Gakuen Hetalia 2.0
38 Capítulo 38
Todos exploravam o local mal acreditando que as férias finalmente tinham chegado. As nações antigas foram para o salão de eventos brindar, eles ficariam lá o dia todo.
Todos os alunos estavam na praia. Grande parte do pessoal da Classe Oceania estava na água. Zealand tinha reencontrado Groenlândia e ambas foram para um canto menos movimentado com Canadá e Islândia. Irlanda estava com Bélgica e Espanha. Vietnã, Tailândia e Camboja foram arrastados até a praia por Laos. Estava tudo indo muito bem.
– Olá pessoal da World Academy! – Gritaram duas figuras que simplesmente surgiram do nada no meio da praia.
– Eu sou Ártico! – Gritou o garoto vestindo um calção com estampas de foca.
– E eu sou Antártida! – Gritou a garota vestindo um biquíni com estampas de pinguim.
– E nós somos os padrinhos mágicos da World Academy! – Fazem pose.
– Eles existem! – Exclamaram alguns.
– PADRINHOS MÁGICOS! – Disse Inglaterra imitando o professor do Timmy Turner.
– Como estamos de férias e aparecemos para todo mundo, ninguém aqui ganha nada. – Disse Antártida dando uma piscadela.
– Só viemos aqui desejar boas férias para vocês, muita diversão e muito romance também. – Disse Ártico.
– Nos vemos na escola quando as aulas voltarem!
Depois disso, eles sumiram bem diante dos olhos de todos, deixando apenas flocos de neve caindo no lugar onde estiveram. Todos que não estavam acostumados com os padrinhos ficaram com cara de WTF enquanto os que estavam acostumados ficaram com poker faces e enormes gotas na cabeça.
– Eu sabia que eles existiam! Tenho que achá-los! – Disse Inglaterra se pondo a procurar pelos padrinhos, deixando seus irmãos e sua prima com enormes gotas na cabeça.
– Não conheço esse maluco. – Comentou Irlanda para Bélgica e Espanha.
– Padrinhos mágicos tiram férias? – Questionaram Finlândia, Noruega e Romênia.
– Eles são tão fofos! – Exclamou Laos. – O que acham de juntarmos os dois?
– Você tem noção do que acabou de falar?! – Perguntou Camboja, um garoto de cabelo preto e olhos castanhos.
– Laos, você não acha que virar cupido de padrinhos mágicos é loucura demais? – Perguntou Vietnã sem nenhuma esperança de que a amiga desistisse da ideia.
– Alguém viu o Toto, ana? – Perguntou Tailândia.
– Nana também sumiu. – Notou Laos. – Será que os nossos elefantes estão em algum lugar fazendo elefantinhos?
– Você não tem jeito. – Disse Vietnã.
– Se eles tiverem um elefante, me dá? – Perguntou Camboja.
– Você também?!
– O que eu posso fazer, eu amo elefantes.
– Nós também! – Disseram Laos e Tailândia.
Deixando Vietnã e o Elephant Trio de lado, alguns países começaram a procurar pelos padrinhos mágicos por toda a praia. Mal sabiam que bem no meio da praia, tinham duas cadeiras estendidas debaixo de um guarda-sol e os padrinhos estavam nelas com óculos escuros e chapéus. Ártico segurava um jornal enquanto Antártida bebia água de coco.
– Acha que fizemos bem em aparecer na frente de todos? – Perguntou ele.
– Não sei, mas não vamos nos preocupar com isso agora. Estamos de férias, então vamos aproveitar.
– Tem razão. – Disse pegando a água de coco de Antártida e bebendo.
– Hei! Essa água de coco é minha!
– Te pago um cocktail depois.
– Ok.
– Quanto tempo você acha que eles vão rodar pela praia feito perus até desistirem?
– Não sei. Vamos descobrir?
Enquanto alguns alunos rodavam a praia feito perus procurando os padrinhos mágicos, outros se divertiam ou conversavam.
– Goch! Nessie! – Exclamou Gales.
