Gakuen Hetalia 2.0
34 Capítulo 34
A semana foi passando. Caledônia foi falar com Britânia já que passou da hora de vê-la e não podia mais morar no sofa dos netos, tinha que deixá-los seguirem com suas vidas, ou será que não? Ele e Britânia quebraram o apartamento inteiro enquanto faziam amor e quebraram a parede do vizinho e o chão do vizinho. Eles tiveram que dormir nos sofás dos netos por dois dias até que Suméria resolvesse tudo.
Era uma época conturbada que ninguém gostava. As provas estavam chegando e o tempo era curto. A biblioteca enchia, inimigos se tornavam aliados, tudo em nome das boas notas. Colas não iriam adiantar. Quem fosse pego colando iria receber punição da Assíria.
Em uma mesa qualquer cheia de asiáticos...
– Cara, isso é difícil! – Exclamou Coréia do Sul.
– A Gália deu isso aula passada. – Disse Coréia do Norte. – Onde você estava com a cabeça?
– Nas férias.
– Você não tem jeito.
– Alguém se lembra dessa matéria? – Perguntou Taiwan folheando um livro.
– Eu me lembro. – Disse Macau. – A professora Suméria deu no dia que a Classe Oriente Médio explodiu o corredor.
– Alguém viu o professor ou o Japão? – Perguntou Hong Kong.
– Devem estar com os europeus. – Sugeriu Macau.
– Vietnã também não está aqui. – Lembrou Taiwan.
– Deve estar com Laos em algum lugar. – Disse Tailândia.
Em outra mesa, um grande milagre acontecia.
– Palestina, você tem a matéria da professora Grécia Antiga? – Perguntou Israel.
– Tenho sim. Você tem a matéria da Ibéria? Eu faltei essa aula.
– Tenho, espere, mas você nunca falta aula da Ibéria!
– Eu sei, mas nesse dia eu não fui à aula e você teve que se virar sozinho com o Irã.
– Ah é!
Era tão inacreditável que Egito, Omã, Iêmen, Qatar e Bahrein estavam de boca aberta.
– É impressionante, não é? – Perguntou Emirados Árabes Unidos surgindo do nada.
– Emirados?! – Assustaram-se todos menos Israel e Palestina, que estavam concentrados demais.
– Você e essa sua mania de aparecer do nada. – Resmungou Qatar.
– O que faz aqui? – Perguntou Bahrein.
– Isto é uma biblioteca e as provas estão chegando. O que mais eu faria aqui?
– Filho da puta. – Comentaram Qatar e Bahrein.
– Pelo visto todo mundo se reuniu aqui. – Disse Arábia Saudita aparecendo do nada.
– SERMÃO NÃO! – Gritaram Israel e Palestina se atirando debaixo da mesa.
– Eu não vou dar sermão em ninguém!
– Ainda bem. – Disseram saindo do esconderijo e retornando ao que estavam fazendo.
Até os primos mais problemáticos estavam reunidos.
– Por que eu faltei aula da Ibéria? – Lamentou Kuwait.
– Não se preocupe, Mohamed. Eu tenho a matéria. – Disse Jordânia.
– Obrigado, Jô.
– Jô, você tem aquela que o Germânia passou no dia seguinte que ele faltou? – Perguntou Iraque.
– Emprestei para o Niaho, Abdul.
– Eu já te passo. Deixa eu só terminar de copiar. – Disse Irã com o caderno da Jordânia, ele não era parente, mas era praticamente da família.
– Dahlia, você tem essa matéria? – Perguntou Iraque à outra prima.
– Toma. – Disse Síria dando a matéria a ele.
– Obrigado.
Em outra mesa estavam Itália, Alemanha, Japão, China, Rússia, Prússia, Áustria, Hungria, França, Inglaterra, Romano, América e Canadá.
– Ve~~ Eu não aguento mais!
– Você nem começou ainda! – Disse Alemanha.
– Isso é um saco! – Gritou Romano. – Onde está o bastardo do Espanha?!
– Eu não o vi. – Comentou França olhando para as pessoas andando de um lado para o outro. – Argélia, o que acha de sentar com a gente?
– Ta doido é?! – Exclamou ela.
