O corpo docente da World Academy é formado pelas nações antigas e que não possuem mais território, povo e soberania.

Roma é o diretor, mas ele só está presente nas épocas de inscrição e em alguns eventos. Geralmente ele está fora da escola atrás de mulheres bonitas, se envolvendo onde não deve ou até preso. É pai de várias nações e seus netos mais conhecidos são França, Espanha, Portugal, Veneziano e Romano.

Cartago é o vice-diretor, mas é ele quem dirige a escola na maioria das vezes. Ele entrou para o corpo docente quando todos já tinham dividido suas funções, mas deixaram o cargo de vice-diretor vago. É avô de Marrocos, Argélia, Líbia e outras nações no Norte da África e pai de algumas nações.

Mesopotâmia talvez seja a mais antiga das nações, por isso ocupa o cargo de conselheira. Ela aconselha ao diretor, ao vice, aos professores, aos funcionários e aos alunos. É uma mulher de cabelos castanhos, pele um pouco morena e algumas rugas de expressão em sua face, mas que não lhe tiram a beleza. Ela teve quatro filhas, mas só duas trabalham na escola.

Os professores titulares são os que ensinam a maioria das aulas aos alunos. Política, economia, cultura e línguas são algumas delas.

Germânia é o professor titular da Classe Oriente Médio. Ele é avô de Prússia, Alemanha, dos nórdicos e de outros países e pai de algumas nações.

Egito Antigo é a professora titular da Classe América. Ela é mãe do Egito.

Pérsia é a professora titular da Classe Europa. Ela tem o cabelo preto, pele morena e olhos azuis. Ela é mãe do Irã.

Gália é a professora titular da Classe Ásia. É uma linda mulher loira de olhos azuis. Ela é mãe de França e Mônaco e uma das filhas de Roma.

Saxônia é a professora titular da Classe África. É uma mulher loira de olhos azuis claros. Ela é mãe de Escócia, País de Gales e Inglaterra e foi uma das mulheres de Anglos.

Coréia Antiga, ou apenas Coréia, é a professora titular da Classe Oceania. Ela tem cabelo castanho escuro preso em uma longa trança, olhos castanhos e veste um hanbok predominantemente vermelho e o torso amarelo. É a mãe dos gêmeos Coréia do Norte e Coréia do Sul.

Além deles, há outros professores e funcionários.

Grécia Antiga é a professora de matemática, filosofia e arte. É a mãe do Grécia.

Suméria é a professora de Arquitetura, engenharia e infraestrutura. É uma bela mulher de cabelo castanho claro e olhos cor de mel. É a filha mais velha de Mesopotâmia e mãe do Iraque. É a mais inteligente das irmãs. Há quem diga que ela foi conhecida como Império Sumério, mas não demorou muito tempo até suas cidades serem tomadas por sua irmã Acádia e dar lugar ao que entrou para a história com Império Acádio. Apesar de Acádia controlar todo o território que foi de Suméria, os governantes sumérios foram mantidos no poder e sua estrutura política foi mantida, mas Suméria passou de um pequeno império a administradora da irmã até conseguir inverter o jogo e acabar com o império de sua irmã e ambas passarem a serem apenas soberanias.

Assíria é a professora de educação física, que mais parece um treinamento de sobrevivência militar. Tem cabelo castanho escuro e olhos verdes escuros. É a filha mais nova de Mesopotâmia e mãe da Síria. Antigamente ela era conhecida como o Império Assírio.

Ibéria é a professora de química, cartografia e economia doméstica. Não tinha ninguém para dar aula de química e nem as outras filhas de Mesopotâmia, Babilônia e Acádia, sabiam lidar com isso e não queriam trabalhar na escola, então Ibéria ficou responsável pelo laboratório de química. Ela tem cabelo castanho e olhos verdes. É a mãe de Lusitânia e Hispânia e avó de Portugal e Espanha.

Anglos é o inspetor geral da escola. Ele é quem vigia os corredores e a entrada e a saída dos alunos do campus. É um homem loiro quase ruivo de olhos azuis quase verdes. É pai de Escócia, País de Gales, que herdou o seu cabelo e olhos, Inglaterra e Irlanda do Norte.

Celtic é a médica do colégio. Sua enfermaria está sempre cheia graças aos constantes conflitos e a educação física. É uma mulher ruiva e olhos verdes. Ela é mãe da Irlanda e do Irlanda do Norte e foi uma das mulheres de Anglos.

Eram três horas da manhã, mas todos eles estavam na sala dos professores. Todos menos Roma.

– Posso saber por que nos chamou às três da manhã?! – Berrou Egito Antigo com creme facial, rodelas de pepino e uma peruca posta às pressas.

– Está certo que eu acordo cedo, mas isso já é demais! – Resmungou Assíria.

