Notas iniciais
Capítulo fresquinho. Leiam as notas finais, tenho um aviso importante.

O dia estava lindo e grande parte estava na praia. Alguns preferiram ir até a cidade passear e outros resolveram sacrificar suas férias para encontrar os padrinhos mágicos, como era o caso de Inglaterra.

– Uau, quanta opção! Não sei qual escolher. – Disse Jordânia, que estava flertando com um rapaz em uma casa de sucos. – Tem algum que possa me indicar.

– Jocasta, pode parando. – Disse Grécia a puxando de lá.

– Puxa, Heracles, você é muito ciumento. – Disse fazendo biquinho.

– Hei, você está comigo! Não precisa mais ficar agarrando sua amiga de infância por aí! – Exclamou Turquia enciumado.

– Eu não estou me agarrando.

– E o que foi aquilo na loja?!

– Jordânia é como se fosse minha irmãzinha. Não posso deixá-la solta por aí com um monte de homens. – Disse convicto, mas depois assumiu sua habitual expressão preguiçosa. – E também ela se torna minha responsabilidade enquanto o Iraque não está por perto. – Turquia capota.

– Jordânia, você está causando problemas de novo?! – Exclamou Irã aparecendo sabe lá de onde.

– Niaho. – Encarou o grego fazendo o ar ficar tenso.

– Heracles. – Encarou o iraniano aumentando a tensão.

– É impressão minha ou o clima ficou pesado de repente? – Perguntou o turco no meio da tensão.

– Não é impressão. Heracles e Niaho são inimigos desde crianças, também suas mães são Grécia Antiga e Pérsia. – Explicou a jordaniana.

– Ta de sacanagem que a Pérsia é a mãe do Irã?! – No início se mostrou espantado e depois se mostrou confuso. – O que o Irã faz aqui?

– Depois da queda dos Impérios Sumério-Acádio, Babilônico e Assírio, Pérsia tomou seus territórios. As filhas da Mesopotâmia estiveram sob o domínio da Pérsia, com isso seus filhos acabaram crescendo juntos com o Irã. – Explicou o grego. – Jordânia, Iraque, Kuwait e Síria consideram o Irão como um primo.

– O QUE?!

– Mas isso vocês já sabiam disso na reunião da Omã.

– VOCÊ SABIA?!

– Foi minha ideia cortar um dos cabos do andador. Agradeçam por isso, se fosse pela Dahlia, ela subiria no terraço e metralharia vocês quando estivessem no andador.

– Eita porra!

Grécia e Irã continuaram se encarando, tornando o ambiente mais tenso ainda. Eles eram inimigos de berço, pois suas mães não se davam bem.

– Cadê a Jordânia? – Perguntou Turquia notando que a outra tinha sumido.

– Droga, Jocasta! – Exclamaram os dois parando de se encarar.

– Você vai pela esquerda que eu vou pela direita. – Sugeriu Niaho.

– Quem a encontrar contata o outro. – Disse Heracles.

Eles começaram a trabalhar juntos para procurar por Jordânia, o que deixou o turco de boca aberta. Cada um foi para um canto para procurá-la. Ambos podiam ser inimigos de berço, mas quando o assunto era Jordânia eles deixavam toda e qualquer diferença de lado.

Ainda na cidade, havia um grupo de asiáticos e um americano em uma banca de revistas. Como se não bastasse para Vietnã ter que aquentar Laos e as revistas eróticas, ainda tinha que servir de babá para América e suas HQs.

– Não acredito que saíram os novos volumes! – Exclamou o americano ao lado do japonês.

– E saíram novos volumes do mangá que estou acompanhando. – Comentou Japão.

– Esse negócio tem putaria! – Disse Camboja ao analisar o mangá. – É bem a cara da Laos.

– Ainda não entendi porque a Laos nos arrastou até aqui, ana. – Disse Tailândia.

– Para comprar playboy e G magazine.

– O que vocês estão vendo aí? – Perguntou a laosiana surgindo do nada e assustando o grupo. – Ah, já li esse mangá e não gostei.

