e o penetrava devagar.

A água gelada escorria por seus corpos quentes enquanto se movimentavam, as respirações descompassadas se misturavam com o barulho do chuveiro, suas línguas estavam enroscadas e cada vez mais estavam perto do clímax. O loiro foi o primeiro a chegar, com um grito abafado e rosto corado, ele se aliviou no seu próprio abdômen e no do parceiro. O moreno veio logo depois, preenchendo o interior do loiro.

– I love you, Kiwi.

– Aroha ana ahau ki a koutou. (Aroha ana ahau ki a koutou: eu te amo em maori) – Disse em sua língua materna, que há muito não usava.

Enquanto Ralph e Dick se encaminhavam ao banheiro, Jett e Benjamin estavam no quarto com cara de paisagem. Não demorou para ouvirem os gemidos e outros sons estranhos vindos de lá. Benjamin corou violentamente enquanto Jett, por alguma razão, estava excitado com aquilo e levou a mão a te seu membro, o que não passou despercebido pelo neozelandês.

– Você não vai fazer isso aqui!

– Eu preciso me aliviar de alguma forma.

– Mas não na minha frente, seu bastardo!

– Não, acabei de ter uma ideia melhor.

O australiano sorriu maliciosamente, se aproximou do neozelandês e o prensou na parede. Benjamin corou violentamente enquanto Jett aproximou seus lábios do ouvido do menor.

– Eu vou me aliviar dentro de você. – Sussurrou antes de das uma mordiscada no lóbulo do menor.

– Jett! – Exclamou o outro tentando empurrar o maior e afastá-lo de si, o que não funcionou.

– Você é tão fofinho quando tenta dar uma de valente, Ben.

– Me largue seu...!

Ele não pôde terminar, pois o australiano o beijou. Era um beijo selvagem, libidinoso e urgente. A língua do maior invadiu a boca do menor, explorando todo o local. O maior retirou as roupas do menor com urgência, ansiava por tocar naquela pele tão branca e tão boa de marcar, e foi o que o fez. Suas mãos exploravam o corpo do menor, apertando-o e provocando-o. Elas alcançaram os mamilos do neozelandês, que estavam rijos, e começaram a fazer movimentos circulares e a apertá-los, o que arrancou um gemido abafado do menor.

Jett percebeu que a cada movimento que fazia, a resistência de Benjamin se esvaía. O menor estava se entregando a ele. O beijo foi quebrado para que pudessem buscar ar, ambos estavam ofegantes, mas morrendo de ansiedade. O maior voltou a beijar os lábios do menor e em seguida passou a beijar o queixo e depois o pescoço, aproveitando para dar algumas chupadas também. Ele percebeu que o neozelandês estava ficando duro, o que o atiçou ainda mais. Ele desceu para o ombro direito do rapaz, o mesmo que se encontrava uma tatuagem maori vermelha, só não contava que seria bruscamente empurrado.

– Aí não! – Reclamou Benjamin.

– Qual é o problema, Ben? Você estava indo tão bem...

– É que quando eu era criança e ainda era um índio, os maoris fizeram tatuagens em mim e na Alicia. Por alguma macumba desconhecida, as nossas tatuagens estão conectadas. Se você fizer algo nela, Alicia vai sentir e virá aqui. É uma maldição.

– Puts, é melhor evitarmos isso então.

O australiano voltou ao que estava fazendo, mas dessa vez no ombro esquerdo. Ele mordia e chupava enquanto apertava a bunda do menor e um de seus dedos roçava na entrada dele. O maior desceu para os mamilos enquanto penetrava o outro com um dedo, o que fez o menor gemer. Não sabia se era de prazer ou de dor, mas pouco importava, pois logo um segundo dedo foi acrescentado, seguido de um terceiro dedo. Ele gemia e falava coisas desconexas, o que deixava o australiano louco.

Jett retirou os dedos de dentro do menor, recebendo um gemido de protesto em troca, e retirou as próprias roupas. Seu membro estava pulsante. Ele virou o menor de costas, agarrou o membro dele e o penetrou de uma vez. Benjamin gritou, mas Ralph e Dick não conseguiram ouvir, pois o som do chuveiro e seus próprios planos os impediam. Jett distribuiu beijos, mordidas e chupões pela nuca de Ben enquanto o masturbava e o estocava ao mesmo tempo. Ben estava entre o prazer e a dor, mas com o tempo os resquícios de dor foram sumindo. O neozelandês foi o primeiro a chegar ao ápice, seguido pelo australiano, que preencheu o seu interior. Logo ele se retirou de dentro do outro.

– Não foi tão ruim, não é mesmo, Ben? Você gemeu como uma cadela.