Goch e Nessie estavam reunidos com Hanatamago, Hewie, Mr. Puffin, Kumajirou, Tony, Kiwi, Koala, Sheep, Panda, Gilbird, Toto e sua nova amiga Nana, a elefante da Laos que era parecida com Toto, mas ela tinha um laço rosa na cabeça, e alguns outros animais ou seres. Tinha até Flying Mint Bunny voando ao redor deles e como animais podem ver o que os humanos não podem, eles se perguntavam quem era o Pikachu verde alado.
– Hurw. – Ronronou Goch pousando na cabeça do dono.
– Hauwn? – Nessie gemeu interrogativamente enquanto pendia a cabeça para o lado.
– O que vocês estão fazendo aqui? Nós os deixamos na escola. Vocês vieram escondido, não vieram?
– Ihihihih! – Os dois deram um risinho baixo e sorriram de forma sacana, comprovando a afirmação.
– O que eu faço com vocês? – Os dois só abriam um sorriso sacana. – Podem ir. – Com isso os dois voltaram para o grupo incomum de amigos.
Enquanto isso, os professores e funcionários comemoravam e bebiam sem parar. Lógico que o BTT foi tentar descobrir o que se passava naquela sala. O que eles viram não foi algo que uma pessoa comum estaria acostumada a ver.
– Hei, vocês aí! – Disse Hispânia bêbada. – Por que não estão bebendo?
– Mãe?! – Exclamou Espanha. – Você está bêbada!
– Bêbada, eu? Imagina.
– Hei, querida, hic, o que acha de fazermos o canguru perneta? – Perguntou Lusitânia.
– Só se for agora!
– Isso não é bom. – Disse Espanha com os olhos arregalados enquanto os outros dois se controlavam para não rir.
– É hoje que entra outro bebê nessa família. – Disse Ibéria desabando de sono na mesa. – BEBÊ! Ela se levantou e se jogou em cima dos filhos como se fosse um sumô. – Não vai entrar mais merda de bebê nenhum!
– Prima, está tudo bem, hic? – Perguntou Gália sem roupa alguma com rosas tapando as partes censuradas e segurando uma garrafa de vinho.
– Mãe! – Exclamou França.
– Agora eu sei a quem ele puxou. – Comentou Prússia para Espanha.
– Hoje é festa lá no meu apê! Vai rolar bundalelê! – Roma, Germânia e Cartago cantavam enquanto faziam o bundalelê, deixando o BTT morrendo de vergonha.
– Por que ninguém gosta das fadas? Elas são tão lindas e delicadas! – Resmungava Britânia, mostrando a quem Inglaterra tinha puxado.
– Anglos! Larga a tua irmã e volta pra mim, seu monte de bosta! – Gritou Saxônia.
– Não! A Celtic é mais gostosa que você, tribufu!
– Seu bastardo filho da puta! Git, gonna fucking hell!
– E depois reclamam dos filhos que tiveram. – Resmunga Caledônia bebendo um barril inteiro. – Ah vão tomar no cu!
O BTT saiu de lá antes que sobrasse para eles. Pais e avós bêbados em um só lugar só poderia acabar em desgraça, além de traumas que nenhum deles seria capaz de suportar.
O tempo foi passando e a praia foi esvaziando, deixando só os dispostos a encontrar os padrinhos mágicos. Já era noite quando todos foram para casa sem qualquer sucesso na busca. Todos estavam em seus quartos. Alguns se preparavam para dormir e outros já estavam sonhando.
Zealand estava em um cenário um tanto familiar. Nele havia grama, cogumelos gigantes, muitas árvores enormes fazendo sombra e peças de dominó que serviam de plataformas. Diferente do que o cenário exigia, o céu estava vermelho como sangue, as nuvens dotadas de cinza escuro contribuía para o clima pesado e a lua negra só piorava a situação. O cenário lhe era familiar e o céu também, mas um não fazia parte do outro.
– Dick vai me matar por ter jogado Alice Madness Returns de novo! – Disse se encolhendo em um canto. – Mas este céu não é característico do jogo. – Ficou pensativa. – Mas que merda! – Se levantou decidida e preocupada. – Eu tenho que achá-lo e rápido!
De alguma forma, seu pijama tinha sido substituído pela roupa da protagonista. Zea correu pela trilha que o cenário formava. Ela encontrou algo que parecia com uma faca de cozinha. Era a arma principal do jogo. A garota pensou um pouco e resolveu pegar, pois se ela sabia onde estava e quem iria encontrar, era melhor ter uma arma por perto. A cada passo que dava, notava vários corpos de criaturas e enormes poças de sangue.
