Gakuen Hetalia 2.0
17 Capítulo 17
Dinamarca tinha voltado para casa com Holanda. Ele ficou aliviado ao ver que sua irmãzinha estava melhor, embora ainda não estivesse totalmente recuperada.
- Green, o Holanda está aqui porque a gente tem trabalho em dupla para fazer. Está tudo bem para você?
- Você gosta de me ver deprimida, não é?
- Não diga isso, eu só quero que você conheça outras pessoas como conheceu os nórdicos no passado, América e o irmão dele, qual é o nome dele mesmo?
- Canadá, e eu só fiz aquilo porque você teve que cortar relações comigo durante toda a Segunda Guerra porque sua defesa tinha caído e Alemanha iria estender seus domínios sobre mim.
- Foi ruim para mim também, mas o que me tranquilizou foi que você caiu nas mãos do eixo. Devo uma ao América, mas não conte a ele.
- Está bem. – Disse gentilmente. – Bror, quando foi que eu conheci os nórdicos no passado?
- Você não deve se lembrar muito bem, mas você e Ice eram amigos quando crianças vocês têm relações comerciais, lembra?
- Bem, eu me lembro do Islândia, mas não muito bem. Eu me lembro da voz dele, mas foram poucas as vezes que reparei em sua fisionomia.
- Como assim poucas vezes?!
- Eu nunca encaro as nações, tanto que eu faço as minhas negociações de cabeça baixa, menos na Segunda Guerra, em que tive que pressionar América e Canadá por notícias suas e permitir que ocupassem meu território para protegê-lo do Alemanha, além de construir uma base e negociar com eles. Você teve sorte de eu ter criolita.
- E não vamos esquecer da União Europeia. Meus superiores ficaram loucos, mas eu nunca fiquei tão orgulhoso na minha vida, quero dizer, quando foi que um país com status de Estado Associado subiu no palanque, disse que aquelas restrições aduaneiras iriam prejudicar o seu comércio, rasgou o contrato e saiu da União Europeia deixando todo mundo de boca aberta?!
- Só eu mesma. – Riu.
- E das novas negociações entre você, América, Canadá, Islândia, Ilhas Faroé e Rússia mesmo que sua economia, sua defesa e suas relações externas dependam de mim? Sem falar nos tratados especiais com a União Europeia.
- Sou autônoma, lembra? Aonde você quer chegar?
- Green, você tem potencial! Poderia se tornar independente se quisesse, negociar com o mundo, quem sabe até se tornar uma das maiores nações!
- Não viaja.
- Mas é verdade! Bem, eu vou voltar para a sala antes que o Abel reclame.
Dinamarca voltou para a sala, deixando Groenlândia novamente sozinha com Hewie. Ela notou que ele tinha esquecido a mochila no quarto dela. Ela teve que ir até a sala entregar. Não levantou a cabeça para encarar o visitante em momento algum.
- Green, pode nos ajudar? É de química e você sabe que eu sou péssimo em química.
- Tanto é que destruiu o laboratório cinco vezes e a Ibéria não te deixa sem marcação. – Comentou Holanda.
Groenlândia não precisou dizer nada, apenas sentou no sofa ao lado e pegou os cadernos dos sois. Enquanto analisava, Holanda resolveu perguntar a Dinamarca.
- Ela é muda?
- Não, só é tímida, mas não precisa dizer nada, apenas agir.
- Agir?
Ambos recebem um papel escrito pela garota. Era um resumo bem simplificado de forma que até uma ameba pudesse entender.
- Viu, já temos por onde começar. Obrigado, Greta.
A garota apenas deu um leve aceno de cabeça e se retirou. Ao menos era um começo.
Suíça ficaria na biblioteca até tarde e pediu para Liechtenstein procurar uma amiga e ir para casa. Ele quase teve um treco quando a garota pediu esse favor a Omã, pois nem conhecia a garota. Liechtenstein morava com seu irmão em um apartamento abaixo da cobertura de Omã, então não seria problema para a omani. Liechtenstein notou que a mais velha tinha pegado livros de filosofia da biblioteca, a outra respondeu que tinha um pouco de dificuldade nessa matéria. Liechtenstein se ofereceu para ajudá-la, só precisava ir para casa antes. A menor tinha encontrado uma nova amiga e ficou feliz ao saber que tinha alguém na Classe Oriente Médio que não era hostil.
