Vietnã suspirou cansada. Estava de frente para a porta do apartamento do americano. Se não fossem Alfred e sua insistência ela estaria em casa aproveitando a noite. Ela tocou a campainha e foi recebida pelo americano.

– Viet, que bom que você veio! Venha, já tenho tudo preparado! Vamos ser só nós dois, já que Matthew foi ao cinema com a assombração de videogame que ele tem como namorada.

Ele disse praticamente a puxando para dentro e a guiando até o sofa. Na mesinha de centro tinha baldes de pipoca e garrafas de refrigerante. América falava o quanto os filmes deveriam ser assustadores, mas Vietnã não prestou atenção ela notou quando Wy atravessou o buraco segurando o Kiwi de sua irmã. Wy puxou a camisa do americano.

– Posso ficar aqui por hoje? – Disse assustada.

– Claro, por que não? Só aviso logo que esses filmes serão assustadores.

– Eu não me importo. Só quero ficar longe de casa.

– Mas o que houve? – Perguntou ele vendo que a garotinha estava prestes a chorar.

– Alice saiu e meus irmãos estão se pegando de novo. Eu não quero nem ver o que vai acontecer quando ela chegar em casa.

Wy não se assustava fácil e quase nunca chorava, mas ao se lembrar do humor da mais velha um pouco antes de encontrarem Irlanda e a levarem para Mesopotâmia, ela ficava indefesa. Ela entendia o relacionamento de Austrália e New, mas Zealand não. Gostava de Zea como uma irmã, apesar dos problemas da outra, e não queria que ela sofresse e também não queria vê-la quando pegasse os dois, fizesse algo que não deveria e tentasse suicídio depois. Kiwi era o único que podia ajudá-la a suportar tais pensamentos, afinal ele sempre esteve com Alice e acolheu suas alegrias e tristezas, acolheria a da mais nova porque sabia que ela era muito importante para sua dona.

– Dude, você está bem?

– Sim, só preciso ficar um pouco longe de casa.

– Ok, vamos ver os filmes. Você vai se sentir melhor.

– Tudo bem.

– Quem é ela? – Perguntou Vietnã em um sussurro.

– É a Wy, minha vizinha, irmã do Austrália, do New e da namorada do Matthew.

– Sei.

América colocou o filme e apertou o play. O filme era sobre fantasmas, mas não chegava a dar medo nem em um bebê de um ano, só conseguia fazer efeito no América e este estava agarrado em Vietnã. Wy mal prestava atenção, só comia pipoca e dava um pouco a Kiwi.

– Isso não dá medo. – Disse Vietnã.

– Dá sim. – Disse América apertando mais a cintura da morena, deixando-a vermelha. – Não dá, Wy? Wy? Você está bem? – Perguntou soltando Vietnã um pouco. – Se não estiver gostando, podemos colocar outro filme.

– Não precisa. Finjam que eu não estou aqui.

– Nada disso! Eu vou arrancar um sorriso seu nem que arrastar Matthew e Alice até aqui!

– Não faça isso! Se Alice pegar os meus irmãos no flagra, ela vai surtar! – Disse a pequena morrendo de medo.

– Ótimo, agora você a deixou traumatizada. – Disse Vietnã irritada.

– Eu não queria isso. Eu já sei! Crianças adoram doces! Vou buscar alguns! – Corre para a cozinha.

– Mas é uma besta. – Disse com uma gota na cabeça e poker face.

– Seu namorado é mesmo uma besta, mas admito que ele tem bom coração.

– Ele não é o meu namorado! Por que todo mundo pensa que a gente está namorando ou está de caso?!

– Voltei! – Disse com um pote enorme de sorvete.

– América, olha o tamanho desse pote! – Surpreendeu-se Vietnã.

– O que foi? Ele não é grande o suficiente?

– Você vai acabar deixando essa garota doente com tanto sorvete!

– Mas sorvete faz bem.

– Você ainda vai morrer se continuar comendo tanta porcaria!

– Heróis não morrem assim, Vietnã.

– Qual foi a última vez que você fez exame de sangue?

– Sei lá. Isso importa?

– Depois que estiver com as veias entupidas de gordura, não venha dizer que eu avisei.

– Vocês parecem marido e mulher. – Disse a menor.

Wy começou a rir pela primeira vez naquela noite. Realmente, eles pareciam mesmo casados. Vietnã além de vermelha estava irritada e América começou a rir também, pegou Wy no colo e a colocou sentada por sobre um dos ombros.