– Isso só pode ser obra dela!
Conforme Zea andava, o cenário se distorcia, mas o chão continuava uma enorme poça de sangue. Ela estava em um lugar cheio de máquinas, relógios e peças de relógios, algo parecido com o mundo do Chapeleiro.
– Dick, é bom que você esteja bem.
Canadá estava em um salão cheio de engrenagens. Ele não sabia como tinha parado lá, pois a última lembrança que tivera era de que ele tinha ido dormir. De alguma forma, seu pijama tinha sido substituído pelo vestido da Alice da Disney.
– Que ótimo Matthew! – Resmungou para si mesmo. – Você está perdido em um lugar estranho e com roupas estranhas. Não podia ficar pior.
– Sempre dá para ficar pior.
– Quem está aí?! – Disse tremendo de medo.
Das sombras surgiu uma figura idêntica ao canadense, porém o outro tinha o cabelo loiro um pouco avermelhado um pouco mais comprido preso em um rabo de cavalo, tinha óculos escuros na cabeça, carregava um taco de hóquei e usava o uniforme da polícia montada. Ele fumava um cigarro.
– Quem é você?
– Como ousa perguntar quem sou eu?! – O outro cerrou os punhos e deixou o cigarro cair. Ele ira bater no pobre canadense.
– Me desculpe, eu não queria deixá-lo irritado. – Matthew estava assustado e começava a tremer. – É que eu não sou daqui e você parece tanto comigo que... – Ele tentava não chorar, mas algumas lágrimas escorriam por seu rosto angelical.
– Então você é um 1P.
– 1P?
– Matthie!
Após o grito, eles ouviram um estrondo e no segundo seguinte só viram poeira. Quando a poeira se dissipou, revelando um buraco na parede, uma figura surgiu. Era Alice segurando uma lâmina e com um olhar insanamente protetor.
– Alice, o que você está fazendo aqui?! – Perguntou o loiro.
– Vim te salvar, mas que pergunta besta! Eu esperava que você não viesse, mas que merda! Fique longe dele. – Seu tom era tão autoritário, protetor e ameaçador que os dois ficaram sem saber para quem foi dada a ordem.
– Conhece essa garota? – Perguntou o outro loiro.
– É a minha namorada.
– Porra!
– Matthie, fique longe dele.
– Eu te dei liberdade para me chamar assim?! – Gritou o outro.
– Seu nome é Matthew por acaso?! – Rebateu a garota.
– Quase, é Matt.
– Era o que faltava! Um 2P com o nome reduzido do meu namorado!
– Alice, dá para me explicar o que está acontecendo?
– Eu e o meu irmão temos sonhos compartilhados, sabem o que significa? – Os dois assentiram. – Ótimo, isso poupa tempo. Às vezes meu irmão e eu sonhamos com coisas que vimos em filmes ou em jogos e algumas dessas vezes nossos sonhos trazem partes, fragmentos ou imagens do mundo 2P.
– Mundo 2P?
– O meu mundo. – Disse Matt.
– Quando temos sonhos compartilhados, há uma chance dos nossos 2P aparecerem, mas quando nossos sonhos trazem essas imagens do mundo 2P, nossos 2P com certeza aparecem. Esse é o primeiro 2P que vejo além do meu e do meu irmão.
– Claro, afinal eu fui trazido para cá! – Reclamou o 2P.
– Eu nem sabia que poderíamos trazer outras pessoas para cá! Isso nunca aconteceu antes!
– Se acalmem, por favor. – Pediu Matthew. – Alice, está dizendo que vocês me trouxeram para cá?
– Isso nunca aconteceu! Sempre aconteceu comigo e com Dick, nunca ninguém mais veio conosco! Eu já dormi na casa das minhas amigas, com Kaelin do meu lado, mas mesmo assim só eu e Dick que viemos para cá! – Agora ela estava confusa e parecia um tanto desesperada.
– Talvez seja porque eu dormi na mesma cama que vocês dois. – Disse Matthew chegando a uma conclusão e tentando acalmar Alice.