– Eu não devia ter te impedido de tocar na minha tatuagem. Assim Alicia arrancaria seu pinto fora.

– Mas não o fez. Dá para ver que gostou.

Ele estava muito vermelho. Tinha gostado, lógico, mas nunca iria admitir para aquele aborígene cabeça de coala. Eles não tinham percebido que seus 1Ps tinham saído do banheiro. Os quatro ficaram se encarando, os 1Ps de toalha e os 2Ps nus. A surpresa maior foi quando os News encararam o ombro um do outro.

– Essa tatuagem! Não pode ser! – Exclamaram deixando os australianos confusos. – Ela... Ela é igual a minha!

Realmente eram exatamente iguais. Todas as linhas, as curvas, os desenhos, a única coisa que as diferenciavam era a cor da tinta. A de Dick era preta e a de Benjamin vermelha.

Enquanto isso, no quarto em que os canadenses e as neozelandesas dividiam.

– Hei, eu que vou dormir do lado da Alice! – Reclamou Matthew enciumado.

– Eu é que vou dormir. – Disse Matt.

– Hei, eu posso dormir entre os dois.

– E eu escolho ao lado de quem vou dormir. – Disse Alicia. – Acho que vou dormir do lado do canadense fofinho.

– Alicia, eu não vou deixá-la matar o meu namorado enquanto ele dorme!

– Quem falou em matar, traumatizar já está bom.

– Não! Eu durmo ao seu lado! E o Matthie dorme do meu outro lado.

– Mas e eu?!

– Podemos matá-lo e acabar com isso. – Sugeriu Alicia dando um sorriso sinistro.

– Alicia, no deaths. – Reclamou Alice. – Matt vai dormir do outro lado do Matthew.

– É melhor do que dormir ao lado dessa doida.

– Doida, eu? HAHAHAHAHAHAHAHAHA! Don’t care about madness, care about normality. (não se preocupe com a loucura, se preocupe com a normalidade)

– Alicia, você está assustando o meu namorado, porra! Será que não dá para agir como uma pessoa normal por um segundo?!

– E desde quando nós sabemos o que é normal, Alice? We are insane! Pessoas normais não acreditam em pessoas loucas, mas deveriam. A realidade delas é a nossa loucura. Madness is not a problem, it’s a reality that no one understands. (loucura não é um problema, é uma realidade que ninguém entende)

– Esse papo ficou estranho de repente. – Comentou 2P Canada.

– Reparei. – Comentou o 1P.

Em outro quarto, Egito se revirava na cama. Ele estava inquieto, aquelas férias estavam sendo uma tortura para ele. Não que ele quisesse voltar à rotina de antes, o motivo era outro. Iêmen conseguiu trocar de quarto com Qatar, assim ele não precisaria passar as férias em coma no hospital, porém seu quarto ficava mais distante.

Egito poderia ter se oferecido para trocar de quarto com Omã ou pedido aos Emirados Árabes Unidos para que trocasse de quarto com ele. Assim ficaria perto do seu irmão de consideração, poderia contar tudo a ele, rir como uma hiena e até discutir sobre quem era o mais velho, mas ele tinha a oportunidade de dividir o quarto com Arábia Saudita e não queria desperdiçá-la. Ele só não contava que ele não saberia o que fazer depois, pois Arábia não era qualquer um que bastava chegar, se declarar ou apenas começar um jogo sexual, não, era alguém que podia traumatizar pessoas com broncas e sermões e também alguém que país nenhum no Oriente Médio gostaria de desafiar. Ambos já tinham lutado uma vez e além de ser derrotado, Egito teve sorte de Arábia mostra-lhe piedade e o mandasse recuar.

– Gupta, você está bem?

– Hum...? Por que a pergunta?

– Você não para de se remexer e eu não consigo dormir.

– Eu sinto muito. Isso não vai acontecer de novo.

O saudita se levantou, ascendeu o abajur e se sentou na cama do egípcio. O menor se surpreendeu.

– O que está acontecendo com você?

– N-Nada.

– Nada? Você está estranho esses dias. Você queria dividir o quarto com Iêmen? Por que não falou logo?

– N-Não é isso! E-Eu... Eu gosto de dividir o quarto com você. – Respondeu corando e se escondendo debaixo dos lençóis.

– Então, por que está agindo estranho?

Ele sabia que o outro não desistiria até saber o que estava acontecendo. Talvez fosse a hora de revelar o que se passava, mas precisava ser cuidadoso, caso contrário, se afundaria. Ele estava pisando em areia movediça.

– E-Eu gosto de alguém.

– Todo esse drama só por causa disso?! O que você está sentindo é perfeitamente normal. Você não deve ficar envergonhado só porque gosta de uma bela garota.

