Gakuen Hetalia 2.0
47 Capítulo 47
Notas iniciais
O dia seguinte começou um tanto incomum.
– FLAVIOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!
Muito incomum. Flavio tinha tido um de seus ataques fashion durante a noite e enquanto Luciano, Feliciano, Lovino e Valentino, conhecido como Seborga, dormiam, Flavio se aproveitou da situação para usá-los como manequins. Agora, todos estavam usando vestidos ou saias nas cores rosa e branco, salto alto, maquiagem e adereços no cabelo. Luciano e Lovino estavam tão putos (já que não havia outra palavra para expressar o mau humor deles) que perseguiam o loiro por todo o hotel.
– Volta aqui! Figlio di putana! (Figlio di putana: filho da puta em italiano)
– Hei, não xinga a minha mãe! – Exclamou Luciano.
– Então dê um jeito no maluco do seu irmão! Ele trocou até as nossas roupas de baixo.
– Ele o que?! – Olhou pelo decote da blusa rosa para confirmar. – FLAVIOOOOOO! EU VOU TE MATAR!
– Quero ver você tentar, baby. – Disse mandando beijinhos no ar para os dois.
– VOLTA AQUI! – Gritaram os dois.
– Só depois que o recalque de vocês for embora.
– VENDETTAAAAAA! (Vendetta: vingança em italiano)
Aquela barulheira e correria tinha acordado todo mundo. Alguns gritavam com eles, outros ficavam com cara de paisagem, outros queriam matá-los e outros reclamavam que nem Israel e Palestina eram tão barulhentos assim. Uma garota entrou no quarto dos italianos, ela era um pouco mais baixa que Seborga, tinha o cabelo castanho, um ahoge igual ao de Seborga, mas do mesmo lado do de Lovino e olhos como os de Feliciano.
– Feliciano, que porcaria de gritaria é essa?!
– Sissy! Ve~~ Há quanto tempo! – Disse abraçando a garota.
– Sissy é o caralho! Meu nome é Sicília!
– Eu sei que o seu nome é Cecília, Sissy, mas o seu apelido é mais bonitinho.
– Eu disse Sicília e não Cecília, ah, deixa pra lá! Quem mandou ter o nome parecido com meu nome humano? – Disse ficando emburrada, mas se lembrou de algo. – Fratello, por que está de vestindo?
– Flavio que me vestiu. Não está tão ruim, não é?
– Não, você não fica ruim de vestido.
– Oi Feliciano, oi menina que não conheço, mas que me é familiar. Até mais! – Disse Flavio correndo por aquele corredor pela segunda vez.
– VENDETTAAAAAAAA! – Gritaram Lovino e Luciano passando reto pelos dois.
– Aquele era o Lovino? Eu tenho que tirar uma foto e colocar no youtube! – Tira o celular do bolso e sai correndo atrás dos dois.
Dick e Benjamin quase derrubaram a porta do quarto de Arthur e Oliver para entrar. Eles esmurraram a porta até que o 1P ficasse com dor de cabeça. Allen estava lá com uma bolsa de gelo sobre a cabeça.
– WHAT THE FUCKING HELL ARE YOU DOING, PIECE OF GIT?! – Exclamou Arthur após ver os neozelandeses.
– Nós precisamos dos seus livros de macumba. – Disse Dick calmamente.
– Não é macumba porra! É magia.
– O que aconteceu com o Allen? – Perguntou Benjamin olhando para o quarto.
– Isso? Foi a doida daquela asiática que desceu o remo em mim. Só por que eu a chamei para sair e agarrei aquele porco gordo?
– Hã?
– Há um boato pela escola que o América e a Vietnã estão de caso. – Explicou o 1P New.
– É o irmão do namorado da minha irmã?
– Sua irmã minha bunda! A Alice é a minha irmã.
– O que vocês dois vieram fazer aqui? – Perguntou Oliver confuso.
– Viemos atrás dos livros do mal humorado. – Respondeu Bem.
– O assunto é sério.
Os dois contaram sobre as tatuagens, sonhos compartilhados, cultura indígena, xamanismo e até mostraram as tatuagens.
– Vocês dois são portais ambulantes! – Exclamou Oliver.
– Portais?
– Sim. Essas tatuagens não foram feitas por maoris comuns e sim por xamãs. É normal tribos indígenas terem xamãs ou curandeiros. Dá para ver que elas são exatamente iguais, a não ser pela cor. Por que as fizeram?
– Apesar de eu e a Alice sermos gêmeos, não nos parecemos em nada, eles temiam que nossa ligação fosse fraca e as fizeram para nos ligarmos.
– A minha ligação com Alicia sempre foi fraca apesar de sermos gêmeos. Acabaram fazendo-a para que nossa ligação aumentasse e nosso elo também, mas não funcionou como deveria.
– WTF?! Suas irmãs também têm esse troço?! – Surpreendeu-se Arthur.