– Viu, eu disse que conseguiria te fazer sorrir. Vamos voltar aos filmes.

América colocou Wy no sofa e arrastou Vietnã para lá também. Wy e América devoravam o Poe de sorvete enquanto Vietnã e Kiwi ficaram só na pipoca. Tony, Kumajorou, Sheep e Koala se juntaram a eles. De tanto América insistir, Vietnã acabou comendo o sorvete também.

Enquanto isso no cinema, o grupo tinha se sentado na seguinte ordem da esquerda para a direita: Samoa Americana, Samoa, Zea, Canadá, Groenlândia, Islândia e Seychelles. O filme era assustador. Moa se agarrava na irmã, que se agarrava em Zea. Canadá também se agarrava em Zea, já que ela era uma das únicas que não estava abalada e permitia contato físico. Seychelles se agarrava em Islândia, que se agarrava em Groenlândia, que assim como Zealand, ela não estava abalada, mas não estava acostumada com outro tipo de contato físico que não fosse do seu irmão e queria correr de lá.

– Me chame de bror. – Disse Noruega no ouvido de Islândia.

Islândia tomou um susto tão grande que acabou saltando para o colo de Groenlândia e se agarrando a ela, a deixando muito desconfortável com a situação. Os outros viraram para ver o que tinha acontecido e viram Noruega e Dinamarca na fileira de trás.

– Sai de cima da minha søster! – Dá um olhar assassino com uma cara de dar medo ao capeta.

– Foi mal. – Sai do colo de Groenlândia morrendo de medo. – O que estão fazendo aqui?

– Viemos ver se está tudo bem. – Disse Noruega.

– E se não estão fazendo nada de errado. – Disse Dinamarca.

– Será que vocês podem ir embora? – Perguntou Islândia. – Estamos bem, não estamos fazendo nada de mais e estamos com nossos amigos.

– A gente vai. – Disseram os dois indo embora.

– Ufa, foi por pouco.

– Nunca vi meu irmão tão enciumado. – Disse Groenlândia.

– Isso ainda não acabou. – Anunciou Samoa.

– Como? – Perguntou o albino.

– Você pode mexer com a mãe de um homem, com a tia e até com a filha que ele ficará bravo, mas poderá se conformar, mas se mexer com a irmã, ele vai até o inferno te procurar para acabar com a sua raça, ainda mais se for mexer com a irmã mais nova.

– Estranho, Ausie e New não têm esse ciúme comigo, se bem que Ralph fica super ciumento em relação à Wy, mas Dick acho que nem sabe o que é ciúme.

– Ainda bem. – Canadá suspirou aliviado, pois a última coisa que ele queria era ter que dar satisfações à Austrália e Nova Zelândia do Norte.

Novamente o grupo estava da mesma forma que antes. Quando eles menos esperavam, Dinamarca apareceu por de trás da tela do cinema assustando a todos e Noruega tentou puxá-lo dali, mas não conseguiu e os dois começaram a discutir.

– Quem quer ver outro filme onde eles não estejam lá? – Perguntou Samoa Americana.

O grupo se levantou e foi para outra sala de cinema. Ele iria fugir de Noruega e Dinamarca por um bom tempo.

De volta ao apartamento do América.

– Viet, tem um pouco de sorvete no seu rosto.

– Tem?

Ela tentou limpar o rosto, mas o americano segurou suas mãos e lambeu a área suja pelo sorvete. Em seguida, seus lábios foram atraídos para os lábios dela como se fossem um ímã. Alfred começou a beijá-la de forma terna, e lenta e Lien correspondeu. O beijo ganhou ritmo, evoluiu para um beijo apaixonado e não demorou para que ele a puxasse pela cintura e ela o puxasse pela nuca para diminuir a distância entre os corpos e aprofundar o beijo. Eles se separaram em busca de ar e notaram os visitantes comendo pipoca enquanto tinham um brilho de expectativa no olhar.

– Er... Desculpe, não sei o que deu em mim. – Disse América coçando a parte detrás da cabeça e assustando todo mundo.

– Mas isso é tão romântico! – Disse Wy com corações nos olhos, tirando um bloco de desenhos e um lápis sabe lá de onde e começando a desenhar.

– Com licença. – Disse Vietnã correndo para o banheiro com a intenção de lavar o rosto.