- Está tudo bem se a gente usar a sua casa? – Perguntou a menor.
- Claro, não recebo muitas visitas, vai ser ótimo.
- Você não tem amigas?
- Tenho Jordânia e Qatar, são ótimas amigas, a menos que tenha bebida envolvida. Também tem a Síria, não somos próximas, mas também não temos desavenças, eu diria que somos neutras.
- Entendi. Se importa se eu tomar banho na sua casa?
- Claro que não. Há uns três banheiros disponíveis. Enquanto você faz o que tem que fazer, eu vou dar uma passada na casa do Iêmen e avisar que estou bem.
- Iêmen era aquele garoto ao lado do Egito no corredor?
- É sim. Ele é meu amigo e vizinho, sem contar que ele é muito preocupado.
- Está bem.
Após Liechtenstein passar em casa e pegar algumas coisas, as duas seguiram para a cobertura de Omã. Omã abriu a porta e em seguida bateu à porta vizinha para falar com Iêmen.
- Omã, você está bem? Está ferida? Aquele Suíça é doido!
- Estou bem, Yusuf. Não aconteceu nada de mais. Onde está Gupta?
- Trabalhando e pelo visto vai fazer hora extra de novo. Desse jeito ele vai se matar.
- Nem me fale, foi um milagre ele ter conseguido chegar até aqui.
- Que nada, foi o Arábia que trouxe o teimoso para cá.
- O Arábia, tem certeza?
- Ele me perguntou como estava o Egito no dia seguinte. Eu perguntei como ele sabia que o Egito tinha passado mal e ele me contou tudo. Arábia o tinha encontrado no corredor da escola e o trazido até aqui depois de muito insistir.
- Se Egito continuar teimoso assim vai acabar se matando.
Vietnã tinha ido ao cinema com América. Laos e Taiwan foram atrás para ver se tudo ocorreria bem. Embora as duas tentassem ser discretas, se tratando de Laos e Taiwan, descrição não combina nem um pouco com elas. Vietnã sempre as via e tentava despistá-las a qualquer custo. Não foi tão ruim quanto Vietnã esperava, América estava mesmo disposto a compensá-la. Após saírem do cinema, Vietnã novamente despistou Laos e Taiwan e tomou uma rota alternativa, ficando sozinha com América.
- Então... Não está mais brava? – Perguntou América de repente.
- Talvez.
- O que eu posso fazer para você não ficar mais brava comigo?
- Bem, há uma coisa, mas eu não sei se você vai poder me ajudar.
- Eu sou um herói e heróis ajudam os outros e podem fazer tudo! – Disse dando o típico sorriso heroico.
- Ok. Para eu te perdoar por completo, você precisa me ajudar a fazer Coréia do Sul e Coréia do Norte a deixar as diferenças de lado e voltarem a ser irmãos.
-...
- América?
- Eu não posso só lavar o seu carro, arrumar a sua casa, fazer o seu dever de casa, consertar o encanamento ou recuperar uma joia sua que caiu em um bueiro?
- Não.
- Qual é, o Coréia do Norte me odeia!
- Ele odeia meio mundo.
- Não dá mesmo para trocar por outra coisa?
- Pensei que você fosse um herói e que pudesse fazer tudo. – Disse ela em tom desafiador.
- Hei, eu sou um herói! Heróis não têm medo de nada! Eu vou reconciliar Coréia do Sul e Coréia do Norte para provar isso!
Enquanto isso, no apartamento do América, Canadá e Nova Zelândia do Sul estavam no sofa.
- Matthie, vamos aproveitar que nossos irmãos não estão em casa e ver os filmes proibidos deles?
- Não sei se é uma boa ideia. Da última vez que eu vi um dos filmes do América fiquei com insônia por uma semana.
- Vai ser divertido e eu vou ver com você, não vai ser problema se virmos juntos.
- Está bem.
- Volto em um segundo.
Ela se levantou do sofa em um salto e correu para atravessar o buraco na parede que ninguém se preocupou em consertar. Logo depois ela voltou com alguns filmes. Canadá pegou alguns filmes do América e duas cobertas. Eles colocaram um dos filmes do América. Era um daqueles de fantasma e terror frustrante que estavam fazendo o loiro tremer de medo.
- Não me diga que você está com medo disso.
- Você não está?
- Dick dormindo com um carneiro de pelúcia assusta mais que esse filme. Sério, eu estou quase dormindo.