– Agradeça que foi no ombro, pois os maoris tatuavam principalmente os rostos. – Comentou Benjamin.
– What?! – Dessa vez os dois ingleses se assustaram.
– É uma espécie de hierarquia. – Explicou Dick. – Os chefes e os mais importantes tatuavam os rostos para mostrarem que tinham status na tribo, tanto que as tribos rivais que venciam os “nobres” arrancavam suas cabeças e penduravam em suas casas. O ruim é que quando fomos colonizados, as cabeças passaram a ser vistas como obras de arte pelos europeus.
– Alguns passaram a tatuar os rostos de seus escravos e depois cortavam-lhes a cabeça para venderem aos europeus. – Concluiu Ben. – Alicia acabou tomando gosto pela parte de cortar as cabeças.
– Ainda bem que o comércio foi proibido. França até nos devolveu 20 cabeças.
– É melhor voltarmos para o assunto dos portais. – Disse Arthur com os olhos arregalados e totalmente brancos, assim como Oliver.
– Ok.
– Bem, quando dois objetos mágicos ou espirituais idênticos estão em planos diferentes, eles se tornam portais. – Explicou o loiro mais velho. – Pode não ser para mundo 2P, pode ser para o passado, mas isso é complicado mesmo.
– Vocês dois têm apenas metade de dois portais, as outras estão com suas irmãs. – Disse Oliver. – Não vamos desviar do foco porque esse assunto é complicado.
– Isso quer dizer que podemos voltar para casa por meio disso? – Perguntou Ben.
– Infelizmente não. – Respondeu Ollie. – Apesar de ser exatamente o mesmo desenho, seria preciso que estivesse perto de Zealand e as cores são diferentes.
– Isso é um problema? – Perguntou Dick.
– Sim, pois para se que eles pudessem atravessar o portal, seria preciso que fossem exatamente iguais. – Explicou Arthie. – Por isso vocês só puderam se encontrar em sonhos, seus portais não têm força o suficiente para fazerem-nos atravessar os mundos. Se fossem feitos com a mesma cor, eles seriam idênticos e teriam essa força.
– Com ajuda de magos experientes como nós, não é Arthie? – Disse dando uma piscadela marota para o 1P, que enrubesceu de raiva. – E seria preciso que um de vocês estivesse no nosso mundo para isso acontecer. Dois portais dimensionais, como os seus, não funcionam quando estão no mesmo plano, só em planos diferentes.
– Entendemos.
Já no quarto em que Egito dividia com Arábia, a situação era outra. O egípcio não conseguia levantar da cama de jeito nenhum.
– Puta que pariu! – Exclamou o saudita, o que deixou o egípcio completamente surpreso já que o outro não usava esses termos. – Eu sabia que não devíamos ter feito aquilo.
– Salah, está tudo bem, eu...
– Tudo bem o caramba! Você mal consegue se levantar! Quem dirá se sentar. Espero que esteja feliz!
– E eu estou. Mesmo que esteja doendo, mesmo que eu mal consiga me mover, eu fico feliz de que tenha sido com você. – Disse vermelho.
– É melhor eu ver um médico para você.
– Não precisa. A dor vai passar. Só preciso de tempo.
– Egito, tem muito sangue no lençol e você mal pode se mover sem sentir dor. E se o estrago for realmente grande?! Mesmo que não seja nada, alguém tem que dar uma olhada para ver se você está bem!
– Isso não vai amenizar a ardência, Arábia.
– Será que vendem alguma pomada para esse tipo de coisa?
– Provavelmente não. Mas é só passar uma para dor muscular que vai ficar tudo bem.
– Ficou louco?! Sabe o que tem nessas pomadas?! Não são para uso interno. Se pelo menos existisse um supositório para te ajudar... É isso! Vamos colocar gelo.
– Gelo?
– É melhor do que nada.
Arábia foi até o frigobar, onde encontrou uma bandeja de gelo. Ele a pegou e introduziu no menor, que soltou um pequeno gemido ao entrar em contato com o gelo. O maior, após tomar banho e se vestir adequadamente, decidiu chamar Iêmen para que pusesse juízo na cabeça do outro e saiu do quarto, pois tinha mais o que fazer.
– Mas o que aconteceu com você?!
– Não amole, Iêmen.
– Gupta, que sangue todo é esse?! Vocês sacrificaram uma galinha preta ou algo do tipo?
– Se eu fizesse isso, ganharia sermão pelo resto da vida.
– Eu sei disso. – Disse se sentando na beirada da cama. – Então você finalmente conseguiu o que queria.
– Sim, só não sabia que ia ser tão doloroso.
– Vocês usaram camisinha?
– Camisinha para o Arábia só se for a cortina do banheiro, mas eu não tenho grana para pagar por outra.
– Quer dizer que Arábia é o Lattrel Spencer da vida real? – Perguntou já formando um sorriso cínico e divertido.
– Lattrel Spencer é fichinha, eu não consigo nem me levantar, quanto mais ficar em uma cadeira de rodas!