Ela se sentia uma idiota por ter correspondido, mas de alguma forma nem esse beijo e nem a noite que tiveram quando estavam bêbados saíam de sua cabeça. Não que ela se lembrasse perfeitamente daquela noite, na verdade ela só se lembrava de flashes e sentia-se estranha ao se lembrar deles. Ela se sentia ansiosa, quente e... Amada.

Na sala, enquanto Wy tinha um de seus surtos de inspiração que apocalipse zumbi nenhum era capaz de deter, talvez uma semelhança que tinha com Zealand, América pensava no que tinha acabado de acontecer. Ele estava muito ansioso, com uma sensação estranha no estômago e se sentia quente por dentro. Ele sempre sentia isso quando estava em um momento legal com Vietnã ou quando pensava naquela noite.

Enquanto isso no shopping, Islândia, Groenlândia, Zealand, Canadá, Seychelles, Samoa e Samoa Americana entravam e saíam de uma sala de cinema a outra para fugirem de Dinamarca e Noruega ao maior estilo Scooby Doo. Eles até se separavam para enganá-los e confundi-los, mas apesar disso, eles estavam se divertindo.

Groenlândia jamais pensou que um dia faria algo assim e que em um único dia ficaria íntima de alguém que só tinha visto duas vezes. Ela e Zealand tinham alguns pontos em comum. Ambas eram indígenas antes de serem colonizadas e prezavam por suas culturas indígenas, apesar de Zea ser branca feito uma vela e do abismo da diversidade entre inuites e maoris. Ambas tinham irmãos mais velhos e os amavam muito, apesar de às vezes acabarem brigando. Ambas respeitavam muito o mar, Groenlândia por Sedna e Zea por Tangaroa.

Elas acabaram em dupla em uma das diversas separações. Lógico que não pensaram duas vezes antes de falarem de mitologia. Groenlândia revelou que tinha pavor de eclipses, principalmente os lunares, e que podia ver espíritos e Zea revelou que nunca navegava sem um pedaço de coral no barco e que era regida por Tangaroa enquanto seu irmão gêmeo mais velho New era regido por Tane.

Após a diversa correria, o grupo deixou o cinema e decidiu ir para casa e deixar os dois perdidos pelo shopping. Durante a caminhada até o complexo habitacional, eles riam como nunca. Ao chegarem ao complexo, o grupo se despediu e cada um foi para o seu respectivo bloco. Islândia levou Groenlândia até a porta.

– Para quem teme grupos, você até que se divertiu bastante. – Disse ele.

– Sim. Foi bem divertido.

– Agora Lukas e Mathias vão ficar nos procurando até o shopping fechar.

– Mas não vamos ficar livres deles. – Disse abrindo a porta. – Espero que Mathias não tenha interpretado mal, mas de qualquer forma irei conversar com ele sobre isso.

– Ao menos você consegue conversar com o seu irmão.

– Bem, hora de ir.

– Ah, Green, antes de fechar a porta tem mais uma coisa.

Islândia se aproximou e a beijou suavemente nos lábios. Groenlândia não sabia o que fazer, afinal era a primeira vez que fazia algo assim. Islândia estava hipnotizado pela maciez dos lábios da garota e aumentou um pouco o ritmo enquanto a Groenlândia tentava acompanhá-lo sem jeito. Ele parou o beijo com o que restava de sua sanidade. Estava muito vermelho e a última coisa que queria era que a garota se assustasse caso aprofundasse ainda mais. Ele a encarou, ela estava vermelha e em choque.

– Bem, até mais. – Disse ele indo para o seu apartamento.

Groenlândia elevou uma das mãos até os lábios mal acreditando no que acontecera, mas não entrou em casa. Islândia deu uma última olhada para ela um pouco antes de entrar em casa. Ele parecia nervoso, o que ela achou fofo por sinal. Lukas iria brigar com ele, Mathias iria matá-lo, mas pelo menos morreria feliz.

No apartamento de América, Wy tinha dormido no sofa. Ele tinha buscado uma coberta para cobrir a criança. Tony e os bichos dormiam espalhados pela sala. Vietnã iria embora, mas era muito tarde e ele não queria deixá-la na rua sozinha. A porta do apartamento em frente abriu e ele viu Canadá e Zealand pelo buraco, rindo como dois loucos.

– Matthew, por que toda essa risada?

– Isso? É que aconteceu uma coisa muito engraçada com a gente.

– Sério, o que?

– Depois eu conto.

– O que minha irmã faz aí? – Perguntou a garota.