– O nosso querido diretor é tão responsável, realmente, admiro muito alguém assim. – Ironizou Cartago.

– Diz logo o que o Roma fez dessa vez para a gente voltar a dormir e eu limpar a merda dele quando amanhecer. – Disse Germânia impaciente.

– Que tal sair com a esposa de um primeiro-ministro e ser flagrado bêbado em uma piscina de um hotel luxuoso dançando peladão? – Respondeu Cartago.

– Puta que pariu! – Praguejou Germânia.

– Alguém tem que por juízo nesse diretor. – Propôs Anglos.

– Queridinho, acha que já não tentei fazer isso? – Falou Grécia Antiga.

– Tentou, mas falhou. – Provocou Egito Antigo.

– Você também não conseguiu colocar uma coleira nele. – Retrucou Grécia Antiga e Egito Antigo bufou.

– Ninguém conseguiu colocar uma coleira em Roma até hoje. – Complementou Ibéria.

– Mas se Germânia for buscá-lo, isso quer dizer que a Classe Oriente Médio não terá aula. – Coréia tocou em um ponto importante.

– Infelizmente vai ter que ser assim. – Suspirou Cartago – Amanhã notificarei aos alunos.

Os professores e funcionários voltaram para seus apartamentos tentar voltar a dormir. No dia seguinte, os alunos se preparavam para as aulas. Irlanda teve que usar tampões de ouvido para dormir, pois as paredes eram finas e os vizinhos barulhentos.

– Então, quem dá aula de educação física? – Perguntou ela ao irmão enquanto trancava a porta.

– A professora Assíria, uma maníaca militar e mãe de uma psicopata assassina que dá mais medo que o Rússia.

– Ela é tão ruim assim?

Na aula.

– É melhor que tenham preparado suas almas porque seus corpos já me pertencem! – Berrou Assíria com uma cara nada agradável. – Quero ver 50 mil flexões! JÁ!

Os alunos tiveram que fazer o que ela mandava e cada vez mais ela exigia que aumentassem a velocidade. Ninguém a contestava por medo, afinal, Assíria tinha sido um império temido pelo seu poderio militar e crueldade e era visível que ela estava de mau humor. Também, acordar três horas da manhã para descobrir que o diretor fez merda acaba com o humor de qualquer um.

Enquanto a Classe Europa sofria nas mãos de Assíria, Egito ia para a aula com Turquia enchendo o saco dele.

– Pela última vez, não vou te ajudar a se aproximar da Omã. – Respondeu o egípcio impaciente, mas tentando se controlar.

– E por que não?

– Primeiro: você irá magoá-la; segundo: ela é amiga de infância do Iêmen; e terceiro: se eu te ajudar, o Iêmen me despeja.

– Você está fazendo isso pelo Iêmen então?

– Estou fazendo isso porque ainda quero ter um lugar para morar. O Iêmen já foi um grande aliado meu e temos boas relações diplomáticas.

– Sei. Para fazer algo assim, ou você quer transar com o Iêmen ou se apaixonou pela Omã.

– Eu não sou como você, Sadik, que só pensa merda e se aproxima das pessoas por sexo. – Virou um rosto um pouco vermelho de raiva.

– Ou então você não quer me ajudar porque é secretamente apaixonado por mim.

– De onde tirou isso?! – Gritou em pleno corredor mais vermelho ainda, mas não sabia se era raiva ou vergonha.

O turco pressionou o egípcio contra a parede, capturou seus pulsos e os prendeu em cima da cabeça do menor com uma das mãos e com a outra segurou o queixo dele, o forçando a olhá-lo. Seu rosto ficou a centímetros do rosto do outro, fazendo-o corar pela proximidade. Egito se sentiu um pouco tonto.

– Sabe, até que você fofo, Gupta. Será que também é tão gostoso quanto aparenta?

O egípcio ficou ainda mais vermelho e agradeceu mentalmente pelo corredor estar vazio àquela hora. O turco se aproximou de seus lábios, mas sentiu alguém agarrar seu ombro e puxá-lo, afastando-o do egípcio. Gupta ficou completamente vermelho ao ver quem tinha feito aquilo. De todas as nações que poderiam ter feito aquilo, ele não contava que fosse justamente aquele homem de pele morena, cabelos negros, olhos castanhos, barba bem cuidada e ar de sheik que fazia seu coração disparar. Qualquer nação poderia ter feito aquilo, QUALQUER uma, menos Arábia Saudita. O egípcio estava mais vermelho que pimenta e queria enterrar o rosto em algum lugar enquanto o turco e o saudita se encaravam ferozmente.

– Estou atrapalhando alguma coisa, Turquia?

– Arábia, por que tem sempre que ser o estraga prazeres?

– Ora, se você mantivesse seu “amiguinho” dentro das calças, eu não estaria aqui.