– Isso não explica como eu vim parar aqui! – Reclamou Matt. – Eu nem conheço seus 2Ps!
– Talvez um 1P arraste o seu 2P quando entra neste mundo. – Disse a garota séria, como se fosse muito calculista e não estivesse dando ataques há segundos atrás.
– Podem me explicar que papo é esse de 2P? – Perguntou o loiro 1P.
– Há dois mundos diferente, talvez hajam mais. – Disse a garota fazendo pose de sábia. – Tem o nosso mundo, também conhecido como 1P, e há o mundo dele, também conhecido como 2P. Esses mundos são como se fossem o outro lado do espelho um do outro.
– Só um segundo, como é que um 1P sabe sobre o mundo 2P?! – Perguntou o 2P.
– Dick e eu conhecemos Benjamin e Alicia desde crianças. Temos que encontrar o meu irmão! – Gritou Alice de forma autoritária e estridente, fazendo os dois terem um sobressalto.
– Alice, se isso não é um sonho, não há nada que se preocupar, certo? É só acordar, não é? – Perguntou Matthew tentando acalmá-la. – Ele vai estar bem.
– Não vai não! – Ela agarrou o namorado pelo colarinho. – Você pode acordar por algo que te mate no seu sonho, mas se um 2P te matar, você morre no mundo real também e vice-versa, eu acho. Alicia já nos deu belas cicatrizes se que saber. OMG! – Disse o soltando. – She is coming! Temos que ir, rápido.
Dito isso, Alice correu para a porta, a abriu e passou por ela.
– Sua namorada é doida. – Comentou o 2P.
– Ela só é bipolar e um tanto insana.
– E vocês sabem o que é insanidade?
A voz aguda carregada de insanidade veio detrás deles. Quando eles se viraram, viram uma garota igual à Alice, porém seu cabelo negro chegava até o quadril, seus olhos eram tão verdes que pareciam brilhar no escuro e ela usava um vestido preto de mangas compridas com avental branco com bolsos e botas pretas de cano alto. A garota estava sentada em uma engrenagem, seu olhar transmitia insanidade e psicopatia, seu sorriso (se é que podiam chamar aquilo de sorriso) era pura crueldade, mas ela não os olhava e sim para cutelo ensopado de sangue fresco que segurava.
– Q-Quem é você? – Perguntou o 1P se borrando de medo.
– Não deveria fazer perguntas das quais já sabe a resposta, ainda mais quando as respostas são tão óbvias.
A garota se levantou e em questão de segundos avançou para cima dos dois com o cutelo, mas Matt conseguiu usar o taco para impedir o ataque. A garota os teria atacado, se sua atenção não fosse desviada.
– Alicia. – Disse Alice voltando pela porta e parando ao lado dos dois.
– Alice, faz tempo que não a vejo. Onde está o irmãozinho? Faz tempo que não lhes corto a carne e vejo seu sangue escorrer. – Disse retirando o cutelo da madeira e passando o dedo pela lâmina, enquanto lambia o lábio inferior.
– Contanto ele esteja longe de você, tudo bem.
Alice largou uma banana de dinamite acesa no chão, o explodindo. O chão se quebrou e os quatro caíram, mas não por muito tempo. Os vestidos que Alice, Matthew e Alicia usavam se abriram, virando um paraquedas. Matt teve que se segurar em Matthew para não cair. Como por um golpe de sorte, uma carta veio se colocou embaixo de Matt, Matthew e Alice. Alicia desceu cada vez mais antes de sumir de suas vistas.
– Vocês dois são idiotas ou o que?! – Berrou Alice dando um cascudo nos dois canadenses. – Eu avisei que Alicia estava vindo, por que não vieram áreas de mim quando saí?! Por acaso querem morrer?! Fico feliz por estarem a salvo. – Disse de forma terna e abraçando aos dois, mas os soltou. – Isso não acabou, ela vai voltar.
– Voltar?! – Disseram os dois olhando para baixo.
– Ela sempre dá um jeito.
Conforme caminhavam, um monte de cartas surgia e criava um caminho. Alice andava na frente enquanto os outros dois cochichavam atrás.
– Lembra o que eu disse sobre sua namorada ser doida? Esquece, ela é louca isso sim.