– Na verdade é um homem.

Arábia arregalou os olhos surpreso e Egito se escondeu debaixo das cobertas como se estivesse se protegendo de uma bomba. Ele esperava ser arrancado de seu esconderijo, levar bronca, que Arábia gritasse com ele, mas nada disso aconteceu. Ele pensou em sair para ver se era seguro, mas não foi preciso, pois o saudita descobriu o rosto dele. Novamente o menor estava vermelho.

– Por que está se escondendo? Acha que vou te dar uma bronca ou algo assim?

– S-Sim.

– E por que eu daria?

– Você é muito tradicional, tanto que as suas mulheres não podem dirigir por suas terras.

– Egito, jamais confunda o caráter de um país com sua sociedade atual. Sim, meu governo ainda proíbe que mulheres dirijam, mas já construiu universidades femininas e incentiva as mulheres a estudar e já fez algumas mudanças nas leis. Sabe por que meu povo é muito tradicional e cabeça dura? Costumes. Mudar uma lei é fácil, mudar um costume é difícil.

– Eu entendo.

– Se você gosta de um homem, isso não é problema meu, a vida é sua afinal.

– Não acho que vá pensar assim.

– Por que não?

– Porque esse homem... Esse homem é você.

Novamente o saudita arregalou os olhos surpreso. O egípcio queria encontrar um buraco para se enterrar, pois ele tinha certeza de que agora ele estava morto e iria ouvir uma bronca daquelas ao mesmo tempo em que seu couro fosse arrancado.

– Egito...

– Eu entendo que você não sente o mesmo e que nunca mais queira olhar na minha cara...

– Egito! Você sabe que nossos governos e nossas sociedades não aprovam e que o mundo inteiro vai falar de nós, não sabe?

– Eu sei.

– E você sabe que eu estou disposto a mandar tudo e todos para no inferno, não sabe?

O menor emudeceu e se antes já estava vermelho, agora estava mais ainda. Tentou encontrar palavras para falar, mas conseguiu pensar em nenhuma. Abriu e fechou a boca algumas vezes para dizer algo, mas não emitiu nenhum som. Talvez não houvesse nada a ser dito. Devagar e hesitantemente, ele se ergueu para que se sentasse e ficou com o rosto muito próximo do rosto saudita.

– Você parece uma daquelas protagonistas adolescentes que não sabe o que está fazendo.

– Eu só... Ah, que se dane!

Egito agarrou as vestes do saudita e o beijo, infelizmente ele estava tão nervoso que acabou beijando o queixo do maior e se arranhando um pouco na barda bem cuidada, fazendo-o soltar um baixo riso. O menor se separou um tanto envergonhado.

– Lugar errado. – Brincou o outro.

Arábia foi quem selou os lábios de ambos. Sentiu o egípcio estremecer devido ao choque momentâneo, mas logo o menor o abraçou e segurou sua nuca para aprofundar o beijo. O maior sentiu o menor puxar suas roupas e quebrou o beijo.

– O que pensa que está fazendo?

– E-Eu... Eu pensei...

– Gupta, você não é o problema, sou eu. Eu não quero te machucar.

– Salah, está tudo bem, eu aguento.

– Não, você não aguenta.

– Salah, por favor, não se preocupe comigo. Eu irei aguentar.

– Está bem, mas depois não vá chorar e implorar para parar.

Egito sorriu e depositou um selinho nos lábios do amado, depois outro e não demorou para que se iniciasse outro beijo, que logo foi aprofundado. O egípcio sentia a língua do outro invadir-lhe a boca, sentia sua pele roçar na barba do outro, o que o fez soltar um pequeno gemido de satisfação. Ambos começaram a puxar as roupas um do outro. Não demorou para suas roupas jazerem no chão.

O contato entre as peles aumentava e a distância dos corpos diminuía, sendo que o egípcio estava deitado com o saudita sobre ele. Egito ainda sentiu um pedaço de tecido roçar entre as pernas, o que era estranho, pois deveriam estar apenas de cueca. Quando deram uma pausa para retomar o ar, ele observou o pedaço de tecido que lhe intrigava.

– Samba canção, Arábia?

– E qual é o problema?

– Não é nada sexy.

– É melhor que essa boxer que você usa.

– Qual é o problema com as boxers?

– São apertadas e esmagam o pênis.

– Não é verdade, elas até que são confortáveis.

– É mesmo?

O saudita segurou uma parte da cueca do egípcio, esticou até onde podia e depois a soltou. Gupta soltou um pequeno gemido de dor e pelo sorriso de Salah, percebeu que tinha perdido a discussão. Ele foi livrado da boxer, revelando que estava excitado com tudo aquilo. Salah voltou a beijá-lo nos lábios e em seguida desceu para o tórax de Gupta enquanto seus dedos percorriam levemente pela extensão do membro do egípcio, dando uma leve apertada na glande.