– Nós fomos ver um filme e a Wy veio para cá... –Foi então que ele se lembrou do motivo e do medo da medo da menor de que Zea visse Austrália e New juntos. – Porque ela queria ver também! Por que vocês dois não dormem aqui? Não aceito não, eu insisto. – Disse atravessando parcialmente o buraco e puxando os dois. – Vocês dormem no seu quarto, Matthie e a Viet dorme no meu.

– Mas por que isso, Al? – Perguntou o mais novo confuso.

– Só quero passar mais tempo com a minha futura cunhada, que mal há em querer que ela durma aqui?

– A gente vai casar? – Se vira para o loiro mais novo.

Canadá não sabia o que responder. A intenção de América era boa, mas agora ele tinha feito a cagada do século.

– Vamos dormir, Zea, eu estou muito cansado. – Disse mudando rapidamente de assunto, mas não era mentira, qualquer um ficaria cansado depois da correria.

– Já?! Matthie, você não tem nenhuma energia sobrando para mim? – Disse ela o abraçando, fazendo movimentos circulares com o indicador no tórax do canadense e completando com um bico triste.

– Alice, eu... – Ele olhou para América, que fez um monte de sinais para que ele aceitasse, só faltando gritar “aceita logo”. – Eu tenho sim.

– Que ótimo! – Exclamou de felicidade enquanto rodopiava feito uma criança, mas logo se voltou para o garoto e o beijou. – Te espero no quarto. – Disse de forma sensual, depois afastou dele de forma provocativa e saltitou como uma criança até chegar ao quarto.

– Ela é um pouco estranha. – Comentou Vietnã.

– Não, só é insana e bipolar. – Disse América.

– E você deixa seu irmão sair com ela?!

– Eu não deixaria, mas é que ela me dá medo. – Disse se encolhendo em um canto.

– Al, o que aconteceu? Por que quer que a Zea durma aqui? – Perguntou o mais novo.

– É que o Austrália e o New estão se pegando, por isso que Wy veio para cá.

– Ah, entendi. Pelo que Wy me contou, ela não pode pegar os dois juntos, não até Mesopotâmia terminar com ela.

– Você vai levá-la à Mesopotâmia?!

– Vou e vou ver se o New também vai. Se ele não for, a Irlanda o arrasta.

– Irlanda?

– É uma longa história. É melhor eu ir, antes que ela estranhe minha demora.

Dito isso, Canadá foi para o seu quarto. América conduziu Vietnã para o seu quarto, pois já estava tarde. Já no quarto, América colocou o pijama e emprestou uma camisa para que Vietnã usasse como pijama para dormir. Cada um deitou em um lado da cama, deixando um buraco no meio. Ambos estavam inquietos com o que tinha acontecido.

– Viet, sobre aquele beijo, eu...

– América, eu não sou como as garotas com que você sai! Não pense que você pode fazer o que quiser comigo e...

– Mas eu nunca pensei em você dessa forma.

– Você só pode estar de brincadeira!

– Não, eu sei que não sou o mais inteligente do mundo, que só faço cagada e muitas vezes eu esqueço que o meu irmão existe.

– Você esquece o seu irmão existe?!

– O tempo todo! Teve uma vez que fomos brincar de esconde-esconde, ele tinha se escondido e eu esqueci que estávamos brincando e voltei para casa. Só me lembrei dele dois dias depois.

– Você é o pior irmão do mundo!

– OMG! Eu sou!

– Você é inacreditável! – Ela ouviu gemidos provenientes do outro quarto. – Essa garota geme tanto assim?

– Não é ela, é o meu irmão.

– Ah. – Disse sem graça. – Seu irmão é legal.

– É, mas também é muito ingênuo, mas prefiro que ele fique com essa doida que pode feri-lo do que com algum aproveitador que pode magoá-lo.

– Você escuta o que diz?

– Zea não oferece muitos riscos, ouvi dizer uma vez que ela é mais perigosa para ela mesma do que para os outros.

– No entanto ela te faz borrar nas calças.

– Eu não tenho culpa se ela é a cara daquela personagem do jogo. – Disse tremendo de medo, mas depois parou, se virou e a abraçou por trás. – Você não é como Filipinas ou Panamá. Nunca consegui manter uma conversa sincera com nenhuma delas, acho que nem mesmo com Matthew ou Tony.

Vietnã não podia acreditar no que estava ouvindo. Ele se abria facilmente com ela, mas ela ainda estava desconfiada.

