Gakuen Hetalia 2.0
32 Capítulo 32
Segunda feira, dia que ninguém gosta. Omã estava no corredor com Qatar.
– Qatar, você viu a Jô?
– Não. Jordânia quando some não volta tão cedo. Deve estar com o Grécia de novo.
– Essa é a Jô.
– Hei meninas, ainda não estão na sala? – Disse Turquia se aproximando.
– Ah, oi Turquia. – Cumprimentou Omã. – Estamos esperando a Jô e ficando longe do clima tenso da sala.
– Incomodando as garotas, Turquia? – Perguntou Iêmen, que tinha acabado de chegar com Egito, puxando Omã para si e a abraçando forte com um dos braços.
– Ah Iêmen, não sabia que você e a Omã namoravam, espere, vocês não namoram.
– Não preciso namorá-la para deixá-la longe de gente como você. – Disse com a expressão impassível, mas Egito e Omã notaram uma nota raivosa.
– Perturbando crianças, Turquia?
– Arábia, o que faz aqui?! – Tanto Turquia quanto Egito estavam surpresos.
– Estávamos indo para a sala quando vimos a cena.
– Estávamos? – Perguntaram todos.
– Vocês só notam os eventos principais, mas não o que acontece ao redor deles.
– Emirados Árabes Unidos?! – Exclamaram só então notando a presença do outro.
– Lembrei que tinha que encontrar o Grécia em algum lugar. Fui. – Disse Turquia indo embora.
– Esse Turquia não tem jeito. – Comentou Emirados.
– Estão todos bem? – Perguntou o saudita.
– Eu estou. – Disse Qatar.
– O que deu no Egito? Ele está trêmulo!
– E-Eu estou bem, Salah. – Disse trêmulo.
– E depois eu que sou o virjão. – Comentou Iêmen.
– Cala a boca, Yusuf. – Disse vermelho.
– Iêmen, você já pode me soltar.
– Ah, é, desculpa. – Disse Soltando Omã, mas sem querer o hijab dela caiu, Iêmen teve hemorragia nasal, entrou em choque e caiu para trás.
– IÊMEN! – Gritou a omani tentando socorrê-lo.
– Depois dessa, se tornou impossível medir o nível de virgindade do Iêmen. – Comentou Emirados para Qatar.
– Você não está com febre de novo, está? – Perguntou Arábia colocando a mão na testa do egípcio para medir a temperatura.
– E-E-EU estou bem! – Disse um pouco antes de cair para frente e ser amparado pelo saudita.
– Egito! – Gritou Omã se levantando e vendo o que estava acontecendo.
– Deve ser a mudança de governo. – Comentou Arábia.
– Mudança de governo?
– Ele acabou de sair de uma ditadura para uma democracia conturbada que não durou muito e recebeu um golpe militar. Essas mudanças acabam fragilizando um pouco os países até com que eles se acostumem. No caso do Egito, ele teve mudanças drásticas em tão pouco tempo que mal pôde se acostumar.
– Entendo. Acho melhor os levarmos para enfermaria.
– Sibila, não esqueça o seu hijab. – Disse Emirados.
– Ah, sim. – Disse pegando o hijab e o recolocando. – Obrigada.
Arábia Saudita e Omã se afastaram dos dois enquanto carregavam Egito e Iêmen, deixando Qatar e Emirados Árabes Unidos sozinhos.
– Você viu o que acabou de acontecer, Salib? – Perguntou Qatar.
– Vi o que aconteceu, o que não aconteceu, o que poderia ter acontecido e o que vai acontecer, Izira. – Respondeu Emirados.
– Hein?
– Jordânia teria visto também, menos do que eu, mas teria visto.
– Eu não estou entendendo nada!
– Você viu o que acabou de acontecer, mas viu o que estava implícito?
– Você é um grande filho da puta, Salib.
– Eu sei.
Em outro canto, Coréia Antiga tinha acabado de encontrar Mongólia no corredor.
– Hana? O que faz aqui? Eu pensei que...
– Eu leciono aqui, Mojin. Sou professora da Classe Oceania.
– Eu senti tanto a sua falta! – Disse a abraçando forte.
– Eu também.
– A gente bem que podia sair um dia desses.
– Só nos seus sonhos! – Disseram os gêmeos saindo de uma fenda qualquer do inferno, afastando Mongólia da mãe deles e a abraçaram forte.
– Meninos, o que deu em vocês? – Perguntou a mãe.
– Não saia com ele mamãe. Ele é maluco e assustador! – Disse Coréia do Sul.
– Se quiser sair com a nossa vão vai ter que passar por cima de nós! – Disse Coréia do Norte.
– Mas vocês são Hyung e Yong! Como estão crescidos! – Disse sorrindo.
– Não tente nos bajular.
– Meninos, tem uma coisa que eu não contei. É sobre o Mongólia.
– Você não gosta dele, não é mãe? – Disse o mais novo. – Diz que não!
– Mãe, você teve alguma coisa com esse cara?! – Perguntou o mais velho.
– Sim, eu tive vocês.
– Não entendi. – Falou o sul coreano.
– Quer dizer que... – Começou o norte coreano, mas não conseguiu terminar.