- Vamos tentar outro.
Aconteceu a mesma coisa, enquanto Matthew morria de medo, Alice bocejava. Quando ela encostou a cabeça no braço dele para poder dormir porque não aguentava mais ver o filme, o que fez o outro gritar e saltar para o lado. Ao invés de ela gritar com ele ou ver se ele estava bem, ela começou a rir.
- Isso não é engraçado!
- Desculpe. HAHAHAHAHAHA! Esses filmes te assustam tanto assim?
- Mas não precisava ter feito aquilo.
- Não era a minha intenção, eu só queria apoiar a cabeça e dormir. Vamos ver um dos filmes do Austrália. Garanto que você vai se sentir melhor.
- Ok.
Colocaram um dos filmes do Austrália. Era um pornô tão absurdo, mas tão absurdo que quem visse ria de tão ridículo. Zea morria de rir do filme enquanto Canadá estava completamente vermelho, morto de vergonha e mal acreditando que estava vendo um filme pornô, mesmo ele sendo ruim.
- HAHAHAHAHA! Cara, como alguém salta de paraquedas atrás de outra pessoa, pega a outra pessoa em pleno ar, começa a transar e depois destroem o telhado de um celeiro, caem no feno e continuam a transar como se nada tivesse acontecido?!
- Não acredito que você gosta disso. – Completamente envergonhado.
- Ora essa, Matthie, nem é pornô de verdade!
- Mas tem gente nua fazendo sexo.
- Deixa de ser virjão! Até parece que nunca viu ou fez algo assim.
- Alice!
- Só estava comentando, não precisa ficar nervoso.
Continuaram vendo os filmes do Austrália. Eram tão absurdos que Zea rolava pelo chão de tanto rir e Canadá continuava com aquela cara de virjão. Quando América, Austrália e Nova Zelândia do Norte chegaram, eles foram ver qual era o motivo de tanta risada e daquela cara de virjão. New corou na hora e ficou da mesma forma que Canadá, América acompanhou Zea nas risadas e Austrália estava vermelho e irritado.
- ALICEEEEEEEEEEEE! Quem mandou você pegar os meus filmes?!
- Se não queria que eu os pegasse, então que os guardasse em um lugar mais seguro e fora do meu alcance.
- América, quer parar de rir, desgraça?!
- Desculpe, mas chama isso de pornô?! Eu já vi melhores. – Disse o americano.
- Eu podia ter ficado sem ouvir essa. – Comentou Canadá.
- Eu também. – Concordou Nova Zelândia do Norte.
- Espere aí, Matthew, você não pode ver filme pornô. Ah não! A inocência do meu irmãozinho foi comprometida e agora ele é um pervertido! – Gritou América, agarrando e puxando os cabelos, para o prédio inteiro ouvir.
- Alfred! – Exclamou o canadense quase roxo.
- Isso aqui são filmes de terror?! – Exclamou Austrália. – Alice não pode ver filmes de terror ou fica mais psicótica ainda!
- Hei! Foi sua irmã fez o meu irmão ver pornô! – Exclamou Alfred a Ralph.
- E seu irmão fez a minha irmã ver terror! – Exclamou Ralph a Alfred.
- A culpa é dela por transformar meu doce e inocente irmão em um pervertido safado!
- A culpa é dele por transformar minha nada normal irmã em uma psicopata maníaca!
América e Austrália começaram a discutir um com o outro, deixando os demais com enormes gotas na cabeça.
- Ralph e América estão exagerando. – Comentou Nova Zelândia do Sul.
- Maa Zealand, eles podem estar certos. – Disse Nova Zelândia do Norte.
- New, os filmes são tão ruins que ou você tem vontade de dormir ou começa a rir de tão ridículo que é.
- Eles vão acabar acordando o prédio inteiro. – Comentou Canadá.
- Se já não tiverem acordado. – Disse Dick.
Não demorou para ouvirem os vizinhos gritarem que queriam dormir e alguns baterem na parede ou na porta. Nova Zelândia (tanto Norte como Sul), Canadá, Wy, que acordou com a confusão, e até mesmo Kumajiro, Kiwi, Coala, a ovelha do Dick e Tony não conseguiam acreditar como Austrália e América conseguiam ser tão escandalosos e tão exagerados.
Notas finais
América em uma missão de reconciliação?
Canadá vendo pornô vagabundo?
É, tem coisas que só se vê em fanfic.
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