– Mas que feio, Arábia, matando aula do Germânia.

– Antes ser pego faltando aula do Germânia do que ser pego transando no prédio da escola, ainda mais no corredor. Anglos é bem rígido quanto a isso e Germânia ficará sabendo depois e ambos não serão nada agradáveis em seus castigos.

O turco fez uma careta de insatisfação e soltou o egípcio, que escorregou para o chão, ainda zonzo. Ele saiu andando e deixando os outros dois no corredor. O saudita ajudou o egípcio a se levantar. O menor ainda estava bastante vermelho.

– Você está bem? – Perguntou o saudita.

– S-Sim... – Disse o outro desviando o olhar.

– Está muito vermelho. – o menor corou. – Na verdade, está com uma cara péssima.

– Eu estou bem, não se preocupe. – Sua voz saiu mais fraca do que ele realmente queria.

O saudita não acreditou. Sabia que devia ter sido um choque enorme para o egípcio ser pego naquela situação, mas tinha algo estranho no comportamento do outro. Ele colocou a mão sobre a testa do Egito, o que fez o menor corar e arregalar os olhos de surpresa.

– Por Alá, você está com febre! – Exclamou Arábia Saudita.

– Não é nada.

– Egito, eu realmente não sei como ainda está de pé. Você está ardendo em febre! Vamos a enfermaria ver isso.

– Não precisa. Celtic deve estar ocupada e eu não quero incomodá-la.

– Então eu te levo para casa. – O coração do egípcio disparou.

– N-Não precisa se incomodar.

– Não vou te deixar andar pela escola desse jeito.

– Mas e a sua aula?

– Acabei de acessar a internet no celular e ler sobre o nosso diretor. Germânia terá muitos problemas para trazê-lo de volta e pela gravidade, ele não volta hoje. Eu já estava indo para casa mesmo quando encontrei você e Turquia. Deixe-me pelo menos te acompanhar até o corredor.

Vendo que não adiantaria, ele cedeu. Eles foram até o complexo habitacional. Egito andava com a cabeça abaixada para Arábia Saudita não ver o quanto estava vermelho, mas em uma parte do trajeto, ele teve que se apoiar em Arábia e deixar ser parcialmente carregado. Eles entraram no Bloco D e entraram no elevador. Ficar no elevador com o saudita foi uma eternidade até chegar à cobertura.

– Bem, chegamos. – Anunciou Arábia saindo do elevador, servindo de suporte para o menor.

– Desculpe se eu tomei o seu tempo ou se te atrapalhei de alguma forma.

– Não diga uma besteira dessas! Se você me atrapalhasse, eu teria te deixado com o Turquia. Assim que passarmos por essa porta, trate de descansar bem e não seja teimoso ou vai acabar piorando.

– N-Não precisa vir comigo. – Cora. – Iêmen chegará logo e vai me dar um belo de um sermão por ter ido para a escola assim e cuidará do resto. Pode ir.

– Já que insiste... – Arábia o apoiou contra a parede. – Apenas cuide-se e não tente ir à escola amanhã se não estiver totalmente recuperado.

Não era um pedido. Egito sabia que não adiantaria discutir com Arábia Saudita, ele o agradeceu e se despediu. Ele começou a procurar as chaves na mochila, mas não encontrou. Provavelmente ele esqueceu dentro de casa, de novo. Que ótimo, só faltava essa para completar o seu dia. Agora teria que esperar Iêmen chegar e destrancar a porta. Ele deixou-se escorregar pela parede.

A Classe Oriente Médio foi notificada que não teria aula pelo resto do dia, pois o professor teria que limpar a merda do diretor. Omã foi levada para fora da sala por Qatar e Jordânia. As veteranas sabiam o que acontecia quando não tinham aula. Elas foram para suas casas. Assim que Omã chegou à cobertura, ela viu Egito encostado na parede com uma aparência péssima.

– Ai meu Alá! Gupta! – Corre até ele e se abaixa.

– Omã?

– O que aconteceu?!

– Esqueci a chave em casa. Não se preocupe, só preciso esperar o Iêmen chegar.

– Está ardendo em febre! – Constatou ao colocar a mão na testa dele. – Você não pode ficar aqui! Venha! – Tenta levantá-lo. – Vou te levar até o meu apartamento.

– Não é de bom tom uma moça sozinha levar um rapaz que acabou de conhecer para casa, ainda mais se não tiver mais ninguém nela.

– Como se eu fosse te deixar no meio do corredor neste estado! Você vem comigo querendo ou não!