– Isso mesmo. – Disse Mongólia fazendo uma cara assustadora. – Eu sou o seu pai. – Disse imitando o Darth Vader.
– NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOOO! – Gritaram os gêmeos ao mesmo tempo. – Não é verdade! Não pode ser verdade! Diz que não é verdade mamãe!
– É sim. O Mongólia é pai de vocês.
– NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOOO!
– Professora Coréia antiga! – Gritou uma garota.
– O que foi, Fiji?
– O Marshall está fazendo um discurso ambientalista contra a energia nuclear de novo e o Cook está vendendo tampões de ouvidos por um preço absurdo!
– É melhor eu ir. – Disse afastando os gêmeos. – Antes que Samoa e Samoa Americana resolvam se matar, Timor Leste faça um discurso de que não é parte da Indonésia e Austrália, Nova Zelândia do Norte e Nova Zelândia do Sul cheguem, encontrem esse caos e Zealand surte.
– Isso que é classe problemática. – Comentou Mongólia.
– A minha até que é a mais tranquila.
– Ficamos loucos longe da praia. – Disse Fiji. – Queremos férias logo!
– Praia? – Perguntaram os outros três.
– A Classe Oceania é formada por ilhas e arquipélagos. – Explicou Coréia Antiga. – Todos têm praia e amam o oceano.
– Ah ta.
Celtic tinha posto Egito e Iêmen nas macas.
– Eles vão ficar bem? – Perguntou Omã.
– Não se preocupe, eles estão bem, só tiveram emoções fortes. Já vai passar.
– Ufa.
– Mas o que aconteceu para eles estarem assim?
– O Iêmen ficou desse jeito depois que o hijab da Omã saiu. – Explicou Arábia.
– Ah, sei. – Disse dando uma pequena risada. – Você deve ser muito especial para ele.
– Tipo uma grande amiga ou uma irmã? – O monitor do Iêmen começa a apitar.
– Não, vá mais além. Muito mais além.
– Quer dizer que o Iêmen... – O monitor apita descontroladamente. – Iêmen! – Vai até o leito dele.
– Jovens. – Disseram Arábia e Celtic.
– Ah, o Egito está enfraquecido devido a sua mudança de governo. Sugiro que ele descanse bastante e pare de se meter em confusão.
– Hei, eu estou aqui. – Disse o egípcio. – Parem de falar de mim como se eu fosse uma criança.
– Sabemos disso, mas até que pare de agir como uma criança, vamos continuar te tratando como uma. – Sentenciou Salah. – Nós estamos falando isso para o seu bem Egito.
– Nós?
– Eu, Iêmen, Omã, Síria... Você precisa de quantas pessoas te dando bronca para entender que só te queremos bem? Se quer uma bronca, eu te dou de graça.
– Não, sermão não!
Se existia alguma coisa capaz de causar medo em todo Oriente Médio, essa coisa era Arábia Saudita dando sermão. Arábia tinha uma voz grave e autoritária por natureza, o que aumentava o desespero do pobre coitado que estivesse recebendo o sermão. Nem Irã, Iraque, Israel e Palestina ousavam levar um sermão de Arábia Saudita.
– Não vou te dar sermão!
– Graças a Alá!
– Mas não sei se você ainda não percebeu, mas nós nos importamos com você. Então trate de parar de agir feito um moleque mimado e nos ouça! Ninguém aqui aguenta mais sua teimosia! Se quiser agir como um moleque, garanto que um reformatório vai dar um jeito em você.
– Eu vou me comportar, mas tenha piedade! Sermão não!
– Não estou dando sermão.
– Está sim!
– Está começando a dar um. – Interveio a enfermeira.
– Oh, me desculpe, às vezes eu deixo escapar sem querer. Mas é sério, pare de se matar de trabalho, fique longe do Turquia e pare de fazer merda. – Arábia assumiu uma expressão mais serena e pousou uma das mãos no ombro do menor, o fazendo corar. – Não estou sendo severo para te prejudicar, mas suas atitudes estão deixando todos nós preocupados e aflitos. Por favor, Gupta, escute a mim e ao seu irmão e se cuide.
– Salah, eu... – Disse com um pequeno acúmulo de água nos olhos.
– Está tudo bem, garoto. – Disse enquanto o abraçava com um dos braços de forma que a cabeça dele ficasse em seu ombro para que o menor pudesse desabafar o choro. – Só não me preocupe mais desse jeito.
– Está bem.
Enquanto isso, Jordânia explorava as passagens da escola com Grécia.
– Tia Suméria é louca por passagens secretas. Ela coloca umas três ou quatro passagens por cômodo.
– Não acha isso exagero?
– Não quando se está em guerra ou na hora de um incêndio.
– O Iraque não vai sentir a sua falta?
– Sim, mas já vou para sala. Mas diga, vai querer a minha ajuda para enlouquecer o Turquia?
– Você é a única que pode me ajudar nisso.
– Sem problemas. Deixe tudo com a Jô, velho amigo.
– Eu confio em você até de mais.
– É ótimo saber que a queda da minha mãe e nossa separação pela Pérsia e o Império Otomano não alteraram nossa amizade.
– É.
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