– HAHAHAHAHAHA!
– Você está rindo por que não foi com você.
– Claro que não. Estou atrás da Omã e não do Kid Bengala. Era tão grande assim?
– O problema não era o tamanho, era a grossura. Parecia um cano hidráulico!
– HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!
– Você está rindo porque não está com várias pedras de gelo enfiadas no cu!
– HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA! – Cai em cima do outro e continua a rir. – Gelo no cu!
– YUSUF!
– O que foi?! Você faz a merda e não quer que eu ria?!
– E quanto aquele papo de ser mais maduro do que eu?
– Um irmão mais velho não pode sacanear o mais novo quando ele faz merda?
– Não! E eu sou o mais velho!
– Sei. Ainda está doendo? – Perguntou assumindo uma postura mais séria e saindo de cima do menor.
– Não muito. O gelo deixou dormente.
– Que isso sirva de lição para você.
– Que lição, Iêmen?!
– Sempre ter vaselina ao alcance.
– Porra Iêmen!
– Também te amo, querido irmãozinho mais novo. Agora, é melhor chamar um médico para você.
– EU NÃO PRECISO DE UM MÉDICO! E não sou o irmão mais novo!
– Admita, você adora quando eu te chamo assim. Agora é só me chamar de onii-chan.
– Vai sonhando.
Luciano e Lovino perderam Flavio de vista, mas notaram algo estranho. As pessoas viam um vídeo deles de vestido no Youtube. Ambos queriam matar o italiano loiro mais do que nunca, porém também tinham que descobrir de quem era o vídeo.
– Mas que porra! – Resmungou Lovino.
– Fratello, o que aconteceu? – Perguntou Feliciano surgindo do nada.
– Algum filho da puta mal comido colocou esse vídeo na internet!
– Você ainda está de vestido? – Perguntou Luciano.
– Sim, Sissy disse que eu fico bem de vestido. Ve~~ Ela já postou o vídeo?
– Sissy?
– CECÍLIAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!
Em algum canto por aí estavam Israel e Palestina.
– Puta que pariu! E ainda tem gente que reclama que NÓS somos barulhentos. – Reclamaram ambos.
Lovino andou pelo hotel inteiro com Luciano e Feliciano atrás de Cecília. Ele a encontrou na piscina. A garota usava um biquíni com a sua bandeira.
– Fratello, em que posso ajudá-lo?
– Sicília, tire a porra desse vídeo da internet agora mesmo!
– Não.
– O QUE?!
– Isso mesmo que você ouviu, eu não vou retirar. A menos que você tenha algo a oferecer.
– Escute garota, não estamos com tempo e nem paciência para isso! – Disse Luciano.
– Então vai continuar na internet.
– O que você quer, mercenária? – Perguntou Lovino.
– Vejamos... Eu quero um par de sapatos novos da Prada.
– VOCÊ TEM NOÇÂO DE QUANTO ISSO CUSTA?!
– Está bem, fique com o mico de aparecer de vestido para o mundo inteiro.
O trio saiu da piscina e voltou para dentro do hotel.
– Vejo que a Sicília não mudou muita coisa neste mundo. A sua irmã é mais mercenária que a minha!
– Eu não devia ter deixado essa garota me ajudar com as máfias, agora ela é mais mafiosa do que eu!
– Ve~~ Não é tão ruim assim. Ao menos ficamos bem de vestido.
– NÃO FICAMOS NÃO! – Gritaram Luciano e Lovino em uníssono.
Os dois gêmeos resmungões saíram do hotel em busca de uma loja que vendesse coisas da Prada, mas como não encontraram nenhuma, tiveram que recorrer à internet. Após a transação ter sido feita a ponto de não poderem voltar atrás, eles reencontraram Sicília, contaram tudo a ela e deram o número do pedido.
– Trato é trato, Cecília. Trate de remover o vídeo.
– Ah, Lovi, você realmente não tem senso de humor.
A siciliana pegou o celular e removeu o vídeo de sua conta. Apesar disso, o vídeo não tinha sido removido por inteiro, outros surgiram no lugar.
– CECÍLIA!
– Hei, não é culpa minha se outros resolveram baixar o meu vídeo ou gravá-lo na tela do computador!
– Compramos um sapato Prada para nada?! – Resmungou Luciano.
– Não diga para nada. Vocês queriam que EU removesse, não? Eu removi. Que culpa eu tenho se o site deixa os outros baixarem o vídeo que postei?
Os dois saíram da piscina resmungando e reclamando, além de quererem saber onde estava Flavio, o causador de tudo.
– Eles já foram? – Perguntou alguém escondido em uma planta.
– Sim, já pode sair daí.
– Finalmente! – Exclamou Flavio saindo da planta. – Obrigado Cecília.
– De nada. Agora, cadê as 500 pratas que está me devendo?
– Vou fazer mais do que isso, vou te dar um Chanel.
– Grazie!
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