– Não custa nada. – Disse a puxando para a mesa e a fazendo sentar na cadeira ao lado.
– Você bebeu de novo?! – Exclamaram Prússia e Inglaterra.
– Nós decidimos começar do zero. Por que não podemos estudar juntos?
– Está bem, mas olhe lá o que vai fazer.
– Não se preocupe, mon ange. Agora eu sou um homem comportado.
A mesa caiu em gargalhadas. Essa tinha sido a piada do milênio. Argélia nem protestou quando foi chamada de “meu anjo”, pois não conseguia parar de rir. Na verdade ninguém daquela mesa conseguia. Imaginar Francis Bonnefoy se comportando era algo impossível.
Em outra mesa estava o pessoal da Oceania.
– O que será tão engraçado? – Perguntou Austrália olhando para a outra mesa.
– Entendeu agora, Alice? – Perguntou New dividindo um livro com a irmã.
– Sim. Obrigada, Dick.
– Sam, me ajuda! – Pediu Samoa Americana.
– Calma, estou ajudando ao Palau agora.
– Galera, alguém tem a última matéria da Coréia? Eu não vim à aula. – Fiji tinha esclarecido.
– Eu tenho. – Disse Niue, que foi milagrosamente lembrado pelo grupo.
– Niue, cadê nossas moedas Pokémon?! – Perguntaram todos menos Zea.
– Deixei em casa. Depois eu pego, agora eu tenho que tomar cuidado para não levar pau na Grécia Antiga.
– Grécia antiga? Eu estou preocupado é com a Suméria. – Disse Cook.
– Z, o seu namorado não veio hoje? – Perguntou Marshall.
– Ele está em outro grupo. Precisamos passar algum tempo com nossos amigos também.
– Gostei de ver, garota! – Disse Kiribati.
Em outra mesa estavam Holanda, Bélgica e Luxemburgo, que apesar de ser um menino loiro de olhos verdes, ninguém conseguia identificar se ele era menino ou menina. Fazia tempo que os três não se reuniam.
– Mana, você precisa de ajuda em alguma coisa? – Perguntou Luxemburgo.
– Não precisa, irmãozinho. Eu estou bem. E você? Precisa de ajuda?
– Bem, eu preciso de um pouquinho nessa matéria aqui.
– E você Abel, precisa de ajuda?
– Eu estou bem. – Respondeu o holandês.
Enquanto isso, na mesa dos nórdicos e da Groenlândia.
– Cara, isso é chato! – Reclamou Dinamarca.
– Reclamar não vai adiantar, só vai me atrapalhar. – Disse Noruega.
– Quero ver como Bizâncio vai dar conta da biblioteca hoje. – Comentou Finlândia olhando para as mesas lotadas de alunos.
– Hum. – Disse Suécia procurando Sealand pelas mesas.
– Não se preocupe com Peter. Ele está bem ali.
Finlândia olhou para a mesa que Sealand se encontrava, apontou e logo em seguida caiu no chão vomitando arco-íris. Suécia foi socorrê-lo, enquanto Dinamarca tentava entender o que tinha acontecido e Noruega só observava enquanto Islândia e Groenlândia eram completamente ignorados.
– Alcaçuz? – Ofereceu ele.
– Obrigada. – Disse pegando um e começando a comer.
– Já decidiu se vai com a gente ao resort?
– Eu não sei. Digo, vai a escola toda. Não sei se...
– Não vai ser a mesma coisa sem você.
– Mas eu nem tenho roupa de banho.
– Podemos voltar ao shopping para você comprar uma. Vai com a gente. Prometo que não irá se arrepender.
– Então ta, eu vou.
Se Islândia não se contivesse tanto, ele estaria fazendo algum tipo de dancinha da vitória.
Sealand estava em uma mesa com Wy, TRNC, Letônia, Liechtenstein, Kugelmugel, Ladonia e Seborga. Eles ajudavam uns aos outros e até riam algumas vezes. Eles podiam causar ataques de fofura e diabetes.
Espanha não estava na biblioteca. Resolveu estudar com Portugal no jardim.
– A matéria da vovó Ibéria é muito complicada. – Disse o mais novo.
– Ora, pois, eu ainda acho a da Pérsia pior.