– Mas ela nos salvou da Alicia.
– É verdade. Gosto mais da sua namorada do que da 2P dela.
– Hei!
– Com ciúmes?
– Não, Alice está decidida a ficar comigo e você não aguentaria as mudanças de humor dela.
– Fique calmo que eu não estou interessado nela.
– Vocês 2P são uma versão alternativa nossa, certo? Isso quer dizer que nossos gostos são diferentes?
– O que você quer dizer?
– Bem, eu gosto de mapple syrup, como você é meu 2P, você deve odiar, certo?
– Não. Eu também gosto de mapple syrup. Gosta de hóquei?
– Adoro!
– Eu também. É, parece que não somos tão diferentes assim em questões de gosto. – Olha para as roupas do outro. – Ou talvez não.
– Ah, isso? – Corou. – Eu não uso vestido. De alguma forma acabei vestido assim.
O trio andou até chegar a um escorregador. Os três escorregaram e pararam em frente ao castelo de Copas, que além de pedras era composto por carne. Ao adentrarem, eles tiveram que lidar com um monte de cartas zumbis. Matt e Alice eram os que atacavam, já que Matthew não possuía nenhuma arma. Uma carta gigante com chapéu de coringa, tentáculos de carne saindo pelos olhos e segurando uma foice apareceu e deu um grito digno de Nêmesis, só faltava ter gritado STARS. Os três tiveram que driblá-lo e foram forçados a fugir. Passaram pelo portão e o fecharam, mas a criatura arrombou e foi atrás deles.
– Que porra é aquela?! – Perguntou Matt.
– Um dos personagens do jogo. – Respondeu Alice. – Esse projeto de Nêmesis vai nos perseguir por um bom tempo.
– Caralho!
Eles continuaram fugindo, atravessaram algumas ruínas do castelo e despistaram a criatura. O trio seguia seu caminho eliminando quais cartas zumbis e quando a criatura surgia, geralmente do nada, o trio era obrigado a correr. Eles entraram em uma construção que parecia o interior de uma boca e escorregaram pela língua. O cenário agora era todo feito de carne, como se estivessem em uma viagem pelo corpo humano.
– Esse lugar é repugnante até para mim. – Disse o 2P.
– Se eu não me engano, é aqui que a Alice encontra a Rainha de Copas. – Disse a garota.
– Seu nome não é Alice?
– A Alice do jogo, não eu, se bem que temos o mesmo nome e nos parecemos muito.
– Já disse não, porra! – Disse Dick, vestindo a roupa da Rainha de Copas, abrindo os portões e parando na mesma sala que o trio.
– Dick!
– Alice! – Disse abraçando a irmã. – A gente precisa conversar sobre o que você anda jogando. O que eles fazem aqui?
– Por onde eu começo?
– Alice! Que bom te ver irmãzinha. – Disse a figura parecida com New, porém seu cabelo era castanho escuro, os seus olhos são verdes e ele vestia uniforme militar preto e vinho.
– Ela é minha irmã, não sua! – Gritou Dick.
– WTF?! – Matt não entendia nada, assim como Matthew, mas esse preferiu não falar nada.
– Pessoal, esse é Benjamin Liddell, o 2P do Dick e irmão gêmeo da Alicia. – Explicou Alice.
– Ele acha que a Alice é irmã dele e quer levá-la para o mundo 2P e deixar a Alicia no mundo 1P.
– Se bem que não é má ideia. – Comentou Matt.
– O QUE?! – Exclamaram Dick e Matthew.
– Eu gostei da Alice. Ela é legal e depois de ver a Alicia, odiaria ter que topar com aquela garota na rua em qualquer hora do dia.
– É minha! – Gritaram Dick e Matthew agarrados à garota.
– Não, é minha! – Gritou Benjamin também se agarrando à garota.
– Ela não é de nenhum de vocês! Ela é minha! – Gritou Matt só para botar lenha na fogueira.
– EU NÃO SOU UM OBJETO PARA TER DONO CACETE! – Gritou a garota se livrando de todos.
Uma explosão surgiu e fez com que todos ficassem cobertos com os destroços das paredes de carne. No meio da fumaça surgiu Alicia segurando uma serra elétrica.