– Você quer dormir comigo, não quer?

– Quero te proteger.

– Me proteger do que?

– Eu não sei, apenas sinto que devo protegê-la.

– O que está tentando provar, Alfred?

– Que eu me importo de verdade com você.

Vietnã se virou para encarar o americano e foi beijada por ele. Alguma coisa nele a fazia perder o controle de si, por isso correspondeu ao beijo. América acariciava o seu cabelo enquanto a puxada ainda mais para si em busca de contato. Talvez só essa noite, o que poderia sair errado? No máximo quebrariam outra parede.

Canadá e Zealand tinham terminado e desabaram ofegantes na cama. Eles ouviram um monte de barulhos vindo do outro quarto.

– O que foi isso?! Terremoto?! – Apavorou-se Zea, mas foi puxada pelo garoto para um abraço.

– Não se preocupe. Deve ser o meu irmão com a Vietnã. Você se lembra do que eles fizeram com a sala.

– Sim, e foi assim que te conheci. – Disse mais amistosa, mas ela arregalou os olhos. – Eles vão quebrar outra parede! E podem parar aqui!

– Calma, eu não acredito que isso possa acontecer de novo. – Eles ouviram o barulho da cama quebrando. – Ou talvez sim.

– Desse jeito eles vão quebrar o chão e cair na casa do vizinho de baixo.

– Eu não duvido nada.

Os dois riram de forma cúmplice, mas foram tomados pelo cansaço e adormeceram.

Notas finais
Wy tem surtos de inspiração, ao contrário de Zea que tem surtos de tudo. # Tirei Scooby Doo do fundo do baú. Quem já viu o primeiro desenho se lembra bem como eram as perseguições de várias portas em um corredor. # Sedna é a deusa inuit do mar e dos animais marinhos. Seu mito possui várias variações, mas em todas ela era uma jovem de grande beleza que acabou sendo jogada de um barco para morrer, tentou se agarrar ao barco e teve seus dedos cortados, que ao caírem na água se transformaram nas primeiras focas e nos primeiros animais marinhos, enquanto ela ia para o fundo do mar. Em algumas versões ela ganhou uma cauda de peixe ao chegar ao fundo do mar. Sedna tornou-se muito rancorosa devido à violência que sofreu. Quando está irritada, Sedna envia tempestades e esconde os animais. # Tangaroa é o deus maori do mar. Ele é o filho mais velho de Rangi (céu) e Papa (terra) e tem uma personalidade agressiva. Ele tinha uma rixa com seu irmão Tane. Tane, com suas canoas de madeira, suas iscas de pesca e suas redes tecidas com fibras de madeira, era responsável pela morte das criaturas marinhas. Tangaroa ordenava que o mar, com suas fortes ondas, engolisse as canoas, as árvores, as florestas, as casas de madeira e até as praias. Os maoris colocavam Tane e Tangaroa (terra e mar) em esferas opostas e navegavam com um pedaço de coral para honrar o deus. # Tane é o deus maori das florestas e da madeira. Tane foi o responsável por a separar seus pais Rangi e Papa . O casal primordial se abraçava com tanta força que seus filhos vivam sufocados entre os dois. Os irmãos de Tane (Rongo, Tangaroa, Haumia, Tawhiri, Uru e Tümatauenga) tentaram separá-los, mas não conseguiram, só Tane, que firmou bem os pés em Papa, encaixou os ombros no corpo de Rangi e o empurrou para cima com toda a força. Essa seria uma representação das árvores com suas raízes fincadas na terra e seus galhos apontando para os céus. Todos os que usam madeira veneravam o deus, particularmente os construtores de canoas. Uma noite antes de começar a cortar as árvores para fazer as canoas, os artesãos rezavam para Tane e descansavam os machados no seu templo. # Fonte: http://mitographos.blogspot.com.br/ # # # Primeiramente eu gostaria de agradecer ao blog Mito + Graphos pelas informações fornecidas sobre as mitologias inuit e polinésia presentes nesta fic. É muito difícil encontrar algo sobre a mitologia maori e se não fosse por este blog, jamais teria conhecimento sobre os deuses maoris e sobre a história de Igaluk e Malina e sobre outras mitologias também. Aos amantes de mitologia de plantão: visitem este blog, ele fala sobre as mais diversas mitologias, desde a mais conhecida até a menos conhecida. # Pois é pessoal, aqui está mais um capítulo. O que irá acontecer? Bem, só esperando o próximo para saber.