Ele estava provocando o menor, ouvindo cada gemido e cada respiração arfada do outro. Decidiu parar de brincadeira e sugar um dos mamilos ao mesmo tempo em que segurou o membro do outro com firmeza, fazendo-o arfar, e começar a masturbá-lo. Continuou com os movimentos até que sentisse que o outro estava chegando ao ápice.

– Salah, eu...

– Não prenda.

Dessa vez não beijava ou mordiscava o tórax do rapaz, apenas o masturbava, vez ou outra dando leves apertos da glande. Gupta não aguentou mais prender e derramou seu líquido sobre sua própria barriga e a mão de Salah. O saudita levou seus dedos até a boca do egípcio, que os sugou com vontade. Quando achou que estava bom, retirou os dedos da boca do outro, deu uma longa lambida na barriga do outro, que o fez estremecer, que foi até o pescoço. Enquanto beijava aquela pele morena do pescoço, penetrou seu parceiro com um dedo. Não demorou para penetrar o segundo, o terceiro, o quarto e a mão inteira, fazendo movimentos de vai e vem e de alargamento.

– Salah... Está doendo...!

– Só estou te preparando para o que vem a seguir.

– Precisa disso tudo? Está doendo muito!

– Eu te avisei, garoto.

– Você é cruel. – Disse fazendo beicinho.

Aquele garoto conseguia ser tão fofo, mesmo que no dia a dia não parecesse. Arábia voltou a beijá-lo e se retirou de dentro do outro. Egito retirou a samba canção do saudita e quando teve a oportunidade de ver, se assustou e corou violenta mente. Era enorme, mas o problema não era o tamanho, era a grossura. Aquela grossura iria rasgá-lo ao meio.

– É melhor lubrificar bem ou irá doer e muito.

Gupta obedeceu a Salah e foi em direção ao monstrinho. Ele se perguntava se aquilo iria caber em sua boca, talvez se ele fosse banguela coubesse. Ele lambeu toda a extensão do monstro a sua frente, beijou e mordiscou a glande algumas vezes e finalmente colocou o que deu na boca e começou a chupar. A caba gemido abafado que conseguia arrancar do saudita, ele sorria. Salah o retirou dele, o deitou e se posicionou na entrada do outro, mas agora estava em dúvida.

– Tem certeza de que quer fazer isso?

– Tenho.

– Mas eu irei te machucar.

– Eu não me importo. Eu esperei muito por esse momento.

– Está bem, mas se você não aguentar, me fale que eu paro.

Era a última coisa que Egito queria. Novamente teve seus lábios selados pelos do saudita. Ele sentiu o monstrinho entrar. Ele sentiu uma dor imensa, parecia que estava sendo rasgado ao meio, tanto que pequenas lágrimas involuntárias brotaram em seus olhos e ele agarrou os ombros do maior com força. Novamente o saudita perguntou se não queria que parasse, mas o egípcio insistiu em continuar.

Foi uma luta para que o maior entrasse no menor por inteiro. Arábia teve que beijá-lo, acariciá-lo nas coxas, provocá-lo, mordiscá-lo e masturbá-lo, sempre tocando em pontos sensíveis para diminuir a dor de Egito. Demorou para que ele se acostumasse mais ou menos com o tamanho e pedisse para o saudita se movimentar. Aquele garoto devia ser masoquista ou algo assim. A movimentação começou lenta, mas conforme acontecia, Egito se acostumava. Arábia começou a se movimentar mais rápido, mas não rápido o suficiente para machucá-lo ou até matá-lo, por mais que as expressões de deleite e gemidos com o seu nome que o outro pronunciava mexessem com seu controle.

Novamente Egito chegou ao seu ápice e não demorou a ser preenchido pelo jato de líquido quente do outro. Arábia se retirou de dentro do menor e viu que não tinha apenas seu sêmen, sangue também se fazia presente. Ele esperava que isso fosse acontecer, mas mesmo assim estava preocupado. Ele iria reclamar com o outro, mas este já adormecera. Estava tão sereno em seu sono profundo que após o saudita constatar que ele estava bem, deitou ao lado dele, acariciou seu rosto e beijou o topo de sua cabeça. Mal sabia Egito a dor que teria no dia seguinte.

Notas finais
Espero que ainda estejam vivas após essa overdose de yaoi. Quem se arrisca a dormir no mesmo quarto que Alicia? Qual é o mistério das tatuagens? Por que estou perguntando isso? Descubram no próximo capítulo.