– O QUE?! – Exclamaram Vietnã, Camboja e Japão.

– Mas você não gosta de sexo, ana?

– Só porque tem sexo no meio não quer dizer que seja bom. Eu li 50 tons de cinza e odiei.

– Tem alguma coisa errada. – Disse Vietnã.

– Pra Laos não gostar de putaria, lógico que tem coisa errada! – Comentou Camboja.

– Mas o que tem demais nesse livro que até agora não descobri? – Perguntou América.

– Você já leu? – Perguntou Laos.

– Não. Não fala sobre aviões, fantasmas, aliens, armas e nem é HQ, então porque eu leria? – Todos capotaram.

– Se Kimi não gostou, talvez tenha algo no livro que e no mangá que não a agrade. Deveríamos ler e descobrir o que é, ana.

– Kasem, você é um gênio! – Exclamou a vietnamita um tanto abobalhada.

– Viet, pensei que você gostava do América e não do Tailândia. OMG! – Exclamou Laos com certo brilho nos olhos. – Você não consegue se decidir entre os dois e por isso vão fazer um ménage! – Exclamou deixando América e Tailândia completamente vermelhos.

– DESPOLUA ESSA MENTE, MULHER! – Gritou Vietnã completamente vermelha enquanto estrangulava a amiga.

– De onde a Laos tira essas ideias. – Comentou Camboja com uma enorme gota na cabeça.

– Isso daria um belo mangá. – Disse o japonês, deixando Camboja com cara de WTF.

O grupo pegou o tal livro e o mangá e começou a ler. Os meninos não acharam nada, pois ou estavam muito concentrados ou estavam muito vermelhos.

– Eu já entendi por que a Laos não gostou. – Disse Vietnã.

– Sério? Eu ainda não descobri. – Disse América parecendo uma pimenta.

– Nem eu, ana. – Disse Tailândia quase tendo um ataque do mesmo tipo que o Iêmen.

– Laos odeia submissão, ainda mais essa submissão exagerada e doentia que tem nesse livro.

– Ninguém deve ser submisso, sexo tem que ser bom para os dois. – Disse a laosiana convicta.

– Hã?

– Para começar a protagonista é sem sal e aceita assinar um contrato em que ela tem que se submeter a todas as vontades de um maníaco. Se o filho da puta chegar em casa todo suado e fedendo com uma craca debaixo do sovaco e mandá-la lamber, vai ter que lamber. E a puta acha tudo aquilo normal e fofo! PUTA QUE PARIU! Desde quando ter sua vida vigiada 24h por dia por um maníaco que só quer enfiar coisas em você, te bate e controla cada segundo da sua vida é algo normal e fofo?! CARALHO!

– Laos, calma. Você está muito exaltada. – Tailândia foi o único que resolveu falar algo, já que o resto preferiu não comentar nada.

– Eu sei disso, mas o que me deixa puta é que muita gente que leu diz que é amor, que é o caralho a quatro, quando na verdade essa puta não passa de uma boneca inflável ambulante!

– Mas tem gente que gosta disso, não?

– Kasem, eu sou mulher e gosto de sexo, mas nem por isso mereço se tratada como uma boneca inflável. Lutamos muito para conseguir trabalhar fora de casa, para administrar nosso dinheiro, ser independente financeiramente de marido, votar e ter autonomia sobre o nosso corpo. Já conquistamos muita coisa para uma boneca inflável vir e dizer que se submeter a um homem de corpo e alma e ter cada segundo da sua vida controlada é algo ótimo e que traz felicidade!

– Mas isso é ficção. – América tentou argumentar.

– Só porque é ficção não quer dizer que não tenha o poder de influenciar. Quantas pessoas não querem ter o guarda-roupa da protagonista da novela? Quantas não querem largar suas famílias para irem a uma escola de magia ou um acampamento no cu do mundo? Quantas não colocam no seu status do Facebook “Eu sou isso, eu sou aquilo e o caralho a quatro.”?