– Mas a vovó vai ficar em cima da gente. Não vai nos deixar colar de jeito nenhum.
– Ora, pois, isso é verdade. Achei que você iria estudar com aquela pimenta ao invés do seu irmão.
– Está falando do Romano? Por que o apelido de pimenta?
– Ora, pois, ele é muito esquentado, vive irritado e tem uma boca de marinheiro.
– É verdade. – Riu. – Não entendo o que te fez pensar que eu não ia passar um tempo contigo, Hermano.
– Ora, pois, Antonio, você anda grudado no Romano. Você deixa de viver para atender às necessidades dele. Por acaso você sente alguma coisa por ele?
– Quer raios de pergunta é essa, Afonso?! – Perguntou vermelho.
– Eu sou o seu irmão, ora, pois! Eu não aguento ver meu irmão mais novo sendo tratado como um cachorrinho por um tsundere!
– Hei!
– Antonio, tsunderes não se conquistam assim. Se eu fosse você, já teria dado uma de França faz tempo!
Espanha pensou um pouco. Portugal tinha razão! Não fazia sentido continuar esse impasse, precisava tomar a iniciativa.
– Aqui, leia esse livro, ora, pois.
– Um manual que ajuda a lidar com tsunderes?
– Vai precisar, ora, pois.
– Gracias Hermano! – Disse abraçando o irmão.
– Ora, pois, Antonio, solte-me! Eu não consigo respirar!
– Desculpe.
Vietnã estava no banheiro com Laos.
– Como foi a noite de filmes com o América? – A laosiana era direta demais. – Vocês transaram, não foi? – Muito direta.
– Laos! Mas que mente poluída! – Exclamou Vietnã vermelha.
– Eu sabia! Diz aí, quebraram outra parede? Foram pegos no flagra? Chamaram o irmão dele e fizeram um ménage? – Perguntou animada.
– Não aconteceu nada disso!
– Então ta. Hei, sabe o que eu estava pensando?
– Em fazer um ménage com os coreanos?
– Isso também, mas é outra coisa. Pensei em irmos até o shopping comprar lingerie, ainda mais que você vai precisar mais do que eu, já que está saindo com o América.
– Não tem nada de errado com as minhas lingeries! E não estou saindo com o América!
– Então é sexo ocasional! Mesmo assim você precisa de lingerie. As suas não são nem um pouco sexys.
– Laos!
– Para o shopping!
Laos agarrou Vietnã pelo braço e começou a correr feito um foguete, não dando tempo e oportunidade da vietnamita protestar. Laos só parou quando estavam na loja. Enquanto Vietnã tentava se localizar, pois tudo o que tinha visto eram borrões, Laos pegava algumas peças e empurrava a amiga para as cabines.
– Experimente essas e depois me mostre com ficou. – Foi o que disse antes de fechar a cortina.
Vietnã não viu outra alternativa a não ser experimentar as peças. Ela ficou muito vermelha quando as pegou para visualizar melhor. Iria matar Laos por isso. Afinal, por que elas eram amigas mesmo? Após vestir estas peças http://i01.i.aliimg.com/img/pb/994/059/445/445059994_730.jpg, Laos abriu a cortina.
– Laos!
– Você estava demorando muito. Uau! Viet, você está muito gostosa!
– Laos! – Gritou ao mesmo tempo em que começou a cobrir o corpo.
– Não se preocupe, não vou te tirar do América, mas se vocês toparem um ménage, me liguem.
– Você é uma grande pervertida!
– Eu sei.
Vietnã puxou a cortina e começou a tomar coragem para experimentar outra peça. Escolheu uma preta. Ao abrir a cortina, viu Laos com alguns brinquedos e uma roupa de couro nem um pouco discreta.
– Essa lingerie caiu bem em você!
– Kimi, o que são essas coisas?
– Achei na sessão masoquista. Não é sexy?
– Eu não vou vestir isso!
– Não é pra você, é pra mim.
– Eu tenho pena dos seus parceiros.
As duas passaram a tarde inteira na loja até pegarem as melhores peças e pagarem. Laos era doida. Sabe aquele seu amigo que você pensa “por que eu gosto desse filho da puta mesmo?”. Essa era a relação das duas.
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