– I’m back, Bitches! – Exclamou Alicia rodopiando como se estivesse no centro de seu próprio espetáculo.
– AAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH! – Gritaram os neozelandeses e o 1P canadense se encolhendo atrás da Alice.
– Não é que ela voltou? – Comentou o 2P canadense.
– O que foi, Benjamin, estava tentando me trocar pela Alice de novo? Esqueceu que eu sou sua irmãzinha? – Disse com o sorriso mais insano possível. – Acho que eu vou ter que lembrá-lo disso. – Ao dizer isso, ela ligou a serra, fazendo ambas as Ilhas Nortes da Nova Zelândia se borrarem de medo.
– Você não precisa fazer isso, Alicia. – Disse Matthew com alguma esperança de que ela o ouvisse.
– Quem é esse aí?
– Meu namorado.
– Ah, ele é muito fofo, Alice. – Disse desligando a serra e dando alguns pulos de alegria. – Eu vou dissecá-lo. – Ao dizer isso, ela religou a serra e deu um belo de um sorriso psicopata.
– Não se atreva a tocar no meu 1P! – Disse o outro canadense se colocando a frente do 1P.
O perseguidor deles,também conhecido como o carrasco, derrubou a parede e deu um urro de guerra. Para a surpresa do grupo, um monte de bonecas deformadas e com algumas partes substituídas por ganchos de metal vieram com ele. Todos acabaram se virando para o carrasco.
– Você de novo não! – Gritaram Matt e Alice com raiva do carrasco.
– Bonecas. – Disse Alicia ficando sem reação por um instante. – AAAAAAAAHHHH!
A garota partiu para cima das bonecas, cortando todas com a serra sem piedade. O carrasco tentou atacá-la com a foice, mas ela saltou para o lado, depois saltou para o cabo da foice, subiu até a ponta do cabo, saltou e enterrou a serra na cabeça do carrasco, cortando tudo lentamente. Seu olhar era um misto de insanidade, psicopatia e sede por sangue, seus risos eram diabólicos e loucos, ela tinha perdido totalmente a razão.
– Ela enlouqueceu! – Exclamou Dick.
– Corram por suas vidas! – Gritou Benjamin.
O grupo correu para fora da construção, que começava a ruir. Felizmente eles saíram ilesos. Eles mal puderam recuperar o fôlego e olharam para trás. O carrasco e as bonecas estavam dilacerados e no centro da construção estava Alicia coberta de sangue, mas ela mantinha a cabeça abaixada e a serra apoiada no chão.
– It’s done. – Disse ela de forma sombria antes de começar a rir insanamente.
– Alicia tem problema com bonecas. – Contou Benjamin. – Ela não pode ver uma que já enlouquece e sai cortando tudo o que tem entre ela e a boneca.
– Deu para ver. – Responderam os outros suando frio.
– Temos que ir embora. – Anunciou 1P Zealand como se fosse a coisa mais normal do mundo.
– Como a gente volta para casa? – Perguntou Matthew.
– Sensação de queda.
Os três 1Ps encontraram um penhasco, se despediram dos 2Ps, correram até ele e se jogaram. Eles acordaram no hotel. Alice abraçou ao irmão que chorava.
– Está tudo bem. Benjamin e Alicia não podem fazer mal a você.
– Você viu como ela estava? Por um momento achei que nossa morte era certa.
– Está tudo bem. – Se vira para o outro. – Matthew, me desculpe por isso, se eu pudesse evitar, eu...!
– Está tudo bem. – Respondeu gentilmente. – Já estive em situações piores.
– Acho melhor tomarmos banho.
– Alice! – Exclamou New.
– Vocês dois estão todos cagados e mijados! Se não entrarem naquele banheiro agora...!
– Já estamos indo!
Os dois se levantaram e viram o tamanho do estrago. Dois terços da cama estavam sujos de urina e bosta líquida. Alice só foi atingida por dormir no meio de ambos. A camareira teria muito trabalho pela manhã. Após o banho, os três tiveram que dormir no chão. Segundo os irmãos Liddell, eles poderiam voltar a dormir tranquilamente, pois os 2Ps não apareciam em dois sonhos seguidos na mesma noite.
No dia seguinte, a camareira quase enfartou com o estrago feito por New e Canadá.
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