Ela abriu a porta do seu apartamento, que coincidentemente ficava ao lado do que ele dividia com Iêmen, colocou um dos braços dele sobre seus ombros, o ergueu com dificuldade, mas conseguiu conduzi-lo até o sofa e deitá-lo um pouco. Ela tratou de colocar água para ferver, colocar uma coberta sobre ele, molhar uma toalha e colocá-la na testa dele. Aproveitou enquanto a água fervia para trancar a porta e ligar para Iêmen, mas ele não atendia o que era estranho, já que ele sempre atendia suas ligações no primeiro toque. Quando a água ferveu, jogou um monte de ervas na chaleira e algumas especiarias também. Quando ficou pronto, ela despejou o conteúdo em um copo, esperou esfriar um pouco para então servir ao Egito.

– Beba isso, vai se sentir melhor.

– Omã, não...

– Não é um pedido.

Pela cara de preocupação dela, ele percebeu que se recusasse ou se ao menos tentasse, ela entornaria o líquido pela goela dele. Enquanto ele bebia, Omã tentava ligar para Iêmen, mas sem sucesso. Resolveu então mandar uma SMS para ele ir até a sua casa, que era ao lado da dele. Egito tomou todo o conteúdo. O gosto não era amargo como esperava e muito menos era ruim. Até que era bom.

– Droga, Yusuf, o que será que aconteceu para não atender às minhas ligações?!

– Tente mandar uma mensagem.

– Já fiz isso. Quando Yusuf não atende às minhas ligações é porque alguma coisa ruim aconteceu com ele. O que será que pode ter acontecido?

A garota andava de um lado para o outro, nervosa de tanta preocupação. Vê-la aflita causava nervosismo no egípcio.

– Sibila, por favor, se acalme. Tenho certeza de que Yusuf está bem.

– Ah, uma mensagem dele! “To na detenção. Malditos Iraque e Irã! Israel e Palestina vão se arrepender de viver. Esqueceu a chave de novo?! Não me ligue, se apanharem o meu celular to...” Acho que não preciso dizer a última palavra.

– Viu, ele está bem.

– Fico aliviada por saber disso. – Disse suspirando aliviada e logo recebendo outra mensagem. – “Pq Síria faltou hoje de novo? Droga, só pode ta de TPM! O pior é que o castigo vai ser com a mãe dela que ta com um mau humor do inferno por sinal!” O que ele quis dizer com isso?

– Síria falta quando está de TPM para evitar uma chacina de nações. A mãe dela é a professora Assíria, que não é nada agradável quando está irritada.

– Entendi.

– Não precisa se preocupar. Por que não vai fazer as suas coisas? Afinal, ainda está com o uniforme da escola. Não se preocupe, não vou fugir.

– Você é gentil, mas tem certeza de que ficará bem sozinho?

– Absoluta.

– Ok, se precisar de alguma coisa me chame.

Omã entrou em uma das suítes e trancou a porta. Alguns minutos depois saiu de lá de banho tomado e vestindo uma típica roupa de seu povo, uma espécie de calça cor de rosa escuro com detalhes dourados, uma espécie de vestido longo que ia até a canela, de mangas compridas, e igualmente rosa escuro com detalhes dourados, um hijab rosa escuro e dourado e sapatos fechados da mesma cor. Pegou a lição de casa que tinha se esquecido de fazer no dia anterior e foi para a mesa de jantar fazer, pois assim ficaria de olho no convidado enfermo, que tinha os olhos muito arregalados.

– Ah, isso? As mulheres do meu povo usa esse tipo de roupa e sempre com cores vibrantes. – Disse ao notar o olhar do outro. – Temos mania de combinar cores também, então, não se assuste se um dia eu aparecer de verde e laranja ou vermelho e roxo ou qualquer combinação que possa parecer estranha.

Notas finais
Na primeira frase do capítulo está a definição de Estado: povo (quem goza de direitos políticos como o voto), território (terrestre, aéreo e/ou marítimo) e soberania ou governo soberano. # Mesopotâmia é tão antiga que é considerada um dos berços das primeiras civilizações. # Hanbok é uma tradicional veste coreana. # Coréia é a mãe dos gêmeos e referência à antiga Coréia que era unificada. # Ibéria é o atual território de Portugal e Espanha, que também é conhecido como Península Ibérica. # Assíria era um império de alto poderio militar que conquistava terras e obrigava os povos dominados a servir no exército. O Império caiu após uma revolução do próprio povo. # Suméria é conhecida pela arquitetura. Antes de Roma ter Aquedutos e alguém pensar em fazer canais de irrigação, os sumérios já os faziam. Suas construções mais importantes eram feitas com material bom enquanto as outras eram com material vagabundo e ao invés de manutenção, eles reconstruíam e deixavam as edificações mais altas ainda. # Sim, as mulheres omanis, dependendo da região, preferem cores vivas à sóbrias. # # # Agora vocês conheceram os professores/pais ou avós dos alunos. Será que isso dá confusão? Bem, vamos esperar para ver.