– Mas isso não explica porque não gostou do mangá. – Lembrou Japão.

– Além da submissão, Laos não gosta desse tipo de putaria excessiva que tem nos haréns. – Esclareceu Vietnã. – Principalmente quando degrada demais as mulheres.

– Hã?

– Tem um virjão, que não quer comê-las, afinal ele tem esse direito, e um monte de puta querendo dá para o virjão. Pode aparecer um galã de cinema, mas as putas só querem dar pro virjão.

– Mas o que há de errado? – Perguntou Camboja.

– O que há de errado é que há de errado, Kaien, é a maneira como as putas agem. Existem as prostitutas, que não fazem o que fazem por gostarem, mas é porque precisam sobreviver e ou foram abusadas quando crianças, ou têm família, ou não tiveram oportunidade na vida, geralmente suas histórias são tristes e chocantes e não o que você vê em novela; tem as safadas e taradas que gostam de sexo, mas nem por isso andam com decotão e se esfregam nos outros, essas podem usar a roupa que for que pensam em sexo; e tem as putas, que para conseguir sexo precisam chamar muita atenção.

– Mas você não usa camisola curta ou fantasias de sex shop?

– Eu uso da porta do quarto para dentro, da porta do quarto para fora são roupas normais e roupões. Essa é a diferença de uma safada para uma puta. As putas das histórias haréns querem dar pro virjão e para isso esfregam o peito na cara dele, aparecem de camisola curta e transparente na frente do cara, se masturbam com o pé do cara, cozinham de calcinha e avental, ficam toda hora chamando atenção do cara, só falta estuprá-lo. Vocês já me viram fazendo alguma coisa assim?!

– Não. – Disseram todos.

– Mas nem quando você está com alguém? – Perguntou América.

– Filhão, da porta do quarto para dentro tudo pode acontecer, mas da porta do quarto para fora, esqueça.

– E aí o virjão decide finalmente comer uma delas e na hora do vamos, ver ela agem como donzelas virgens e inocentes, além gemer mais que cachorro quando está com a pata machucada. Puta que pariu!

– Virgem inocente?

– Tem gente que é virgem, mas tem a mente mais poluída que a minha. Voltando ao ponto, as garotas desse tipo de mangá agem como objetos e o pior, querem ser tratadas como objetos pelo virjão, não importa se é shounen ou shoujo. Como se não bastasse, os pervertidos que leem acham que é legal dormir com uma mulher por noite e que as mulheres querem esse tipo de tratamento, principalmente as que são gostosas.

– Mas isso é ficção.

– Ficção também pode influenciar, caso contrário ninguém gritaria “Hadouken”, “Kamehameha”, “Morra Seiya” e “É hora de morfar”, não faria cosplay e não dançaria, na verdade, nem baixaria as músicas das novelas.

Notas finais
Grécia Antiga e Pérsia têm, talvez, a maior rivalidade do mundo antigo, tanto que essa rivalidade foi transferida para os seus filhos. # Na antiguidade, as nações antigas comercializavam e guerreavam entre si. # Não houve grandes confrontos entre gregos e mesopotâmios, pelo menos não os que foram registrados. # # Nomes: Laos - Kimi Camboja - Kaien Tailândia - Kasem Chao (fandom) (só agora que notei que o Elephant Trio começa com K, não foi de propósito, "A" e "K" são letras que mais penso para iniciar nomes orientais) # Um capítulo para pensar e refletir. Nada de xingamentos nos comentários e nem de causar tumulto, lembrem-se, isto é uma obra de ficção. # Queridos leitores, primeiramente peço desculpas, mas não pelo capítulo. Semana que vem não postarei o capítulo de Gakuen Hetalia 2.0. Minhas provas serão na semana que vem e por isso não vou poder postar, mas na outra tem capítulo novo, o de número 40. Veremos o que mais vai acontecer nas férias dessa galera (tem muita coisa ainda) e teremos a volta dos 2P com novos personagens e muita confusão. Vejo vocês daqui a duas semanas. Abraços, Goth.